Qual o seu melhor Roteiro?

O Sindicato de Roteiristas de Hollywood (WAG) todo ano divulga a sua própria lista de melhores filmes na categoria e sempre é um termômetro para a corrida ao Oscar, já que sua premiação acontece uma semana antes da entrega da estatueta. Os candidatos a melhor roteiro adaptado deste ano são praticamente os mesmos, o sindicato só discorda da Academia na indicação de O Leitor, que para eles é Batman, Cavaleiro das Trevas. Já no roteiro original, as duas listas só concordam com a indicação de Milk, que não deixa de ser baseado na vida de Harvey Milk, primeiro político americano ativista gay. As discordâncias não deixam de chamar a atenção. De qualquer forma, vale a pena conferir todos e aguardar a decisão dos dois prêmios.

Melhor Roteiro Original
WAG - "Milk", "Vicky Cristina Barcelona", "The Visitor", "The Wrestler" e "Queime Depois de Ler".
Oscar - "Milk", "Frozen River", "Simplesmente Feliz", "Na Mira do Chefe", "Wall-E"

Melhor Roteiro Adaptado
WAG - "O Curioso Caso de Benjamin Button", "Batman - O Cavaleiro das Trevas", "Dúvida", "Frost/Nixon" e "Slumdog Millionaire".
Oscar - "O Curioso Caso de Benjamin Button", "Dúvida", "O Leitor", "Frost/Nixon", "Quem Quer Ser um Milionário?" (Slumdog Millionaire )

Aproveitando a deixa, segue a lista completa do Oscar 2009, liderada por Benjamin Button, franco favorito com 13 indicações:

Melhor filme
O Curioso Caso de Benjamin Button
Frost/Nixon
Milk
O Leitor
Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire )

Melhor diretor
Danny Boyle (Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire ))
Stephen Daldry (O Leitor)
David Fincher (O Curioso Caso de Benjamin Button)
Ron Howard (Frost/Nixon)
Gus Van Sant (Milk)

Melhor atriz
Anne Hathaway (O Casamento de Rachel)
Angelina Jolie (A Troca)
Melissa Leo (Frozen River)
Meryl Streep (Dúvida)
Kate Winslet (O Leitor)

Melhor ator
Richard Jenkis (The Vistor)
Frank Langella (Frost/Nixon)
Sean Penn (Milk)
Brad Pitt (O Curioso Caso de Benjamin Button)
Mickey Rourke (The Wrestler)

Melhor atriz coadjuvante
Amy Adams (Dúvida)
Penelope Cruz (Vicky Cristina Barcelona)
Viola Davis (Dúvida)
Taraji P. Henson (O Curioso Caso de Benjamin Button)
Marisa Tomei (The Wrestler)

Melhor ator coadjuvante
Ralph Fiennes (A Duquesa)
Philip Seymour Hoffman (Dúvida)
Heath Ledger (Batman - O Cavaleiro das Trevas)
Josh Brolin (Milk)
Michael Shannon (Foi Apenas um Sonho)

Melhor roteiro original
Frozen River
Simplesmente Feliz
Na Mira do Chefe
Milk
Wall-E

Melhor roteiro adaptado
O Curioso Caso de Benjamin Button
Dúvida
Frost/Nixon
O Leitor
Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire )

Melhor animação
Bolt-Supercão
Wall-E
Kung Fu Panda

Melhor direção de arte
A Troca
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
A Duquesa
Foi Apenas Um Sonho

Melhor fotografia
A Troca
O Curioso Caso de Benjamin Button
O Cavaleiro das Trevas
O Leitor
Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire )

Melhor Figurino
Australia
O Curioso Caso de Benjamin Button
A Duquesa
Milk
Foi Apenas Um Sonho

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Uma justa homenagem

Ao falar de cinema baiano é quase obrigação citar Gláuber Rocha. Fantástico cineasta vindo de Vitória da Conquista, um dos fundadores do Cinema Novo, que se inspirava no movimento da Nouvelle Vague, Gláuber foi genial e controverso e deixou uma bela obra para futuras gerações. Porém, ele não é o primeiro nem único cineasta baiano.

Em 04 de novembro de 1908, nascia Alexandre Robatto . Considerado o primeiro cineasta baiano, Robatto era formado em odontologia, porém sua veia artística o levava a fotografar, produzir programas de rádio, escrever contos, poesias, ensaios, além de dirigir filmes documentários. Seu maior valor é o pioneirismo, por isso, de 28 de janeiro a 01 de março, o Palacete das Artes exibe uma exposição sobre o artista, onde poderão ver conferidos diversos dos seus trabalhos. Uma justa homenagem àquele que registrou o melhor da Bahia e hoje é conhecido pela maioria da população apenas pela sala de cinema que leva o seu nome, na Biblioteca Pública dos Barris.

Mostra: Alexandre Robatto Filho – centenário de um cineasta baiano
Local: Palacete das Artes Rodin Bahia
Abertura: 27 de janeiro de 2009, às 19h.
Período da exposição: 28 de janeiro a 1º de março de 2009
Horário: das 10h às 18h, sempre das terças-feiras aos domingos
Endereço: Rua da Graça, 284, Graça
Entrada Franca

Maiores informações:
DIMAS – 3116-8111
Murilo Ribeiro – 3117-6982 / 8888-8202
Ascom/Palacete das Artes – Marlon Marcos - 8107-4693 / 3117-6986

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Nosso Blockbuster

Se eu fosse você Em 2006, Daniel Filho levou as cinemas o que seria mais uma de suas comédias românticas, com atores globais, piadas divertidas, dancinhas engraçadas e uma história leve para toda a família. Porém, Se eu fosse você foi além de todas as expectativas do gênero, levando 3.644.956 espectadores aos cinemas. O maior público daquele ano. Glória Pires e Tony Ramos, atores de grande talento, conseguiram o tom certo para a história de Cláudio e Helena, um casal que troca de corpo sem razão aparente e tem que viver a vida um do outro. O argumento não tem absolutamente nada de novo, várias versões já foram feitas sobre o mesmo tema. Ainda assim, rendeu tanto sucesso que o público não ficaria satisfeito apenas com uma dose.


Em um acontecimento inédito no cinema brasileiro, um filme comercial (sem ser produto televisivo, nem infantil) tem uma continuação pautada exclusivamente em seu sucesso de público. E o mais incrível: com total êxito. Recorde de bilheteria em sua estréia, com 570 mil espectadores, já chegou a impressionante marca de 2,4 milhões de espectadores, batendo filmes como Tropa de Elite. Tudo isso com apenas três semanas.

Se eu fosse vocêComo a maioria das pessoas, tenho um pé atrás em relação a continuações. São sempre mais do mesmo, com piadas requentadas e uma dose oportunismo. Os americanos são experts nisso. Basta um filme fazer sucesso que lá vem o 2, 3, 4 e sabe-se lá o quê. Mas, apesar de todo o preconceito, Se eu fosse você 2 vale a pena. Primeiro porque temos dois grande atores, ainda mais a vontade em seus papéis invertidos. Depois, porque a história consegue inovar em cima do mesmo tema, trazendo situações extras, tão ou mais hilárias que o primeiro. Na realidade, o filme é uma comédia de situação (sitcom) que fala da necessidade de se colocar no papel do outro para resolver os problemas e as diferenças. Em uma crise maior que a do primeiro filme, o casal desta vez está pedindo o divórcio e até por isso, a troca é ainda mais inusitada. E vale a diversão.

O resto do elenco está praticamente trocado: Glória Menezes, Ary Fontoura e Patrícia Pilar envolvidos com as gravações da novela A Favorita, não puderam participar. E coube a nomes como Cássio Cabus Mendes, Vivianne Pasmanter e Chico Anísio dar o suporte à dupla. Sinceramente, o primeiro time era melhor, mesmo assim, o filme consegue ser leve e não torna-se repetitivo. Direção e fotografia, nada de mais, apenas cumprindo o papel do gênero. Mas, afinal é uma comédia romântica. Sessão da tarde, mas das mais divertidas e o melhor: nacional. Se damos tanto dinheiro para besteiras americanas, por que não para o nosso próprio cinema?

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Mais uma vez sem Oscar

Saiu a lista dos candidatos a Oscar de melhor filme estrangeiro e mais uma vez o Brasil ficou de fora. Desde 1999 com a indicação de Central do Brasil, nossa melhor chance até hoje, o Brasil não consegue colocar um filme entre os cinco finalistas. Nem mesmo o sucesso Cidade de Deus, que conseguiu indicações nas categorias Melhor Diretor (Fernando Meirelles), Melhor Edição, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Fotografia ficou entre os melhores filmes. Uma injustiça para muitos. Mas, o fato é que para se tornar candidato ou vencedor de melhor filme estrangeiro é preciso conquistar um júri especial, composto cineastas mais tradicionais e antigos.

Agora, é instigante perceber que em anos como 96, quando o cinema brasileiro era uma paciente na UTI, com dois filmes sendo produzidos por ano, ele conseguiu chamar a atenção do mundo. Enquanto que hoje, com tantas obras, estamos nesse jejum de indicações. Claro que outros festivais continuam prestigiando o cinema tupiniquim, como Berlim que deu o Urso de Ouro para Tropa de Elite. Mas, o Oscar, a festa máxima do cinema americano, ainda é o prêmio que dá maior visibilidade para o grande público. Tanto que todas as indicações foram revertidas em bilheterias mais altas e citações em qualquer roda de conversa.

A pergunta que fica é se estamos produzindo filmes menos dignos ou escolhendo mal os nossos representantes. É uma opinião pessoal, mas acredito que a segunda opção é mais plausível. Escolher um filme como Olga para concorrer a uma vaga no Oscar, por exemplo, chega a ser ingenuidade do Minc. Tá bom, a produção impressiona, mas o filme é ruim, não há outra forma de defini-lo. Costumo dizer que a melhor coisa de Olga é o trailer, muito bem feito, impressiona e dá vontade de ver o filme. Talvez por isso, ele seja tão decepcionante. O roteiro é equivocado, reduz o impacto da história ao começar com o campo de concentração e tem diálogos pífios. A direção é inexperiente, com vícios televisivos e closes que chegam a incomodar. Jamais poderá ser considerado um grande filme brasileiro.

Última Parada 174Neste ano, tentamos com Última Parada 174. Se a academia não tinha aceitado Cidade de Deus, que trazia uma inovação ímpar, claro que não aceitaria a história de Sandro. Estratégia errada achar que apenas por ser uma direção de Bruno Barreto seria bem visto. Bobagem não terem ousado com um filme muito mais impactante como Estômago, por exemplo, ou mais emotivo como A Orquestra dos Meninos, que nem sequer ficou na lista do Minc dos possíveis candidatos.

O fato é que mais uma vez, vamos ver chamadas da Globo para "a maior festa do cinema mundial" e não estaremos representados nela.


Indicados do Brasil:
1963 - O pagador de promessas
1996 - O Quatrilho
1998 - O que é isso, companheiro?
1999 - Central do Brasil

Lista do Minc para candidatos em 2009:
“A Casa de Alice”, de Chico Teixeira
“A Via Láctea”, de Lina Chamie
“Chega de Saudade”, de Lais Bodanski
“Era Uma Vez”, de Breno Silveira
“Estômago”, de Marcos Jorge
“Meu Nome Não é Johnny”, de Mauro Lima
“Mutum”, de Sandra Kogut
“Nossa Vida Não Cabe Num Opala”, de Reinaldo Pinheiro
“Olho de Boi”, de Hermano Penna
“Onde Andará Dulce Veiga?”, de Guilherme de Almeida Prado
“O Passado”, de Hector Babenco
“Os Desafinados”, de Walter Lima Junior
“O Signo da Cidade”, de Carlos Alberto Riccelli
“ Última Parada 174”, de Bruno Barreto

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Uma fábula sobre o tempo

David Fincher é um diretor atípico em Hollywood, grande sucesso com publicidade e vídeo clipes, tem uma modesta galeria de oito filmes dirigidos, porém dois deles (ambos com Brad Pitt) são o suficiente para colocá-lo na lista de grandes diretores americanos: Clube da Luta e Seven. Talvez, por isso, em seu mais novo projeto, totalmente diferente dos anteriores, ele tenha se agarrado ao seu amuleto da sorte para dirigir um drama humano tão delicado e poético como O Curioso Caso de Benjamim Button. Com roteiro de Eric Roth (o mesmo de Forrest Gump), vamos acompanhando a história de um menino que nasceu em circunstâncias incomuns.

O Curioso Caso de Benjamin ButtonEm uma fábula temporal, Benjamim vai percorrendo o ciclo da vida de trás para frente: nasce velho e morre jovem. Porém, essa inversão se dá apenas no âmbito físico, pois sua vivência interna, aprendizados, intelecto seguem o curso normal. Com isso, gera-se uma grande comparação do quão morremos e nascemos parecidos, uma constatação bem definida na frase da personagem de Cate Blanchett "No fim, todos voltamos às fraldas". E é nisso que se baseia a beleza e poesia do filme, na constatação das mudanças que o tempo provoca, nas pessoas que vão e vem, na certeza de que nada dura para sempre e que a morte alcança a todos. A capacidade de interpretação de Brad Pitt é mais uma vez comprovada ao encontrar o tom perfeito fazendo com que possamos ver através de um corpo de sessenta anos a mentalidade de um garoto de doze, ou em um corpo de vinte a mentalidade de um homem maduro de cinquenta e poucos.

A maquiagem e efeitos especiais são um caso a parte nesse filme. A transformação de Benjamim é algo assustador. Ver aquele bebê recém-nascido com um aspecto de um velho com mais de oitenta anos é um baque. Mas, a partir do momento em que Pitt assume o corpo do pequeno velho Benjamim a transformação é ainda mais impressionante. Diminuído por computador, o garoto Pitt velho convence por sua naturalidade, fazendo-nos suspender a noção de real e acreditar que aquilo realmente é possível. Tão impressionante quanto tornar o ator velho foi torná-lo jovem. Na última parte do filme, Pitt está com a mesma aparência de seu primeiro sucesso nas telas: Telma e Louise.

A direção e a fotografia acompanham o ritmo e a poesia da história. Fincher busca a atmosfera perfeita para cada passagem, assim como movimentos leves de câmera que nos fazem chegar e visualizar o mundo de Benjamim de uma maneira única. A estrutura do roteiro ajuda nas cenas picotadas e nos saltos no tempo, já que estamos acompanhando a leitura do diário de Benjamim Button pela filha de sua grande paixão que está no hospital a beira da morte. Isso me deu um certo Déjà vu em relação a Edward Mãos de Tesoura, apesar de a maioria das críticas apontarem para uma semelhança a Forrest Gump, que em minha visão só tem em comum o roteirista e o fato de Benjamim sair pelo mundo fazendo coisas diferentes (bem menos que Forest). De qualquer maneira, é um belo filme, recomendável para todos que gostam de boas histórias.

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Dica de livros

A principal receita para quem quer escrever roteiros é ver muitos filmes. Dos bons aos ruins, sempre se pode pescar algo interessante, mostrar novas possibilidades, inspirar novos argumentos. A vivência do roteirista sempre conta. Mas, roteiro, antes de ser uma arte, é uma técnica, é para ser lido pelo equipe de produção, direção, atores, então, é importante um curso e a leitura de alguns manuais que estão no mercado.

Ao ser perguntado em uma entrevista que livros ele recomendava além dos próprios, Syd Field disse: nenhum. Pode parecer arrogante, mas a verdade é que a maioria dos manuais de roteiro dizem a mesma coisa com uma nova roupagem. Foi por isso que me surpreendi ao ler a trilogia de Linda Seger: Como aprimorar um bom roteiro, Como criar personagens inesquecíveis e A arte da adaptação. Roteirista e principal consultora de roteiros em Hollywood, seus livros trazem uma visão nova a essa arte, quando nos faz repensar as fórmulas na prática, mostrando como pesquisar para os personagens não ficarem clichês, como ter uma visão crítica do nosso próprio roteiro para reescrevê-lo e como encontrar em cada meio a forma mais correta de se comunicar com o público. Realmente uma grata surpresa que deve ser lida por todos os roteiristas: de aspirantes a profissionais.

Para os que não conhecem o básico, uma lista de alguns outros bons livros sobre técnicas de contar histórias através de imagens:
Story - Robert Mckee
Roteiro de Cinema e Televisão - Flávio Campos
Manual de Roteiro ou Manuel... - Leandro Saraiva & Newton Cannito
Da Criação ao Roteiro - Doc Comparato
Manual de Roteiro - Syd Field

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Cine Brasil

De 16 a 22 de janeiro, Salvador exibirá uma seleção de filmes nacionais de pouco acesso. É a Cine Brasil Salvador, mostra que faz com que todas as salas de arte exibam filmes nacionais de destaque nos principais festivais do país, que tem pouca ou nenhuma oportunidade nas salas de cinema comercial. Além de premiados inéditos como A festa de menina morta e Titãs, a vida até parece uma festa, a mostra traz clássicos como Tocaia no Asfalto em cópia restaurada e Barravento, primeiro filme de Glauber Rocha.

Ações como essa, são uma maneira de driblar o grande problema do cinema nacional: a distribuição. Os filmes que não fazem parceria com as grandes majores americanas, não conseguem chegar ao público e vivem de exibições em festivais. Enquanto, não resolvermos esse grande gargalo, não teremos indústria de cinema no país. Cinema vive de público e como formar público se os filmes se resumem a exibições pequenas, em lugares alternativos? Por isso, aproveitem sempre essas oportunidades para prestigiar o cinema nacional.

Programação Completa:
Dia 16/01 (sexta-feira)

SALADEARTE CINEMA DO MAM
Tocaia no Asfalto - 20:00

SALADEARTE CINEMA DA UFBA
Jards Macalé – Um Morcego na Entrada Principal – 20:45
* Sessão com Bate-papo

SALA WALTER DA SILVEIRA
Todas as Mulheres do Mundo – 17:30

Dia 17/01 (sábado)

SALADEARTE CINEMA DO MAM
Paulo Gracindo – O Bem Amado – 18:30

SALADEARTE CINEMA DA UFBA
Favela on Blast – 20:45

SALA WALTER DA SILVEIRA
Edu, Coração de Ouro – 17:30

Dia 18/01 (domingo)

SALADEARTE CINEMA DO MAM
A Festa da Menina Morta – 18:30

SALADEARTE CINEMA DA UFBA
Jards Macalé – Um Morcego na Entrada Principal – 20:45

SALA WALTER DA SILVEIRA
Todas as Mulheres do Mundo – 17:30

Dia 19/01 (segunda)

SALADEARTE CINEMA DO MAM
Barravento – 18:30

SALADEARTE CINEMA DA UFBA
Contratempo – 20:45

SALA WALTER DA SILVEIRA
Marcelo Zona Sul – 17:30

Dia 20/01 (terça-feira)

SALADEARTE CINEMA DO MAM
Favela on Blast – 18:30

SALADEARTE CINEMA DA UFBA
Titãs – A Vida Até Parece Uma Festa – 20:45
* Sessão com Bate-papo

SALA WALTER DA SILVEIRA
Edu, Coração de Ouro – 17:30

Dia 21/01 (quarta-feira)

SALADEARTE CINEMA DO MAM
Tocaia no Asfalto – 18:30

SALADEARTE CINEMA DA UFBA
Verônica – 20:45

SALA WALTER DA SILVEIRA
Todas as Mulheres do Mundo – 17:30

Dia 22/01 (quinta-feira)

SALADEARTE CINEMA DO MAM
Terra Vermelha – 18:30

SALADEARTE CINEMA DA UFBA
Cassy Jones, O Magnífico Sedutor – 20:45

SALA WALTER DA SILVEIRA
Marcelo Zona Sul – 17:30

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O melhor amigo do cinema

Dizem que o melhor amigo do homem é o cachorro. Então, histórias sobre cães legais, companheiros, inteligentes é sempre uma boa fonte de sucesso. Certo? Agora imagina uma história em que o cão não é exatamente legal, mas o pior cão do mundo? Foi embasado nas travessuras de seu cachorro labrador que John Grogan começou a escrever suas crônicas para o jornal da Califórnia e posteriormente lançou o livro Marley e Eu, que não apenas virou best seller como iniciou uma febre de livros sobre cachorros. É só dar uma olhada nas livrarias para entender do que eu estou falando.

Marley e Eu

Como era de se esperar, a história chegou ao cinema e bateu recordes de bilheteria. Tudo baseado no carisma do confuso cão e no amor que as pessoas têm por esses animais de quatro patas. A história se resume a isso, a relação entre cão e dono. Claro que acompanhamos a trajetória daquela família, porém o centro condutor é a construção do amor por esse ser de quatro patas. O roteiro picotado se baseia nas trapalhadas de Marley que arranca boas risadas da platéia, mas não passa disso. Jennifer Aniston e Owen Wilson não têm nenhuma atuação fantástica e apenas seguem o tom, assim como os demais personagens. A grande atração é mesmo Marley, um cão que sabemos que existiu e que está tão bem representado pelos diversos dublês que utilizaram para o filme. O que encanta e nos leva aos cinemas é exatamente o fato dele ser real e tão parecido com tantos outros cães que nós tivemos. Quem tem ou já teve um cachorro se pega comparando as travessuras do seu bichinho com o que se vê na tela. Transferimos o afeto pelo nosso cachorro para aquele simpático labrador amarelo e por isso, as lágrimas são inevitáveis ao final da exibição.

Marley e Eu é, então, nada mais do que uma catarse. Uma divertida experiência para quem gosta de cães e adora se identificar com as situações inusitadas que esses bichinhos constroem. Para aqueles que preferem os gatos, ou mesmo, odeiam bichos de estimação, é melhor procurar outra história para assistir. Agora se você é louco por cães, vá correndo, você não vai se arrepender.

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A vez do Brasil

Estréia hoje nos principais cinemas o longa metragem O Grilo Feliz e os insetos gigantes. Longa de animação totalmente brasileiro que já chega as telas com grande expectativa. De Walbercy Ribas e seu filho Rafael Ribas, o Grilo em sua continuação demonstra mais maturidade e uma história não apenas envolvente, mas com uma moral, ao retratar as dificuldades de se viver na cidade grande, onde a malandragem corre solta.


O Grilo FelizO filme traz o mesmo personagem do O Grilo Feliz (filme de 2001) que agora se envolve em uma aventura inesperada ao descobrir fósseis de insetos gigantes, além de conhecer uma turma de sapos rappers, que assim como ele querem gravar um CD e serão enganados por um empresário suspeito. Prometendo muita diversão para toda a família, o Grilo Feliz quer ser um marco na animação brasileira concorrendo diretamente com Bolt, o supercão e Madagascar 2. Fica a dica e a torcida para que ele não seja o único.

Assistam e não esqueçam de desligar o celular:

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Festival Nacional

A Globo começa hoje o Festival Nacional que exibirá quatro filmes brasileiros em seu horário nobre. Desde que criou a Globo Filmes em 2000, esperava-se que a Rede Globo desse mais espaço para o cinema nacional em sua grade, porém, o que vemos são raros filmes passarem na Tela Quente e quando surgem festivais como este o primeiro escolhido é A Grande Família, uma obra de um produto da emissora. Sem falar do Coronel e o Lobisomem, que também já foi um Caso Especial e Ó Paí Ó, que acabou de ser exibido em minissérie. Claro que neste caso sabemos que o filme veio antes e que, por trás, há todo o trabalho do Bando de Teatro Olodum, mesmo assim, não deixa de ser um produto da casa. Não estou aqui querendo ser inocente, nem levantar a bandeira do "cinema cabeça". A Rede Globo é uma empresa que visa o lucro e raciocina como tal. Acontece que existem bons produtos nacionais, mesmo na Globo Filmes e por que não passá-los? Por que investir em pseudo-filmes como Olga na Tela Quente e deixar fora da grade obras mais interessantes?

Deste Festival Nacional, uma grata surpresa fica por conta de Bendito Fruto. Vencedor do Festival de Brasília, o filme fala de tolerância racial e sexual. Dirigido por Sérgio Goldenberg, tem Zezé Barbosa e Otávio Augusto como casal atípico. Ele finge ser gay (por ser cabeleireiro) e a apresenta como sua empregada. A trama confronta ainda os preconceitos sexuais, quando descobre-se que o filho do casal namora o galã de uma novela que o grupo do salão assiste. Tudo de forma leve e bem humorada, já que trata-se de uma comédia. Vale a pena conferir na Rede Globo, quinta-feira, após a minissérie Maysa.

A Grande Família – O filme (terça - 06/01)

O Coronel e o Lobisomem (quarta
- 07/01)
Bendito Fruto (quinta
- 08/01)
Ó Paí Ó – O Filme (sexta - 09/01)

Em contraponto com o Festival Nacional da Rede Globo, temos o Festival Latino da TVE. Em parceria com a TV Brasil e TV Cultura, a emissora transmite de 05 a 11 de janeiro diversos filmes latino-americanos, com direitos a clássicos como O bandido da luz vermelha de Rogério Sganzerla e filmes mais recentes como Amarelo Manga, Cláudio Assis, ou Whisky, dos uruguaios Juan Pablo Rebella e Pablo Stoll. Uma versão alternativa do Festival Nacional da Rede Globo, com filmes premiados para todos os gostos e estilos.

CINE VERÃO
Segunda, dia 05, 22h40 – Whisky (2004), de Juan Pablo Rebella e Pablo Stoll;
Terça, dia 06, 22h – Amélia (2000), de Ana Carolina Soares;
Quarta, dia 07, 22h - Salomé (2002), de Carlos Saura;
Quinta, dia 08, 22h40 - Latitude Zero (2001), de Toni Venturi;
Sexta, dia 09, 22h40 – Família Rodante (2004), de Pablo Trapero;
Sábado, dia 10, 22h40 – Boleiros, era uma vez futebol (1998), de Ugo Giorgetti.

PROGRAMA DE CINEMA
Sexta, dia 09, 21h – O Bandido da Luz Vermelha (1968), de Rogério Sganzerla;
Sábado, dia 10, 00h40 – Suíte Bahia – reencontro com Agnaldo Siri (2007), de Roman Stulbach;
Domingo, dia 11, 22h30 – Amarelo Manga (2003), de Cláudio Assis.

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Tela Brasil

A internet evolui a cada dia e possibilidades de aprendizados, conhecimentos, troca de informações são cada vez mais comuns. Faculdades oferecem cursos à distância, pessoas procuram aulas em sites e até mesmo no Youtube. Com isso, o audiovisual ganha uma nova perspectiva e o acesso a cursos antes caros ou que existiam apenas no eixo Rio-São Paulo começam a chegar em todo país.

Foi pensando nisso que Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi evoluíram seus trabalhos de oficinas itinerantes para pessoas de baixa renda e exibição de filmes em escolas públicas, podendo lançar hoje o Portal Tela Brasil. Nele, qualquer pessoa pode ter acesso a cursos na área, dicas de bibliografias e filmes, além de trocar idéias com profissionais reconhecidos. O cadastro é gratuito e o internauta pode experimentar exercícios nas diversas funções do audiovisual. Uma oportunidade para todos aqueles que querem conhecer o cinema e se tornar futuros profissionais do meio. Além disso, o portal pode tornar-se uma referência para estudantes e iniciantes de todas as faixas etárias e sociais. Este é o poder da internet. Ao saber usá-la, podemos encurtar distâncias, trocar informações e ir além das fronteiras mundiais.


Antes do Portal, a Oficina Tela Brasil já utilizava o Youtube para levar conhecimento aos jovens.

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O poder da montagem

Quando Eisenstein disse que a montagem era a ferramenta base do cinema, ele não estava brincando. Na sala de montagem, um filme ruim pode ser salvo ou um bom filme, destruído. Não é à toa que saem tantas versões do diretor após sua insatisfação com a edição dos grandes estúdios. Isso porque, em Hollywood, normalmente, o diretor não faz parte do processo de montagem, encerrando sua participação com o fim das filmagens. O cinema de autor, defendido pelo grupo de cineastas que criaram a Nouvelle Vague, criticavam esse sistema norte-americano onde a indústria comanda o conteúdo dos filmes, tornando-os quase todos iguais. É difícil identificar uma autoria em filmes blockbusters e ficamos sempre com o mesmo formato já consagrado.

Para compreender melhor o poder da montagem, vejam essa "versão" do clássico Star Wars.


Impressionante, não é? Seria definitivamente outro filme, sem nenhuma cena extra filmada. Claro que extremos assim não acontecem, mas através dessa brincadeira é possível perceber as diversas possibilidades de linguagem que o cinema nos traz. Um Star Wars mudo? Acho que nem Charlie Chaplin imaginaria tanto.

Por curiosidade, percebam que as imagens mais rápidas se devem a rotação do antigo cinema. Eles eram rodados a 18 quadros por segundo. Apenas em 1930, com a invenção do cinema falado, passou-se a rodar a 24 quadros por segundo, pois essa era a velocidade da sincronia da fala.

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