Home
Bokeem Woodbine
cinebiografia
critica
drama
Harry Lennix
James L. White
Jamie Foxx
Kerry Washington
Taylor Hackford
Ray
Ray
Ray Charles, um dos ícones mais marcantes da música norte-americana, ganha vida de forma magistral no filme Ray (2004), uma cinebiografia dirigida por Taylor Hackford. O filme, escrito com sensibilidade e competência, mergulha na trajetória fascinante do talentoso músico, oferecendo uma experiência cinematográfica emocionalmente envolvente.
A história de Ray Charles é contada de maneira abrangente, desde sua infância difícil em uma pequena cidade da Georgia até sua ascensão ao estrelato como pianista, cantor e compositor revolucionário. O diretor Taylor Hackford, que lutou durante 15 anos para realizar esse projeto, consegue capturar com maestria os altos e baixos da vida de Ray Charles, explorando tanto sua genialidade musical quanto suas batalhas pessoais.
No centro de tudo, encontra-se a performance arrebatadora de Jamie Foxx no papel de Ray Charles. Foxx não apenas entrega uma atuação impressionante, mas também demonstra seu talento musical ao tocar o piano, trazendo autenticidade e paixão para as cenas musicais. Sua dedicação vai além, já que o próprio ator estudou os trejeitos e movimentos de Ray Charles ao lado do músico enquanto ele ainda estava vivo. Essa imersão na persona de Ray Charles é evidente em cada gesto, olhar e entonação de voz, fazendo de Foxx a escolha perfeita para esse papel icônico. Sua interpretação é tão convincente que recebeu merecidamente o Oscar de Melhor Ator em 2005.
A direção de Taylor Hackford é sólida e habilmente conduzida. Embora o filme siga uma estrutura narrativa convencional, Hackford consegue equilibrar a história, mesclando os momentos musicais empolgantes com as lutas pessoais de Ray Charles. Sua abordagem permite que o público se envolva emocionalmente com o protagonista, compreendendo suas motivações e desafios ao longo de sua jornada. Hackford também utiliza a trilha sonora de forma magistral, incorporando as canções marcantes de Ray Charles para aprofundar a imersão na experiência musical do protagonista.
Alguns momentos marcantes do filme são as recriações de cenas de shows marcantes de Ray Charles, onde a energia do palco e a entrega apaixonada do músico são transmitidas de maneira impressionante. Essas sequências nos transportam para a atmosfera dos concertos de Ray Charles, fazendo com que sintamos a emoção e o impacto de sua música ao vivo.
Além disso, Ray retrata com honestidade as lutas pessoais de Ray Charles, incluindo seu vício em heroína, seus relacionamentos complicados e a busca por seu lugar na sociedade segregada da época. Esses aspectos humanizam o personagem, tornando-o complexo e multifacetado, uma visão mais profunda de sua vida além do glamour da fama.
No final das contas, Ray é uma bela obra cinematográfica que honra o legado de Ray Charles. Com uma atuação excepcional de Jamie Foxx, direção habilidosa de Taylor Hackford e uma narrativa envolvente, o filme oferece uma imersão profunda na vida e na música desse ícone da música. É uma experiência poderosa que emociona não apenas com os fãs de Ray Charles, mas com todos aqueles que apreciam uma história inspiradora e uma performance inesquecível.
Ray (Ray - 2004, EUA)
Direção: Taylor Hackford
Roteiro: Taylor Hackford, James L. White
Com: Bokeem Woodbine, Harry Lennix, Jamie Foxx, Kerry Washington
Duração: 152 min.
Ari Cabral
Bacharel em Publicidade e Propaganda, profissional desde 2000, especialista em tratamento de imagem e direção de arte. Com experiência também em redes sociais, edição de vídeo e animação, fez ainda um curso de crítica cinematográfica ministrado por Pablo Villaça. Cinéfilo, aprendeu a ser notívago assistindo TV de madrugada, o único espaço para filmes legendados na TV aberta.
Ray
2023-07-11T08:30:00-03:00
Ari Cabral
Bokeem Woodbine|cinebiografia|critica|drama|Harry Lennix|James L. White|Jamie Foxx|Kerry Washington|Taylor Hackford|
Assinar:
Postar comentários (Atom)
cadastre-se
Inscreva seu email aqui e acompanhe
os filmes do cinema com a gente:
os filmes do cinema com a gente:
No Cinema podcast
anteriores deste site
mais lidos do site
-
Armadilha , dirigido e roteirizado por M. Night Shyamalan , chegou ao público num momento em que o nome do cineasta era sinônimo tanto de ex...
-
Assistindo Frankenstein de Guillermo del Toro , dá para sentir de imediato que estamos diante de um cineasta apaixonado por monstros, mas m...
-
Ao revisitar Anaconda (1997), sinto uma mistura estranha de nostalgia, divertimento e certo constrangimento prazeroso. É o tipo de filme q...
-
Ser mulher no Brasil não é algo fácil. Imagine no início do século XIX. Ser uma mulher artista era ainda pior. Não havia espaço para criar,...
-
O cinema nasceu documental representando um registro de uma época. É memória em imagem e som que resgata a História, registra uma época. Ma...
-
Ainda no clima Avatar vs M. Night Shyamalan, percebi que não falei de seu grande filme aqui no blog. Por isso, resolvi resgatar O Sexto Sent...
-
M. Night Shyamalan começou muito bem a sua carreira e foi caindo aos poucos, chegando a ser desacreditado pela crítica . Parece que a má f...
-
Desde os primeiros minutos, G20 (2025) tenta se afirmar como um thriller político de ação em escala global. O filme , dirigido por Patrici...
-
Quando a câmera de Aquário se aproxima de Mia, ela não olha para nós: nos atinge. Não é um filme sobre adolescentes ficcionais idealizados...
-
Memórias de um Assassino surge como uma obra que transcende o gênero policial para se tornar um estudo sobre a condição humana diante de um...




