Viajo porque preciso, volto porque te amo
Há dez anos, os dois diretores ganharam uma verba para fazer uma pesquisa de campo para os filmes que estavam tentando produzir. Aïnouz, Madame Satã, e Gomes,Cinema, Aspirinas e Urubus. Foram então pelo sertão nordestino filmando em diversas câmeras e momentos. Com o material bruto, chegaram ao argumento do filme. Não queriam um documentário, por isso misturaram realidade à ficção, criando Zé Renato, um geólogo que está fazendo um estudo de solo para uma região que sofrerá a transposição de um rio. Apesar de não citar em nenhum momento, fica impossível não associar à polêmica transposição do Rio São Francisco. Pelo menos para nós, aqui no Nordeste.
Irandhir Santos empresta sua voz à Zé Renato com uma carga dramática impressionante. Marcelo Gomes disse que escolheu o ator pela voz aveludada, mas o que ouvimos no longa é uma voz amargurada, repleta de dor e angústia. É esse sentimento que compartilhamos com aquelas imagens mescladas que batem como um convite a mergulhar naquela história da mesma forma que os saltadores de Acapulco no final da projeção.
Em sua jornada, Zé Renato conhece pessoas diversas, mas uma lhe resume com simplicidade o que se espera do mundo: "uma vida lazer". Quem não quer "uma vida lazer"? Ter alguém de quem se gosta ao seu lado e poder curtir os bons momentos de nossa existência, sem se preocupar com problemas menores. Sem sentir dor ou solidão. A nossa vida é aquela pergunta constante do que vem depois, pois nunca estamos satisfeitos ou seguros da felicidade.
Aos que estranharem a fotografia, a escolha estética foi essa mesmo. Zé Renato é um geólogo, não um fotógrafo ou cineasta. Aquilo é o seu diário de bordo, sua alma aberta. Não são as imagens, mas as palavras e o sentimento que o conjunto passa ao espectador que importa. Ainda assim, a simulação do super 8 é bem simpática. A diretora de fotografia Heloísa Passos teve que juntar materiais de diversas câmeras diferentes para encontrar uma unidade e a escolha foi nivelar por baixo, como explicou Marcelo Gomes na conversa após a sessão.
O mais importante não é o como foi feito, mas o que o filme provoca em nosso sensorial. Repito que é uma viagem fantástica, só acho que é repetitiva e cansativa, chegamos ao final da projeção igual ao Zé Renato, angustiados em ver aquela mesma paisagem, sentir aquele mesmo sentimento, ter saudades daquela mesma pessoa. Faz parte do efeito fílmico e da recriação eterna que é a arte cinematográfica.
Boa notícias os soteropolitanos, o filme estreia dia 04 no Espaço Unibanco.






Há argumentos em que é necessário coragem para explorar aquilo que a história pede de fato.
Peço licença para falar neste espaço cinéfilo sobre televisão. É que essa semana foi exibido o último episódio da série
Há filmes que não envelhecem, aliás, a verdadeira arte não tem idade, pode ser apreciada por várias gerações com o mesmo frescor do lançamento. É assim com o filme
Após uma semana seguindo os passos de Quincas, nossa jornada chegou ao fim. Apesar de muitos terem começado (foram quase mil visualizações nos posts do jogo) e vários terem elogiado por comentários, e-mail, twitter ou orkut, poucos chegaram ao final e encontraram a resposta para o enigma. Afinal, onde estava o prêmio? Para todos que começaram, desistiram no meio, nem tentaram ou ainda estão quebrando a cabeça, segue agora o mapa da mina, verão que não estava difícil e que deixamos, até, várias dicas. Parabéns aos vencedores, a experiência foi boa. Agora que conhecemos melhor o perfil de nossos leitores, vamos começar mais devagar de uma próxima vez. Convido a todos para uma última viagem, dessa vez com as respostas. 

Cinema e meio-ambiente é uma mistura que está na moda. Festivais e mostras diversas têm ocorrido com esse tema pelo mundo. O 
Responsável por bons filmes como
Que Guillermo Arriaga é um excelente roteirista não se tem dúvida, já que nos brindou com pérolas como 

Como o
Em 2008 Jon Favreau levou aos cinemas a história de Tony Stark e seu alterego
Por não ter uma identidade secreta, o Homem de Ferro é a síntese da incongruência americana que sempre criou seus super-heróis como mártires anônimos de uma nação honrada. Tony Stark joga na tela que os Estados Unidos não querem a paz e o bem-estar, eles querem o poder de controlar o mundo, por isso pressionam tanto para ter a tal armadura invencível a favor do exército. Mesmo o crente James Rhodes cai nessa armadilha. Todo o segundo longa é construído em cima desse argumento e Tony tem que enfrentar a pressão do governo, o veneno que o mata e salva sua vida ao mesmo tempo, além de um vilão esquecido, Ivan Vanko, que é a denúncia a incoerência de um homem que construiu sua fortuna em cima de vendas de armas e diz que tudo o que ele busca é um mundo em paz. Na verdade, ali está um embate que começou entre seus pais e foi herdado por seus filhos. 
Em 1984 chegava as telas o filme
Vinte e cinco anos depois, o diretor Samuel Bayer, com o roteiro de Wesley Strick e Eric Heisserer, resolvem revisitar o mito com tecnologia mais apurada, efeitos especiais interessantes, e uma história melhor amarrada. Mas que, ainda assim, esbarra em um detalhe importantíssimo: o primeiro 


A grande sacada de A Hora do Pesadelo ao ser lançado em 1984 foi misturar realidade com imaginação, brincando com o medo que toda criança tem do desconhecido. Talvez por isso, a história funcione tão melhor aos olhos infantis, onde a sensação de ameaça é muito maior. Porque o filme não se baseia no efeito do susto. Ele está sempre enunciado e previsível. A gente sabe quando o personagem está sonhando, e a gente sabe que quando ele está sonhando Krueger irá aparecer. Tudo é repleto de clichês e poucas vezes somos surpreendidos. A própria música colabora com esse efeito, sempre dando indícios de quando o perigo está iminente. Aliás, a trilha sonora é outro ponto forte do filme, sempre eficaz.
Começa hoje a votação do prêmio TOP BLOG e o CinePipocaCult está mais uma vez na disputa. Em 2009, entramos sem nenhuma pretensão de ganhar. Ficar entre os 100 mais votados já foi uma vitória incrível entre os milhares de blogs existentes. Quando veio a notícia do
A animação é um setor que tem crescido muito no Brasil. Com as novas facilidades tecnológicas e a especialização cada vez maior de profissionais, está ficando mais fácil lançar curtas e séries animadas no país. Vários editais como o AnimaTv ajudam, mas o formato parece mesmo estar conquistando a todos. Isso sem falar dos brasileiros lá fora, como Carlos Saldanha, diretor de 
O diretor sul-coreano Park Chan-wook ficou conhecido por seu estilo peculiar, cheio de simbolismo e sua capacidade de construir narrativas intensas. Com Mr. Vingança (2002), 
A natureza humana é debatida em toda a projeção, no melhor estilo do diretor, que sempre está tentando provar que não somos tão santos como parecemos. E tudo piora quando o padre encontra uma antiga colega Tae-ju. Todos os seus instintos sexuais, antes reprimidos, vêm a tona e seus dilemas só aumentam. A situação vai piorando a cada cena e vou parar por aqui para não entregar o filme inteiro. Mas, o dilema do padre vampiro é sempre a fé versus o instinto.
Baseado na história real de Cícero Ferreira Dias, um caminhoneiro desempregado que, junto com sua mulher e seus 5 filhos, pedala desde Santa Rita, na Paraíba, até Bangu, no Rio de Janeiro, foi a primeira e quase única investida de 
O grande problema desse sonho, demonstrado de forma sutil no roteiro de David França Mendes , é que um homem semi-analfabeto dificilmente conseguirá um emprego digno como ele imagina. E em sua meta impossível, acaba descuidando do possível do dia a dia, que fica a cargo de sua esposa, sempre abnegada. Quantos milhares de Romãos existem espalhados por aí? 
Após a pré-estreia para 































