É Natal
Chegou o Natal, todas as televisões falam e passam filmes sobre o tema, desde lendas do Papai Noel, passando pelo nascimento do Cristo e mensagens diversas com famílias reunidas. Pode ser clichê, mas é bom que pelo menos uma vez no ano a gente pare para pensar em valores como amor, solidariedade e família. Além dos tradicionais Milagre na rua 34, Meu papai é noel, Esqueceram de mim, Os fantasmas contra-atacam, O Grinch, entre outros (a lista seria imensa), gostaria de indicar e comentar um em especial: Natal Branco.
Aparentemente um musical romântico, tão comum na época, com o velho clichê "moço conhece moça - moço perde moça - moço recupera moça". Porém, há algo em Natal Branco que vai além do melodrama, das músicas envolventes com coreografias bem trabalhadas e da produção cinematográfica dominante. Ele traz um espírito de solidariedade e compaixão capazes de traduzir o verdadeiro espírito de Natal. Dois ex-combatentes da guerra, formam uma dupla de sucesso em musicais até que encontram o ex-general do grupo, descobrindo que ele está com problemas financeiros, e resolvem ajudá-lo. Sem precisar de criancinhas puras e velhinhos do Pólo Norte, Natal Branco mostra que todos nós podemos ser melhores e fazer pelo outro algo que gostaríamos que fizessem por nós.
Esta é a mensagem que o Natal deveria trazer. Sem querer entrar no mérito religioso, já que estamos falando de cinema, não posso deixar de passar essa mensagem. Afinal, todos os anos paramos para comemorar o nascimento do Cristo, mesmo que não sejamos cristãos. Alguns por hábito familiar, outros pelo costume do comércio e ainda aqueles que têm fé e acreditam na mensagem que esse homem nos passou há mais de 2 mil anos: o amor. "Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei", ele disse. E foi tudo que ele nos pediu. Por isso, que pelo menos no Natal a gente possa fazer esse esforço de nos tornarmos pessoas melhores.
Um Feliz Natal a todos.
Aparentemente um musical romântico, tão comum na época, com o velho clichê "moço conhece moça - moço perde moça - moço recupera moça". Porém, há algo em Natal Branco que vai além do melodrama, das músicas envolventes com coreografias bem trabalhadas e da produção cinematográfica dominante. Ele traz um espírito de solidariedade e compaixão capazes de traduzir o verdadeiro espírito de Natal. Dois ex-combatentes da guerra, formam uma dupla de sucesso em musicais até que encontram o ex-general do grupo, descobrindo que ele está com problemas financeiros, e resolvem ajudá-lo. Sem precisar de criancinhas puras e velhinhos do Pólo Norte, Natal Branco mostra que todos nós podemos ser melhores e fazer pelo outro algo que gostaríamos que fizessem por nós.
Esta é a mensagem que o Natal deveria trazer. Sem querer entrar no mérito religioso, já que estamos falando de cinema, não posso deixar de passar essa mensagem. Afinal, todos os anos paramos para comemorar o nascimento do Cristo, mesmo que não sejamos cristãos. Alguns por hábito familiar, outros pelo costume do comércio e ainda aqueles que têm fé e acreditam na mensagem que esse homem nos passou há mais de 2 mil anos: o amor. "Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei", ele disse. E foi tudo que ele nos pediu. Por isso, que pelo menos no Natal a gente possa fazer esse esforço de nos tornarmos pessoas melhores.
Um Feliz Natal a todos.
Amanda Aouad
Crítica afiliada à Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), é doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas (Poscom / UFBA) e especialista em Cinema pela UCSal. Roteirista profissional desde 2005, é co-criadora do projeto A Guardiã, além da equipe do Núcleo Anima Bahia sendo roteirista de séries como "Turma da Harmonia", "Bill, o Touro" e "Tadinha". É ainda professora dos cursos de Comunicação e Artes da Unifacs e professora substituta da Facom/UFBA.
É Natal
2008-12-23T21:59:00-03:00
Amanda Aouad
classicos|drama|Especial|materias|
Assinar:
Postar comentários (Atom)
cadastre-se
Inscreva seu email aqui e acompanhe
os filmes do cinema com a gente:
os filmes do cinema com a gente:
No Cinema podcast
anteriores deste site
mais lidos do site
-
Imaculada entende perfeitamente o tipo de filme que deseja ser. Em um período em que o terror religioso voltou a ocupar espaço nos cinemas...
-
Casablanca (1942) é um daqueles raros casos em que o mito não engole o filme . Pelo contrário, ele se sustenta. Revisitar a obra dirigida p...
-
Mais um Semana no Cinema , e provavelmente a última. A nossa página no Facebook já vem fazendo o trabalho de trazer as notícias que são des...
-
Poucos filmes carregam o peso histórico de Acossado sem estarem aprisionados pelo próprio prestígio. O primeiro longa de Jean-Luc Godard ...
-
Predador: Terras Selvagens é um daqueles filmes que poderiam facilmente ter dado errado. A ideia de transformar a criatura mais icônica da...
-
É um frescor ver um filme original em uma indústria cinematográfica que parece cada vez mais obcecada por universos compartilhados, franqui...
-
Existe algo curioso em Jack Ryan: Guerra Fantasma . O filme tenta se apresentar como um grande evento de espionagem internacional, mas sua ...
-
Poucos diretores contemporâneos parecem tão fascinados pela luta do ser humano contra ambientes extremos quanto Baltasar Kormákur . Ao longo...
-
Existe algo profundamente sedutor na ideia central de Coração de Tinta - O Livro Mágico . Personagens saltam das páginas para o mundo real, ...
-
Quando se fala em cinema italiano do pós-guerra, poucos filmes permanecem tão vivos quanto Ladrões de Bicicleta . O longa de Vittorio De S...


