15/10/2009

Oh Captain, My Captain!

Peguei a idéia desse post do blog de Cíntia Carvalho do Cinecabeça. Sem querer ser uma copia e cola, acho importante falar dessa data e dessa figura tão importante para a nossa formação pessoal e profissional: Dia 15 de outubro, dia do professor. Em um país que paga tão mal aos seus mestres e dá pouca importância à educação, são corajosos seres que ainda insistem em educar. O cinema está repleto de exemplos de professores que com sua filosofia tentaram mudar o mundo. Escolhi aqui três exemplos marcantes para homenagear a todos os mestres que passaram e ainda passarão por minha vida.

O primeiro é quase obrigatório em qualquer lista de filme com professor. Sociedade dos Poetas Mortos trouxe a temática sob um ângulo fundamental para mim na questão de educar: a de fazer o aluno pensar do si próprio e se preparar para vida. É isso que o Sr. Keating faz ao entrar na sala de aula e começar a instigar os alunos a ver o mundo de uma maneira diferente. Sua forma de encarar o magistério incomoda, e o resultado todos provavelmente já sabem. A cena final (E atenção que tem spoilers) é uma lição de vida, um contraste do velho autoritarismo contra o novo sonhador e a prova de que sim, somos seres pensantes e capazes de mudar, pelo menos, o nosso mundo.



O segundo filme é um clássico dos anos 60. Ao mestre com carinho de James Clavell levou para as telas a história de um professor que enfrenta uma turma que mais parece uma gangue. O diferencial aqui do professor Mark Thackeray é tratar os garotos como adultos e não como meninos marginais. Com sua postura, vai amolecendo e educando a turma aos poucos. A música da cena final virou hino de professor e aluno.



O terceiro filme não consegui uma cena marcante no Youtube, mas encontrei um resumo interessante. Filhos do silêncio conta a história de um professor idealista, John Leeds, que assume uma turma de deficientes auditivos ensinando-os não apenas a falar, mas a sentir a música, podendo assim cantar e dançar. É uma lição de vida e uma bela história de amor, já que, na escola, ele conhece a arredia Sarah, funcionária local que a princípio, se recusa a tentar seus métodos. As cenas dos dois são cheias de poesia, aguçando os sentidos e dando uma nova percepção de mundo para ambos.


5 opiniões:

Cristiano Contreiras disse...

Ao mestre com carinho foi muito marcante na minha infancia...minha mae sempre fala dele, sempre, é constante a forma como o filme vive na mente dela.

Mas, SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS - pra mim, é especial e único. É reflexivo, é dramático, é lindo em todos os aspectos, é um filme que faço questão de indicar a amigos que, acredite, ainda desconhecem.

É sim uma lição de vida!

E por onde anda Marlee Matlin, hein? O que um oscar pode fazer? depois disso, nunca mais a vi!

15 de outubro de 2009 11:58
Amanda Aouad disse...

Verdade, Cristiano, ela fez pouca coisa, mas até que fez. Lembro agora do doc.drama-filosófico "Quem somos nós", ela é a protagonista, que por acaso tem meu nome: Amanda, hehe.

15 de outubro de 2009 15:19
Robin disse...

Sociedade dos Poetas Mortos é mesmo um clássico, adoro.
bjs

16 de outubro de 2009 09:06
Cintia Carvalho disse...

Oi Amanda!
Gostei do seu texto e uma bela homenagem a esta classe, que infelizmente esta sendo massacrada a cada dia. Uma tristeza e vergonha um país como o nosso desvalorizar tanto o professor.
Mas, enfim, devemos fazer nossa parte e eu to tentando fazer a minha.
Obrigada pela dica. Eu tinha esquecido deste filme com o William Hurt e a Marlee Matlin. Eu o vi uma única vez a muitos anos e gostei muito da história tb.
Agora lendo seu comentário para o Cristiano, eu assisti este documentário "Quem somos nós" e não reconheci a atriz principal.
Ela está bem diferente e realmente não fez mais sucesso, depois deste filme que lhe rendeu inclusive o oscar.
Na semana passada, olhando algumas coisas na americanas, encontrei estes dois filmes "ao mestre com carinho" e "sociedade dos poetas mortos" e não resisti, comprei.
Eu adoro estesf filmes. O primeiro marcou minha infância e o segundo a minha adolescência.
Um abraço.
Cintia Carvalho.
PS. ontem eu assisti Bastardos inglórios e 9 a salvação. Gostei dos dois, principalmente do segundo. Muito bons.

16 de outubro de 2009 10:03
Fernando disse...

Eu só assisti ao primeiro e concordo que é um belo filme sobre mestres. Parabéns pelo post dirigido aos professores...

16 de outubro de 2009 12:25

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