Na verdade, ampliação de filmes se tornou algo bastante comum nas últimas décadas. James Cameron já fez isso com Alien - O Resgate que chegou ao DVD em 1992 com edição especial. E O Segredo do Abismo que teve duas edições novas, uma em 92 outra em 99. Ridley Scott também lançou em DVD sua versão para o primeiro Alien e fez uma versão definitiva para Blade Runner em 2007. Outros clássicos começaram a ganhar nova roupagem, até que George Lucas achou pouco lançar um DVD com a versão remasterizada de Star Wars e resolveu relançá-lo nos cinemas.
Outros filmes começaram, então, a voltar aos cinemas em diversas ocasiões comemorativas. Como o aniversário de 20 anos de E.T. que trouxe o querido extraterrestre remasterizado e com dispensáveis cenas extras, onde o boneco é substituído por um ser digital. A trilogia original de Guerra nas Estrelas, como foi dito, voltou antes do lançamento do Episódio 1, remasterizado, corrigindo alguns erros originais (como nave explodindo no espaço onde não há oxigênio) e errando em outras onde deixou Han Solo politicamente correto, ao acrescentar o adversário apontando a arma para ele antes no bar.
Com a propagação da tecnologia 3D clássicos infantis começaram a ser relançados assim no cinema, como Toy Story. E uma enxurrada de anúncios surgiram como A Bela e a Fera, Titanic e agora, toda Saga de Star Wars, começando lamentavelmente pelo Episódio 1. O problema é que são tantos filmes lançados atualmente em 3D que a tecnologia cansou antes mesmo de ser melhor explorada. Tanto que foi um alívio ver o anúncio de que Harry Potter e as Relíquias da Morte não será mais exibido em 3D. Tudo que é demais cansa. O próprio Cameron alertou para isso ano passado. O que não vai mudar nunca é a vontade de assistir boas histórias. A indústria do entretenimento não acaba, porque o ser humano precisa disso para viver. Não posso dizer que sou contra ou a favor da atitude de James Cameron de relançar seu filme apenas um ano após seu lançamento. É claro que soa apenas como uma jogada para ganhar mais dinheiro. Mas, afinal, em uma indústria, o que não é? Vamos ver como a bilheteria se comporta a partir desse dia 15 de outubro.

