terça-feira, 17 de novembro de 2009

Te amarei para sempre

Te amarei para sempreCada filme tem o seu propósito, então, não posso analisar Te amarei para sempre como um filme de ficção científica sobre viagens no tempo. Sua premissa peculiar serve apenas para contar mais uma bela história de amor, entre duas pessoas que lutam para ficar juntas apesar das intempéries da vida. Devo apenas reclamar do título brasileiro, afinal, não é sobre um homem que ama uma mulher, mas sobre um casal. O título "A mulher do viajante do tempo" confesso que não gosto também, talvez um "amor eterno" fosse mais honesto para a produção.

O roteiro de Bruce Joel Rubin é bastante inteligente ao ser sutil nos problemas criados pelas constantes viagens no tempo de Henry. Seja no futuro, deixando sua esposa Clare sozinha, ou no passado, quando acaba induzindo a pequena a se apaixonar por ele. Interessante ver também, que à medida em que amadurece, a moça vai gostando mais da versão contrária do amado. Quando era pequena, Clare se apaixonou pela versão madura de Henry e ao encontrá-lo, quando os dois estão jovens, parece gostar mais do homem mais velho. Quando o casal vai amadurecendo e os problemas vão surgindo, ela vai sentindo falta do doce e jovem Henry. Uma relação confusa de sentimentos que o fazem disputar com ele mesmo o espaço no seu coração.

Eric Bana e Rachel McAdamsO filme traz ainda uma mudança na premissa do viajante no tempo que sempre tem o domínio da situação por normalmente saber mais do que os que ali estão vivendo sua vida presente. Henry acaba encontrando Clare, e esta, já conhecia sua versão futura e suas vivências, deixando-o confuso muitas vezes. O fato dele também não ter controle sobre as viagens, nem quando, nem pra onde, muito menos por quanto tempo vai, o tornam um joguete nas mãos do destino. Quer dizer, da genética, já que a explicação para o seu "dom" é uma mutação nos genes. Pelo menos ele pode ficar mais tempo com sua mãe, morta em um acidente de carro no exato instante em que ele faz a primeira viagem ainda criança.

Na parte técnica tenho pouco a dizer. Robert Schwentke faz um filme redondo e a fotografia de Florian Ballhaus acerta ao deixar o longa com imagens sempre em tons outonais, destacando uma certa melancolia. A montagem das viagens no tempo e a ordem de alguns detalhes que vão explicando o desfecho do filme ajudam na narrativa, construindo um belo drama, em que tanto Eric Bana quanto Rachel McAdams conseguem defender seus personagens com grande emoção e verdade. É bonito, por mais que alguns achem piegas. Talvez por isso, Brad Pitt e sua esposa na época Jennifer Aniston tenham comprado os direitos de adaptação antes mesmo do livro ser lançado. A idéia era os dois protagonizarem o longa. Mas, o tempo passou, tudo mudou e Brad acabou sendo apenas o produtor executivo do mesmo, enquanto Aniston não teve nenhuma participação.

Ah, e a escolha do cartaz em japonês é porque achei a imagem muito mais bonita que a versão brasileira. 

7 opiniões:

Bruno disse...

A eu já tinha visto o trailer mas nao me interessei muito, até pq não faz meu gênero preferido rsrs

E vc conseguiu assistir o Katyn??
Vai passar hoje no telecine cult!

Abraço!

17 de novembro de 2009 19:51
Carlos Ayrton disse...

Carlos , Eu sempre fiquei pensando que temos um mundo paralelo ,aonde o tempo é meramente convenção , acho o tema bem interessante, gostei da dica um cheiro , Carlos A Almeida

17 de novembro de 2009 20:59
Ricardo Martins disse...

Eu gosto de filmes que envolvam viagens no tempos, mas quando bem feitas! Este filme tenho que ver, ainda mais um belo romance sempre com pitadas cômicas!

Ah, explicado! O cartaz japonês, bela foto!

ABRAÇO

18 de novembro de 2009 00:04
Amanda Aouad disse...

É isso mesmo, Bruno, cada filme tem seu público, hehe. Eu vi que passou no telecine, mas ontem tive aula, não deu, vou tentar vê-lo ainda essa semana e vou lá no seu blog comentar.

Oi, pai, bom te ver por aqui, volte sempre.

Pois é, Ricardo, eu também gosto bastante.
bjs

18 de novembro de 2009 09:23
Cristiano Contreiras disse...

Ah, seria interessante observar o filme nas interpretações de Pitt e Aniston, mas confesso que gosto muito de Eric Bana.

Preciso conferir!

18 de novembro de 2009 11:43
Robin disse...

Adoro romance, gosto bastante de viagens no tempo, até Kubanacan quando abordou isso vibre, kkkkkk. Vou conferir esse filme.

19 de novembro de 2009 09:55
Ciro Hamen disse...

Gostei bastante do filme. Mas isso deve ser pq esses romancezinhos bobos fazem o meu estilo. As atuações são boas e a história prende.

Abraços!

4 de dezembro de 2009 22:29

Postar um comentário