29/07/2010
Quem é Salt?
Filme com ação, espionagem, efeitos especiais, lutas empolgantes e Angelina Jolie. Não precisa explicar muito para entender o porquê de SALT estar fazendo tanto sucesso e gerando tanta expectativa. Quando Tom Cruise recusou o papel do agente da CIA, Phillip Noyce acertou em cheio ao escolher a atriz para interpretar Evelyn Salt. O roteiro sofreu pequenas alterações e Jolie se torna a primeira mulher a interpretar uma protagonista de um filme de ação no mundo real, sem misturar-se ao gênero de ficção científica como Alien, ou o videogame, como a própria atriz em Tomb Raider. É um avanço significativo, viva ao girl power, algumas podem comemorar. O fato é que sou fã confessa da atriz e Salt me conquista enquanto personagem, mas devo dizer que o roteiro é dos mais sem nexo que já vi.
É difícil falar qualquer coisa com medo de entregar vários spoilers, pelo menos os que o trailer ainda não entregou. Até porque o pouco de lógica do roteiro se baseia no suspense: quem é Salt? Vilã? Mocinha? Espiã dupla? Espiã tripla? Bode espiatório? Isso é interessante, principalmente ao brincar com as referências do espectador que está sempre achando que deu um passo a frente e é surpreendido. Mas, ao analisar a essência da trama, vemos que ela é tão frágil quanto o belo rosto de Angelina Jolie. Aliás, quanto apanha a coitadinha.
Gosto da idéia de uma mulher espiã, protagonista, agente número um da equipe que não precisa de um homem para protegê-la. Aliás, em nenhum momento o roteiro esboça qualquer tipo de proteção por causa do sexo de sua protagonista. Há cenas esdrúxulas como ela tirando a calcinha para tapar a câmera de segurança, afinal está de saia e isso é fácil, mas nada que tire o mérito de sua agilidade, força e inteligência.
Russos vs americanos dá uma sensação imensa de túnel do tempo. Facção resistente tentando reviver os tempos de glória? Espiões disfarçados pelo país? Dia X? É tudo tão demodê que o escárnio da protagonista no início é a melhor resposta de que aquilo não pode ser sério. Mas, aí, fica sério. E o pior, com o mesmo viés de sempre. Estados Unidos defendem a nossa honra, os russos são os vilões sanguinários querendo destruir o mundo. Pausa para pensar.

Esquecendo a história, fixando-se na performance de Angelina Jolie, que ela garante ter sido mais de 50% sem dublê, e na produção impecável, SALT é um filme divertido e até mesmo instigante. As perseguições são aquelas de sempre, carro em alta velocidade, gente saltando, tiro para todo lado e uma mulher dirigindo do banco de trás dando choque no motorista desacordado. É, você não entendeu errado, mas isso também está no trailer. O que é uma pena. Ainda assim, a adrenalina é alta, porque estamos colados na protagonista. Onde ela nos levar estamos juntos, torcendo por seu sucesso.
O artifício do reverso da expectativa é bom, mas poderia ser mais surpreendente. Mesmo com o esforço de Angelina Jolie para parecer dúbia, dá para ver logo qual é o seu papel naquele jogo. E quando tudo se confirma, faz ainda menos sentido. Os momentos finais, então, doem na alma. Principalmente pela ideologia exposta. Chega a ser incongruente, uma mulher que viaja o mundo como missionária defender algo assim. Mas, faz parte do American Way of Life. O que é uma pena. De qualquer forma, o talento da atriz deu um charme especial a velha fórmula de filmes de espiões. Se fosse com Tom Cruise, talvez pudesse se tornar um fracasso retumbante. Mas, com a Sra. Smith, tudo ganha outro colorido. Boa atriz, bonita e humanitária. Não há como resistir a Angelina Jolie. Ah, claro, se não bastasse tudo isso, ela é casada com Brad Pitt, hehe. Quem não queria ser essa mulher?










































18 opiniões:
Você tão boazinha com o filme, Amanda!
29 de julho de 2010 09:48Eu também adoro e respeito e babo pela Jolie, mas nem com muita simpatia eu consegui falar bem de Salt.
Mas este é o tipo de filme ruim que merece ser visto, pra dar boas risadas do ridículo. rsrs
P.S.: você viu a lista da Jornada da Bahia? Tem filme meu selecionado! \o/ Estou te contando adiantado, porque só vou divulgar no blog quando chegar perto...
Bjo!
Bem, eu acho que vc resumiu bem a proposta do filme e, ao que parece, ela foi bem sucedida.Quanto a Angelina Jolie, não a admiro tanto assim como pessoa. Ela é conhecida por ser de díficil convivência, altamente vaidosa e afeita a chiliques de celebridade. Como atriz, é inegável seu crescimento e sua habilidade em conduzir a carreira dentro e fora das telas.
29 de julho de 2010 10:24Quanto a Salt, os primeiros números já decepcionam, a SONY esperava uma estréia bem mais empolgante nos EUA, o que não ocorreu.
De qualquer maneira, vou assistir o filme nesse fim de semana.
Bjs
Olá! Muito bacana seu blog! Divertido, diversificado e com bom conteúdo! Estou te seguindo, ok?
29 de julho de 2010 11:33Sobre Salt, ainda não vi, mas gostei da sua análise e quero ver!
Angelina é imperdível. Amo essa atriz!
Abração!
Visite meu blog!
Sandro Azevedo
blog24fps.blogspot.com
Ótima análise, sensacional mesmo! Apesar de parecer simples o filme é difícil de criticá-lo, principalmente por causa desse papel dúbio de Salt... mas ela está muito bem sim... o roteiro é que força um pouco a barra, mas aí, foge do escopo dela.
29 de julho de 2010 17:22Beijos
hehe, né boazinha não, Fred, apesar de todo o ridículo, falta de lógica e quase uma piada de mal gosto, o filme prende. A produção é muito boa e ela é muito boa atriz. Então, tudo fica interessante. Por mais incongruente que pareça.
29 de julho de 2010 21:31Que legal. A Jornada de Cinema é o evento mais tradicional por aqui, mais de trinta anos. Você vem para exibição? Boa Sorte, vou torcer.
Reinaldo, sim, ela tem esse lado também, mas como não convivo com ela só posso falar do que sua imagem passa com os trabalhos humanitários que não são poucos e com o seu talento. Desde Garota Interrompida que lhe deu o Oscar, Angelina já demonstrou ser uma grande estrela. Aliás, ela já chamou minha atenção desde Corações Apaixonados.
29 de julho de 2010 21:37Obrigada, Sandro. Visitarei seu blog sim. Volte sempre.
Pois é, Fernando, foge do escopo dela mesmo, mas ele força muito a barra, né só um pouco não, hehe. E fiquei pensando muito antes de escrever para não entregar o "mistério".
bjs
Hmm, vou ver só amanhã. Altas expectativas! Bjs!
30 de julho de 2010 00:26Dá pra ver que trata-se de um filme irregular. Não tenho expectativas, mas também gosto da Jolie. Espero que esse roteiro falho não prejudique tanto a minha experiência!
30 de julho de 2010 13:59Abraçoss
Típico filme que geralmente deixo para o DVD, mas claro que a presença de Angelina Jolie sempre me deixa um tanto curioso...
30 de julho de 2010 15:21Eu também gosto muito da ideia de uma agente feminina, de uma personagem forte. Adorei seu texto sobre "Salt". Eu tô bem curiosa para conferir a obra. Só tenho certo receio porque acho que o trailer entrega coisas demais sobre a trama. Espero que eu esteja enganada sobre isso.
30 de julho de 2010 16:45Porra, meu amigo Ari tbm é um bom partido.
30 de julho de 2010 16:47Mais ai eu queria ser Brad por um dia.
Apesar de muita gente resumir Salto como "Jason Bourne 'mulher'", tenho algum interesse em conferí-lo nos cinemas.
30 de julho de 2010 21:14Não vá com tantas expectativas, Otávio. Nunca é bom.
30 de julho de 2010 21:35Sim, Bruno, bem irregular. Eu sou bem chata com roteiros falhos, mas a ação até que distrai esse problema em alguns momentos.
hehe, Vinícius, já eu prefiro ver esses blockbuster pipocão na tela grande com surround. hehe.
É, Kamila, os trailers estão cada vez piores. Estou quase levantando a campanha, boicote aos trailers spoilers. Mas, sobra algo sim.
kkkkkkkkkkkkkkkkkk..... Que isso, Rangel, foi só uma piadinha final. Astros e estrelas que não temos nenhum acesso e só servem para ser admirados.
É mais ou menos isso, Márcio, mas o roteiro de Bourne é melhor construído.
Muito bom o filme, sério mesmo, pode ter elementos "clichentos", mas são aceitáveis...e a direção é eficiente, de fato Jolie torna tudo tangivel, convincente e realista, veracidade nitida em cena.
1 de agosto de 2010 19:47Eu realmente gostei, achei o filme empolgante, boas cenas e ótimo ritmo pontuado pela trilha sonora frenética de James Newton Howard...achei estimulante e há cenas que dão prazer de ver.
Gostei mesmo do filme, ainda que já tenhamos visto muitos elementos de composição em outros filmes do estilo...e Jolie é Jolie! rs
Bj
Ps: recomendo Escritor Fantasma também!
É, Cris, só não me empolgo tanto quanto você por causa do roteiro e da questão Rússia. Mas, Angelina torna tudo aceitável.
1 de agosto de 2010 21:43bjs
Apesar do roteiro ser entregue de bandeja, o filme é bom.
2 de agosto de 2010 14:28Noyce é um artesão de primeira linha e Jolie tem o perfil ideal para a protagonista pauleira!
Nos primeiros minutos você já descobre quem é Salt (só isso que não gostei). Mas nada que atrapalhe a sessão.
Imagino como seria chato com Tom Cruise este projeto, depois de Missão; Impossível não rola mais para ele filme de ação e espionagem sério. O bom mesmo foi a brincadeira Encontro Explosivo!
Quero ver agora: A Origem, estou louco pra conferir, rs!
Bjs,
Rodrigo
O roteiro ainda não me convenceu, Rodrigo, hehe. Nem aquele final "pitt bull" - "vai, pega eles"... Mas, eu também gostei do filme como ação e diversão, além claro dela, que deu um toque especial. Tom Cruise se demonstrou sábio em trocar os roteiros.
2 de agosto de 2010 15:07Também estou louca para ver A Origem... hehe
bjs
Péssimo filme! Tentativa fracassada de tornar o filme inteligente e impevisível. Muito ruim mesmo! Sem lógica, sem sentido, sem roteiro...Péssimo!
16 de agosto de 2010 13:52Postar um comentário