07/09/2010

Celebremos Nosso Lar

Nosso LarAcho que esse é o texto mais difícil que escrevo aqui no blog. É difícil falar de Nosso Lar sem ser parcial, por toda a simbologia que envolve essa obra de 1944. Não escondo de ninguém que sou espírita. Li o livro pela primeira vez quando tinha 13 anos, como expliquei na análise do trailer. E esta é uma das obras mais importantes no Espiritismo depois das obras básicas por ser a primeira a falar com detalhes sobre o mundo espiritual, como bem expliquei na promoção que está acontecendo aqui no blog. Devo dizer também que já vi o filme três vezes e ainda não esgotei o interesse. Quero ver pelo menos mais uma no cinema e, com certeza, comprarei o DVD quando sair. O que prova, como não sou masoquista, que adorei o filme. Mas adorei por tudo o que ele representa. Feito o prefácio, vamos aos resultados.


Tinha uma grande preocupação com o resultado de Nosso Lar. As expectativas eram altas e os filmes sempre costumavam me decepcionar nesses casos, como Besouro, por exemplo, que tinha um belo trailer, pós-produção e parte da equipe internacional. Temia também pelo diretor Wagner de Assis, que só tinha dirigido até hoje o problemático A Cartomante, além de assinar roteiros duvidosos como Xuxa Requebra e Xuxa PopStar. Felizmente, Nosso Lar é melhor que todos esses, assim como também obtém um melhor resultado do que o fraco Bezerra de Menezes. Apesar de, em minha opinião, não superar Chico Xavier no conjunto da obra.

Nosso Lar

A essência do livro está lá. A bela mensagem de renovação e evolução do ser. O resgate de valores humanos, respeito ao próximo e a si mesmo, a entrega da alma e a salvação pela fé e pelo amor. A história do médico que, após sua morte, encontra um mundo complexo à sua frente e tem que se deixar levar em uma jornada de autoconhecimento e transformação. Sua experiência engloba as pessoas que conhece na colônia espiritual e o que aprende com cada uma delas. Muita coisa foi resumida e algumas histórias mescladas, como em toda obra de adaptação. Ainda assim, é uma trama coerente que passa a sua mensagem e emociona em muitas cenas como a sequência da Segunda Guerra Mundial, ou na reunião da família de André Luiz. A coreografia no Umbral, como são chamadas as zonas inferiores, também impressiona. Mas, o que impressiona mesmo são os efeitos especiais.

Nosso LarFinalizado em Toronto, na Intelligent Creatures, que fez Watchmen, o filme conta com o diretor de fotografia Ueli Steiger e Phillip Glass assinando a trilha sonora. Os profissionais internacionais fazem a diferença, criando uma paisagem e uma atmosfera jamais vista em uma produção brasileira. Impressiona a riqueza dos cenários virtuais. Os enquadramentos da cidade e das zonas inferiores. A construção do clima com as músicas clássicas e os acordes sentimentais. A cúpula da governadoria e as mensagens transmitidas por imagens holográficas. É possível viajar por esse mundo criado e se envolver com a materialização de coisas que nossa imaginação ainda não consegue conceber. Mesmo não sendo espírita.

Agora, todo filme é feito de escolhas. E como era esperado de uma obra apoiada pela Federação Espírita, Wagner de Assis escolheu pela mensagem em detrimento do entretenimento. Não digo isso com juízo de valor. Apenas uma constatação da óbvia função doutrinária que o diretor teima em negar em suas entrevistas. Não a doutrinação de que o Espiritismo é a religião certa, mas a doutrinação de que os conceitos de conduta humana que ela prega são os corretos. E nisso, o que a doutrina prega nada mais é do que o que Jesus pregou há mais de dois mil anos. Por isso, pessoas de diversas religiões podem se sensibilizar com a mensagem de necessidade de evolução do ser. Mas, dificilmente alguém que seja agnóstico e vá ao cinema apenas para ver uma obra de ficção e entretenimento conseguirá se envolver completamente na história.

Nosso LarIsso porque na escolha por transmitir a mensagem em detrimento da dramática, Assis acabou tornando sua obra didática demais. O início com aquela voz over explicando cada cena que era vista, os diálogos com uma linguagem rebuscada dos anos 40 e o formato segmentado do roteiro não dão uma unidade na trajetória do personagem que faça com que o espectador leigo se envolva em seu drama. Não dá tempo de conhecer sua dor e se compadecer dela porque é tudo muito picotado e com a narrativa resumindo os sentimentos. Se o filme começasse apenas com o Umbral, deixando o espectador se ambientar naquele vale de sofrimento e até mesmo ficando curioso para saber se ele se suicidara como os gritos acusam, para só depois mostrar o passado em paralelo com Nosso Lar, por exemplo, talvez a construção fosse mais feliz. Mas, aí são suposições.

Nosso LarOs atores, ao contrário do que li em muitas críticas, estão bem. O texto é difícil, a situação é pouco palpável, é preciso alguns esclarecimentos e não achei que eles se saíram mal. Renato Prieto é o único que teria ressalvas. Desde o trailer achei suas expressões caricatas e armadas ao extremo. Ele é um ator de teatro, tinha feito pouca coisa em vídeo, nada com a complexidade de um protagonista. A falta de experiência com o tempo do cinema prejudicou sua atuação que está carregada de vícios teatrais. Já Fernando Alves Pinto, achei bem como Lízias, funciona inclusive como alívio cômico em muitos momentos. Destaque para Othon Bastos como o governador Anacleto que consegue passar simplicidade e grandiosidade de alma daquele espírito iluminado. Assim como Ana Rosa e Paulo Goulart em suas participações com tons tão naturais.

Independente de problemas na condução, principalmente do roteiro, Nosso Lar é daqueles filmes que ficam impregnados em nossas mentes mesmo depois de terminar os créditos. Vi pessoas chorando ao meu lado, assim como vi meu pai se emocionando mesmo não sendo espírita ou minha mãe se dispondo a ir ao cinema, coisa que parece ter deixado de fazer há muito tempo. É o milagre da mensagem de amor que a obra emana. Há coisas que superam a técnica e nos envolvem. Poderia ser melhor. Sempre pode. Mas, já é um começo. Tomara que as bilheterias batam todos os recordes e abram as portas para novos gêneros, formatos e temas no cinema brasileiro.


Amanda Aouad é Mestre em Comunicação e Cultura Contemporânea pela UFBA na linha de pesquisa em Análise de Teleficção, é formada em Publicidade e Propaganda, roteirista e especialista em Cinema pela UCSal. Fez ainda quatro cursos de crítica cinematográfica ministrados por Pablo Villaça, Francis Vogner, Cláudio Marques e João Carlos Sampaio. Membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.

23 opiniões:

Marcio Melo disse...

Não sigo a doutrina espírita e não verei o filme só para não falar mal.

Só de ver o trailer, apesar dos efeitos especiais, tive certeza que é o tipo de produção que eu não gosto de verdade.

Portanto, como incentivador do cinema nacional, vou fazer a minha parte e correr léguas de Nosso Lar.

7 de setembro de 2010 09:08
Fernando disse...

Oi Amanda,
Muito boa sua análise. Assim como vc disse o filme foi feito de escolhas, talvez com as dicas que você mencionou a história ganhasse outro ritmo, mas foi assim que foi e acabou sendo um resultado interessante.

Só discordo de você em relação a atuação de Fernando Alves Pinto. Acho que ele vai melhorando no decorrer do filme, mas em algumas cenas chega ser constrangedora sua atuação. Na minha opinião, precisaria mais ensaio.

Bjos

7 de setembro de 2010 09:30
Isa Nyoko disse...

Olá,
sou de familia espírita e meus pais foram assistir "Nosso Lar" nos cinemas. Minha mãe não gostou nem um pouco do filme e meu pai o achou completamente exagerado. Estou na expectativa para assistir e tirar minhas próprias conclusões. As criticas que venho lendo até agora não tem sido muito favoráveis, mas vamos ver né...

Abraço.

7 de setembro de 2010 11:36
Maurício Amorim disse...

Olá, Amanda.

Acabo de acordar, nesse feriadão de sete de setembro e, como agora sou leitor assíduo do Cinepipocacult, assim que entrei na pagina do blog vi que vc já tinha postado a crítica do filme NOSSO LAR.

O fato é que eu tinha boas expectativas em relação à adaptação para o cinema da obra psicografada por Chico Xavier. Ao assistir o filme, eu não só sai do cinema bastante emocionado e orgulhoso pelo cinema nacional ter produzido um filme tão bem feito como aquele, como saí com todas as minhas expectativas superadas: NOSSO LAR é, realmente, um filme excelente! E, como já havia comentado após a entrevista com Ana Rosa, o filme consegue atingir também aqueles que não são espíritas, e aqueles que nunca, sequer, haviam lido a obra NOSSO LAR.

Sou espírita desde os 15 anos e, desde os 17 anos que comecei a fazer vídeos, filmes, lá nos tempos do velho VHS. Li NOSSO LAR assim que entrei na doutrina espírita – e já reli algumas poucas outras vezes - e sempre imaginei, desde a primeira vez que li esse livro, como seria a colônia espírita Nosso Lar numa tela de cinema. Sempre imaginei como seria um filme baseado naquela obra. Na verdade, sempre imaginei como eu adaptaria NOSSO LAR para o cinema, tamanha a vontade de vê-lo além das páginas do livro. E agora, vinte e dois anos depois, eu tive a resposta, através de Wagner de Assis e sua equipe. E melhor, não só tive a resposta como fiquei maravilhado com ela!

Quem ainda não assistiu, assista, independente de ser espírita ou não. Vi na sexta feira e devo ver ainda outras vezes. Vale muito a pena, seja pela impecável direção de arte, pelos efeitos espetaculares, pelo roteiro que, acredito, deu conta do recado, levando em conta o difícil processo que é adaptar uma obra literária ou, até mesmo pelas atuações. Concordo que Renato Pietro deixa um pouco a desejar... Mas não é que com, sei lá, meia hora de filme eu já estava acostumado com aqueles trejeitos excessivamente teatrais dele! E tem Fernando Alves Pinto, de fato, muito bom como Lízias. Ana Rosa, Paulo Goulart, Selma Egrey, que não suporto em novelas, está muito bem como a mãe de André Luiz, e até a sumidíssima Aracy Cardoso num papel de relativo destaque, como dona Amélia... Enfim, um filme pra ver e rever!

Viva o cinema espírita! Viva o cinema brasileiro!

7 de setembro de 2010 12:07
Fred Burle disse...

Amanda, já imaginava que você iria gostar do filme, assim como imaginava que ele teria estes problemas, principalmente narrativos. Mas se ele agrada ao público que mais interessa (o espírita e/ou o que tem fé em algo superior), já acho uma grande coisa. Lembro que assisti uma palestra da Iafa Britz (produtora de Nosso Lar e de Se Eu Fosse Você 1 e 2) e ela ainda estava cheia de segredos quanto a este filme, mas contou que achou impossível o fotógrafo e o Phillip Glass aceitarem o convite dela e que ficou surpresa com a resposta positiva.

Só uma ressalva: esta nota (que você linkou) que diz que o filme bateu recorde de bilheteria está incorreta. Nosso Lar não foi a maior abertura da Retomada. Foi a terceira. Obteve, segundo FilmeB, 541 mil espectadores em três dias e estreando em 435 salas. Se Eu Fosse Você 2 obteve 560 mil espectadores no mesmo período e com bem menos salas (309). E Chico Xavier obteve 585 mil espectadores em três dias e com 388 salas. Ou seja, Nosso Lar não bateu recorde, mas consolida-se com a excelente terceira posição do ranking das aberturas nacionais dos últimos 20 anos!

Beijo!

7 de setembro de 2010 12:31
Amanda Aouad disse...

Oi, Fred, pena que você não está por aqui para conferir o filme, gostaria de saber o que achou... E sim, o fato de profissionais como Phillip Glass e Ueli Steiger terem aceitado, mostra que a produção tem qualidade. Quanto ao "erro" na nota. Bom, eles explicam que em termos de público Nosso Lar não é o maior, mas sim em arrecadação que foram 6,2 milhões de reais. A nota ainda cita o público de Chico. Mas, ter aumentado o número de salas é bom. Mais espaço para o filme.

Márcio, como já tinha dito no outro post, respeito sua opinião e decisão. Tem todo o direito.

Fernando, eu continuo gostando do Fernando, hehe. Não sei, o ele conseguiu imprimir um ar quase infantil em Lízias, da forma como eu o imaginava ao ler o livro. E sim, o filme tem problemas, mas me emocionou, emocionou o público e isso é o que importa, no final das contas. Hoje um amigo que não é espírita e odeia cinema nacional (já disse absurdos como: Estômago é bom apesar de ser brasileiro), falou que adorou o filme. Ou seja, tem seu mérito. Tomara que venham outros melhores.

Isa, seu comentário traz um novo dado interessante. Espíritas também podem não gostar do filme. hehe. Normal, nenhuma obra agrada a todos. Veja e depois nos conte o que achou.


beijos a todos.

7 de setembro de 2010 13:45
Amanda Aouad disse...

Maurício, comento você em separado, porque seu comentário é maior e tem outros caminhos. Sim, eu entendo a emoção do filme, e ressaltei isso no texto, mas não podemos negar que ele faz uma opção que gera problemas na apreciação. Veja o comentário de Isa, de uma família espírita. Não é uma obra-prima, está longe disso, mas ainda assim me emocionou e emocionou a muitos.

Sou espírita de uma família católica, sempre tive as convicções espirituais dentro de mim e após a morte de meu avô, minha mãe começou a ter sonhos estranhos e a doutrina entrou em minha casa a revelia de meu pai, que nunca gostou do assunto. Li Nosso Lar pela primeira vez aos treze anos de idade, e já reli uma vez, estou agora lendo o livro Estudando Nosso Lar, que traz algumas questões interessantes. Imaginava o local e foi emocionante vê-lo materializado na tela. Assim como seus personagens. Mas, a didática complica o entretenimento, como já falei, por isso apontei. Eu também fui me acostumando com o Pietro, mas em alguns momentos incomoda muito, hehe. Assim como as cenas de flashback daTerra são ensaiadas demais.

Também acho que vale a pena todos assistirem, reafirmo que ainda quero rever outra vez na telona e arrastar algumas pessoas comigo, hehe. Agora, tirando os exageros, desrespeitos e falta de sensibilidade, entendo perfeitamente as críticas negativas.

beijos e volte sempre.

7 de setembro de 2010 13:52
Robin disse...

A emoção foi grande mesmo. Tive um embrulho no estômago quando ele volta para casa. Mas, entendo o que você fala da didática, principalmente no começo. É que é tudo tão lindo depois que a gente vai se acostumando e curtindo.

7 de setembro de 2010 14:42
Fred Burle disse...

Pois é, eu gostaria de assistí-lo. E ver filme brasileiro em Berlim é uma raridade... Quanto aos dados, o jornalista não citou números corretos! Veja no FilmeB, que é o site oficial para estes dados: Nosso Lar arrecadou 5,7 milhões de reais, ou seja, é menor que a do Chico Xavier, que arrecadou 6,15 milhões. Mas nos valores em dinheiro ele ganha de Se Eu Fosse Você 2, que arrecadou 5,6 milhões (mas que, se considerarmos a inflação, também ultrapassa Nosso Lar)...

7 de setembro de 2010 14:45
Amanda Aouad disse...

Entendi, já tirei o link errado. Não se pode mesmo confiar na Revista Veja, hehe. Valeu. E tomara que vocÊ consiga ver em breve ( o que significa que ele terá feito sucesso e começado sua carreira internacional).

Robin, entendo. A gente acaba acostumando e embarcando mesmo.

bjs

7 de setembro de 2010 14:58
Kamila disse...

O filme tem uma mensagem muito bonita e isso é inegável. Acho que a obra quer sensibilizar a gente, quer fazer a gente crer. E é bem sucedida nisso, pelo menos comigo foi. Como eu sempre comentei, "Nosso Lar" era uma obra muito ambiciosa. Do ponto de vista técnico, o trabalho chega a ser muito bom. Eu só acho que o diretor errou no primeiro ato, na alternância da narração entre os últimos momentos de André no mundo material e na chegada dele ao purgatório. Mas, nada que prejudique o trabalho final alcançado pelo longa.

7 de setembro de 2010 16:57
Amanda Aouad disse...

Pois é, Kamila. O primeiro ato, é mesmo o mais problemático. Mas, a mensagem é linda. Que bom que você se sensibilizou com ela.

7 de setembro de 2010 23:23
Anônimo disse...

Desculpem pela duplicidade..Erro de compilação...Acho que todos deveriam assisitir Nosso Lar, principalmente aqueles de outros credos. Afinal se Cristão, nada mais justo que acatar as palavras de Paulo..Vê de tudo, ouve de tudo, e aceitar o que lhe apraz...

12 de setembro de 2010 20:14
Anônimo disse...

Bom, se a critica seria parcial, logo não seria critica e sim uma resenha. Pelo amor de deus, se você quer escrever sobre alguma coisa um texto sólido, consistente e bom, não tome parte de nenhuma das 'partes'. Texto fraquíssimo.

13 de setembro de 2010 12:20
Amanda Aouad disse...

Obrigada, amigo, já deletei a duplicidade para não haver confusões... Concordo que todos devam ver o filme e tirar suas conclusões, esse é o maior aprendizado.

abraços

13 de setembro de 2010 15:30
Anônimo disse...

Amanda..Amiga por favor, me decidi por vc apagar meu comentário: (A msgem foi fielmente passada...) que pendeu muito pelo lado da "pregação repetitiva". Sou forçado a reconhecer, e quem me alertou foi o amigo anônimo que fez a crítica sobre mim. Ás vezes nos estufamos de contentamento e, nem percebemos onde estamos indo.Além do mais como espírita, não gostaria de ver minha crença tão banalizada. Assim que vc deletar, vou escrever algo bem leve, para entendimento geral..Abs

13 de setembro de 2010 16:08
Amanda Aouad disse...

Pronto, amigo, se preferiu, já deletei, esteja a vontade para expor sua opinião. Quanto ao outro anônimo, acho que a crítica dele foi a mim também, ou principalmente. Enfim.

Da forma mais imparcial possível, vejo o filme como falei, com escolhas claras e temos que respeitá-las. Cada filme deve ser analisado pelo que se propõe. Admiro e comungo da mensagem que foi privilegiada, sem deixar de olhar as falhas cinematográficas. Há filmes assim. Da mesma forma como ele achou fraco, muitos elogiaram e indicaram.

Enquanto não existirem agressões sem fundamentos ou sem educação todas as críticas, elogios e sugestões são bem vindas aqui no blog. Obrigada a todos pela contribuição e visita.

abraços

13 de setembro de 2010 16:49
Anônimo disse...

Obrigado Amanda por atender e deletar meu comentário anterior...Como espírita, minha visão acaba por focar apenas o enredo o sentido e, a consequente mensagem que o filme transmite. A questão do roteiro, do desempenho dos artistas, e outros detalhes é pertinente ao crítico entendido no assunto, exclusivo de quem conhece e atua na área, e isso nada melhor que vc. Claro que a questão "gosto" é relevante, é a tal história.. Que seria do azul..! Quanto ás agressões que vc citou, é normal as pessoas adotarem uma postura de sua verdadeira personalidade o caráter de fato, ao escrever em público. Bem igual á muitos quando sentam-se ao volante de um carro, a personalidade adotada muitas vezes é o da prepotência, e do status que o veículo proporciona. Mas, não vamos mudar o rumo da conversa, nosso principal objetivo é comentar do filme. Só posso afirmar com toda certeza que, a fidelidade com que foi passado a mensagem, para mim foi a mais importante, alguns nomearam o filme de "ficção", mas, vejamos em 1968 em: 2001 uma Odisséia no espaço, o filme causou polêmica como tudo que é novo. A idéia futurista do filme Nosso Lar, restringe ao nosso modo de enxergarmos conforme nossa crença, queira ou não isso é uma realidade. Talvez por isso certos comentários tendem á crítica mal-educada e grosseira como bem disse vc. Eu gostei do filme, de verdade, não por ele ser espírita, tbm me emocionei em vários épicos como; Os dez Mandamentos, tão próprio para o homem daquela época. Enfim, meus comentários. Abs.

13 de setembro de 2010 18:38
Manoel disse...

Powxa! estou muito impressionado com a sua análise! já assisti ao filme, me emocionei muito, e concordo com seu ponto de vista, achei q o filme acabou tomando um rumo muito voltado, como se fosse destinado a um certo grupo da sociedade, powxa!, é mesmo uma pena, ainda mais uma obra como ´´nosso lar´´ tão envolvente, repleta detalhes, dramas, com um enorme potencial para ser tornar um filme arrebatador, um divisor de águas, mais eu acho válida a empreitada, com certeza abre caminho para que sabe outras obras se tornem filmes, já imaginou der-repente violetas na janela. . .

22 de setembro de 2010 05:46
Amanda Aouad disse...

Com certeza, Manoel, ainda mais com a bilheteria que está atingindo. Abre portas sim. Seria bom um filme de Violetas na janela, ou de vários outros livros da bibliografia espírita.

22 de setembro de 2010 11:06
José Carlos Miranda disse...

Amanda! você realmente, ultrapassou as minhas espectativas, fico feliz em ter lido suas opiniões, mais do que profissionais foram elas e, acima de tudo, sinceras, postou exatamente o que precisamos ler/saber para encontrar um pouco as definições sobre esse maravilhoso filme, NOSSO LAR, afinal, tudo que se passa no filme, não é exatamente como está no livro, o livro é melhor mesmo e bem didático, aquelas pessoas que já leram o livro e ao ver o filme, para sentir de perto o que o André Luiz desejou passar para o irmão Chico Xavier, e posteriormente ao público com seu livro editado que, inclusive o próprio Chico parou semanas antes, pensativo e cheio de dúvidas com o que havia psicografado, nem acreditava no que havia escrito, imaginou que fosse um sonho e, somente depois de algum tempo, justamente quando o espírto Emanuel lhe confirmou/repassou/afirmou para ele que tudo aquilo que ele psicografou do André, veio realmente de outra dimensão, distante de nossa percepção ou nosso conhecimento, como seres humanos encarnados, explicou-lhe que era o outro lado da vida... o mundo dos espíritos, bem longe de nossa compreensão ativa ou qualquer conhecimento religioso ou científico. O mais impressionante de tudo isso, é que o próprio Chico Xavier, levou algum tempo para conseguir entender e acreditar de verdade o outro lado da vida ou o universo paralelo que existe mas não afirmamos, apenas acreditamos. Só nos resta agora, aguardar o outro filme, Mensageiros, como você já me passou pelo ORKUT, esperamos uma outra super-produção, outra grande obra do cinema brasileiro.
Parabens Amanda, pelo seu depoimento que lí, gostei muito, tem muita expressão pessoal, estudo que aprendeu ao longo de sua trajetória para entrar no mundo do cinema, mostrou que está mesmo com vontade de tocar o seu trabalho para a sociedade, mostrar a todos a grandeza de um trabalho digno, bem elaborado, bem feito e rico de informações.
Beijos no coração e fique com Deus...

7 de outubro de 2010 23:54
Amanda Aouad disse...

Obrigada, Zé Carlos. Que bom que gostou.

beijos e fique com Deus também.

8 de outubro de 2010 17:12
renatocinema disse...

li muito sobre esse filme. hoje consegui uma cópia em dvd. só lerei seu texto, com calma, depois de assistir o filme.kkkk

14 de janeiro de 2011 18:12

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