27/11/2010
Identidade
"Ten Little Niggers" é o livro mais vendido de Agatha Christie. Lançado em 1939, é também um dos maiores best-sellers de todos os tempos, com cerca de 100 milhões de cópias vendidas. Procurem por "And Then There Were None", nome que o livro ganhou nos Estados Unidos. É impossível então, ao ler a sinopse de Identidade não se lembrar desse estranho caso onde dez africanos começavam a morrer misteriosamente, um a um. Que bom que a semelhança acaba aqui e o filme de James Mangold com roteiro de Michael Cooney consegue ser original, intrigante e surpreendente.
O filme de 2003 traz dez pessoas presas em um motel por causa de uma tempestade. Aos poucos, eles também vão morrendo, mas já no início do filme vemos a diferença. A apresentação é com Dr. Malick, vivido por Alfred Molina, estudando um caso de um serial killer que ele tem certeza tratar-se de um problema psiquiátrico. Em paralelo à sua luta para provar a uma junta de especialistas, encabeçada pelo juiz, a sua teoria, vemos o desenrolar no motel desde o princípio, quando aos poucos os personagens vão se juntando àquele lugar até o desfecho surpreendente.
Claro que a forma como os personagens se juntam no motel é meio absurda. Primeiro vemos uma família na estrada, o pneu delas fura e a mulher é atropelada por uma limousine, não há telefone, rádio, nem estrada para passar. A chuva bloqueou tudo. Logo os outros personagens se aproximam. Um casal recém-casado, um policial com um prisioneiro, a família composta por padrasto, mãe e filho, o motorista e uma atriz decadente e uma prostituta. Tudo sui generis, mas com uma certa profundidade na construção.
O protagonista vivido por John Cusack é Ed, o motorista da limousine que afirma já ter sido da polícia. É ele quem toma conta da situação, tenta a todo custo ajudar os outros e descobrir quem é o responsável pelas mortes. Os demais tem função definida no jogo do suspense, destacando também apenas o policial Rhodes, vivido por Ray Liotta.
O filme é bem construído em seu suspense nos prendendo à tela e, claro, nos deixa surpresos no fim. Não gosto muito da idéia da grande revelação acontecer a dois terços do filme, mas admiro que mesmo assim continuemos interessados e tensos quanto ao final. É um mérito, a forma como Michael Cooney consegue construir esse encadeamento e como James Mangold os traduz em imagens. Mas, devo dizer que há também muita mentira e algumas soluções absurdas, que acabam se justificando, e vários clichês de filmes policiais. Não que nada disso destrua a apreciação, fui envolvida e acredito que muitos também o sejam.










































11 opiniões:
Descobri esse filme por acaso e adorei.
27 de novembro de 2010 10:50Muuuuuuuuito bom.
Eu acho que este filme tem uma premissa bem interessante, mas acaba se perdendo nos próprios clichês do gênero de suspense!
27 de novembro de 2010 15:58Eu gostei do filme, achei o final fantástico. A revelação explica todas as coisas estranhas e impressões de furos do roteiro.
27 de novembro de 2010 18:21abraços
É um filme bem legal, com um suspense interessante e um elenco de primeira. Além disso gosto dos filmes de James Mangold, ele dirigiu bons longas como "Garota Interrompida" e "Cop Land".
27 de novembro de 2010 20:43Até mais
Todo mundo criticou negativamente o filme, na época do lançamento, tive a mesma percepção sua, Amanda...seu texto vai bem de encontro ao que acho. Preciso até reve-lo...e gosto da participação de Rebeca De Mornay nele e a reviravolta final! Acho Mangold um ótimo diretor!
28 de novembro de 2010 01:06Vi este no cinema, adorei.
28 de novembro de 2010 08:43É bem interessante, sim, Renato.
28 de novembro de 2010 22:45Kamila, entendo o que você fala, mas levando em consideração a revelação final, mesmo o clichê fica diferente.
Pois é, Robin.
Verdade, Hugo. Garota Interrompida eu gosto muito.
Pois é, Cris, eu achei a condução bem interessante.
No cinema, o impacto deve ter sido ainda maior, Márcio.
bjs
Adorei o filme, na época em que o vi. Achei o roteiro super interessante. Um bom filme de suspense com uma ótima reviravolta no final.
30 de novembro de 2010 23:29Abs.
A reviravolta é boa mesmo, Jonathan.
1 de dezembro de 2010 00:22abraços
Na primeira vez que assisti, torci o nariz. Mas foi no cinema, tinha uns 14 anos e fui barrado na sessão de "Freddy VS Jason" (graçaas a Deus rs). Daí, pra não perder a carona, assisti a próxima sessão. Do jeito que estava puto, poderia ser "O Poderoso Chefão", eu não iria gostar do filme.
1 de dezembro de 2010 09:19Mas dei mais uma chance a "Identidade" anos mais tarde e wow!, um ótimo e surpreendente suspense. Ainda que a "reviravolta" esteja ficando meio simplificada no cinema, neste aqui, coube de maneira coerente e sem exagerar a dose, tipo "O Número 23"...
Bjs.
hehe, tá vendo que Deus escreve certo por linhas tortas? kkk Ninguém merece Freddy vs Jason, só não é pior que Alien vs Predadores.
1 de dezembro de 2010 09:29bjs
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