Outra chance para humanidade
Em 1951, Robert Wise deixou seus sucessos românticos como Amor, Sublime Amor e A Noviça Rebelde para dirigir o filme que é considerado por muitos o mais importante da ficção científica de todos os tempos. O dia em que a Terra parou traz Michael Rennie e Patrícia Neal em uma história que procura fazer uma análise da conduta do ser humano no planeta. Ainda em plena Guerra Fria, com a eminência de uma guerra nuclear, todos estavam com medo do fim do mundo e uma história como essa era propícia para analisar o futuro.
O alienígena Klaatu vem à Terra para avaliar se a humanidade merece ou não sobreviver, já que uma comissão interplanetária percebeu que o planeta está em declínio e será destruído em breve. Para isso, Klaatu irá conviver com uma família de classe média e conhecer um pouco mais da vida dessas pessoas. Porém, a forma hostil como é recebido pelas autoridades o levam a concluir que os seres humanos merecem ser destruídos. Um clássico que permanece atual até hoje, tanto que sua refilmagem está fazendo um grande sucesso mundial.
Estrelado pelo astro Keanu Reeves, no papel de Klaatu, o filme ganhou nova roupagem, muitos efeitos especiais, mas perdeu em essência e força narrativa. Ficamos tão vidrados nos efeitos dos insetos exterminadores que não paramos para refletir aquilo que o filme passa. Isso me lembra uma frase de outro sucesso de Reeves, Matrix, quando o agente Smith compara o ser humano a um vírus que destrói tudo em volta. Claro que o extermínio não é a solução, pois na eminência do abismo nós evoluímos, mas por que precisamos a chegar a pontos tão extremos? Na verdade, ninguém tem o direito de decretar o fim de nenhuma civilização. A comparação feita pela secretária de segurança com o que ocorreu com povos como os Maias, Astecas e Incas é bem feliz. O fato é que ninguém gostaria de estar no lugar de uma civilização menos adiantada que pudesse ser exterminada por outra.
Em relação ao novo filme, fica a conclusão de que nem como um alienígena sem emoção, Keanu Reeves consegue ter uma boa interpretação. Seu sucesso se deve a astúcia de escolher bons papéis e conduzir sua carreira de forma inteligente. E é impressionante o que ele consegue. É interessante ver no cinema, com boa tecnologia e uma tela grande. Mas, recomendo que vejam depois o original. Assim, têm uma boa noção do que é um filme de ficção científica em um tempo em que a tecnologia estava ainda engatinhando.
O alienígena Klaatu vem à Terra para avaliar se a humanidade merece ou não sobreviver, já que uma comissão interplanetária percebeu que o planeta está em declínio e será destruído em breve. Para isso, Klaatu irá conviver com uma família de classe média e conhecer um pouco mais da vida dessas pessoas. Porém, a forma hostil como é recebido pelas autoridades o levam a concluir que os seres humanos merecem ser destruídos. Um clássico que permanece atual até hoje, tanto que sua refilmagem está fazendo um grande sucesso mundial.
Estrelado pelo astro Keanu Reeves, no papel de Klaatu, o filme ganhou nova roupagem, muitos efeitos especiais, mas perdeu em essência e força narrativa. Ficamos tão vidrados nos efeitos dos insetos exterminadores que não paramos para refletir aquilo que o filme passa. Isso me lembra uma frase de outro sucesso de Reeves, Matrix, quando o agente Smith compara o ser humano a um vírus que destrói tudo em volta. Claro que o extermínio não é a solução, pois na eminência do abismo nós evoluímos, mas por que precisamos a chegar a pontos tão extremos? Na verdade, ninguém tem o direito de decretar o fim de nenhuma civilização. A comparação feita pela secretária de segurança com o que ocorreu com povos como os Maias, Astecas e Incas é bem feliz. O fato é que ninguém gostaria de estar no lugar de uma civilização menos adiantada que pudesse ser exterminada por outra.
Em relação ao novo filme, fica a conclusão de que nem como um alienígena sem emoção, Keanu Reeves consegue ter uma boa interpretação. Seu sucesso se deve a astúcia de escolher bons papéis e conduzir sua carreira de forma inteligente. E é impressionante o que ele consegue. É interessante ver no cinema, com boa tecnologia e uma tela grande. Mas, recomendo que vejam depois o original. Assim, têm uma boa noção do que é um filme de ficção científica em um tempo em que a tecnologia estava ainda engatinhando.
Amanda Aouad
Crítica afiliada à Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), é doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas (Poscom / UFBA) e especialista em Cinema pela UCSal. Roteirista profissional desde 2005, é co-criadora do projeto A Guardiã, além da equipe do Núcleo Anima Bahia sendo roteirista de séries como "Turma da Harmonia", "Bill, o Touro" e "Tadinha". É ainda professora dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Unifacs e da Uniceusa. Atualmente, faz parte da diretoria da Abraccine como secretária geral.
Outra chance para humanidade
2009-02-18T12:02:00-03:00
Amanda Aouad
aventura|critica|
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