Por sugestão de Ângelo Costa, que nos fez um pedido em nossa fanpage, resgataremos aqui um clássico moderno.
3,14. Um número aproximado para representar uma dízima não-periódica famosa apelidada pelo nome Pi. Uma proporção numérica que representa a proporção entre o perímetro de uma circunferência e seu diâmetro. Aparentemente não há um padrão nessa dízima, por isso, ela é não periódica, ou seja, os números não se repetem de uma maneira lógica. E essa questão, ao mesmo tempo simples e complexa serviu como ponto de partida para o primeiro filme longametragem de Darren Aronofsky em 1998.
Dois anos antes da declaração da 2ª Guerra Mundial, o Japão já travava sua própria guerra com a China, na Segunda Guerra Sino-Japonesa. O evento conhecido como Massacre de Nanjing é incomodamente retratado no filme Flores do Oriente, de Zhang Yimou. O diretor que já exaltou a coragem do povo chinês em filmes como Herói e O Clã das Adagas Voadoras, fala agora da bravura do seu silêncio.
Chegando ao seu final, o Festival de Cannes de 2012 foi bem mais ameno que o de 2011, até por isso, talvez, também não tenha destaques e favoritos tão fortes quanto o ano passado, monopolizado por A Árvore da Vida e Melancolia. Até a metade do festival, ainda não era apontado um favorito, próximo do fim, no entanto, começam as apostas que estão divididas entre “Amour”, de Michael Haneke, e “Dupa Delauri”, de Cristian Mungiu. O filme do brasileiro Walter Salles foi exibido quarta-feira com boa parte do elenco presente, mas não empolgou. Pelo menos também não causou comoção negativa como o filme do mexicano Carlos Reygadas, até hoje o mais vaiado do festival. Tudo que instiga e nos dá uma ideia do que está por vir no circuito mundial em breve. Distantes da cidade francesa, a nós só resta olhar para Cannes como um oráculo, que no domingo dia 27 irá presentear com suas Palmas douradas aqueles que podem se vangloriar de serem artistas da sétima arte.
Notícias Rápidas
Operação Skyfall
Previsto para novembro desse ano, a nova aventura do agente secreto mais conhecido do mundo parece mesmo eletrizante. Pelo menos é a impressão que dá ao ver o trailer divulgado essa semana. Há um tom aqui de tensão constante, com uma característica própria de Daniel Craig que deixou James Bond menos blasé e com uma maior força bruta. Vejamos o que ele nos reserva, tomara que algo melhor que os últimos filmes.
Re-refilmagem A onda de refilmagens norte-americana não tem mesmo fim. E parece que a MGM quer investir pesado nisso. Com duas refilmagens em produção, "RoboCop" e "Carrie" (aquela mesmo, a estranha), além de projetos em andamento ("A Pantera Cor de Rosa", "Halloween", "Poltergeist" e "Jogos de Guerra") anuncia agora a nova versão de Sete Homens e um Destino. Levando em conta que este filme de 1960 já era um remake de Os Sete Samurais, não deixa de ser curioso uma terceira versão, ainda mais com Tom Cruise no papel principal. Ainda não se sabe muito, o roteirista está sendo contratado, então, fica difícil prever, por exemplo, se a história continuará sendo no Velho Oeste com pistoleiros defendendo uma cidadezinha mexicana. Tudo é possível, até mesmo que seja uma nova adaptação para os tempos atuais. Só nos resta aguardar. Fonte
Propaganda da Prada
Nem só o diabo veste Prada, Roman Polanski surpreendeu Cannes esta semana com um curta-metragem feito para a grife tendo no elenco Ben Kingsley e Helena Bonham Carter. O resultado ficou bem interessante, mesmo para os que não conseguem entender a língua inglesa, é possível compreender a mensagem. Uma sessão de terapia bastante atípica, onde Carter é a paciente e Kingsley o terapeuta. Divirtam-se.
Novos Cartazes
Três filmes movimentaram a semana com seus novos cartazes. Primeiro, a estranha e instigante montagem de 360, novo filme de Fernando Meirelles. O quase óbvio, mas nem por isso menos empolgante cartaz nacional de Para Roma Com Amor, filme de Woody Allen. E claro, os novos cartazes de Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge, que traz novas poses do herói, do vilão e da femme fatale Mulher Gato. Clique para ampliar.
Estreias da Semana
O blockbuster da semana, Homens de Preto 3, estreia junto com três filmes completamente diferentes, mas delicados em suas perspectivas. Opções para todos os gostos. O filme de Barry Sonnenfeld é mais do mesmo, de fato, com muitos alienígenas e agora, viagem no tempo, mas diverte a todos os públicos com algumas piadas inteligentes e muita brincadeira com o que é estranho em nosso mundo. Deve agradar aos fãs da franquia. Já Flores do Oriente, de Zhang Yimou traz um filme sensível sobre um massacre chinês na década de 30 pelo exército japonês. Estrelado por Christian Bale, tem uma construção técnica incrível e uma história emocionante, ainda que cheia de clichês. Enquanto isso, a comédia Hasta La Vista, de Geoffrey Enthoven, desafia o politicamente correto para falar da jornada de três amigos, um deficiente visual, um paraplégico e um tetraplégico que tentam perder a virgindade em um bordel especial. Por último, temos a estreia da comédia romântica A Delicadeza do Amor, dirigido por David Foenkinos e Stéphane Foenkinos, sobre uma mulher em luto pela morte do marido há três anos que é cortejada por um sueco colega de trabalho.
Humor
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Fica a Dica
Já está em pré-venda a coleção completa de James Bond em Blu-Ray, coleção que comemora os 50 anos do famoso agente. São 22 discos com todos os filmes de 007, mais curiosidades sobre a produção de Skyfall. Os fãs, já podem começar a coçar as mãos, ou não. O lançamento está previsto para setembro.
Dez anos depois do último filme da franquia, Homens de Preto volta às telas do cinema com uma aventura no mesmo estilo das demais, com alienígenas estranhos, humor e ação só que agora acrescida de uma viagem no tempo. Como toda história que utiliza esse recurso, há algumas pontas que ficam soltas, mas mesmo assim, Barry Sonnenfeld consegue dirigir uma terceira aventura digna do produto criado em 1997.
Famoso poeta e escritor americano, Edgar Allan Poe é mais famoso por seus contos policiais macabros. Quis o destino que esse homem que tanto brincou com a morte, tivesse um mistério em seu próprio fim, sendo encontrado no dia três de outubro de 1849, nas ruas de Baltimore, em um estado delirante. O que o levou a falecer, permanece um mistério e serviu como premissa interessante, para um filme nem tanto.
Filme mexicano produzido e dirigido por Alfonso Arau, teve o privilégio de ter seu roteiro adaptado para o cinema pela mesma autora do livro homônimo, Laura Esquivel. O livro já era um best seller e, com o filme, o sucesso não foi diferente. É uma história sensível, sem sombra de dúvidas, que conquistou públicos no mundo inteiro. Porém, por trás da metáfora de uma época através de um conto de fadas há a incongruência de um príncipe fraco e por vezes até medíocre.
O Corvo, filme dirigido por James McTeigue, traz uma instigante história do escritor Edgar Allan Poe, em seus últimos dias de vida, perseguindo um serial killer que se inspira em suas obras para cometer assassinatos.
Há filmes que se tornam ícones de uma geração e parecem que não envelhecem. A trilogia De Volta para o Futuro é uma delas, revendo recentemente o primeiro filme de 1985, foi como se realmente voltasse no tempo e me divertisse da mesma maneira com a família McFly e Dr. Emmett Brown. Deu vontade de rever os outros dois, que farei em breve e também comentarei aqui.
O Que Eu Mais Desejo é o novo longa-metragem de Hirokazu Koreeda. Em Kagoshima, ao sul de Kyushu, um vulcão é um dos temores de Koichi, um menino que vive com a mãe e os avós e ressente-se da separação de seus pais. O irmão caçula, Ryunosuke, ficou com o pai no norte da ilha. O que Koichi mais deseja é que sua família esteja junta novamente. Então, quando escuta uma lenda de que ao fazer um desejo no momento em que dois trens balas se cruzam, ele certamente se realizará, decide organizar uma viagem secreta até o ponto de intersecção dos trens, onde o milagre poderá acontecer.
Desde que John Greison assistiu a Nanook, o Esquimó (Nanook of the North) de Robert J. Flaherty, criando o termo documentário, a teoria cinematográfica constrói e reconstrói essa definição. Há até aqueles menos esclarecidos que não consideram um documentário um filme. Tolos eles que não sabem que o cinema nasceu documental, seja nas experiências de estúdio de Thomas Edison ou nos registros diários dos irmãos Lumière. Onde termina o real, onde começa a ficção? Questões que nunca saberemos ao certo como serão respondidas.
Desde que conheci Jogos Vorazes tinha vontade de rever um filme dos anos 80 baseado no livro "O Concorrente" (The Running Man, no original) de Stephen King. Estrelado por Arnold Schwarzenegger, o filme O Sobrevivente de 1987 é uma Sessão da Tarde datada, é verdade, mas ainda tem alguma coisa interessante naquela crítica à televisão e a sociedade mundial.
Considerado o melhor filme europeu de 2010 pela European Film Academy, Slovenian Girl é um filme com ritmo próprio. Aleksandra é uma garota comum que nasceu em uma pequena cidade da Eslovênia e faz faculdade na capital do país, Ljubljana. Sua rotina entre estudos, sala de aula e visitas ao pai amoroso são construídas em paralelo à sua atividade clandestina. Veja crítica completa.
Começou essa semana o 65º Festival de Cinema de Cannes. Até o dia 27 de maio, a França irá respirar cinema e, com isso, o mundo inteiro estará de olho no que acontece no Festival mais charmoso e valorizado do cinema mundial. Tomara que seja um ano mais tranquilo que as polêmicas do ano anterior, nessa edição em que o Brasil é destaque, como já havia comentado nessa mesma sessão. A noite de abertura foi marcada pela Avant Premiere de Moonrise Kingdom, filme do diretor americano Wes Anderson que estava presente junto com todo elenco: Edward Norton, Bruce Willis, Bill Murray, Tilda Swinton e Jason Schwartzman, além das crianças Kara Hayward e Jared Gilman. Moonrise Kingdom é um dos concorrentes à Palma de Ouro deste ano, junto a mais 21 concorrentes, entre eles Na Estrada, do brasileiro Walter Salles, todos filmes de diretores homens, como observou a jurada Andrea Arnold, ao lamentar que as diretoras estejam quase em extinção no cenário mundial. Agora é só ficar de olho e acompanhar as notícias que vem do outro lado do oceano.
Inspirada no texto de ontem, resolvi resgatar aqui uma lista de filmes que valorizam o cinema. Uma verdadeira metalinguagem, muito bem realizada e inesquecível. Por que filmes que envolvam o cinema, existem vários, mas poucos traduzem completamente a emoção cinéfila da sétima arte. Não digo com isso, que esses dez são os únicos, nem os melhores, mas o que elejo para representá-los, por ter visto mais, gostar mais ou me emocionar mais em algum momento da vida.
Semana passada recebi uma newsletter do Telecine informando que "seis meses após aderir à dublagem, o Telecine Action ganhou 47% de audiência e subiu seis posições no ranking do horário nobre". Isso confirmou uma constatação que vem sendo rotina a cada dia nas salas de cinema, o público de filmesdublados no país aumentou consideravelmente. Já é possível ouvir da bilheteria o 'aviso' de que o filme escolhido é 'legendado, viu?'". Há um tempo isso era quase impossível, aliás, filme dublado no cinema ou nos canais pagos eram raridade.
Considerado o melhor filme europeu de 2010 pela European Film Academy, Slovenian Girl é um filme com ritmo próprio. A tradução de uma rotina com um tratamento bastante realista que poderia acontecer em qualquer esquina. Não há peripécias mirabolantes, nem ação sobre humana, tudo é muito verdadeiro e, talvez por isso, ainda mais assustador.
"Tudo vai dar certo no final. Então, se não estiver tudo certo, é porque ainda não é o final". Acreditando piamente nesse ditado, o jovem Sonny Kapoor, vivido por Dev Patel (Quem quer ser um milionário), toca o seu "Exótico" Hotel Marigold, especialmente para hóspedes ingleses, na Índia. O problema é que o local está quase sucateado e quando os sete primeiros hóspedes desembarcam ali, tudo começa a mudar.
Quem nunca jogou Batalha Naval? O joguinho simples criado nos anos 30 que já deve algumas versões, inclusive online, sempre foi uma diversão interessante. Descobrir as coordenadas dos navios inimigos para conseguir atingi-los antes que ele atinja os seus podia nos entreter por horas. Quando o capitão Yugi Nagata dá a ideia de localização que os radares não estavam conseguindo, temos um vislumbre daquele jogo. São apenas alguns minutos dentro de um filme longo, que servem como inspiração e ponto de partida de uma aventura tola.