Mostrando as 24 postagens mais recentes de 28 em Setembro 2009. Mostrar postagens mais antigas
Mostrando as 24 postagens mais recentes de 28 em Setembro 2009. Mostrar postagens mais antigas

A Onda

Em 1967, uma escola secundária norte-americana, em Palo Alto, Califórnia, viveu uma experiência estranha. Um professor quis mostrar como a ideologia facista foi implantada na Alemanha pré-guerra, experimentando com seus alunos as idéias de poder pela disciplina e pela comunidade. Resultado, uma onda fascista envolveu o colégio, tendo um desfecho impressionante. Assim, em 1981, foi produzido A Onda (The Wave/1981), um filme de 45 minutos para televisão, que retrata a história de maneira bem direta. Quase um relato do ocorrido.

Em 2008, o cinema alemão revolveu resgatar essa história ambientando-a na Alemanha atual. Surge A Onda (Die Welle/2008) dirigido por Dennis Gansel. Um filme denso, mais realista que o americano, mas que acaba perdendo a força no final.



Rainer Wenger é um professor admirado por todos, inteligente e informal, ganha a admiração dos alunos que gostam de assistir suas aulas. Durante um projeto semanal, ele acaba tendo que desenvolver uma aula sobre "autocracia". Se no filme americano, a pergunta que motiva a experiência é "como o povo alemão não percebeu o que ocorria com o nazismo", aqui a questão é se é possível uma ditadura autocrática voltar ao país. Wenger tem a idéia de criar uma autocracia com os alunos, tendo ele como o líder. Ao contrário do filme americano, a trajetória da Onda aqui é mais natural. No primeiro, tudo é muito fácil e rápido, os alunos são quase robôs. Aqui, o foco está em suas peculiaridades e diferenças. Muitos questionam, estranham, apesar da maioria ir aderindo aos poucos.

A questão é que a Onda se forma e como estamos no século 21, ela ultrapassa os muros da escola indo parar na internet, nos muros da cidade e em monumentos históricos. O grupo começa a ganhar corpo, criando uma rixa com o grupo anarquista local, proibindo alunos não-membros de entrarem na escola e organizando torcida com direito a camisa do grupo para o time de pólo aquático.

Ao contrário dos americanos no filme de 81, que estão em uma aula de História, os alemães são alertados várias vezes para o fato de estarem tendo atitudes fascistas e simplesmente ignoram. O professor americano volta no outro dia agindo de acordo com a ideologia, sem dizer nada, os alunos vão sendo envolvidos, sem perceber. Já o professor alemão constrói a experiência em meio a explicação do que seja uma autocracia, ou seja, está claro o que está acontecendo ali. Eles não são ovelhas sendo envolvidas pela idéia de uma comunidade. Talvez por isso, o final tenha ficado sem solução. Um filme para pensar.

Leia >>

Depois do Crepúsculo

CrepúsculoJá estão a venda os ingressos para Lua Nova, novo filme da Saga Crepúsculo. Os fãs de Stephenie Meyer aguardam ansiosamente pela continuação da história de amor entre Edward Cullen e Bella Swan. Eu, que até então, não tinha visto nem lido nada e não gosto da filosofia não vi e não gostei, fui atrás do primeiro filme. E, os fãs que me perdoem, mas tudo que já li de ruim sobre ele é justo.

Amor proibido é um dos argumentos universais. Imortalizado pelo texto de Shakespeare em Romeu & Julieta, já foi contado em verso e prosa, sempre envolvendo multidões. Freud explica. Os argumentos universais fazem parte do nosso inconsciente e, ao reconhecer, tendemos a gostar da história. Não é de se estranhar que o amor entre um vampiro e uma mortal vire febre entre adolescentes. Além disso, o personagem Edward é o clichê do princípe encantado, forte, protetor, apaixonado e com um código de ética. Vampiros bonzinhos e com crise de identidade também não é novidade, vide os dramas de Louis nas obras de Anne Rice. A fórmula de Crepúsculo funciona, o problema é que a construção de tudo isso é simplista.

A começar pelo roteiro. Melissa Anne Rosenberg é essencialmente uma roteirista de televisão, participou de grandes séries como Dexter. Cinema ainda não me convenceu, já que seu outro filme Step Up (Ela dança, eu danço) também não tem nada demais. A construção narrativa é pobre. A narração de Belle é infantil, muitas vezes desnecessária, um diário de adolescente que incomoda. A progressão dramática também não ajuda. O romance dos dois não é bem construído, as informações são jogadas na tela, a sensação é de que é apenas uma ilustração para quem leu o livro.



A atuação do novo galã Robert Pattinson é muito fraca. Se em Harry Potter ele tinha um pequeno papel e se destacou, aqui ele não consegue sustentar o drama do protagonista. Basta comparar a carga de Brad Pitt em Entrevista com o Vampiro, para perceber que o garoto não consegue passar o dilema de um ser que vive de sangue, mas não quer morder um ser humano. Já Kristen Stewart está bem como a garota apaixonada pelo cara misterioso, que se revela um vampiro. O problema aí, acho que é a construção da personagem mesmo, seus objetivos, suas convicções não estão bem claras.

A direção de Catherine Hardwicke também é um ponto inconstante, tem momentos interessantes, por causa da montagem e efeitos, mas as escolhas de planos e movimentos de câmera, além da fotografia, acabam frustando o que poderiam ser boas cenas de ação e romance. Um momento chave, em uma sala de espelho poderia ser muito melhor aproveitado. Acaba sendo um anti-clímax.

Li em algum lugar que Crepúsculo seria uma malhação vampiresca. E pelo que vi, é algo bem parecido com isso mesmo. Seu sucesso arrebatador, provavelmente, é por causa do tal argumento universal e do belo rosto de Edward Cullen. Para alguns é o bastante, para mim é muito pouco.

Leia >>

Roberto Pires, o artesão de sonhos

Em homenagem aos 75 anos de Roberto Pires, diretor do primeiro longa baiano Redenção, a sala Walter da Silveira (Barris) exibe amanhã dois filmes: O artesão de sonhos e Césio 137.

O Artesão de SonhosO artesão de sonhos é um documentário de 23 minutos, dirigido por Petrus Pires (filho do cineasta) em parceria com Paulo Hermida. O documentário faz um resgate de aspectos importantes e pouco conhecidos da obra e da vida do cineasta baiano, ícone do Cinema Baiano e Nacional, falecido em 2001. Sua trajetória de ousadias técnicas e temáticas sugere reflexões importantes sobre o ofício dos que fazem cinema. O primeiro longa, Redenção, foi feito com uma lente produzida pelo próprio cineasta (igluscope), simulando o efeito do cinemascope. Suas temáticas sempre foram além do lugar comum, produzindo ficções de gênero e buscando ampliar o cinema baiano e brasileiro, colocando-o em um patamar mundial. Uma pena que não seja reconhecido por seus avanços.



Césio 137Césio 137 é um exemplo desse olhar. Produzido em 1990, relata o acidente ocorrido em Goiânia três anos antes. Filme que o projetou nacionalmente, devido à repercussão do acidente, foi o último de ficção dirigido pelo cineasta que ainda lançaria dois documentários sobre energia e produziria O Cego que gritava luz de João Batista de Andrade.

Sinopse Oficial - "Vavá e seu amigo descobrem uma peça de chumbo nas ruínas de um antigo hospital. Encontram-na acoplada à uma outra peça, esta de aço. Levam para vender no ferro-velho de Devair. Ele compra e interessa-se pela peça de aço, que emite uma luz azul. Relata sua descoberta a Maria, sua mulher. Enquanto isso, Vavá e seu amigo começam a sentir estranhos sintomas. Vômitos, diarréia e manchas que surgem na pele inexplicavelmente".

A homenagem faz parte de uma série de ações do CineClube Roberto Pires e a entrada é gratuita.

SOBRE O CINECLUBE
O Cineclube Roberto Pires foi criado em outubro de 2008, com a finalidade de produzir e exibir filmes, realizar a preservação e memória da obra do cineasta Roberto Pires, além de trabalhar na formação de novos cineclubes, auxiliando no desenvolvimento do Movimento Cineclubista na Bahia e no Brasil.

Com o objetivo de promover diversas atividades de formação de público para o audiovisual, realiza parcerias com diversos espaços, como a sala de cinema Walter da Silveira (e o Espaço Cultural Raul Seixas).

Leia >>

Dicas da Semana

Cinema:
Almoço em Agosto
Almoço em AgostoCom muito humor, o filme é bastante divertido. Prêmio “Arca Cinemagiovani” por melhor filme italiano no Festival de Veneza 2008.

Sinopse: "Gianni, homem de meia-idade, mora com a velha mãe viúva em Roma. Suas contas se acumulam, e o tradicional feriado de 15 de agosto se aproxima. Sabendo de sua dificuldade financeira, o proprietário do apartamento lhe faz uma proposta: se Gianni hospedar a mãe dele no feriado, perdoará parte de suas dívidas com o aluguel. Ao saber disso, seu médico e um de seus amigos também lhe pedem que fique com suas mães. Subitamente, o pequeno apartamento de Gianni se vê repleto de senhoras e ele assume a contragosto o papel de babá".

Televisão:
Ray
Ray AXN - Segunda-feira - 22:00

Cinebiografia do músico Ray Charles, que morreu em junho de 2004.

Sinopse: Nascido em uma cidade pobre no Estado norte-americano da Georgia, Ray Charles (Jamie Foxx) ficou cego depois de um acidente que matou o irmão mais novo. Inspirado pela mãe, que sempre o estimulou a ter uma vida independente, Ray encontrou sua vocação atrás de um piano. Durante sua vida, ficou marcado como um dos principais artistas da música norte-americana.

Filhos do silêncio
Filhos do SilêncioTeleCine Cult - Quinta-feira - 17:55

Um clássico, a construção da relação entre o casal protagonista e seus mundos diferentes é muito bonita. Quem não puder conferir na tv é também uma boa dica para DVD.

Sinopse: James (William Hurt) é um professor de linguagem para surdos que gosta de usar métodos pouco convencionais. Numa escola para surdos onde vai trabalhar, ele conhece Sarah (Marlee Matlin), uma mulher triste e fechada que continua freqüentando o lugar apesar de já ter se formado. James tenta se aproximar da jovem e descobre seu medo do mundo. Ao mesmo tempo em que tentam se comunicar e se ajudar, eles se apaixonam. Oscar de Melhor Atriz para Marlee Matlin, em seu primeiro trabalho no cinema.

Leia >>

Quentin Tarantino: Símbolo de uma geração

Quentin TarantinoQuando Cães de Aluguel estreou em 1992, o mundo cinematográfico percebeu a fagulha de um gênio sendo criado. Um dos principais representantes da nova geração de diretores hollywoodianos, Quentin Tarantino despontou no cenário independente com uma forte marca autoral baseada em roteiros não-lineares, diálogos marcantes e muita violência. Se com Cães de Aluguel ele chamou a atenção do mundo, com Pulp Fiction, marcou definitivamente seu nome na história do cinema. Hoje é reconhecido como um dos melhores diretores de sua geração.

Sua marca é tão forte que um curta foi criado brincando com uma teoria de que todos seriam, na verdade, um único filme. Trata-se de Tarantino's Mind, estrelado por Selton Mello e Seu Jorge em um diálogo hilário. Confiram:


Bastardos IngloriosAgora, a expectativa está em torno de Bastardos Inglórios, filme sobre um grupo de soldados que organizam pequenos e brutais atos de vingança contra os nazistas, visando derrubar o regime. Segundo Brad Pitt, este é o filme "definitivo sobre o holocausto" e o sucesso da película em todo mundo antecipou sua estreia brasileira para dia 09 de outubro.

Para quem é do Rio de Janeiro, uma grande vantagem. A pré-estreia ocorrerá durante o Festival do Rio que está acontecendo desde o dia 24 de setembro. E o melhor, com a presença do próprio diretor no dia 07 de outubro.

Ao resto do país, resta esperar o dia 09 para conferir se o filme é tudo isso que estão anunciando e constatar se é a chance de Tarantino finalmente ganhar um Oscar pela sua direção (já que Pulp Fiction ganhou apenas na categoria roteiro). Sendo sobre o holocausto, já tem uma grande chance.

Leia >>

Grandes Cenas: Ghost

Desde maio, comecei a analisar algumas Grandes Cenas do Cinema e, para ilustrar o texto, colocava a cena no Youtube com o link aqui. Quarta-feira, no entanto, minha conta no Youtube teve que ser desativada por causa de uma queixa da detentora dos direitos autorais de Fale com Ela, filme de Almodovár. Eu entendo que a pirataria é um problema do nosso século e sou contra, sem demagogia. Nunca comprei um DVD pirata e o que baixei na internet foram coisas raras, que não existem para comprar. Agora, acho uma besteira atos desse tipo, já que a exposição da cena, com a análise no blog, na verdade acabava sendo uma propaganda gratuita para o filme. Quem se interessasse, iria procurar assisti-lo depois. As ações poderiam ser mais inteligentes. Maria Bethânia mesmo declarou recentemente que "não se incomoda em saber que esse material está disponível na internet, já que se trata de compartilhamento sem intenções comerciais".

Cheguei a pensar em desistir desse tópico, mas resolvi continuar, pois acho um exercício interessante tanto para mim, quanto para vocês. A diferença agora é que, para conferir a cena, vocês terão que ver o filme ou mesmo procurar no próprio Youtube, pois ainda tem muita conta aberta por lá que posta cenas de filmes.

Semana passada, com a morte de Patrick Swayze, resolvi rever Ghost, filme que tinha assistido apenas na minha adolescência. Gostei de perceber que a estrutura geral do filme é mesmo muito boa, mereceu todas as indicações ao Oscar e sucesso de bilheteria. A história de amor de Sam e Mollie é linda e bem construída. A realidade da vida pós-morte também é bem realista. O ponto negativo fica pelos monstrinhos que vêm buscar os vilões, um efeito especial muito precário que beira o ridículo. Agora, o ponto alto do filme é mesmo Whoopi Goldberg. A atriz rouba a cena com seu talento incontestável. Por isso, apesar das inesquecíveis cenas de amor que o filme traz, ao som de Unchained Melody, escolhi para análise uma cena de comédia. Mais precisamente a apresentação da personagem Oda Mae Brown.

GhostCena de comédia é complicado explicar em palavras, o ritmo é tudo, e nesta cena tudo funciona como uma orquestra nos levando às gargalhadas. É uma cena com uma curva dramática completa. Ela tem uma apresentação, com Sam chegando ao local; um ponto de ataque, a aparição de de Oda Mae; um desenvolvimento, com toda a conversa da médium e a paciente; um clímax, com a descoberta de Sam; e uma conclusão com a gritaria geral. Ou seja, funciona sozinha e é ótima.

Sam está observando a sala de espera do local quando a porta se abre e chamam Rose Santiago. A câmera acompanha a senhora e volta para Sam. Engraçado ver Sam "fugindo" da porta. A senhora senta e uma pan nos dá uma idéia do local. Uma das irmãs abre uma porta e mostra o armário vazio de onde sairá Oda Mae Brown. Close em Sam que até esse momento está acreditando na possibilidade da comunicação entre os mundos. Após uma "oração", Oda Mae sai do armário e garante que conseguirá falar com o marido da senhora Santiago. A câmera enquadra a senhora sentada de cima para baixo e Oda Mae de baixo para cima, dando a sensação de hierarquia entre as duas.

A câmera gira e enquadra um plano onde se vê as costas de Santiago e Oda Mae no centro. O contra-plano, mostra Sam ao fundo, já percebendo o golpe que se estabelece ali. Aí a cena começa a ficar realmente engraçada, graças principalmente ao talento de Whoopi Goldberg, mas o ritmo do diálogo, a situação em si, ajuda muito. A encenação é muito boa: a força que a médium faz, diz que é difícil, quando o dinheiro está sendo devolvido ela grita: "espere, sinto algo". Aí, começa a desfilar nomes que o falecido poderia conhecer, até que fala o nome da mãe dele. A montagem segue a rapidez do diálogo em um ping-pong entre as duas mulheres, intercalado por close de Sam abismado com o golpe. Nesse momento, a médium vai dando pequenos indícios de que está ouvindo o espírito. Sensações tão sutis que Sam não percebe, mas a câmera não deixa que o espectador deixe passar, focando as expressões dela. Ela começa a ficar desconcertada e suas irmãs estranham, mas Sam ainda não percebe nada.

Oda Mae entra em um falso transe, a música muda. A senhora Santiago está empolgada com a possibilidade de entrar em contato com o marido, qualquer coisa estranha será facilmente aceita por ela sem uma explicação plausível, como quando a médium diz que o falecido é um belo homem e diante da estranheza da viúva, completa que no Reino de Deus todos são bonitos.

Quando Sam diz com todas as letras: "que trambiqueira" e ela pergunta: "quem está falando?" é que ele se dá conta de que a médium pode ouvi-lo. Sam, ansioso por contato, insiste. Os dois giram ao redor da mesa, a câmera acompanha o movimento na mesma direção. A música fica mais tensa. Está chegando o clímax. Oda Mae se escora na porta, acuada, e fala o nome: Sam Wheat. Close em Sam, abismado. Corta para as irmãs, estranhando.

Como um apêndice da cena, a câmera corta para Oda Mae dentro do armário, rezando para Sam ir embora, o espírito aparece ao seu lado e ela grita, saindo desesperada, gerando pânico no local. Falada assim, é complicado, mas é uma cena hilária, inesquecível. Uma pena não poder colocar aqui. Recomendo a todos que assistam, não só a cena, mas todo o filme.

Leia >>

Rapidinhas: James Cameron, George Lucas, entre outros.

AvatarContinua divulgação de Avatar
Cada vez mais próximo do lançamento, Avatar de James Cameron continua procurando inovar em todos os aspectos. A novidade agora é um site vital do programa AVTR, uma espécie de realidade paralela enfocando o recrutamento de humanos para operar em Pandora. Na abertura do site aparece um vídeo com o coronel Quaritch (Stephen Lang) dizendo aos recrutas que "eles não estão mais no Kansas" (uma referência ao filme O Mágico de Oz). Bem interessante, quem se interessar é só visitar AVTR: Future Artifacts from the World of Pandora.

Aos que não aguentam a espera, novas cenas estão no comercial da Panasonic:


Fonte: Omelete

Primeiro Curta de George Lucas
Quem é famoso está sujeito a ter a vida revirada. Às vezes isso é ruim, em outras é boa. Se George Lucas reclama do Especial de Natal Star Wars ter caído na rede, não pode reclamar do mesmo ter acontecido com Freiheit, um dos primeiros curtas quando ainda era universitário, em 1966. O nome do filme significa "liberdade" e conta a história de um estudante alemão que tenta fugir dos socialistas na fronteira de Berlim em plena Guerra Fria. O protagonista é Randal Kleiser (diretor de Nos Tempos da Brilhantina e A Lagoa Azul) e foi rodado na Califórnia, onde ambos estudavam.

Vejam que interessante:



Estômago é destaque em Tóquio
Eu já tinha dito aqui, Estômago foi o melhor filme brasileiro de 2008 e um dos melhores desde a retomada, só foi mal divulgado. E na sexta edição do festival de cinema Latin Beat em Tóquio, ele foi o grande destaque segundo o site do Uol. Mais do que merecido para o diretor Marcos Jorge e, principalmente, João Miguel, grande ator que está perfeito como o cozinheiro Nonato. Quem ainda não viu, fica a dica.

Toy Story 1 e 2 em 3D
Saiu o teaser para relançamento da franquia Toy Story em 3D. Os filmes voltarão aos cinemas por duas semanas para aproveitar a tecnologia que não existia na época de seus lançamentos e preparar o caminho para o lançamento de Toy Story 3 com previsão de estreia aqui no Brasil em junho de 2010.



Homens no Cinema
E para completar, um vídeo que recebi hoje por e-mail. Uma montagem com rostos de grandes astros do cinema em uma fusão através do "efeito morfo". Muito interessante, a trilha sonora é que poderia ser um pouquinho melhor.

video

Leia >>

UP - Altas Aventuras!

Up Altas AventurasA Disney e a Pixar têm feito boas parcerias nos últimos tempos. Boas animações, bem produzidas, com histórias divertidas e personagens inesquecíveis. A expectativa era grande, então, em relação a Up, mas não posso dizer que este chega a ser um clássico da dupla. Com altos e baixos, a animação diverte e conquista, mas dificilmente será um fenômeno eterno.

A princípio, somos apresentados a Carl Fredricksen, um garoto com espírito aventureiro de quintal, que conhece uma garotinha diferente, Ellie, e embarca em seu sonho de conhecer o Vale das Cachoeiras, na América do Sul. Durante toda a vida do casal, eles alimentam este desejo, enquanto vivem as dificuldades e delícias do dia a dia. Porém, o tempo vai passando e Ellie adoece, morrendo logo em seguida. Esta introdução do filme, demonstrada quase toda sem falas, é bela, poética. Uma história de amor verdadeira e tocante como poucas vezes se vê no cinema.

Up Altas AventurasÉ o que os manuais de roteiro chamam de apresentação, o primeiro ato. É interessante tocar nesse assunto, porque poucas vezes, também, uma virada foi tão nitidamente vista em tela. Ellie morreu, Carl agora é um velhinho ranzinza que mora cercado por construções e está prestes a ser despejado. É quando entra em cena Russel, um garotinho sem noção, que sonha em ser explorador da natureza. O filme não diz isso, mas tenho a impressão de que foi esse garotinho batendo na porta do Sr. Carl que o fez mudar o rumo de sua vida.

Russel é muito parecido com o garoto que Carl foi um dia, um ingênuo sonhador, aventureiro solitário que encontrou em Ellie a atenção e carinho que ele nunca teve. Russel é quase um órfão e encontra em Carl o espelho que ele precisava. Juntos eles vão em uma casa puxada por balões de ar para a América do Sul. Lindo, muitas aventuras, perigo e diversão os esperava e aí é que eu acho que o roteiro peca.

Up Altas AventurasA primeira parte da aventura (chegar lá) poderia ser melhor desenvolvida. Assim, criancinhas vão achar que basta amarrar um balão no corpo e parar em outro país (não pude deixar de lembrar do padre brasileiro). Depois, ao chegar lá, poderia até ter uma ave estranha (Kevin) ou um cachorro atrapalhado (Dug), mas esse negócio de vilão e capangas já deu, é repetição do mesmo tema. Com uma história tão legal nas mãos, eles poderiam arriscar, ir além do óbvio. Talvez a experiência com Wall-E, onde não havia um vilão definido, que gerou pouca aceitação do filme, os tenha feito sustentar a mesma fórmula. Ainda assim, o filme tem bons personagens e por isso, a diversão se sustenta.

Em relação à técnica, a Pixar está se empenhando cada vez mais em suas animações 3D, e com a nova tecnologia de projeção, UP consegue trazer um realismo incrível, principalmente na profundidade de campo. Tem uma cena da casa de Carl e Ellie mesmo que é fantástica nos detalhes das camadas. Vale pagar um pouquinho mais e assistir dublado para ver esse jogo de cenas.

Leia >>

Box Hitchcock - The Ultimate Collection

A Universal acaba de lançar um box com 14 grandes sucessos de Alfred Hitchcock. Nele encontram-se filmes obrigatórios para todo cinéfilo que se preza:

hitchcock_the ultimate collectionPsicose
Um Corpo que Cai
Os Pássaros
O Homem que Sabia Demais
Janela Indiscreta
Cortina Rasgada
Festim Diabólico
Trama Macabra
Frenesi
Sabotador
Topázio
A Sombra de Uma Dúvida
O Terceiro Tiro
Marnie: Confissões de uma Ladra

Para mim, fica faltando Rebeca, a mulher inesquecível, mas este sempre foi considerada uma obra menor do diretor. De qualquer maneira, aqui no Brasil, por enquanto, só está sendo vendido pela fnac , mas ainda vem com uma camisa de brinde.

Hitchcock começou sua carreira fazendo os cartões que apareciam em filmes mudos, logo começou a roteirizar e dirigir seus filmes, sendo considerado o mestre dos suspenses. Suas características peculiares chamaram a atenção dos críticos da Cahiers du Cinéma que o colocaram na lista dos diretores autores. Uma característica do diretor foi sempre fazer uma pequena aparição em seus filmes.

Leia >>

Se nada mais der certo...

Se nada mais der certo"Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer"

Quando Chico Buarque de Holanda escreveu esse verso para peça infantil "Os Saltimbancos", estávamos em plena reabertura política, pós ditadura militar e os anseios socialistas ainda pulsavam nos corações brasileiros. A história, no entanto, mostrou que há falhas mesmo nesse sistema utópico e José Eduardo Belmonte soube explorar muito bem essa filosofia que permeia a classe média baixa brasileira, órfã de um sistema falido e sem perspectivas de futuro. Ok, o nome do filme já diz tudo. Se nada mais der certo eles partem para o crime. Será?

Na verdade, o filme não questiona a ética sob esse ponto de vista, a narração em off do personagem Léo apenas diz que "Entendo a lógica do pobre que rouba porque não tem, mas não consigo entender a lógica do rico que rouba e já tem", completando com "Fomos educados para não roubar, mas não fomos educados para não sermos roubados". Sem maniqueísmo, nem julgamentos, a narrativa apenas desenvolve o drama dos três personagens centrais: o jornalista, o taxista e a traficante que se unem em momentos de suas vidas para pequenos golpes. Sua ideia é apenas sobreviver.

Cauã Reymond João Miguel Caroline AbrasApesar de um ritmo lento no início, o filme vai nos envolvendo aos poucos com uma linguagem própria do diretor e principalmente uma montagem muito bem feita. Câmera na mão, mescla de película com HD, uma fotografia saturada, dando um clima real, próximo. Se nada mais der certo nos pega por sua honestidade, não está ali para expor ideais, nem discutir o certo e o errado. É o que é.

Tão falado e premiado, Cauã Reymond consegue defender bem o personagem, demonstrando crescimento e uma certa maturidade, continuando assim tem um grande futuro. João Miguel consegue se livrar um pouco da estigma de nordestino, mas continua com cara de bobo (uma pena, pois o ator tem muito mais talento a mostrar, quem já o viu no teatro sabe o que falo), já Caroline Abras está bem no papel da menino/mulher, só não fica muito bem definido o porquê desse drama de sexo. Essa endroginia insistentemente exposta e pouco explorada acaba sendo gratuita.

Em alguns momentos, lembrou um pouco Tarantino, principalmente em Cães de Aluguel. Não apenas pela temática, mas pela forma, ritmo. A violência aparentemente gratuita, sempre nos traz algo mais. Belmonte já demonstrou em outro filme (A Concepção - 2005), sua vertente política, não aquela de levantar bandeiras e defender ideais, mas a construção do dia-a-dia através de atitudes. Concordando ou não com ele, é de se admirar suas convicções e capacidade de expor situações delicadas em nossa sociedade falha.

Leia >>

Dicas da Semana

Cinema
Bom, no Cinema para quem é de Salvador a dica é visitar as salas do Circuito Sala de Arte, tem muitos filmes bons em cartaz atualmente por lá.

A Onda
Além de ir ao cinema conferir essa versão alemã, procurem o média-metragem americano de 1981, é bom para o efeito comparação. A experiência de um professor em sala de aula ganhou ares ainda mais dramáticos nas mãos de Die Welle. É um filme para se pensar.

Sinopse: Durante o projeto da semana, o professor de ensino médio Rainer Wenger (Jürgen Vogel) propõe uma experiência com o objetivo de explicar a seus alunos como um governo totalitário funciona. Dentro de poucos dias, o projeto de ideias inofensivas dá origem a um movimento real e perigoso: A Onda. Aos poucos, os integrantes do grupo começam a rejeitar e ameaçar seus colegas.

DVD
Watchmen
Leia crítica do filme.
Finalmente saiu em DVD o filme, boa pedida apesar dos poucos extras. Apenas o documentário "Mecânica: Tecnologias de um Mundo Fantástico", com pouco mais de 16 minutos, no qual um cientista contratado pela equipe de produção do longa-metragem explica do ponto de vista científico alguns elementos do universo de "Watchmen".

Sinopse: Adaptação do sucesso em quadrinhos dos anos 80 em que uma equipe de super heróis renegados investiga o assassinato de um de seus colegas aposentados e descobre uma conspiração muito maior.

Televisão
OLDBOY
Segunda-Feira, 21/09 - TeleCine Cult: 01:50
Baseado em mangá japonês homônimo, feito por Minegishi Nobuaki e Tsuchiya Garon, Chan-wook Park consegue fazer um filme denso e poético ao mesmo tempo. Vale a pena conferir.

Sinopse: Dae-su Oh (Min-sik Choi) é seqüestrado e aprisionado em um quarto de hotel por 15 anos sem explicação. Depois, é libertado levando consigo dinheiro, um celular e roupas caras. Enquanto tenta entender o motivo de seu aprisionamento e se vingar, descobre seu seqüestrador e que ainda tem planos terríveis contra ele.

A Época da Inocência
Sábado, 26/09 - AXN: 22:30
Para quem ainda não viu é uma boa pedida. O filme de Martin Scorsese é um clássico do amor proibido. Tendo Daniel Day-Lewis e Michelle Pfeiffer muito bem em seus papéis. Adoro a imagem dela no farol que ele guardou na memória por toda a vida.

Sinopse: Requintado drama de época com a assinatura de Martin Scorsese, que adapta para o cinema o romance de Edith Wharton. O cenário é a Nova York do final do século 19. O protagonista é Newland Larcher (Daniel-Day Lewis) que se apaixona pela bela Ellen (Michelle Pfeiffer). Recém-chegada da Europa e prima de May (Winona Ryder), a futura esposa de Newland, Ellen choca a sociedade local com seu comportamento liberal. Oscar de Figurino.

Leia >>

E lá vamos nós para mais um selo

O CinePipocaCult ganhou mais um selo e, desta vez, foram três blogs indicando.
It was Red de Daniel Brito, um bom blog no gênero. Apesar de apenas dois meses de existência, já comentou grandes clássicos cinematográficos.
Cinema Rodrigo, mais uma vez Rodrigo Mendes nos indica, o que me deixa muito feliz. Seu blog tem grandes filmes e o que acho legal é sua preocupação em trazer grandes imagens do cinema, existe uma galeria em sua aba lateral com posters e fotos inesquecíveis.
Cinema de Ricardo Martins, garoto ainda, mas já com uma boa bagagem cinéfila. Procura estar sempre atento com notícias frescas sobre a sétima arte.

Ou seja, três bons blogs, o que nos deixa muito felizes. Só não fiquei tão feliz com a regra de indicar mais 15 blogs... Nada contra. Gosto muito dessa troca positiva na blogosfera e a lembrança é sempre um reconhecimento por nosso trabalho. Obrigada mesmo a todos, mas como disse Hugo e Fred, fica complicado listar blogs e mais blogs a cada post, fica repetitivo. Agora, por favor, isso não significa que não goste, nem queira continuar na brincadeira, hehe. Continuem indicando o CinePipocaCult. Como essa semana já tinha feito uma lista, vou acrescentar apenas alguns que ainda não tinha indicado em nehum selo:

Blogs que nunca tinha indicado, mas que leio sempre e gosto:
O Cara da Locadora
Cinéfila por Natureza
Blog do Vinícius (não sei por que, mas o blogger não consegue anexar este link no meu blogroll)
Plano Sequência

...e o restante dêem uma olhada no meu blogroll aí do lado, além de visitar os selos antigos, todos são "blogs dorados". Valeu!

Leia >>

Salve Geral em busca do Oscar

O ministério da Cultura anunciou: o candidato a Oscar estrangeiro pelo Brasil será mesmo Salve Geral, filme de Sérgio Rezende. Já vi pessoas dizendo que foi uma má escolha e não temos chances. Infelizmente, ainda não posso afirmar isso, já que o filme não chegou a Salvador (deve estrear dia 02 de outubro). Mas, acreditava mais em Se nada mais der certo.

O filme conta a história de Lúcia uma viúva de classe média que sonha em tirar o filho Rafael, de 18 anos, da prisão. Em suas frequentes visitas à penitenciária ela conhece Ruiva, advogada do Professor, líder do Comando. As duas ficam amigas e logo Lúcia é usada em missões ligadas à organização criminosa.

Precisando do dinheiro, ela aceita realizar as tarefas. Paralelamente, o Comando passa por uma luta interna pelo poder, ampliada pelo confronto dos prisioneiros com o sistema carcerário. Quando o governo decide transferir, de uma só vez, centenas de presos para penitenciárias de segurança máxima no interior do estado, o Comando envia a ordem para que seus integrantes realizem uma série de ataques em pleno Dia das Mães, deixando a cidade de São Paulo sitiada.



Desde que vi o trailer, fiquei interessada no filme. Porém, ao contrário do que anuncia o Minc, fico com um pé atrás por causa do diretor. Seu currículo é bastante inconstante, tendo filmes como Guerra de Canudos, Lamarca e Mauá. O que gosto mais é Zuzu Angel, que mesmo assim não é um grande filme. Sem muitas esperanças, vamos ver no que dá.

Leia >>

Che

Che Após ver a segunda parte de Che, intitulada A Guerrilha, entendo porque alguns críticos acusaram a película de querer vangloriar a imagem de Guevara. Se o primeiro filme era um documento que apenas expunha fatos, este segundo é uma verdadeira apologia à imagem do guerrilheiro e de sua sede por justiça. Até mesmo a forma como está mal camuflado nos campos bolivianos demonstra a aura encantada que este teria para o resto do mundo.

É uma continuação atípica, já que as duas partes foram rodadas como um único filme, dividido apenas para não ficar muito longo. A diferença sentida, então, nada mais seria do que um crescente do próprio Che, o argentino. Baseado em anotações de onze meses que o médico passou na Bolívia, relatados em O Diário do Che (de novembro de 1966 a outubro de 1967), foi adaptado por Buchman e Benjamin A. Van der Veen, que mantêm o clima de diário de bordo, tendo inclusive, indicações de dia.

O filme possui uma direção ainda mais documental. Começa com um discurso de Fidel Castro explicando ao mundo o sumiço de Che, sem deixar claro que ele estaria na Bolívia. Apesar de algumas cenas em Cuba e outra nos Estados Unidos, 90% do filme é mesmo nas florestas bolivianas, o que o torna extremamente cansativo. Pouca ação, muita contemplação. Para os brasileiros, nem procurem por Rodrigo Santoro, ele aparece apenas em uma cena, sem fala, fumando charuto. Em compensação, Benício del Toro está ainda melhor nessa segunda parte. Toda a dor e sede de justiça de Ernesto Guevara está exposta em um belo trabalho de interpretação, principalmente nos seus momentos finais de vida. Ele consegue cativar aos mais desatentos que tendem a terminar o filme concluindo que aquele foi um grande herói.



Não quero aqui fazer apologia contra nem a favor à figura de Che Guevara, exponho apenas que o filme é tendencioso e nos leva a aplaudi-lo como um grande herói incompreendido, traído por aqueles que queria proteger. Em parte é verdade, mas pelo que os próprios fatos históricos demonstram, ele não foi esse santo justiceiro todo. De qualquer forma, tomar partido de uma maneira tão contundente, é perigoso.

Steven Soderbergh
consegue, no entanto, fechar bem a história, com bons enquadramentos, apesar do ritmo lento e do excesso de planos abertos. O final é bastante coerente e poético. Se você se envolver um pouquinho, como eu, pode chorar, mesmo já sabendo o que acontece.

Leia >>

Novo selo para o CinePipocaCult

E o CinePipocaCult ganha mais um selo, desta vez veio do blog do Rodrigo Mendes, cinéfilo como ele mesmo se apresenta, que tem um blog muito legal sobre, claro, cinema. Confiram lá.

E como manda a regra, os blogs presenteados devem:
- Colocar quem os presenteou em seu blog.
- Indicar mais 5 blogs para o selo.
- Avisar os parceiros do prêmio.

Então, lá vamos nós. Os indicados são:

Fred Burle no cinema
Renan Barreto Online
Sala de Arte
Cinema em Casa
Apimentário

Todos esses Blogs acertam em cheio!

Leia >>

O casamento de Rachel

O Casamento de RachelFinalmente assisti ao filme de Jonathan Demme e gostei muito, merece todos os comentários positivos que já li sobre ele. O filme tem uma estética de vídeo caseiro, o que por um lado é bem legal, já que entra na proposta de uma família, registrando o momento especial que é a preparação para o casamento de Rachel, todo o clima informal. Porém, por outro lado, ele nos lembra o tempo todo estarmos assistindo a um filme. Isso incomodou em alguns momentos, quebra o encanto. De qualquer maneira, a narrativa nos envolve, principalmente pelo bom roteiro da atriz Jenny Lumet, primeiro de sua carreira a ser filmado.

O tema me lembrou muito dois filmes com estética parecida, o eterno Festa de família de Thomas Vinterberg - um dos símbolos do Dogma 95 - e Feliz Natal, de Selton Mello. Os três têm uma família reunida em torno de um grande acontecimento que é desestabilizado pela chegada de um membro problemático. Outros tantos, devem ter usado o mesmo mote, mas a construção fílmica desses me veio logo à mente.

O drama de Kym é forte. A personagem, interpretada muito bem por Anne Hathaway, saiu da clínica de reabilitação para o casamento de sua irmã, expondo feridas de todos ali presentes e criando situações delicadas. Interessante perceber que o filme induz o tempo todo o espectador a esperar que Kym faça uma besteira. Ficamos tensos a cada gesto incomum da personagem, como quando ela pede a palavra no ensaio da cerimônia, ou quando pega o carro após uma forte discussão com Rachel.

Anne Hathaway_casamento de RachelCorrespondendo ou não a nossa angústia, sempre esperamos que na próxima cena venha algo ruim por aí. É nesse ponto que roteiro e direção se unem de forma harmônica criando um conjunto de efeitos que nos permite apreciar o filme, sem nem mesmo ver o tempo passar. A única coisa que destoa do resto é a tão esperada festa de casamento. Alguém explica aquela miscelânia de culturas? Tem até uma escola de samba estilizada. Não entendi o sentido. Quase um pastelão em meio a um drama tão bonito.

De qualquer maneira, O Casamento de Rachel é um filme belo, que expõe as dificuldades do ser humano de amar e ser amado, construindo barreiras entre si, mas ao mesmo tempo sendo capazes de superar grandes tragédias em nossas vidas.

Leia >>

O adeus a Patrick Swayze

Faleceu ontem o ator Patrick Swayze. Não posso dizer que morre um grande ator, mas o galã marcou sua época com boas interpretações e encarnando personagens inesquecíveis em minha fase de adolescente. Por isso, faço uma homenagem, citando aqui os seus principais papéis.

Para Wong FooPara Wong Foo, Obrigada Por Tudo! (1995)
Meio incongruente falar em galã e logo depois citar seu papel na pele de uma drag queen... mas miss Vida é um personagen fascinante. Delicada, inteligente, sensata e justa. O filme é uma comédia leve, mas que toca em dramas profundos quando três drag queens têm seu carro pifado em uma cidadezinha do interior americano. A vida das pessoas daquele lugar jamais será a mesma após a passagem deles. Dirigido por Beeban Kidron e roteirizado por Douglas Carter Beane, conta ainda com Wesley Snipes e John Leguizamo na pele dos outros drag queens.



Caçadores de AventurasCaçadores de Emoção (1991)
Keanu Reeves é um policial que se infiltra em uma gang de surfistas que usa máscaras de ex-presidenciáveis para assaltar bancos. Sem saber exatamente quem são os bandidos acaba ficando amigo de Bodhi, personagem de Patrick Swayze e chefe da gang. Esse filme sessão aventura virou febre na época em que foi lançado e é bastante competente naquilo que se propõe. Direção de Kathryn Bigelow e roteiro de W. Peter Iliff. Vale como diversão e para quem gosta de esportes radicais.



GhostGhost - Do Outro Lado da Vida (1990)
Grande sucesso dos anos 90, Ghost marcou não apenas pelo romance além da vida que conquistou platéias, como pela hilária Whoopi Goldberg na pele da médium Oda Mae Brown. As cenas de incorporação e discussões com o espírito de Sam, personagem de Patrick Swayze, lhe renderam o Oscar de atriz coadjuvante. Ghost foi indicado a melhor filme e é lembrado até hoje como uma das grandes histórias de amor do cinema, sendo Sam um símbolo de homem perfeito: apaixonado, justo e fiel, mesmo depois da morte.



Dirty DancingDirty Dancing - Ritmo Quente (1987)
Grande marco dos filmes musicais dos anos 80, Patrick Swayze, que é um dançarino profissional, pode mostrar todo seu talento como Johnny Castle, o professor de dança de um hotel que se apaixona pela hóspede vivida por Jennifer Grey. No filme, além da dança, o ator mostrou seus dotes como cantor em "She's Like The Wind", tema romântico do casal que foi grande sucesso entre os apaixonados.

Leia >>

CinePipocaCult é Top 3 em noite de festa



Fim de semana atípico para o CinePipocaCult. Peço desculpas pela falta do dicas da semana e do post sobre cinema nacional da segunda-feira, mas é que ainda estamos na comemoração do TopBlog que teve sua premiação neste sábado, dia 12 de setembro. CinePipocaCult ficou mesmo em terceiro na categoria Cultura pelo júri acadêmico. Depois da premiação em São Paulo, com tantos blogs bons, vejo que nosso pequeno filhote com menos de um ano já é gente grande. Ah, e vale lembrar que o primeiro e segundo lugares são de televisão e viagens respectivamente, então, era complicado comparar com o nosso que é cinema. Todos que estavam lá são vencedores, essa é a verdade.



A premiação foi no auditório da UNIP em São Paulo. Estavam presentes diversos blogueiros de todo o país e algumas pessoas famosas. Outras faltas foram sentidas como Marcelo Tas, único vencedor nas duas categorias (júri acadêmico e popular). Caco de Castro apresentou o prêmio e disse estar surpreso por ver uma premiação de blogs. Esta foi uma prova de que as mídias sociais estão sendo cada vez mais reconhecidas. Gustavo Guanabara fez uma apresentação interessante sobre o surgimento dos blogs e logo depois houve um bate-papo entre os colunistas Vovó Neuza, Milton Jung, Max Fivelinha e Gustavo Guanabara. Logo depois, um stand up comedy com Sérgio Rabelo, muito bom. Após a premiação, coquetel e brindes.


Mais uma vez, quero agradecer a todos que nos levaram a esse prêmio, votando, torcendo, comentando, divulgando. Agora é continuar trabalhando e melhorar sempre. E parabéns a todos os blogs que ficaram no Top 100, entre 70 mil inscritos, já é um grande feito.

Estamos preparando muitas novidades. TopBlog 2010, nos aguardem.

Leia >>

11 de Setembro

11 de SetembroOito anos após o ataque às Torres Gêmeas, ainda se fala muito sobre o assunto, mas é interessante perceber que poucos filmes foram feitos. Imaginei que iria aparecer logo alguns longas destacando a tragédia, mas parece que virou uma espécie de tabu. Uma ferida ainda exposta do público norte-americano.

O maior destaque, então, continua sendo 11 de Setembro (2002), um filme franco-britânico que reuniu onze cineastas de todo o mundo para contar uma história em onze minutos, nove segundos e um frame sobre a tragédia nova iorquina. O resultado trouxe alguns bons curtas, outros, estranhas experimentações, mesmo assim o conjunto da obra é interessante, trazendo um pouco da repercussão mundial sobre o tema.

O brasileiro Walter Salles chegou a ser convidado, mas recusou por não se sentir capaz de falar sobre o tema proposto. Os diretores e temas foram:

  • Danis Tanovic - lembra-se do dia 11 de julho de 1995, quando ocorreu o massacre em Srebrnica;
  • Ken Loach - rememora que Salvador Allende foi deposto do governo chileno em 11 de setembro de 1973;
  • Idrissa Ouedraogo - realizou uma comédia reflexiva sobre Burkina Faso;
  • Samira Makhmalbaf - mostra uma professora que tenta explicar o ataque a um grupo de crianças;
  • Sean Penn - evoca a vida de uma viúva que morava à sombra das duas torres desabadas;
  • Claude Lelouch - descreve as reações de vários surdos ao evento ou que testemunharam o evento;
  • Shonei Imamura - recorre às memórias japonesas da Segunda Guerra Mundial;
  • Mira Nair - mostra os problemas das minorias étnicas;
  • Amos Gitai - dá a sua interpretação sobre o papel da mídia em uma informação de significado internacional;
  • Alejandro González Iñárritu - apresenta 11 minutos de preces na escuridão;
  • Youssef Chahine - reflete a perspectiva do Oriente Médio.

O que mais me marcou foi o da indiana Mira Nair que conta a história de uma família paquistanesa que procura o filho desaparecido. As pessoas começam a supor que ele seja um dos terroristas do atentado. O drama é muito bem construído e o final é sensível e bastante irônico. A interpretação dos atores é o que sustenta a ação, sem deixar ficar piegas.

Outro muito interessante é o da iraniana Samira Makhalmabafi que constrói uma grande história mostrando uma professora de refugiados afegãos no Irã que tenta explicar às crianças o que significa o atentado, gerando discussões filosóficas sobre o mundo e Deus. A fotografia do curta é muito boa, assim como o ritmo, que chama a atenção.

Há alguns ruins também, como uma tela preta meio boba de Alejandro Gonzales-Inarritú, mas o que mais me incomodou foi exatamente o último curta, do japonês Shoei Imamura. Ele conta a história de um soldado traumatizado com a guerra, em uma comparação histórico-política interessante, mas o filme vai desaguando em uma linguagem figurativa experimental muito cansativa.

De qualquer maneira, são expressões distintas de artistas mundiais para um fato que, com certeza, não será esquecido pela mídia.

Leia >>

Jornada de Cinema da Bahia

Jornada Internacional de Cinema da BahiaComeça hoje a XXXVI Jornada de Cinema da Bahia, um festival que ocorre todos os anos no mês de setembro e engloba diversas manifestações do cinema baiano, nacional e internacional. Além da mostra competitiva, diversos diretores estreantes têm a oportunidade de exibir seus filmes nas salas participantes, movimentando o mercado local e fomentando o cinema como um todo. Este ano a ação principal está concentrada no Espaço Unibanco - Cine Glauber Rocha (mas, continuará tendo mostras nos tracionais ICBA, Walter da Silveira e Alexandre Robatto), e pode ser conferido até o dia 17 de setembro.

Confira programação completa no site oficial.

Dentro da Jornada ocorre o IV Fórum de Audiovisual da Bahia, o evento, marcado para os dias 12 e 13 de setembro, chega à sua quarta edição com foco ajustado para a profissionalização do setor, movimentando também os sócios da ABCV para as eleições sucessórias da diretoria executiva da entidade.

PROGRAMAÇÃO do Fórum
Dia 12/09/09

Mesa 01 - Políticas Públicas para o Audiovisual na Bahia - Balanço e Perspectivas
Horário: das 8h30 às 12h
1. Sofia Federico (DIMAS)
2. Pola Ribeiro (IRDEB)
3. Antônio Lins (Fundação Gregório de Matos)
4. Javier Alfaia (Assembléia Legislativa)

Mesa 02 - Rede de Audiovisual da Bahia - Diagnóstico e Encaminhamentos
Horário: das 14h às 17h30
1. Paulo Miguêz (IAC/ UFBA)

Dia 13/09/09

Mesa 03 - ABCV - Associativismo, Mobilização e Profissionalização da entidade
Horário: das 8h30 às 12h
1. Solange Lima - (Presidente da ABD Nacional)
2. Daniela Fernandes - (Presidente da Curta Minas)
3. Lula Oliveira - (Presidente da ABCV ABD Bahia)

Mesa 04 - Eleição ABCV
Horário das 14h às 17h30

Leia >>

Amantes

AmantesSemana passada, quando falei do início do filme Veronika Decide Morrer critiquei a falta de emoção. Ao ver o início de Amantes, novo filme de James Gray, não pude deixar de comparar. Ali existia um belo início, mistério e emoção bem dosados com a fotografia sensível de Joaquín Baca-Asay. É possível entrar no sentimento do personagem e ficar curioso com seu drama.

Leonard é um homem solteiro que mora no bairro do Brooklyn, em Nova York, com seus pais. Após sofrer uma desilusão amorosa e tentar suicídio algumas vezes, duas mulheres completamente diferentes entram em sua vida, e ele fica dividido entre ambas. Uma é a bela e misteriosa vizinha Michelle, que acaba de se mudar; a segunda é a amável Sandra, filha de uma família de amigos e apresentada por seus pais.

James Gray, que também assina o roteiro, acertou o tom ao sair do policial para o melodrama, conseguindo fazer um drama humano emotivo sem ser piegas. As relações são reais, os personagens são complexos, não há ali o bom versus o mal, mas pessoas com qualidades e defeitos procurando seguir suas vidas. Joaquin Phoenix, possivelmente em seu último filme, está muito bem. Sua interpretação é bastante natural, tornando o drama de Leonard real, crível. Gwyneth Paltrow também consegue uma boa Michelle, mas a melhor interpretação feminina fica mesmo com Isabella Rossellini que consegue passar tudo através do olhar preocupado ao redor do filho.

Amantes Joaquin PhoenixAmantes é um filme sutil, mas que não nos deixa ilusões. Na verdade, Leonard se envolve com uma mulher que não o ama, enquanto é amado por outra que não lhe desperta grandes desejos. Tal qual a vida, que como dizia Vinícius de Morais "é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida". Desde o início, ficamos com a sensação de que aquela relação com Michelle não pode acabar bem, e o filme brinca com isso, ao reverter as expectativas em diversos momentos. Afinal, com quem ele ficará: a mulher certinha ou a loura fatal? Ou quem sabe com nenhuma das duas... Só posso dizer que o desfecho é coerente e bem real.

Leia >>

Moscou por Coutinho

Moscou três irmãsDesde Cabra marcado para morrer o que sempre admirei no trabalho de Eduardo Coutinho foi a sua capacidade de extrair histórias das pessoas, tornando-as interessantes. Uma cena que ficou marcada em minha memória foi a filha de uma catadora de lixo no média metragem Boca de lixo, cantando em frente a sua casinha, contrastando o sonho impossível com a realidade dura. São poesias reais, que o diretor consegue construir com sua sensibilidade.

Após explorar o país, os temas e até mesmo a construção metalinguísta de O Fim e o Princípio, Coutinho começou a questionar o real e o ficcional em um documentário, criando filmes cada vez mais experimentais. Após o excelente Jogo de Cena, ficamos esperando qual seria seu próximo passo. Aí, vem Moscou e fica a pergunta de até que ponto vale experimentar em nome de algo que não sabemos bem o que seja?

Para sua nova experiência, recorreu ao teatro. A peça “As Três Irmãs”, de Anton Tchekhov conta a história das irmãs russas Olga, Maria e Irina, que moram numa província a centenas de quilômetros de Moscou, cujos sonhos são voltar à terra natal para visitar o túmulo da mãe, cujo rosto esvai-se em seus pensamentos.

A idéia era mostrar os ensaios do grupo Galpão, sob a direção de Enrique Diaz, para a montagem da peça três irmãs de Anton Tchekhov em três semanas. Em nenhum momento o texto seria encenado completamente. Fragmentos foram mostrados e construídos de forma desordenada no filme. Há também cenas de exercícios iniciais com os atores, onde eles expõem uma lembrança forte e o que os incomoda naquele momento. Em um desses exercícios está a cena mais interessante do filme, quando dois atores cantam Como Vai Você, completamente no escuro. A cada verso que um fala acende um fósforo criando um efeito muito interessante.

O filme tem um problema que acho fundamental, ele perde o caráter de entrevista, ponto forte do diretor, tornando os exercícios repetitivos e o filme cansativo. É difícil e poucos resistem. Eu gostei do experimento por amor ao teatro, pelo belo texto de Tchekhov que já conhecia e pelo jogo de cena que o diretor constrói ao mesclar o ensaio no palco, com a primeira leitura à mesa, ou mesmo no olhar de uma segunda câmera que mostra a equipe filmando. Mas, é perceptível o ritmo lento que o constrói, tornando a experiência monótona.

Dentre as cenas da montagem, a que destaco é o jogral dos dois atores que interpretam Andrei, o irmão das três, ao redor da mesa. Além da força da descarga emocional do personagem naquele momento, que questiona as irmãs com todas as suas frustações, defendendo a esposa Natasha, há a comparação na interpretação dos dois, um mais emotivo, outro mais contido.



No fim, temos uma experiência interessante, uma investigação sobre a arte de interpretar, mas que como filme fica parecendo que falta algo.

Leia >>

Dicas da Semana

DVD
Valsa com Bashir
Valsa com BashirLeia crítica do filme.

Sinopse: Em uma noite num bar, um velho amigo conta ao diretor Ari Folman sobre um sonho que tem repetidamente no qual ele é perseguido por 26 cães ferozes. Toda noite o mesmo número de feras. Os dois homens concluem que existe uma ligação entre o sonho e sua missão no exército de Israel na primeira Guerra no Líbano no início dos anos oitenta. Ari Folman se surpreende por não conseguir lembrar de mais nada sobre aquele período de sua vida. Intrigado por esse mistério, ele decide encontrar e entrevistar seus velhos amigos e companheiros espalhados pelo mundo. Documentário em animação vencedor do Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro.

Divã
DivãLeia crítica do filme.

Sinopse: Casada e mãe de dois filhos, Mercedes decide, mesmo sem saber bem o porquê, procurar um psicanalista. O que antes era apenas uma curiosidade se transforma em uma experiência devastadora, que provoca uma série de mudanças em sua vida. No divã, Mercedes questiona o seu casamento, a realização profissional e seu poder de sedução. Baseada na peça de teatro de mesmo nome.

Na televisão
Sintonia de Amor
Segunda-feira, 07/09, 16:30 Universal
Sintonia de AmorPara quem gosta de comédia romântica esse filme com Tom Hanks e Meg Ryan é um clássico, gostoso de ver sem muitos compromissos. Destaque para a brincadeira com a citação de outro clássico romântico: Tarde demais para esquecer.

Sinopse: Sam (Tom Hanks) ficou viúvo há pouco tempo e seu filho quer ajudá-lo a encontra um novo amor. O garoto liga para uma rádio e fala sobre seu pai num programa. Annie (Meg Ryan), repórter, escuta o menino e fica obcecada com a idéia de conhecer Sam. Mas serão muitos desencontros até que finalmente seus caminhos se cruzem.

A Noiva Cadáver
Quinta-Feira, 10/09, 14:00, Warner Channel
Noiva CadaverTim Burton inovou completamente nessa animação sombria e cheia de mensagens subliminares, adoro.

Sinopse: Victor (voz de Johnny Depp) é um atrapalhado jovem que está de casamento marcado com Victoria (voz de Emily Watson), mas só conhece a noiva no dia do ensaio da cerimônia. Mesmo sendo um casamento arranjado, ambos se simpatizam. O que pode atrapalhar o enlace é a Noiva-Cadáver do título. Na floresta vizinha ao vilarejo onde mora, Victor treina seus votos e coloca a aliança num galho. O que ele não imaginava é que o galho é um dedo de verdade, pertencente a uma jovem assassinada (voz de Helena Bonham-Carter), que volta do mundo dos mortos insistindo ser a mulher de Victor.

Cinema
Moscou
MoscouSó agora chegou a Salvador o novo documentário de Eduardo Coutinho, que pode ser conferido no cinema do MAM.

Sinopse: Em Belo Horizonte, o Grupo Galpão e o diretor de teatro Enrique Diaz se dispuseram a enfrentar o desafio de montar, em três semanas, a peça "As três irmãs", de Anton Tchekcov. O filme é composto de fragmentos dos workshops, improvisações e ensaios de uma peça que iria estrear nos palcos.

Leia >>

Brasil no Oscar 2010 - Indicados

E vai começar mais uma tentativa do Brasil voltar ao Oscar. O Minc anunciou a lista de indicados dentre os 108 filmes nacionais exibidos no primeiro semestre deste ano. A lista, como sempre, é bastante estranha, mas para quem já mandou Olga e Última Parada 174, as expectativas nunca são boas. Como sugerir a refilmagem de Menino da Porteira, com Daniel? Ou Budapeste que fez uma miscelânia do livro de Chico Buarque? Feliz Natal e A Festa da Menina Morta, dos estreantes Selton Mello e Matheus Nachtergaele, também não são grandes filmes. Um dos mais cotados, Jean Charles foi uma grande decepção.

Resta o bom O Contador de Histórias, de Luís Vilaça, que emociona e talvez tenha alguma chance e o excelente Se nada mais der certo, de José Eduardo Belmonte. Além de Besouro que, pra mim, ainda é uma promessa já que não estreou nacionalmente. Tomara que saia um desses, talvez assim, a gente tenha alguma chance.

Lista dos Indicados:
Besouro
Direção: João Daniel Tikhomiroff
Atores: Aílton Carmo, Jessica Barbosa, Anderson “Grillo”, Flávio Rocha e Irandhir Santos
Duração: 95 min

Síndrome de Pinocchio – Refluxo
Direção: Thiago Moyses
Atores: Raphael Farias, Andrade Júnior, Clara Camarano, Hugo Rodas
Duração: 90 min

A Festa da Menina Morta
Direção: Matheus Nachtergaele
Atores: Daniel de Oliveira, Jackson Antunes, Cássia Kiss, Dira Paes
Duração: 01hs 50 min

O Menino da Porteira
Direção: Jeremias Moreira
Atores: Daniel, João Pedro Carvalho, Rosi Campos, Eucir de Souza, Antônio Edson
Duração: 01hs 30 min

Se nada mais der certo
Direção: José Eduardo Belmonte
Atores: João Miguel, Cauã Reymond, Caroline Abras, Luíza Mariani, Leandra Leal
Duração: 02hs 00 min

Budapeste
Direção: Walter Carvalho
Atores: Gabriella Hámori, Paola Oliveira, Débora Nascimento, Antonie Kamerling, Ivo Canellas
Duração: 01 hs 53 min

Feliz Natal
Direção: Selton Mello
Atores: Leonardo Medeiros, Darlene Glória, Graziella Moretto, Paulo Guarnieri, Lúcio Mauro
Duração: 01 hs 40 min

Jean Charles
Direção: Henrique Goldman
Atores: Selton Mello, Vanessa Giácomo, Luís Miranda, Patrícia Armani, Maurício Varlotta
Duração: 01 hs 30 min

Salve geral
Direção: Sérgio Rezende
Atores: Andréa Beltrão, Denise Weinberg, Lee Thalor, Eucir de Souza, Kiko Mascarenhas
Duração: 02 hs 00 min

O Contador de Histórias
Direção: Luiz Villaça
Atores: Maria de Medeiros, Jú Colombo, Marco Ribeiro, Paulinho Mendes, Clayton Santos
Duração: 01 hs 50 min

Leia >>