14/05/2010
O preço da traição
Não, caros amigos, não estou falando do filme Mulholland Falls dirigido por Lee Tamahori em 1996. Na verdade, Chloe é um remake de um filme francês chamado Nathalie. A história é a mais universal possível, um casamento desgastado pelo tempo balança com a desconfiança de uma traição. O problema é a solução que a esposa supostamente traída encontra. Contratar uma garota de programa para seduzir seu marido. Uma espécie de teste da fidelidade sem câmeras, e aí é que está o grande problema.
Com direção de Atom Egoyan e roteiro de Erin Cressida Wilson, a história começa morna e demora muito a engrenar. Tudo é meio tímido, parece que diretor e roteirista estão tateando, sem saber como abordar o assunto. Ao contrário de Julianne Moore, um show de interpretação, sempre segura em passar a emoção necessária em cada gesto ou palavra. Liam Neeson também está bem como o marido e professor sedutor. E Amanda Seyfried conseguiu mostrar que é uma boa atriz, segurou muito bem sua Chloe.
Se a interpretação de Julianne Moore me encanta, sua personagem dá vontade de entrar na tela e sacudir para ver se acorda. A Dra. Catherine Stewart nem parece que é uma mulher bem sucedida, com sua clínica ginecológica chique e sempre cheia. Um poço de insegurança, não consegue travar uma conversa decente com o marido e o filho a trata pior do que o gari da esquina. Contratar uma mulher para seduzir seu marido só porque ele não apareceu para a festa de aniversário surpresa e uma aluna mandou uma mensagem duvidosa é muito estranho. Pior é pagar para ficar ouvindo o que a moça lhe conta a cada dia.
Tem desejo, força e insensatez, ingredientes que a cegueira da paixão mistura em nossas emoções confusas e por isso é um bom filme. Tem cenas muito boas, outras muito tímidas, e o puritanismo americano faz com que muita coisa fique apenas na sugestão. O suspense não se sustenta por alguns detalhes que vão sendo expostos e quando a ameaça parece iminente, é apenas um suspiro quase inocente. Tudo precisava estar mais à flor da pele, para empolgar a platéia. E não falo de cenas de sexo, para que não me interpretem mal. Estou falando de emoção mesmo. O tema é tão propício, mas tudo tudo é tão blasé.
Ainda assim, é interessante de se ver, principalmente pelas interpretações do trio protagonista. Você pode não sai com os nervos à flor da pele, mas vai balançar em algumas cenas. Pena que eles não tiveram a coragem de ir além do óbvio.












































11 opiniões:
Fiquei interessado pelo filme. Já tinha ouvido falar mas é a primeira vez que leio uma crítica dele... fiquei com vontade de ver :)
14 de maio de 2010 09:42Vou ver essa semana!
14 de maio de 2010 11:18A premissa, apesar de batida, me parece interessante. Além da Moore - que, por sinal, venero, rs.
beijo!
teu blog tah de parabeens viu? conheci atraves do 'entretenimentos' e aqui aqui...rsrsrsrsrs...adorei o visual todo daki...so acho que voce poderia postar mais sobre cinema antigo...q tal anos 90? ahhh...quero fazer uma sugestao aqui..posso?!!
14 de maio de 2010 11:59por que voce nao coloca uma coluna fixa aqui pra blogueiros cinefilos contribuirem?? seria interessante ter outras pessoas escrevendo aki...algo assim...ai toda semana teria textos de alguma pessoa..bom, eh isso...beijaum ai e ate mais!!!!!
É interessante, sim, Fernando.
14 de maio de 2010 12:35Pois é, Cris, é batido, mas sempre vale, principalmente pela interpretação de Julianne Moore que não chego a venerar, hehe, mas sou fã, também.
aline, que bom, obrigada... Sugestões são sempre bem vindas, a questão de abrir para outros cinéfilos é pelo carater de blog pessoal, sempre dou espaço a outros blogueiros e cinéfilos, indicando ou nas barras laterais, mas, tá anotada e vou pensar melhor sobre o assunto.
bjs
Adoro Julianne Moore, vou conferir, com certeza. Vi a versão em francês com Gérard Depardieu e gostei muito. O espaço aqui está cada vez melhor, mas sinto falta de uma frequencia maior do grandes cenas.
14 de maio de 2010 15:05abraços
ah...q bom que existe possibilidade entaum..eu to pra criar um novo blog, tive um dois anos e deletei..agora virei leitora..kkk..e gosto...em breve crio..hehe...seu espaço é completao mesmo...pense mesmo e permita a possibilidade de ter colunas fixas de contribuidores aki, so iria te enriquecer mais...hehehe...
14 de maio de 2010 19:12beijaum e sucesso c o blog, votei!
Também achei interessante o filme, apesar de adivinhar para onde a história estava se desenrolando. Enfim, é um bom passatempo.
14 de maio de 2010 20:45Que legal o seu blog, por isso ficou no Top 3 do Top Blog, é muito bom mesmo, organizado, conteúdo limpo.... parabéns... já vou votar nele agora mesmo.
14 de maio de 2010 23:27Poderia retribuir votando no meu? Concorro na categoria Empreendedorismo, não fomos tão bem ano passado (TOP 100) pois é um blog sobre negócios que concorreu na categoria TECNOLOGIA, esse ano tem a categoria EMPREENDEDORISMO e esperamos melhorar no ranking. Obrigado, qualquer coisa que precisar, entre em contato.
vou continuar lendo, procuro por alguma comédia boa que eu não tenha assistido ainda... alguma dica? :P
http://www.colunasdehercules.blogspot.com
Obrigada, Adriano, já fui lá e votei também. Quanto ao filme de comédia, a melhor pedida atualmente é "Uma noite fora de série", já viu?
15 de maio de 2010 12:39Pois é, Caio, bom passatempo.
Tá certo, Aline.
Robin, se é fã dela, vale muito a pena conferir.
bjs
Gostei do filme Amanda. Diferentemente de você, acho que o filme não demora a engrenar. O ritmo é aquele mesmo, empregado por Egoyan. É fundamental para que a platéia possa digerir o estado de espírito da personagem de Moore. O cuidado no desenho dos personagens também chama a atenção. Além do que, o filme a partir de um determinado momento desvia-se do original (Nathalie X, que também é muito bom). Se vc não viu, recomendo.
17 de maio de 2010 11:58Concordo com suas assunções quanto ao elenco tb.
Caso esteja curiosa, a minha critica deste filme eu vou publicar amanhã à noite no meu blog.
Bjs
Pode não ter parecido, mas eu gostei, Reinaldo, hehe, veja aí eu escrevi "Tem desejo, força e insensatez, ingredientes que a cegueira da paixão mistura em nossas emoções confusas e por isso é um bom filme." eu só achei que podia ser muito mais. A sensação é que fica faltando algo... Nathalie tem essa pegada que achei que faltou na versão americana. Enfim...
17 de maio de 2010 23:00bjs
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