Dia Nacional dos Quadrinhos
Confesso que nunca tinha ouvido falar disso, mas como li na agenda que hoje é o "Dia Nacional dos Quadrinhos", resolvi falar aqui de um assunto que já tinha chamado a minha atenção, só não via oportunidade. Trata-se de uma série da Turma da Mônica intitulada Clássicos do Cinema. São paródias de grandes filmes em formato de história em quadrinhos com a turma criada por Maurício de Sousa. Já está na décima sexta edição com Coelhada Blanca, uma paródia bem divertida de Casablanca, com direito a versão de As time goes by. "Você se lembra disso, um coelhinho é só um coelhinho, mas ai de quem o pegar. Um nó na sua orelha ai sim, vai apanhar."
Claro que algumas tramas tem que ser amenizadas, afinal é feito para crianças. Uma que gostei bastante foi O Exterminador de Coelhinhos sem futuro. Mais pela brincadeira com o título do que pela história em si, que ficou bastante simplificada e ainda teve um erro de inversão temporal no final... Afinal, Cebolinha voltou ao passado para impedir que Mônica ganhasse o Sansão e assim, não mais batesse na turma. Ao retornar com o coelhinho, a turma não poderia se lembrar disso, o passado deveria alterar o futuro. Por que só a Mônica não lembraria do coelhinho? Mas, como falei, as histórias foram simplificadas para se adaptar ao público-alvo.
A que achei mais fiel foi Coelhada nas Estrelas que pode ser lida na íntegra no portal da turma. Além de contar a história do primeiro longa de George Lucas, a equipe conseguiu construir uma comparação muito interessante entre os personagens. Primeiro, Luke Skywalker é interpretado por Cascão e Darth Vader pelo Capitão Feio, o vilão sujo da turma que sempre teve um ar paternal com o personagem de Maurício de Sousa. Depois, o casal Léa e Solo que sempre viveram entre tapas e beijos, tal qual Mônica e Cebolinha que ficaram com os papéis na versão. Sem contar que o seu cachorro Floquinho ficou sendo Chewbacca. Franjinha, o inventor da turma ficou como o mestre Obi-Wan Kenobi. Por fim, Magali, sempre a certinha da turma, dando conselhos, ficou com o robô C3PO. Achei a trama bem divertida.
Teve a continuação O feio contra-ataca, mas, essa, infelizmente não consegui encontrar para ler e conferir se ficou tão legal quanto a primeira. Há outros clássicos como Titônica, Planeta dos Coelhinhos, Cascão Porker ou Horacic Park, sempre de maneira divertida e inteligente. Fica a expectativa pelos próximos.
Claro que algumas tramas tem que ser amenizadas, afinal é feito para crianças. Uma que gostei bastante foi O Exterminador de Coelhinhos sem futuro. Mais pela brincadeira com o título do que pela história em si, que ficou bastante simplificada e ainda teve um erro de inversão temporal no final... Afinal, Cebolinha voltou ao passado para impedir que Mônica ganhasse o Sansão e assim, não mais batesse na turma. Ao retornar com o coelhinho, a turma não poderia se lembrar disso, o passado deveria alterar o futuro. Por que só a Mônica não lembraria do coelhinho? Mas, como falei, as histórias foram simplificadas para se adaptar ao público-alvo.
A que achei mais fiel foi Coelhada nas Estrelas que pode ser lida na íntegra no portal da turma. Além de contar a história do primeiro longa de George Lucas, a equipe conseguiu construir uma comparação muito interessante entre os personagens. Primeiro, Luke Skywalker é interpretado por Cascão e Darth Vader pelo Capitão Feio, o vilão sujo da turma que sempre teve um ar paternal com o personagem de Maurício de Sousa. Depois, o casal Léa e Solo que sempre viveram entre tapas e beijos, tal qual Mônica e Cebolinha que ficaram com os papéis na versão. Sem contar que o seu cachorro Floquinho ficou sendo Chewbacca. Franjinha, o inventor da turma ficou como o mestre Obi-Wan Kenobi. Por fim, Magali, sempre a certinha da turma, dando conselhos, ficou com o robô C3PO. Achei a trama bem divertida.
Teve a continuação O feio contra-ataca, mas, essa, infelizmente não consegui encontrar para ler e conferir se ficou tão legal quanto a primeira. Há outros clássicos como Titônica, Planeta dos Coelhinhos, Cascão Porker ou Horacic Park, sempre de maneira divertida e inteligente. Fica a expectativa pelos próximos.
Amanda Aouad
Crítica afiliada à Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), é doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas (Poscom / UFBA) e especialista em Cinema pela UCSal. Roteirista profissional desde 2005, é co-criadora do projeto A Guardiã, além da equipe do Núcleo Anima Bahia sendo roteirista de séries como "Turma da Harmonia", "Bill, o Touro" e "Tadinha". É ainda professora dos cursos de Comunicação e Artes da Unifacs e professora substituta da Facom/UFBA.
Dia Nacional dos Quadrinhos
2010-01-30T15:53:00-03:00
Amanda Aouad
Especial|materias|noticias|
Assinar:
Postar comentários (Atom)
cadastre-se
Inscreva seu email aqui e acompanhe
os filmes do cinema com a gente:
os filmes do cinema com a gente:
No Cinema podcast
anteriores deste site
mais lidos do site
-
Poucos filmes carregam o peso histórico de Acossado sem estarem aprisionados pelo próprio prestígio. O primeiro longa de Jean-Luc Godard ...
-
Existem filmes que mudam para sempre a maneira como o cinema é concebido. A cada nova revisão, fica mais evidente que Fritz Lang não esta...
-
Casablanca (1942) é um daqueles raros casos em que o mito não engole o filme . Pelo contrário, ele se sustenta. Revisitar a obra dirigida p...
-
Imaculada entende perfeitamente o tipo de filme que deseja ser. Em um período em que o terror religioso voltou a ocupar espaço nos cinemas...
-
Há sequências que existem porque o primeiro filme fez sucesso. Antes do Pôr-do-Sol , pelo contrário, surgiu porque ainda havia uma história...
-
Há filmes que continuam voltando à conversa pública porque as questões que levantaram ainda não foram resolvidas. Muito Além do Cidadão Kan...
-
Poucos filmes conseguem desafiar a passagem do tempo da maneira como Cabra Marcado para Morrer faz. O curioso é que isso acontece porque o...
-
Adaptação (2002) é um filme que parece pensar diante dos nossos olhos. O que começa como uma simples missão de transformar um livro em rot...
-
Beleza Americana consegue sobreviver ao próprio tempo sem perder completamente a capacidade de provocar desconforto. Lançado em 1999 , quan...
-
Perlimps , animação de Alê Abreu , é um desses filmes que primeiro nos conquistam pelos olhos e só depois tentam explicar o que estão dizen...



