quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Seja educado, cinema é lugar sagrado




Foi-se o tempo em que as pessoas vestiam as suas melhores roupas e iam apreciar um bom filme em uma sala escura e silenciosa chamada Cinema. As novas tecnologias, a velocidade dos tempos modernos, o individualismo crescente tornam a sala de projeção apenas mais uma ferramenta de audiovisual. O que vemos são pessoas sem limites e respeito ao espaço do outro falando em celulares, conversando com a pessoa do lado, brincando em momentos inadequados. Ou seja, aquele que seria o templo do cinéfilo virou mais um lugar de entretenimento fácil da sociedade arrogante que nos tornamos. De nada adianta aqueles filminhos simpáticos ensinando as boas maneiras no local. A projeção começa e podemos ouvir piadinhas sem graça, burburinhos irritantes, toques dos mais polifônicos e esdrúxulos. Cinema virou baderna e quanto mais comercial o filme, mais barulho você vai ouvir. As pessoas assistem à projeção como se estivesse na sala de sua casa assistindo a novela. O problema é que tem gente do lado. As salas de arte ainda são uma alternativa interessante para quem curte o silêncio, mas são cada vez menos opções.



Já vi muitos textos indignados e comentários diversos sobre o assunto. Normalmente, uma experiência negativa marcante  serve de inspiração para um desabafo, ou uma reflexão sobre o momento em que vivemos. Porém, atitudes individuais quase nunca surtem efeito. Talvez, nem mesmo a coletiva seja tão frutífera, mas se não fizermos a nossa parte, quem o fará? Reclamar é um direito nosso. Agir é uma atitude que pode, pelo menos, servir de exemplo.

Por isso, no aniversário do CinePipocaCult estamos iniciando uma campanha de conscientização. Vá ao cinema, mas respeite aquele espaço público. Quem está ali, pagou para ver um filme sem ser interrompido por bobagens. Não podemos ultrapassar o limite do aceitável. Se você concorda com isto, escreva um post, coloque um destes selos em seu blog, Orkut, Myspace, Messenger, Facebook, fale, divulgue e comente.

Escolha o banner que melhor se adapta a seu template, copie o código abaixo e coloque em seu blog.

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Seja educado, cinema é lugar sagrado


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Seja educado, cinema é lugar sagrado


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Seja educado, cinema é lugar sagrado


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Para aplicar de forma correta, após salvar sua imagem, você terá que modificar sua imagem para a extensão .PNG para que ele possa caber no twitter. Para isso clique sobre o GIF, vá até Propriedades e onde estiver escrito: o nome de sua imagem.GIF mude a parte em vermelho para .PNG, e clique OK. Agora é só entrar no Twitter ou no MSN e carregar.

21 opiniões:

Reinaldo Glioche disse...

Hj à noite quando chegar em casa vou pegar um selo desses. Bela iniciativa Amanda. Parabéns! (meu segundo dia aqui e a segunda razão que tenho para te dar parabéns)
Compartilho dessa indignação Cinéfila.
Bjs

2 de dezembro de 2009 12:31
charlinger disse...

O duro que um tempo atrás o próprio cinema faltou com o respeito, como só tinha eu, minha namorada e um outro sujeito na sessão eles acenderam as luzes da sala 2 vezes durante a projeção.

Fora a entrada de pessoas que entraram para pegar material da reforma do cinema que estavam estocados dentro da sala, nesta altura já havia perdido a concentração no filme devido a luz que haviam acendido pouco antes.

3 de dezembro de 2009 10:17
Robin disse...

Muito bom, fui ver Coco antes de Chanel e tinha um grupinho besta fazendo piadinhas a cada cena. E o pior é que fui reclamar e piorou... Ninguém tem mais noção de respeito.

3 de dezembro de 2009 10:53
Marcio Melo disse...

Porra man, nem fale. A tática que eu tento usar é ir em horários diferenciados e cinemas pouco movimentados.

Certa feita eu vi uma mulher levantar da cadeira e dar um grito numa gurizada, começou a bradar por uns 2 ou 3 minutos e o meninos começaram a se encolher nas cadeiras. Foi em Harry Potter e o Enigma do Príncipe.

Não se ouviu depois mas nem a respiração deles hahaha. Mas isso é raro, quando você reclama ou pede educadamente geralmente a situação piora

3 de dezembro de 2009 11:04
Rafael Almeida disse...

Cara, deixa fazerem a balburdia que querem. Se é assim que se divertem. Por que a ditadura do silêncio? E qual a arrogancia de achar que sabe melhor como se comportar? Comer pipoca, falar alto e chorar. É tudo do direito de quem quer fazer e quem não quer fazer que não faça.

3 de dezembro de 2009 13:22
Cintia Carvalho disse...

Oi Amanda!

Primeiramente, meus parabéns pelo aniversário do cinepipocacult. Seu blog é maravilhoso e merece todo o sucesso que tem e muito mais. Serão mais 2, 10, 15 anos de muitos filmes e ótimos comentários. O que observo sempre aqui é o cuidado e a preocupação em realizar um trabalho com qualidade. Somente quem se dedica e ama o que faz consegue tal feito.

Segundo, o novo layout ficou belíssimo. Elegante, charmoso e tb discreto. Adorei. Gosto de coisas simples e bonitas. Nada chamativo ou muito cheio de cores. No tom certo. E o de vcs é exatamente assim, simples e bonito.

Terceiro, obrigada pelas palavras carinhosas dirigidas a mim. O que escrevi ali foi sincero e verdadeiro.

Agora, em relação a este texto, concordo com vc e colocarei o banner la no cinecabeça. Sou uma pessoa calma, tranquila, discreta e reservada, mas se tem uma coisa que me deixa aborrecida e me faz perder o senso é isso, ir ao cinema e não conseguir ver um filme por causa de um bando de idiotas que ficam azucrinando nossa paciência. Ja passei por cada uma. Ja cheguei ao cúmulo de ter de sair de uma sessão por não aguentar duas jovens meninas átras de mim, falando o tempo inteiro. Como meus pedidos não surtiram efeito, perdi a cabeça e cheguei a gritar com elas. No final, não adiantou, então para não perder a cabeça de vez sai da sala. Mas, olha aquele foi uma das situações mais chatas que vivenciei, pois cheguei ao meu extremo.

Cinema é lugar para ver filme e não conversar. Se alguém quiser fazer isso, que faça em casa, onde a falta de respeito e educação devem imperar. Uma pena, vermos que as pessoas estão cada vez mais mal educadas e egoístas. Não há mais respeito para com o outro. Uma vergonha.

Seu texto esta coerentíssimo. Muito realista mesmo.

Um abraço.

PS. perdão pelo dasabafo é que este assunto me deixa muito aborrecida mesmo.ç

3 de dezembro de 2009 13:43
Maurício Lídio disse...

Oi, não sei se lembra de mim. Sou Maurício Lídio que você até postou meu vídeo Bárbara aqui. Eu apoio essa causa!!! Já coloquei no meu blog http://arquivocinecultural.blogspot.com/. Abraços

3 de dezembro de 2009 14:32
Ari Cabral disse...

Olha, Rafael, o seu espaço está no limite do espaço do outro. Quebrar esse acordo entre as pessoas é falta de respeito. Assim como a restaurante é lugar de refeição e estádio é lugar de esporte, cinema é lugar de filme. E filme nos pede atenção. Odeio a frase, os incomodados que se mudem. Normalmente, quem incomoda é que está errado. Se alguém pagou caro para estar ali e não quer ver filme, incomoda todos os outros que pagaram também e estão ali para ver. Como diria Setaro, o problema é que as pessoas não vão mais ao cinema, vão ao shopping...

3 de dezembro de 2009 15:55
Amanda Aouad disse...

Rafael, respeito sua opinião, mas não é questão de arrogância de achar que sei o certo, apenas partir da premissa que "o seu direito termina no momento em que começa o do outro". Se emocionar com um filme é uma coisa, dar risada na hora certa, chorar faz parte da experiência estética. O problema aqui é outro, é a falta de respeito com o vizinho, é conversa onde não deve, piadas altas e manifestações erradas. Em um espaço público devemos saber os nossos limites, mas as pessoas estão, cada vez mais, agindo de forma individualista.

Maurício, lembro sim... Massa. O importante é isso, a discussão. Essa era a minha idéia.

Obrigada pelas palavras, Cíntia, as minhas também foram sinceras.

beijos

3 de dezembro de 2009 18:22
Thiago Freire disse...

Fui no cinema um dia e tinha uns 30 alunos do Salesiano, de farda, indo assistir o filme. Bagunça na fila, Habibs caindo no chão...quando entramos na sala eles sentaram todos juntos, no canto. Começaram a cantar músicas diversas, e pra fechar com chave de ouro cantaram o hino nacional (!), de pé e com a mão no peito (!!!). Pelo menos quando começou o filme ficaram calados :)

Apesar disso, eu concordo um pouco com Rafael. Ninguém deve chutar as costas dos outros nem ficar gritando sem noção, mas a verdade é que a maioria dos cinéfilos (e eu sou um deles) se incomoda demais. Como a Amanda diz no texto, o cinema é como se fosse um "templo". Eu sinceramente acho que as pessoas devem dar risadas na hora errada, e fazer coisas que podem parecer infantis, se é isso que faz com que elas se divirtam. Cinema de shopping é para entreter, não é para apreciar a arte. Embora você possa fazer a última, o objetivo é entreter e arrecadar dinheiro.

E quem disse que a castração do divertimento dos outros não fere suas liberdades? Definir que o direito do silêncio é seu é um pouco egoísta, não?

3 de dezembro de 2009 20:04
Amanda Aouad disse...

Thiago, você tem razão em muito do que fala, principalmente que os cinéfilos exageram, mas tudo tem limite e o limite das salas de shopping foi ultrapassado, como Ari repetiu a fala de Setaro "as pessoas não vão mais ao cinema, vão ao shopping..." Os links que coloquei de Clarice, Davi e Setaro foi exatamente para mostrar esses pontos de vista extremos e casos específicos.
Fui assistir Jean Charles em um shopping daqui de Salvador e simplesmente não tinha como se concentrar nele. Uma criatura soltada uma risada escandalosa que geram vários outros manifestos a cada dez minutos de filme. E um outro sujeito soltava piadas a todo momento. Na cena em que ele morre, mesmo, o rapaz gritou "pô, mas o cara era brother", em um tom nitidamente sátiro. O filme não é essas coisas toda, mas a apreciação foi comprometida por esses fatos. Uma pessoa que estivesse envolvida com filme, iria se naquele momento crítico, onde se tivesse um silêncio mais educado, poderia até se emocionar. Mas, como se emocionar nesse clima de baderna? Ao entrar na sala de cinema, é preciso ter um pacto fílmico. Aquelas pessoas estão ali para apreciar um filme, se é para conversar e dar risada com piadas próprias, a mesa de bar ou lanchonete é mais propícia, não?

4 de dezembro de 2009 08:41
Amanda Aouad disse...

É, Charlinger, aí é complicado mesmo, mas pelo menos há uma pessoa a quem reclamar (administração do cinema), apesar de saber que devolver o dinheiro ou coisa parecida daria uma dor de cabeça imensa. Uma vez faltou luz em uma sessão e a volta foi bastante conturbada, primeiro voltaram o filme muito depois de onde parou, depois ficou passando partes sem som. Só passado muito tempo, o filme recomeçou do início.

4 de dezembro de 2009 08:45
Davi Lopes Ramos disse...

Apoio totalmente a campanha e gostaria de oferecer para o site um artigo que publiquei no jornal A Tarde com este tema. Se chama "Os Tagarelas do Multiplex" e apresenta um tentativa de explicação e solução para o problema. Podem publicar, com créditos é claro. O link: http://naupati.wordpress.com/2009/07/21/os-tagarelas-do-multiple/

4 de dezembro de 2009 11:27
Afonso disse...

O que que acho pior é que, quem incomoda, sabe que está incomodando. Faz pra perturbar mesmo. Quando acontece um fato ou outro de alguém que tem uma risada engraçada ou alguém que toma um susto além da conta, faz parte da experiência. Mas chutar cadeira, jogar pipoca nos outros, conversar alto entre si ou no celular por muito tempo é falta de educação. Não sou contra a espontaneidade, sou contra a falta de respeito.

4 de dezembro de 2009 11:28
Amanda Aouad disse...

Ô, Davi, obrigada, seu texto eu já tinha colocado o link no post, na palavra "reflexão", coloquei links para o seu, o de Cecilia do Cenas de Cinema, e o de Setaro. Além de um fórum que encontrei sobre o assunto...

Afonso, penso que é exatamente por aí.

abraços

4 de dezembro de 2009 23:34
Marcus disse...

Deveriam barrar casais que estão saindo pela primeira ou segunda vez. Geralmente não há muito o que se dizer nestas situações e o cinema é o melhor lugar para quebrar o gelo. Você não precisa prestar atenção no outro o tempo inteiro. Então, o que acontece? Comentários superficiais e irritantes sobre absolutamente tudo. Uma vez um cara falou durante 5 minutos após ver um monumento que apareceu no filme. "Parece com Aracaju. Eu estive lá ano passado quando eu fui fazer meu mestrado. Lá é bem quente. Só que as pessoas lá são meio mal educadas. Você já foi lá? Eu adoro viajar. Eu quero ir pra França este ano.". Eu não conseguia mais prestar atenção no filme. E mesmo depois que ele parava eu esperava ele voltar a falar, sabe? Era angustiante. "Ai, porra, ele vai falar a qualquer momento. Ele vai falar agora." Minha namorada pediu educadamente pra eles fazerem silêncio. Eles continuaram e tivemos que mudar de lugar.

É claro que nem todo casal que sai pela primeira vez faz este tipo de coisa. Eles eram estúpidos. Então, por que não colocam de volta o lanterninha? Quando eu tinha uns 12 anos o lanterninha tirou eu e meus amigos da sessão de "Além da Linha Vermelha". Eu nunca mais badernei no cinema. Depois a gente saiu e ficou sem dinheiro e nada pra fazer. Foi chato.

Vou apoiar a campanha, mas sugiro outra: "Lanterninhas (foto). Envergonhando os imbecis."

5 de dezembro de 2009 21:45
Danilo Pestana disse...

Olá, assistam o curta "Eh Noìs No CinE". Trata dessa questão.
Muito boa essa iniciativa CinePipocaCult!
http://www.youtube.com/watch?v=oW-R7P3TZuU

Sinopse:
Adolescentes, conversas, pipocas: a missão impossível de assistir ao um filme nos complexos de cinema.

Sobre o vídeo:
A ida ao cinema se transformou numa das etapas do processo de shoppear. Após a perambulação pelo shopping, o desfile costumeiro, as compras, o encontro com amigos, o fast food, surge o cinema como uma espécie de conclusão do ato de ir ao shopping. Baseado nas idéias do professor e crítico de cinema André Setaro e dirigido por Danilo Pestana, o vídeo retrata o comportamento das pessoas nos complexos de cinema.

http://www.youtube.com/watch?v=oW-R7P3TZuU

7 de dezembro de 2009 13:49
Anônimo disse...

Dou o maior apoio, visto que certa vez, esta eu la assisrtindo homem de ferro, e na fileira de tras, tinha um grupinho de aborrecentes, aos quais não pararavm de dar risadinhas uns para os outros, e mesmo eu e mais alguns cinefilos, fazendo aquele famoso "shiiiiiii", eles não aquietavam, ate q perdi a paciencia, e mesmo sentado, falei bem alto pra todo mundo ouvir "Cala a boca voces ai, paguei pra ver o filme, e não pra ouvir as risadinhas de voces"....foi o suficiente...ficaram todos quietinhos....e eu sempre faço assim, minha esposa fica puta comigo, mas pago caro pra ir ao cinema, pra ter minha atenção desviada por gente sem noção!!! Quer conversar e dar risadinha? vai la pra fora!!!!!

7 de dezembro de 2009 16:35
Cristal disse...

Ontem fui assistir Coco Avant Channel no Cinema do Museu e só lembrei dessa campanha... Alguém passou os 20 primeiros minutos do filme mexendo num saco plástico que só podia ser de tamanho GG. Depois que comeu tudo o que podia, dos itens mais barulhentos, o silêncio finalmente voltou a reinar na sala de projeção.

15 de dezembro de 2009 12:57
Cristiano Contreiras disse...

Bela iniciativa, faço coro: principalmente em Salvador, onde não há um apreço pela educação dentro ou fora dos cinemas..e tenho dito! Podem se doer aí!

beijo, Amanda!
Aparece!

17 de dezembro de 2009 16:42
Jonathan Rodrigues disse...

olá, parabéns pela campanha, já ajudei na divulgação pelo meu twitter e fiz um post no meu blog falando sobre ela.

abraço e feliz 2010

31 de dezembro de 2009 15:40

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