Três documentários e duas ficções...
Como diz a gíria popular, o cinema nacional está "bombando". Cinco bons filmes estão ao acesso do público atualmente, então resolvi colocar um post apenas com indicações. Posteriormente, alguns deles poderão ter críticas exclusivas. Porém, o importante é: vamos ao cinema ver filmes nacionais, ajuda o nosso cinema, com renda e notícias, além de ser um bom entretenimento para todos.
Palavra (En) cantada - Helena Solberg
O filme é um belo documentário que une música e literatura em uma reflexão sobre a língua portuguesa e a transposição dos meios. Conta com a presença de depoentes ilustres e os costura de forma harmônica, não nos fazendo perceber o tempo passar. Além da presença de Chico Buarque, Lenine, Adriana Calcanhoto, Tom Zé, Martinho da Vila, Maria Bethânia e outros, temos pérolas de arquivo, como Caymmi em uma imagem recuperada, Waly Salomão, Hilda Hilst, Vinícius e Cartola. Sem dúvidas, um programa para enriquecer a mente.
Simonal - Ninguém sabe o duro que dei - Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal.
Documentário também é homenagem e tem valor histórico. Se tem um artista que virou mito e tabu no Brasil, este foi Wilson Simonal. Acusado de "dedo-duro" da ditadura, viu sua carreira desmoronar da noite para o dia e nunca conseguiu se reerguer. Anos depois, ainda é difícil falar sobre ele sem gerar constrangimentos. Este documentário traz sua trajetória da glória ao ostracismo de uma maneira direta, honesta e bastante interessante. Merece ser visto, mesmo que você não acredite em um "Casseta" como diretor, ou ache que Simonal foi mesmo um anti-patriota.
Cinderelas, Lobos e um Príncipe Encantado - Joel Zito Araújo
Completando a lista dos documentários, este que ainda estreia em todo país na sexta-feira, mas já teve pré-estreias com a presença do diretor em várias partes do país, incluindo Salvador. O filme retrata o sonho de milhares de meninas no Brasil que fazem turismo sexual tentando casar-se com um estrangeiro rico. Forte, o documentário mostra a realidade e expõe o descaso da justiça brasileira em relação ao tema, principalmente no depoimento da senadora cearense Patrícia Saboya.
A Mulher Invisível - Cláudio Torres
Mais um comédia de bom gosto do cinema nacional. Pedro (Selton Melo muito bem no papel) após uma desilusão amorosa conhece uma mulher ideal, a suposta vizinha Amanda, vivida por Luana Piovani. O rapaz acredita que encontrou a mulher de sua vida até que percebe que apenas ele consegue vê-la. Surgem, então, as situações mais inusitadas, levando o público a um bom entretenimento. É bom que estejamos fazendo boas comédias, comerciais, só espero que outros gêneros comecem a encher as telas também.
Budapeste - Walter Carvalho
Sim, vou indicar Budapeste, reclamei acima que não queria filmes nacionais apenas no gênero comédia, então, a adaptação do livro homônimo de Chico Buarque não poderia ter passado despercebida. O resultado na tela não é tão belo quanto nas páginas do livro, mas como adaptar um livro que tem na metalinguagem sua essência? Talvez, por tentar ser fiel demais a obra, Walter Carvalho e a roteirista Rita Buzzar não tenham sido tão felizes. Mesmo assim, a experiência é válida, com belas imagens e uma desconstrução interessante, viajamos na busca do personagem principal Costa, que se descobre dividido em duas cidades.
E sem esquecer de Divã, que continua em cartaz com ótima bilheteria.
Palavra (En) cantada - Helena Solberg
O filme é um belo documentário que une música e literatura em uma reflexão sobre a língua portuguesa e a transposição dos meios. Conta com a presença de depoentes ilustres e os costura de forma harmônica, não nos fazendo perceber o tempo passar. Além da presença de Chico Buarque, Lenine, Adriana Calcanhoto, Tom Zé, Martinho da Vila, Maria Bethânia e outros, temos pérolas de arquivo, como Caymmi em uma imagem recuperada, Waly Salomão, Hilda Hilst, Vinícius e Cartola. Sem dúvidas, um programa para enriquecer a mente.
Simonal - Ninguém sabe o duro que dei - Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal.
Documentário também é homenagem e tem valor histórico. Se tem um artista que virou mito e tabu no Brasil, este foi Wilson Simonal. Acusado de "dedo-duro" da ditadura, viu sua carreira desmoronar da noite para o dia e nunca conseguiu se reerguer. Anos depois, ainda é difícil falar sobre ele sem gerar constrangimentos. Este documentário traz sua trajetória da glória ao ostracismo de uma maneira direta, honesta e bastante interessante. Merece ser visto, mesmo que você não acredite em um "Casseta" como diretor, ou ache que Simonal foi mesmo um anti-patriota.
Cinderelas, Lobos e um Príncipe Encantado - Joel Zito Araújo
Completando a lista dos documentários, este que ainda estreia em todo país na sexta-feira, mas já teve pré-estreias com a presença do diretor em várias partes do país, incluindo Salvador. O filme retrata o sonho de milhares de meninas no Brasil que fazem turismo sexual tentando casar-se com um estrangeiro rico. Forte, o documentário mostra a realidade e expõe o descaso da justiça brasileira em relação ao tema, principalmente no depoimento da senadora cearense Patrícia Saboya.
A Mulher Invisível - Cláudio Torres
Mais um comédia de bom gosto do cinema nacional. Pedro (Selton Melo muito bem no papel) após uma desilusão amorosa conhece uma mulher ideal, a suposta vizinha Amanda, vivida por Luana Piovani. O rapaz acredita que encontrou a mulher de sua vida até que percebe que apenas ele consegue vê-la. Surgem, então, as situações mais inusitadas, levando o público a um bom entretenimento. É bom que estejamos fazendo boas comédias, comerciais, só espero que outros gêneros comecem a encher as telas também.
Budapeste - Walter Carvalho
Sim, vou indicar Budapeste, reclamei acima que não queria filmes nacionais apenas no gênero comédia, então, a adaptação do livro homônimo de Chico Buarque não poderia ter passado despercebida. O resultado na tela não é tão belo quanto nas páginas do livro, mas como adaptar um livro que tem na metalinguagem sua essência? Talvez, por tentar ser fiel demais a obra, Walter Carvalho e a roteirista Rita Buzzar não tenham sido tão felizes. Mesmo assim, a experiência é válida, com belas imagens e uma desconstrução interessante, viajamos na busca do personagem principal Costa, que se descobre dividido em duas cidades.
E sem esquecer de Divã, que continua em cartaz com ótima bilheteria.
Amanda Aouad
Crítica afiliada à Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), é doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas (Poscom / UFBA) e especialista em Cinema pela UCSal. Roteirista profissional desde 2005, é co-criadora do projeto A Guardiã, além da equipe do Núcleo Anima Bahia sendo roteirista de séries como "Turma da Harmonia", "Bill, o Touro" e "Tadinha". É ainda professora dos cursos de Comunicação e Artes da Unifacs e professora substituta da Facom/UFBA.
Três documentários e duas ficções...
2009-05-25T15:11:00-03:00
Amanda Aouad
cinema brasileiro|documentario|materias|noticias|
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