14/10/2009
Gamer
Fui ao cinema sem grandes pretensões. Não esperava um novo Matrix, nem mesmo um grande filme de ação. Difícil definir Gamer, que recebeu duras palavras da crítica especializada. O filme não é tão ruim assim, apesar de evocar O Sobrevivente em uma versão hitech. A premissa, na verdade, é a mesma desde o início da humanidade: homens escravos servindo de diversão aos que tem dinheiro. Afinal, o que eram os gladiadores da Roma antiga? Há uma cena, inclusive, em que Gerard Butler faz um gesto muito parecido com o de Russell Crowe no filme de Ridley Scott, que é quando ele pega um punhado de areia e observa os treinos dos Slayers.
A diferença é que agora, tal qual um desses vídeos games de luta em primeira pessoa, os jogadores controlam os lutadores em brigas reais. A desculpa é que todos que estão ali são condenados a morte e tem uma chance de liberdade se permanecerem vivos por 30 sessões. Perto disso está Kable, controlado pelo adolescente Simon, que virou uma espécie de herói pós-moderno e sonha voltar para sua família. Seria uma premissa interessante, com boas cenas de ação, se Mark Neveldine e Brian Taylor não quisessem ir além, buscando uma crítica pseudo-intelectual ao mostrar uma luta velada contra o sistema implantado pelo empresário sulista Ken Castle (Michael C. Hall), uma reporter irritada e um grupo de hackers liderados por um negro e uma mulher (alguém lembrou de Morpheus e Trinity?) que têm uma tecnologia capaz de libertar o cérebro de Kable...
Além disso, ainda tem as intermináveis cenas na outra plataforma criada por Castle. Society: uma espécie de Second Life degradada, onde sexo e drogas são as principais atividades. Aqui, assim como em Slayers, os jogadores controlam pessoas reais. A diferença é que, dessa vez, são funcionários do jogo, não prisioneiros. Uma espécie de prostituição futurista. É nesse ambiente que vemos a participação quase tosca de Milo Ventimiglia (Peter da série Heroes), como um avatar prestes a ter relações com a esposa de Kable (vivida pela atriz Amber Valletta).
Como se não bastasse, os momentos finais do filme são quase um anti-climax. A começar pela performance estranha de Michael C. Hall, em uma dança surreal ao som de "I've Got You Under my Skin", à conclusão em si na quadra de basquete. A trama parece se perder, deixando a sensação ruim. Os primeiros momentos do filme possuem boas cenas de ação e podem salvar a sua ida ao cinema.






































6 opiniões:
Esses filmes onde a tecnológia está cada vez mais avançada vem sendo mostrada nos cinemas como em Controle Absoluto e Gamer. Será uma premissa que a tecnologia rompera ainda mais as barreiras do real e do imaginário? O homem sendo substituido cada vez mais pela tecnologia?
14 de outubro de 2009 15:33Um second life ,real?
Um futuro científico sendo cada vez mais presente nos cinemas...
Quem gosta desse tipo de filme, acho que vai adorar Gamer!!!
ABRAÇO AMANDA
Dificilmente irei ver no cinema. Na verdade, vou esperar passar na TV, naquele dia que tiver de cama ou preso por uma chuva interminável... Não sou muito fã desse gênero...
14 de outubro de 2009 15:36Gosto do Butler!
14 de outubro de 2009 19:54Preciso conferir este! ;)
A crítica especializada podou qualquer vontade que eu tinha de conferir Gamer, que já não era muita. Não sou tão sadomasô! Passo!
14 de outubro de 2009 21:20Eu achei divertido, sem grandes pretenções, mas agora vendo o que vc falou da "semelhança" com Matrix, é verdade, eles tentam uma filosofia barata com aquele grupo rebelde...
16 de outubro de 2009 09:08Axei legal,me lembro Call o Dutty,a historia pra mim ta meio confusa mas gostei
5 de dezembro de 2010 15:33Postar um comentário