13/08/2008
Cinema na Bahia - Realidade
Estes posts fazem parte do primeiro blog criado, CinePelô que era para narrar a experiência que tive como professora de roteiro na Oficina das Artes. Deixei aqui no espaço do CinePipocaCult como registro de um momento.
“A demanda está enorme. Felizmente, nunca se filmou tanto na Bahia. Nosso papel é organizar a produção”, comemora o ator Caco Monteiro, coordenador da Bahia Film Commission ao lado de Rosa Cayres.
Com esta frase dá para sentir que os bons ventos se voltam para Bahia. Após muito tempo se valendo da fama de ser a terra de Glauber Rocha, finalmente podemos ver a cidade voltar a respirar cinema. Várias produções locais e nacionais fervilham no estado e novos editais estão sempre sendo abertos. Agora mesmo estamos com um de longa e outro de curta-metragem.
Claro que nem tudo são flores, estes últimos editais mesmo, estão sendo bastante criticados pela classe, eu inclusive, devido as exigências excludentes (como proponente ser pessoa jurídica com mais de 3 anos de funcionamento). Editais como o do DocTV em que o proponente pessoa física apresenta um projeto e só os pré-selecionados são obrigados a apresentar uma produtora parceira, são bem mais justos, pois dão oportunidades para todos. Porém, as oportunidades começam a surgir e o Seminário de Cinema recém-encerrado mostrou que muita gente quer fazer cinema em Salvador.
A criação da Bahia Film Commission, orgão agregador de mão-de-obra e facilidades, foi um dos grandes responsáveis pelo fomento cinematográfico de fora e sua sede no Forte do Barbalho já se tornou o ponto de apoio de todas as produções na Bahia. Muita coisa tem acontecido por lá. Incluindo oficinas para os meninos escolhidos para o filme Capitães da Areia, todos vindo de ONGs. Mais uma bela iniciativa de inclusão social.
A produção da minissérie Ó paí, ó, realizada pela Dueto Filmes para a Rede Globo, trabalha com um total de 75 pessoas, metade vinda do Rio de Janeiro, metade baiana. O amplo pavilhão ocupado por eles no Forte – dividido em escritório e depósito para figurinos – foi reformado pela equipe. Com isso, vários recursos e investimentos em diversas áreas são colocados no estado que só tem a ganhar.
Que isso seja apenas um começo para muita coisa que ainda vem por aí.
Produções atualmente no Forte:
Fonte: Filmm Comission
Documentários
- Todo esto me parece un sueño (do veterano Geraldo Sarno)
- Cuíca de Santo Amaro (Joel de Almeida e Josias Pires)
Ficções
- Besouro (João Daniel)
- Estranhos (Paulo Alcântara)
- O trampolim do Forte do Porto da Barra (João Rodrigo Mattos)
Curtas
- Cães (Alder Paes e Moacir Gramacho)
- Doido Lelé (Ceci Alves)
- Forte do Barbalho – Ditadura militar, título provisório do documentário de Silvana Oliveira e Silvana Rezende, que contará uma parte da história do próprio local.





































