19/11/2009

My Fair Lady

 My Fair LadyAudrey Hepburn foi a grande cinderela dos anos 60/70 de Hollywood, não há dúvidas. Com sua beleza e sua classe, protagonizou histórias de amor inesquecíveis como Sabrina, Bonequinha de luxo ou Cinderela em Paris. Mas, quando seu nome foi o escolhido para interpretar Eliza Doolittle nos cinemas, a polêmica foi grande. Primeiro, porque a atriz não tinha uma voz tão potente para o musical, depois porque Eliza estava sendo interpretada há anos por Julie Andrews na Broadway. Os estúdios acharam que Julie não tinha experiência cinematográfica, mas o público achou tão absurdo que ela foi convidada para estrelar Mary Poppins, que acabou lhe rendendo o Oscar de melhor atriz no mesmo ano. Com toda a polêmica, Audrey ficou incomodada em ser dublada pela cantora Marni Nixon e gravou todas as músicas que foram mixadas em duas vozes. O resultado é muito interessante. Mas, os agudos mais altos são mesmo da dubladora, que tem um timbre bem parecido com o de Julie Andrews. A semelhança fez com que algumas pessoas achassem que era ela quem cantava. 

My Fair Lady conta a história de uma vendedora de flores bastante rude e do professor Henry Higgins. A moça passa por aulas de dicção e postura por causa de uma aposta feita entre ele e o amigo Hugh Pickering, dizendo ser capaz de transformar uma simples vendedora de flores numa dama da alta sociedade, num espaço de seis meses.Um musical divertido, com canções inesquecíveis como I Could Have Danced All Night. O talento de Audrey Hepburn é demonstrado nas expressões e transformações na postura de Eliza, que vai evoluindo no decorrer do filme, mas sem perder sua personalidade forte. A parte chata fica por conta do pai da personagem, vagabundo que se aproveita da ascenção da filha para se dar bem. Há cenas intermináveis dele com os colegas.

O mais interessante em My Fair Lady é que trata-se de uma história de amor completamente atípica. Não temos um casal apaixonado, trocando juras de amor. Não há um único beijo no filme. A relação de Eliza e Henry é extremamente tensa, o amor fica velado, sem que nenhum dos dois seja capaz de admitir. O tom de comédia também é muito forte. Eliza é bastante atrapalhada e suas atitudes arrancam risadas do público como na cena em que vai acompanhar uma corrida de cavalos. Ainda assim levou multidões aos cinemas para sonhar com aquele conto de fadas.



E aqui um especial de My Fair Lady para televisão, com Julie Andrews, este foi uma forma de minimizar a polêmica. Eu adoro a voz da eterna Noviça Rebelde e a considero uma excelente atriz, vide seu papel não-musical em Dueto só para um, bom filme de Andrei Konchalovsky. Nem por isso deixo de admirar a Eliza de Audrey. São duas grandes estrelas do cinema.


4 opiniões:

it was RED - Para quem gosta de cinema disse...

Nunca assisti a nenhum filme no qual Audrey atuasse. Os comentários que ouvi sobre os longas em que ela atua diziam que neles está presente um tipo de humor inocente, "bonitinho".

É inquestionável a fama de Audrey, no entanto, entre as musas vintages, ela tem um menor destaque. Tenho essa impressão, pois, em um dia em que fui comprar um presente para minha namorada, me deparei com duas bolsas idênticas, exceto por um detalhe: a estampa. Uma continha a Audrey, enquanto que a outra trazia a face de Marilyn Monroe. A bolsa que trazia a face da atriz de "Bonequinha de Luxo" era uns 10 reais mais barata do que a que trazia Marilyn.

19 de novembro de 2009 16:57
Amanda Aouad disse...

Que isso, Daniel, não confunda sucesso na época com sucesso eterno. Na época, Audrey Hepburn era a grande estrela das comédias românticas. Marilyn Monroe é um ícone eterno. Uma curiosidade, ambas cantaram "Happy Birthday, Mr. President" para J. Kennedy. hehe.

19 de novembro de 2009 17:20
Cristiano Contreiras disse...

Este é um dos meus favoritos da Audrey! Muito bom mesmo!

A Marni Nixon dublava muitas atrizes, não foi ela que dublou a Natalie Wood no Amor sublime amor?

Belo post, Amanda!
Poderia escolher um dia da semana pra, apenas, falar sobre seus filmes prediletos ou clássicos. Beijo

20 de novembro de 2009 11:04
Amanda Aouad disse...

Isso, Cristiano, foi ela quem dublou a Maria. Nos Extras do DVD de My Fair Lady tem uma entrevista com ela. Foi também quem dublou Deborah Kerr em Tarde Demais para Esquecer e algumas músicas de outros filmes da mesma atriz. E ela aparece como uma das freiras em A Noviça Rebelde. hehe.
Que bom que gostou, vou procurar trazer mais clássicos pra cá.
bjs

20 de novembro de 2009 15:39

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