27/10/2010

O Feitiço de Áquila

O Feitiço de Áquila - Michelle PfeifferO Feitiço de Áquila é uma das melhores lembranças da Sessão da Tarde de minha infância. Acho que vi todas as vezes que reprisou, sempre envolvida com a história de amor impossível. Relembrei dele recentemente por causa de uma situação peculiar que vivi nos dois últimos meses e não vem ao caso. O fato é que rever o filme tantos anos depois e com uma nova visão foi uma experiência muito interessante. Ele não perdeu a magia, graças a Deus, apesar de não parecer tão perfeito quanto antes.

A história se passa na Itália medieval, mais precisamente em Áquila, cidade dominada pelo malvado Bispo local, vivido por John Wood. No passado, ele desejou uma bela mulher, mas ela preferiu o capitão da guarda. Por vingança, o Bispo fez um pacto demoníaco fazendo com que o casal jamais pudesse voltar a se tocar. Durante o dia, ela era uma bela ave, durante a noite era a vez dele se transformar em um lobo. Nessa impossibilidade física, os amantes estavam condenados a vagar pelo mundo. Era assim que eu contaria o filme pelas minhas lembranças. Mas, interessante perceber que, na verdade, o protagonista da história é outro e a maldição dos amantes só é mostrada bem adiante.

O Feitiço de Áquila - Rutger Hauer e Matthew BroderickO filme conta a trajetória de Phillipe Gaston, personagem de Matthew Broderick, um ladrãozinho apelidado de Rato que consegue fugir da prisão de Áquila e é salvo pelo misterioso cavaleiro Etienne Navarre. Acompanhando o ex-capitão da guarda banido. Rato percebe que algo estranho acontece ao anoitecer. O capitão some e um lobo circunda o local onde eles estão acampados. E ainda aparece uma bela mulher que nunca é vista durante o dia. Após uma batalha ficamos conhecendo a parte que eu narrei acima e os planos de Navarre. Ele quer entrar no castelo e matar o Bispo para se vingar do feito. Rato conhece o local e passa a ser seu guia.

Ladyhawke - O Feitiço de ÁquilaO Feitiço de Áquila passou tantas vezes na Sessão da Tarde e é tão lembrado por motivos óbvios. Primeiro trata-se de um tema universal: amor proibido. Depois tem cenas para todos os gostos. Romance para meninas, aventura para os meninos e um pouco de comédia para divertir a todos. A direção de Richard Donner conduz bem a história criada por Edward Khmara. Há cenas memoráveis como o encontro do dia e da noite na igreja de Áquila ou a batalha onde a águia é ferida por uma flecha. Michelle Pfeiffer está no auge de sua beleza e envolve como a mulher falcão do título original: Ladyhawke. Já Rutger Hauer não deixa a desejar como o capitão Navarre, apesar de o filme ser mesmo de Matthew Broderick e seu atrapalhado Rato.

A única coisa realmente incômoda no filme é a trilha sonora. Há uma música tema totalmente datada que soa estranha a ouvidos atuais. Uma trilha disco que não funciona com as belas imagens de cavalgada ou luta. É de se admirar que suas únicas indicações ao Oscar passem por melhor edição de som e melhor mixagem de som.


Amanda Aouad

Amanda Aouad é Mestre em Comunicação e Cultura Contemporânea pela UFBA, especialista em Cinema pela UCSal e roteirista de Ponto de Interrogação, Cidade das Águas e Vira-latas. É ainda professora de audiovisual, tendo experiência como RTVC e assistente de direção. Membro da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos e da Liga dos Blogues Cinematográficos.

17 opiniões:

renatocinema disse...

Sem dúvida um dos filmes da minha vida. Obra-prima. Guardado no top five do meu coração cinematográfico.

27 de outubro de 2010 09:13 Excluir comentário
Dan disse...

poutz! realmente inesquecível!

27 de outubro de 2010 10:08 Excluir comentário
Hugo disse...

Ótima lembrança... estou ficando velho, assisti no cinema. rs

Aventura, drama e romance na medida certa, com Matthew Broderick muito bem, um pouco antes de "Curtindo a Vida Adoidado", Michelle Pfeiffer no auge da beleza e ficando claro como Rutger Hauer é um bom ator e que foi muito mal aproveitado no cinema dos anos noventa em diante.

Até mais

27 de outubro de 2010 14:44 Excluir comentário
Jurubeba disse...

Faz tanto tempo que vi esse filme pela última vez,e minha memória me diz que ele é bom. Lembro da história, mas a trilha sonora, efeitos e interpretações não consigo me recordar.

;)

27 de outubro de 2010 16:06 Excluir comentário
Kamila disse...

Eu era assídua telespectadora da Sessão da Tarde, mas confesso que nunca assisti a este filme.

27 de outubro de 2010 19:32 Excluir comentário
Amanda Aouad disse...

Marcante mesmo, Renato.

Não é, Dan?

hehe, esse é já vi na televisão mesmo, Hugo, mas não se sinta velho. Tem filmes da mesma época que eu vi no cinema... E verdade, Rutger Hauer ficou mal aproveitado nos anos 90 em diante. Pena.

Reveja, Jurubeba, não perdeu o encanto, também tinha esquecido muita coisa.

Mesmo, Kamila? Pôxa, procure que esse é clássico, vi várias vezes.

bjs

27 de outubro de 2010 21:41 Excluir comentário
Marcio Melo disse...

Também amava quando este filmea aparecia na querida sessão da tarde 'old school'.

Um clássico "de arrepiar" :)

27 de outubro de 2010 22:46 Excluir comentário
Cristiano Contreiras disse...

Eu não acho que ele envelheceu mal não, e eu adoro a trilha sonora que insere esses elementos diferentes e uma sonoridade meio retrô a uma obra com plasticidade medieval, rs.

Só acho que o que fica mal mesmo, numa releitura, são os péssimos efeitos especiais - bem ruins mesmo, de dá pena...rs.

Mas, esse filme me embalou tanto na infância - na juventude...é referência em casa (minha mãe, tias e avó veneram), que eu cresci admirando e ainda gosto muito.

Acho bem emocionante mesmo - a cena que eles quase se tocam..QUASE...é algo primoroso! Pela forma como foi conduzida toda aquela sequencia ali...O sol nascendo...ele deixando de ser lobo pra um homem; ela de mulher para uma águia...e o Matthew Broderick ali, observando, com uma lágrima escorrendo pela face! Putz, aquilo me arrepiou e ainda emociona bastante.

Rs!

Quero rever esse filme em blu-ray!

28 de outubro de 2010 01:00 Excluir comentário
Amanda Aouad disse...

hehe, pois é, Márcio.

Jura que você gosta daquela música "disco" que aparece nas cenas de ação, Cris? Para mim, quebra o clima. hehe. Os efeitos especiais não ruins, mas justificáveis pela época. Eles conseguiram até muita coisa. A cena em que ela cai da torre e sai voando tem uma montagem legal.

bjs

28 de outubro de 2010 10:25 Excluir comentário
bruno knott disse...

Amanda, infelizmente eu não assisti a este filme enquanto criança. Fui ver pela primeira vez no ano passado e tenho certeza que a experiência teria sido melhor se eu tivesse visto antes.

Acabei nao gostando... :(

28 de outubro de 2010 11:39 Excluir comentário
Amanda Aouad disse...

Pena, Bruno, realmente com a nostalgia da infância, vemos o filme com outros olhos mesmo hoje.

bjs

28 de outubro de 2010 12:12 Excluir comentário
Dani Vidal disse...

Eu acho que O Feitiço de Aquila é um filme atemporal.
Eu adoro...
A questão do amor proibido é universal mas acho que a beleza do filme é a maldição. Apesar dos efeitos especiais limitados.. é linda a transformação. A carga de dor, saudade... é tudo maravilhoso. E cá pra nós.. o Hutger Hauer é um tremendo ator.

30 de outubro de 2010 12:19 Excluir comentário
Amanda Aouad disse...

Com certeza, Dani, nunca esquecerei dele em Blade Runner. Quanto a história, concordo também.

30 de outubro de 2010 16:13 Excluir comentário
lucy_guedess disse...

Todas as vezes q passou esse filme ,eu nau perdia...hehehe
e esses dias atras me lembrei dele e baixei esse maravilhoso filme.
Me trouxe muitas lembranças....

30 de outubro de 2010 17:06 Excluir comentário
Amanda Aouad disse...

Também não perdia, Lucy.

31 de outubro de 2010 23:58 Excluir comentário
Anônimo disse...

O filme 'O feitiço de áquiula' é a história de amor mais linda de todos os tempos. emocionante e inesquecível.

22 de janeiro de 2011 12:17 Excluir comentário
Amanda Aouad disse...

É bonito mesmo, anônimo.

23 de janeiro de 2011 22:01 Excluir comentário

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