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“Festa da Arte”
“Festa da Arte”
Entre os dias 24 e 28 de julho, Salvador respira cinema com a sétima edição da Mostra Lugar de Mulher é no Cinema. E nessa edição, a proposta é ir além do cinema, celebrando todas as formas artísticas, em especial o teatro e a música, ampliando os eventos para além das sessões de filmes, tornando o festival um ponto de encontro, diversão e diversidade. “É a festa da arte”, definiu Day Sena, uma das diretoras da Mostra durante a coletiva de imprensa.
A abertura do evento acontece no dia 24 de julho no Centro Cultural Sesi Casa Branca, na Ribeira, tendo show de abertura com Nininha. A artista, que também estava na coletiva, falou sobre sua proposta única de uma drag pagodeira, prometendo muitas novidades, ela reforçou a importância de valorizar a diversidade da mulher periférica. A noite contará também com a DJ Gabi da Oxe. Segundo Hilda Lopes Pontes, também diretore da Mostra, o evento de abertura trará uma cerimônia mais lúdica com elementos teatrais, realizando um sonho antigo do grupo de misturar linguagens e ir além do cinema. “É difícil competir com os streamings hoje em dia. Então, para tirar as pessoas de suas casas para assistir a um filme é preciso lembrar que cinema também é uma atividade social”, explicou elu.
Além das festas, oficinas, mesas redondas e workshops, esta edição da Mostra contará ainda com um espaço kids instalado no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), local onde acontecerão as sessões das mostras competitivas. O espaço contará com atividades diversas para que as crianças possam se divertir com segurança enquanto suas mães e pais participam do evento. Afinal, a Mostra é para celebrar a produção feita por mulheres, mas é aberta a todas, todos e todes que curtem cinema. “Os homens são mais do que bem-vindos, são necessários na plateia, afinal, não podemos ficar falando apenas para nós”, reforça Day Sena.
Entre as ações formativas, a Mostra trará o Workshop da parceria Salcine/CIMATEC: LARGUE O DOCE! ATUAÇÃO E PREPARAÇÃO DE ELENCO PARA MULHERES NO AUDIOVISUAL. Uma das ministrantes, Cássia do Valle, comentou na coletiva que a ideia é construir um espaço de trocas de experiências entre bate-papo e atividade prática, afinal, ela gosta da ação. Com mais de 35 peças junto ao bando de teatro Olodum, ela comenta que aprendeu a atuar na prática e lamenta a falta de reconhecimento do grupo pela academia, já que tem metodologia própria e uma História tão rica e vasta.
Homenageada desta edição, a produtora Sol Moraes falou da emoção com esse presente especial no ano em que completa sessenta anos de vida. Apesar da dificuldade de vender a si mesma, ela reforçou a importância da produção para o audiovisual, afinal, sem essa função nada acontece de fato. Lamentou ainda a falta de cursos e grupos de estudos sobre a função, comentando que muita gente se forma em cinema sem entender de leis, captação de recursos ou processo de distribuição, o que ajuda a invisibilizar a produção local. E que fica feliz em ver uma Mostra que valoriza não apenas a produção local, como a linguagem do curta-metragem que não é apenas uma ponte para se chegar ao longa.
As sessões das mostras competitivas começam no dia 25 de julho, dia em que se celebra o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha. Sessões acontecem, sempre no MAM, dividida entre Mostra Matinê, Luas e Raízes. A Mostra Matinê traz dez filmes com classificação livre, para crianças e familiares poderem curtir um pouco do que está sendo produzido pelo país por mulheres e pessoas não-binárias. Já a Mostra Raízes é uma novidade desta edição com cinco obras realizadas por pessoas baianas. Por fim, a já tradicional Mostra Luas com dez filmes de realizadoras de diversos pontos do país, inclusive da Bahia. A programação completa com os horários encontra-se no site da Mostra.
A festa de encerramento acontece no domingo, com a premiação e o show Samba das Pretas celebrando esses cinco dias de festa do cinema, das artes e das possibilidades de mulheres e pessoas não-binárias reforçarem que lugar delas é também no cinema.
Amanda Aouad
Crítica afiliada à Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), é doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas (Poscom / UFBA) e especialista em Cinema pela UCSal. Roteirista profissional desde 2005, é co-criadora do projeto A Guardiã, além da equipe do Núcleo Anima Bahia sendo roteirista de séries como "Turma da Harmonia", "Bill, o Touro" e "Tadinha". É ainda professora dos cursos de Comunicação e Artes da Unifacs e professora substituta da Facom/UFBA.
“Festa da Arte”
2024-07-23T08:30:00-03:00
Amanda Aouad
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