02/09/2010
Como Cães e Gatos 2
Continuações quase sempre não me soam bem. Na tentativa de repetir o sucesso dos filmes anteriores começam a criar reprises do arco dramático com os mesmos personagens. Às vezes temos boas continuações, onde algo novo é realmente acrescentado. Mas, há também aqueles em que apesar da reprise da fórmula, nos surpreendem com uma boa diversão. É o caso de Como Cães e Gatos 2. A fórmula é a mesma, cães recrutam um cão desajeitado para ser personagem chave em uma missão contra um gato maluco que quer destruir os caninos. Dessa vez, no entanto, o gato maluco, ou melhor a gata, não quer destruir apenas os cães, mas os humanos. Aí entra a diferença do primeiro. Os gatos não são simples vilões. Apesar das diferenças históricas, eles se juntam aos cães para derrotar Kitty Galore.
Kitty Galore é uma ex-agente traumatizada por um acidente que lhe tirou os pêlos e a fez ser rejeitada por seus donos. Agora ela quer se vingar e cabe à equipe da união dos cães com os gatos impedir isso. O recruta agora é Diggs, um pastor alemão da polícia civil que consegue atrapalhar todas as suas missões. Mas, Lou vê nele um cão de coragem que pode ser essencial para missão. Sim, Lou, o beagle atrapalhado do primeiro filme é agora o chefe dos cães, usando gravata e óculos. Já o agente alfa Butch continua nas ruas e será o parceiro de Diggs. A gata Catherine forma o trio bem ao estilo A incrível jornada, tendo no pombo Seamus o alívio cômico.

Como Cães e Gatos 2 é aquela história cheia de clichês e referências, mas que cria situações hilárias, principalmente para aqueles que amam cachorros. A fidelidade canina e o amor dos homens por seus animais, aqui representado pelo ator Chris O´Donnell que faz o policial parceiro de Diggs, são os ingredientes chaves do roteiro que nos fazem torcer por aquela jornada. Até porque a vida da raça humana está em risco. A forma como o plano vai sendo apresentado e os espiões são se revelando de um lado ou de outro é interessante e divertido.
As referências são um show à parte. Temos desde uma frase solta dita pelo pombo: "salvem os cães, salvem o mundo", que nos remete diretamente a série Heroes ("salve a líder de torcida, salve o mundo") até uma sequência inteira a la O Silêncio dos Inocentes. O gato Mr. Tinkles, o vilão do primeiro filme, encontra-se agora em uma prisão apenas para gatos doentes mentais. Em sua cela de vidro, amarrado e com uma focinheira igual a de Dr. Hannibal, ele é visitado pelo grupo que quer utilizar sua experiência de vilania para desvendar qual seria o plano de Kitty Galore. A premissa é exatamente a mesma de Clarice Starling, a personagem de Jodie Foster, consultando o canibal para pegar o serial killer que está investigando. Só que aqui, em vez do clima tenso do filme, temos uma sátira engraçadíssima com o gato.
O 3D também me surpreendeu, desde a introdução, onde somos brindados com um desenho do Coiote e Papaléguas, que estão ótimos naquelas perseguições inúteis, passando pelo filme até os créditos, onde vídeos diversos de cães e gatos que circulam pelo Youtube aparecem em uma tela que avança aos nossos olhos. O filme explora tanto objetos suspensos em nossa frente quanto a profundidade da tela, e pode ser um plus na aventura se você ainda não enjoou daqueles óculos incômodos. Não acrescenta diretamente nada à fruição da história, mas ainda soa como novidade e tem efeitos interessantes.Se você não gosta de animais e acha forçado colocarem os bichos para falar e agir como se fossem gente, esse filme não é para você. Agora, se consegue viajar na fantasia, sem se preocupar com algumas licenças poéticas e adora cães e gatos, vai se divertir tanto quanto eu a ponto de considerar de fato este um dos bons filmes do ano. Só achei desnecessário aquele final. A sequência é quase a introdução para um terceiro filme, o que minha paciência com continuações já acende a luz vermelha de novo.






































12 opiniões:
Hum, eu estava encarando essa continuação de "Como Cães e Gatos" com certa impaciência, fazendo pré-julgamentos para mim mesmo sem nem ter assistido. E apesar de minha fase de cachorros falantes terem passado rs, vou arriscar uma conferida, já que, lá pelos meus 10 anos de idade na época, me diverti muito com o original hehe.
2 de setembro de 2010 10:51abs, Amanda!
Amanda, eu vou tomar a liberdade de não acreditar que este possa ser um bom filme. Tudo bem que eu me encaixe nesta categoria de pessoas que não gostam de bichos falantes (exceto em algumas animações que não misturam bichos com humanos), mas não posso acreditar que um filme que figure na posição 92 no IMDb, como um dos piores de todos os tempos, possa ter algo de bom.
2 de setembro de 2010 12:39Já quanto ao 3D ser bom, isso sim eu acredito! rsrs
Mas enfim. Menos mal que você tenha gostado...
Beijo!
P.S.: vi que você está concorrendo neste tal de "Peixe Grande". Não sei (ainda) do que se trata, mas já dei (e confirmei) meu voto! =)
Pois é, Elton, também estava com essa mesma má vontade de você. Mas, deixei minha criança e meu amor por cães falarem mais alto e me diverti.
2 de setembro de 2010 15:13Fred, tens todo o direito, hehe, agora o IMDB não é verdade absoluta, até porque muitos ótimos filmes não estão lá pelo topo da lista, assim como uma pessoa aqui no blog já questionou A Procura da Felicidade ser o primeiro dela. De qualquer forma, Marmaduke (que vc odiou) também teve péssima nota por lá e muita gente gostou. Eu realmente me surpreendi com o filme. Fui ao cinema achando que seria uma das maiores bobagens de todos os tempos. Dei boas risadas, me diverti e matei a saudades do meu beagle. Enfim, por esses aspectos foi um bom filme.
bjs
Ah, brigada, eu também coloquei o selo aí sem muitas expectativas. Ainda acho que sou uma pequena sardinha, hehehe, mas, já que me indicaram, vamos ver no que dá...
Eu gosto muito do primeiro e a turma aqui em casa também. Então, verei com certeza esse fim de semana, depois de Nosso Lar, é claro.
2 de setembro de 2010 16:31abraços
Como disse em seu post anterior, não conferi "Como Cães e Gatos" e, sinceramente, nem tenho interesse por esta continuação.
2 de setembro de 2010 17:58Para lhe falar a verdade eu só soube da existência do primeiro filme quando vi o trailer deste e vi que era o 2 hahaha.
2 de setembro de 2010 22:03Desconheço e prefiro continuar na ignorância :D
Oi Amanda, eu não vou assistir, rs! Só se for pra levar minha priminha no cinema. Nem o primeiro achei atraente. Prefiro a época da ' Incrível Jornada'.
2 de setembro de 2010 22:07Desde o primeiro, neste caso, achei tolo e bobo.
Bjs.
Rodrigo
hahaha! Pequena sardinha foi ótimo, mas dentre o universo dos blogs, estamos cada vez melhor na fita, não?!
3 de setembro de 2010 06:24Não vai demorar pra eu te ver Peixe Grande! rsrs
Bjo!
Pois é Amanda, muito me gratifica ver que vc curtiu o filme, mas não consigo conter minha desmotivação em conferir essa produção nos cinemas. De qualquer maneira, essas referências a que vc faz alusão devem valer o filme mesmo.
3 de setembro de 2010 10:31Bjs
Achei que já tinha respondido três dos últimos comentários, mas como sumiu, vai de novo...
3 de setembro de 2010 17:20Robin, pelo visto só nós, né? kkkkk.
Pois é, Kamila, sem problemas...
Tá certo, Rodrigo. Eu fui fisgada pelo primeiro por causa do beagle. Tinha um cão dessa raça e o laço sentimental me fez conferir. Achei divertido. Esse segundo, fui de má vontade, achando que seria uma bomba, mas foi bem divertido também, hehe.
Tamos caminhando aos poucos, hehe, devagar e sempre... Quem sabe... E você agora, com experiências internacionais, então...
Verdade, Reinaldo, as referências são o que mais divertem...
bjs
Parece um filme bacana para se assistir em alguma tarde ociosa por aí... essas referências devem valer o ingresso hehe...
5 de setembro de 2010 14:06Curto muito cães, mas sinto falta de um filme realmente bom envolvendo eles.
É por aí mesmo, Bruno. E verdade, são raros os filmes realmente bons com cães. Gosto de a incríve jornada e Benji. E achei Sempre ao seu lado, interessante, principalmente o japonês.
5 de setembro de 2010 22:51Postar um comentário