Cinema do MAM - Padecendo no paraíso

Dom Lula Nascimento Gosto muito das salas de arte de Salvador, da proposta, dos filmes, da filosofia, e dentre eles, o MAM sempre me pareceu o mais agradável por sua bela vista. É possível ver um filme e depois curtir o pôr-do-sol, por exemplo. O problema é que, como programa de sábado, a beleza torna-se uma pequena tortura. É que às 18h, como todo soteropolitano já sabe, acontece o jazz e mesmo que você vá para a sessão de 13:30 (que foi o meu caso), não se pode estacionar lá dentro. Resta a opção de parar na rua, pagando R$3,00 adiantado ao guardador da comunidade ao lado. A saída depois é outro capítulo à parte. Depois dizem que o cinema fica vazio porque baiano não gosta de filme de arte...

Enfim, após esse pequeno desabafo, queria falar da experiência positiva. Fui para assistir A Teta Assustada, o belo filme peruano de que falarei ainda essa semana aqui, mas chegando lá, descobri que às 16:20 iria passar um documentário sobre Dom Lula Nascimento. O baterista que toca na JAM (Jazz do MAM) é uma verdadeira lenda na cidade, já tendo tocado com diversos músicos internacionais de renome e sendo autor do método da ambidestria. Já tinha "pago" o estacionamento mesmo, fiquei para conferir e não me arrependi.

Além de ótimo músico, Dom Lula é uma figura ímpar. Estava lá com toda a família para prestigiar seu filme e foi aplaudido de pé ao final da sessão. Merece. Pelo talento, pela história, pela simpatia. O filme de Zeca Freitas, no entanto, ainda está longe de ser uma grande obra. Ele próprio apresentou como uma grande brincadeira, deve ter sido mesmo, pois o clima é bastante descontraído. Os problemas técnicos, no entanto, são visíveis. O som muitas vezes fica inaudível, a câmera treme muito e o roteiro é inexistente. O próprio diretor falou que o filme foi acontecendo, sem roteiro. A gravação de um documentário pode ser assim, boas coisas saem da espontaneidade. O problema é que depois é preciso decupar o material bruto e criar um roteiro interessante para ele, senão acontecem coisas como vimos no filme: repetições de cenas e uma falta de fechamento, o filme vai se estendendo sem saber aonde parar. Além disso, faltou um diretor de arte para dar um acabamento legal à edição.

De qualquer forma, foi uma investida ousada de Zeca Freitas e um registro mais do que merecido de um dos maiores músicos de nossa terra. Tá na hora de Salvador começar a dar valor a algo que não seja axé e pagode.



Este documentário foi produzido pelo guitarrista e produtor musical Tavinho Magalhães, com imagens geradas pela TV Educativa da Bahia e mostra um pouco do movimento Jazz/Rock na Bahia.

Completando o post, um trecho do filme de Zeca Freitas.

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Dicas da Semana

Na Televisão
Deu a louca na chapeuzinho
Sexta-feira, 04/08 - 20:30. Telecine Light
Deu a louca na chapeuzinhoEssa divertida animação consegue transformar o lobo mau em um repórter engraçado e a vovó em uma esportista radical. Uma sátira muito inteligente ao conto de fadas. Muito boa, ao contrário de sua continuação "Deu a louca na Cinderela" que exagerou nos clichês, construindo uma narrativa muito monótona.

Sinopse: Policiais do mundo animal investigam um caso de distúrbio doméstico na casa de uma senhora envolvendo sua neta, uma garota conhecida como Chapeuzinho Vermelho, um lobo aparentemente mau e um machado. As acusações são muitas: roubo de um livro de receitas, invasão de domicílio, distúrbio do silêncio na vizinhança e manuseio de um machado sem licença.

Bagdá café
Quarta-feira, 02/08 - 10:15. Telecine Cult
Bagda caféPercy Adlon digiriu esse clássico cinematográfico em 1987 e até hoje sua história é atual. Um encontro de suas mulheres com culturas, mundos e histórias completamente diferentes que aprendem a conviver com as diferenças. Muito bom.

Sinopse: Em viagem aos Estados Unidos, uma turista alemã discute com o marido e decide abandoná-lo em pleno deserto de Nevada. Apenas com sua bagagem, ela chega a um decadente bar na estrada administrado por uma negra, que a acolhe sem imaginar as mudanças que ela provocará no lugar. Foi indicado ao Oscar de Melhor Música, em 1989.


Cinema
Amantes
AmantesDas novidades que estão no cinema é a que me chama a atenção, James Gray gosta de fazer dramas sobre emigrantes, famílias desajustadas e excluídos de uma maneira própria. Promete ser um bom filme.

Sinopse: Logo após uma tentativa de suicídio, um jovem se muda de volta para o apartamento dos pais, no bairro do Brooklyn, e duas mulheres entram em sua vida, a bela e volátil vizinha encurralada num caso nocivo e a adorável filha do sócio de seu pai.





DVD
Eu te amo, cara
Eu te amo, caraEste filme é a comédia romântica mais surpreendente dos últimos tempos, principalmente porque o mote não é o casal e sim a relação de amizade entre o noivo e seu futuro padrinho. John Hamburg dirige de uma forma leve e torna a relação ainda mais interessante. Afinal, como diria Caetano Veloso: "A poesia está para prosa, assim como o amor está para amizade. E quem há de negar que essa lhe é superior".

Sinopse: Peter Klaven é um agente imobiliário que pede em casamento a mulher da sua vida, Zooey, mas percebe que não tem nenhum grande amigo para convidar para ser seu padrinho. Peter é mais 'feminino' do que seu irmão gay, a quem o pai chama de melhor amigo. O rapaz planeja, então, uma série de encontros com outros homens, em busca de um melhor amigo.

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Grandes Cenas: E o Vento Levou...

A cena selecionada de hoje é um dos maiores clichês do cinema, mas é um dos maiores clichês do cinema exatamente por ser uma das melhores cenas do cinema. E o vento levou é um clássico épico que consegue emocionar ainda hoje, quase 70 anos após o seu lançamento. Como disse Pablo Villaça, uma pena que ele não tenha sido produzido na época do Cinemascope, sua grandiosidade perdeu muito com a janela 4:3. Ainda assim, os cenários e enquadramentos impressionam, nem parece que teve tantos problemas fazendo rodízio entre vários diretores e roteiristas.

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Ciclo Salvador de Cinema - Eu Fui

Ciclo Salvador de CinemaDesde terça-feira, está acontecendo em Salvador o Ciclo Salvador de Cinema, produzido pela Domínio Público e patrocinado pela Caixa Econômica Federal. O evento consiste em três cursos gratuitos dados por profissionais da área: Roteiro e adaptação literária, com o roteirista Luiz Bolognesi (Terra Vermelha); Direção e linguagem cinematográfica, com o cineasta Philippe Barcinski (Não Por Acaso) e com a professora de cinema da UFRB, Rita Lima; Crítica Cinematográfica, com o crítico de cinema Pablo Villaça, editor do site Cinema em Cena e único membro latino-americano da OFCS, Online Film Critic Society, e com Cláudio Marques, crítico de cinema e curador do Panorama Coisa de Cinema. Segundo a produção foram 1.200 pessoas inscritas.

Apesar da dúvida, optei pela inscrição no curso de crítica e não me arrependi. Ontem tivemos aula com Pablo Villaça. O crítico do Cinema em Cena teceu conceitos interessantes sobre o que ele considera o papel da crítica, as características de um bom crítico e, principalmente, que para escrever uma boa crítica é preciso entender a linguagem cinematográfica e treinar o olhar apurado sobre os filmes. Tudo isso, parece óbvio e já busco fazer por aqui, mas observar a experiência de alguém como o Pablo que é membro da associação de críticos de NY, é sempre uma experiência muito boa. Baseado na premissa de que é preciso conhecer sobre cinema para criticá-lo, Pablo falou um pouco sobre linguagem cinematográfica, o roteiro, a direção e ilustrou com exemplos de trabalhos bem sucedidos. Dentre estes, Seven, Scarface, Cidadão Kane, 12 homens e uma sentença. Segundo Pablo, as características de um bom crítico são:

Rolo de Cinema- Vocação
- Escrever bem
- Imparcialidade ao entrar no filme, mas parcialidade ao escrever
- Ética
- Comparar visões
- Conhecimento teórico prático
- Ter mente aberta
- Avaliar o filme pelo que ele se propõe

Claro que colocado assim, fica parecendo receita de bolo, mas o importante é que todo crítico é antes de tudo um cinéfilo que foi apurando o seu olhar e desenvolvendo o seu senso crítico.

O segundo dia foi com Cláudio Marques, do Coisa de Cinema e Cine Gláuber Rocha / Unibanco. A abordagem do crítico e realizador baiano foi um pouco diferente. Baseando-se no grande crítico que a Bahia teve (Walter da Silveira), traçou um histórico focado no cinema baiano e sua evolução desde as primeiras reuniões do Cine Clube. Complementando a idéia de que para criticar é preciso conhecer o assunto, a aula ajudou a trazer o nosso passado, confirmando a máxima de que é preciso compreender a visão da época para admirar a grandeza de um filme. Partindo das críticas, foram exibidos trechos dos filmes Redenção, Bahia de todos os Santos, A grande Feira, Sol sobre a lama, Deus e o Diabo na Terra do Sol. Apesar de já ter conhecimento do fato, foi interessante constatar o quanto Geraldo Del Rey foi o grande astro do cinema baiano no seu início, presente em todos os filmes citados, sem contar que ele fez ainda O Pagador de Promessas.

Cláudio nos presenteou com uma apostila repleta de textos de Walter da Silveira, com críticas de diversas épocas. Ler e compreender a visão de um dos mais importantes agitadores culturais do Estado é uma boa base. Por tudo isso, fiquei bastante satisfeita com o curso. Amanhã outra turma começa as aulas de adaptação e no fim de semana tem linguagem cinematográfica. Uma boa iniciativa que espero que se repita por muitos anos.

E já que o momento político é propício, segue um vídeo de Gláuber, citado no curso:

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II Festival do Cinema Chileno

Festival de Cinema ChilenoComeça dia 27 de agosto o segundo festival do cinema chileno em São Paulo. O evento realizado pelo ProChile reúne diversos filmes do país e conta com a presença de atores, diretores e produtores chilenos. A intenção é o intercâmbio entre os dois países e é uma ótima oportunidade para conhecer filmes fora do circuito holywoodiano.

“Queremos que o brasileiro conheça mais o cinema chileno. A troca cultural entre os dois países tem sido muito rica e o sucesso da primeira edição nos mostrou que devíamos continuar com o Festival”, comenta Ricardo Moyano, Diretor Comercial de Chile no Brasil ‐ ProChile.

El RegaloA programação conta com filmes de ficção como “Alicia en el País”, de Esteban Larrain; “199 Recetas para ser feliz”, de Andrés Waissbluth; “La Buena Vida”, de Andrés Wood; as comédias “Malta con Huevo”, de Cristóbal Valderrama Blanco, “El Rey de los Huevones”, de Boris Quercia, a comédia romântica “El Regalo”, de Cristián Galaz e Andrea Ugalde, filme ganhador de vários prêmios no Festival de Cinema de Viña Del Mar em 2008, entre eles, do público e dos jurados jovens e também o prêmio de melhor filme chileno no Festival Internacional de Valdívia entre outros e o drama "Tony Manero", de Pablo Larrain.

Festival de Cinema Chileno
Onde: Reserva Cultural
Endereço: Avenida Paulista, 900 (prédio da Fundação Cásper Líbero – entre as
estações Brigadeiro e Trianon‐Masp do metrô).
Quando: 27 de agosto a 3 de setembro
Mais Informações: www.festivaldecinemachileno.com.br ou (11) 3287‐3529
Bilheteria aberta: 12h30 às 22h
Início do Filme: 21h30
Preço: R$ 15,00

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A Máquina

A máquinaA Globo passa na madrugada de hoje o filme de João Falcão que causou controvérsias na crítica. Com uma linguagem bastante alegórica, é uma adaptação de uma peça do mesmo diretor, que por sua vez é baseado no livro de Adriana Falcão de mesmo nome.

A Máquina conta a história de Antônio, um jovem morador da minúscula cidade de Nordestina, que é apaixonado por Karina, uma garota que sonha em se mudar para a cidade grande. Buscando manter a jovem na cidade, Antônio resolve trazer o mundo para Nordestina, vai a um programa de televisão e anuncia que irá viajar no tempo em uma determinada data. Se fracassar, uma máquina da morte irá destruí-lo na frente de todos.

Gustavo Falcão faz um ótimo papel como o jovem Antônio. Ingênuo, apaixonado e cheio de sonhos, o personagem conquista os espectadores que embarcam em sua loucura. Mariana Ximenes e Vladimir Brichta também estão muito bem em seus papéis. Paulo Autran abrilhanta a tela com seu discurso dentro de um hospício (que tem a participação de Lázaro Ramos e Zéu Brito) com falas críticas e uma das melhores definições que já vi sobre televisão.

A Máquina Paulo Autran"Televisão era um negócio que ficava passando umas historinhas, de vez em quando eles interrompiam as historinhas para vender mercadoria. Com o dinheiro da venda dos produtos fazia-se os anúncios e com o dinheiro dos anúncios pagava-se a feição das tais historinhas. Mas, eles faziam umas historinhas tão bem feitas que quem via pensava que a finalidade de tudo eram as historinhas".

Na verdade, todo o texto é uma grande crítica ao ofício de contar histórias através de imagens, sua linguagem alegórica ajuda nesse intento. Algumas cenas acabam sendo rizíveis como a apresentação da personagem de Mariana Ximenes, um clipe lamentável com ela andando de bicicleta. Tanto que um amigo meu saiu do cinema nessa hora. Outras muito bonitas, como a interpretação do casal em uma bacia de água.



O fato é que, se não é uma grande obra, A Máquina é um filme honesto, que fala de amor e sonhos de uma maneira diferente, levando o público ao mundo da fantasia.

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Dicas da Semana

Primeiro TraçoMais uma vez com uma dica para Salvador, na terça-feira, dia 25 de agosto, o professor e roteirista Roberto Duarte lançará seu livro: Primeiro Traço. Trata-se de um manual básico para criação de roteiros que ele desenvolveu durante seus quase quinze anos de oficinas. Como uma ex-aluna eu indico. Traz um bom apanhado das técnicas, mostrando um caminho para iniciar. O lançamento é no ICBA, corredor da Vitória, a partir das 18hs.

Dia: 25/08
Local: ICBA - Corredor da Vitória (Salvador - BA)
Horário: 18hs.

DVD
X-Men Origens: Wolverine
WolverineLeia crítica do filme

Sinopse: No fim do século 19, o pequeno Jimmy assiste ao assassinato do pai pelo amante da mãe e o trauma desencadeia seus poderes mutantes - o aparecimento de garras nas costas das mãos e uma força descomunal. Perseguidos pela morte do assassino do pai, ele e o meio irmão, Victor, fogem e atravessam décadas lutando lado a lado. Até que, durante a Guerra do Vietnã, são cooptados pelo coronel Stryker (Danny Huston), que os integra a uma força-tarefa especial. Eventualmente, os dois tomarão rumos opostos e encontrarão outros mutantes como eles.

Televisão
O escafandro e a borboleta
Cinemax - Terça-Feira (25/08) - 22:15

O escafandro e a borboleta Um bom drama, símbolo de superação. O excesso de câmeras subjetivas cansa um pouco, mas ajuda no clima angustiante do protagonista.

Sinopse - Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric) tem 43 anos, é editor da revista Elle e um homem apaixonado pela vida. Mas, subitamente, tem um derrame cerebral. Vinte dias depois, ele acorda. Ainda está lúcido, mas sofre de uma rara paralisia: o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo. Bauby se recusa a aceitar seu destino. Aprende a se comunicar piscando letras do alfabeto e forma palavras, frases e até parágrafos. Cria um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória.

O jardineiro fiel
Fox - Sexta-Feira (28/08) - 14:00
Dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles um bom filme, apesar de ser o mais fraco da carreira do diretor.

Sinopse: Em uma área remota no Quênia (África), uma ativista é encontrada brutalmente assassinada. O principal suspeito pelo crime é seu colega de trabalho, um médico que se encontra foragido. Perturbado pela culpa e assombrado pela possibilidade de infidelidade da esposa, Justin Quayle (Ralph Fiennes) surpreende a todos ao embarcar em uma odisséia que o leva a três continentes para descobrir o que há por trás da morte da esposa.


Cinema
A Teta Assustada
A teta assustadaVencedor do Urso de Ouro em Berlim 2009, este incômodo filme peruano chega às telas brasileiras, uma boa opção para quem não quer ver a comédia americana "Se beber, não case" ou "Veronika decide morrer", baseado no livro de Paulo Coelho.

Sinopse: Fausta tem "a Teta Assustada", uma doença que é transmitida pelo leite materno das mulheres que foram violadas ou maltratadas durante a guerra do terrorismo no Peru. A guerra acabou, mas Fausta vive para recordá-la porque "a doença do medo" lhe roubou a alma. Agora, a súbita morte de sua mãe a obrigará a enfrentar seus medos e o segredo que oculta em seu interior: ela introduziu uma batata na vagina, como escudo, como um protetor, e acredita que assim ninguém se atreverá a tocá-la.

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Brüno, Borat ou Ali G, tem diferença?

BrunoO comediante Sacha Noam Baron Cohen trouxe para as telas, filmes com um formato próprio para comprovar suas teses sobre os preconceitos do mundo contemporâneo, tema de suas pesquisas como historiador. Assim, em cada filme ele vive um personagem alvo de preconceito (rapper, cazaquistanês e homossexual) que está fazendo uma espécie de documentário pelos Estados Unidos. Com provocações, ele vai expondo o preconceito que existe em cada ser humano que entrevista. A intenção é nobre e válida, o problema é que seus personagens são sempre over demais: exagerados, sem noção nenhuma, irreais, o que torna seus filmes chatos.

Em seu novo filme ele é Bruno, o repórter homossexual que vem para os Estados Unidos tentar a fama após ser demitido da emissora onde trabalhava. Querendo provar não sei o que, para não sei quem, ele entrevista atores e políticos de forma provocante e inusitada. Tenta emplacar um programa de televisão, participa de uma caçada, se alista no exército, e... Bom, não vou contar o filme todo. O fato é que Bruno tem necessidade de aparecer e exagera nesse intuito. Algumas cenas são dispensáveis, como o piloto que ele produziu para uma emissora de televisão. Em outras, ele perde a noção do perigo e poderia se dar muito mal em suas empreitadas. Ele confia muito na proteção de sua câmera.

Bruno e OJAgora, não nego que há denúncias sérias que merecem reflexão. A entrevista com a mãe de uma criança candidata a modelo é revoltante e eu que já fiz muito teste de elenco, sei o quanto tem de verdadeiro naquilo. Talvez o exagero de Bruno seja para mostrar do que as pessoas são capazes por minutos de fama. E é nesse ponto que acho a idéia inicial interessante. Mesmo assim, até por ser um fato sério, não consigo achar engraçado.

Suas piadas são clichês repetitivos, o formato é o mesmo apenas com a nova roupagem do personagem diferente. Sem novidades para quem já viu os outros dois filmes. Se no terceiro filme já está se repetindo fico imaginando qual será o futuro de Sacha Noam Baron Cohen.


Pra não dizer que não gostei de nada, o final é surpreendente e ri do inusitado. Não quero estragar a surpresa, então passe o mouse se quiser detalhes. O clipe de Bruno, Pomba da Paz, é hilário ao reunir Bono Vox, Snoopy Dog, Elton John (sentado no mexicano), Sting, Chris Martin e Slash (com o mesmo cabelão e o cigarro na boca).

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Notícias diversas - cinema 3D e refilmagens

Apenas para registrar algumas notícias que chamaram a minha atenção por esses dias.

Refilmagem Beatles e Dirty Dancing
BeatlesDepois de Fama é a vez de outro clássico dançante dos anos oitenta ganhar refilmagem. A nova versão de Dirty Dancing originalmente estrelado por Patrick Swayze e Jennifer Grey, já sendo desenvolvida pela Lionsgate. Tenho sérias dúvidas que consiga o mesmo êxito do original que faturou 213 milhões de dólares e é lembrado até hoje, principalmente pela cena da dança final ao som de The time of my life.

Outra refilmagem estranha na verdade não utilizará filme. Trata-se de uma versão da Disney para o filme Yellow Submarine, a animação psicodélica de 1968 musicada e estrelada pelos Beatles. A novidade é que dessa vez a animação será em 3D, dirigida por Robert Zemeckis. Outra grande dúvida de sucesso, afinal os Beatles são eternos, mas nas coisas que já fizeram, um novo filme em desenho, com eles, fica estranho.

Smurfs
SmurfsOutro 3D que já está dando o que falar é a tentativa de trazer os Smurfs para tela grande. A história irá contar a origem dos homenzinhos azuis e terá dois atores de verdade. Os estúdios estão procurando um menino e uma menina para o filme. O filme deve chegar por aqui no final de 2010.

Ivete Stellar
Seguindo a maré, a cantora Ivete Sangalo também vai fazer um filme em 3D. Ela será Ivete Stellar, uma heroína que luta contra um maligno imperador para restaurar a alegria que existe no universo. Criado e dirigido por Renato Barreto, é uma produção da Cacomotion e não tem previsão de finalizar (ainda precisa captar recursos). Mas, é a primeira animação 3D totalmente feita no Brasil, então, torço para que dê bons frutos.

TEASER IVETE STELLAR from Cacomotion on Vimeo.


Avatar
E falando em 3D hoje foi divulgado o primeiro trailer do novo filme de James Cameron, que promete ser uma revolução na linguagem: Avatar. As imagens impressionam, mas foi tanto suspense que esperava algo do outro mundo.


Ah, e pra completar, hoje foi divulgada a lista dos 100 Top Blogs pela votação popular e o CinePipocaCult está entre eles, o que nos deixou muito feliz. Muito obrigada a todos que votaram.

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Surpreendente Tempos de Paz

Cena do filme Tempos de PazConfesso que estava com um pé atrás em relação a esse filme. Daniel Filho havia criado uma sólida carreira com comédias de sucesso, com um certo resquício televisivo, mas bastante divertidas. Do seu único drama genuíno que foi o Primo Basílio (já que A Dona da História tem um pé na comédia também) eu não tinha gostado. Então, Tempos de Paz corria sérios riscos. Mas, tenho que admitir que ele é inteligente e conhece o produto que tem nas mãos. Assim, fez um filme muito bem dosado e soube valorizar o que este tem de melhor: o excelente texto de Bosco Brasil e a interpretação fantástica de seus dois protagonistas.

Dan Stulbach Tempos de PazO texto, baseado na peça Novas Diretrizes em Tempo de Paz, é uma emocionante ode ao teatro e fica muito bem nas telas. A adaptação foi inteligente em não querer abusar de flashbacks, nem tentar enxertar mais ação, erro típico de filmes recentes. Ele percebe a força do diálogo e deixa ele fluir no dueto desses dois grandes atores, principalmente Dan Stulbach que emociona ao recitar um monólogo decisivo. Mesmo a história do médico interpretado pelo próprio Daniel Filho, que a princípio parece sem sentido, esdrúxula, consegue se encaixar bem ao final.

A história conta o encontro de Segismundo, um ex-torturador da ditadura Vargas que trabalha na alfândega identificando nazistas, e o polonês Clausewitz, que após sobreviver ao horror da guerra quer viver no Brasil como agricultor. Ao chegar falando um português quase perfeito a ponto de recitar Carlos Drummond de Andrade levanta suspeitas dos agentes que o levam a Segismundo para um interrogatório. Após várias contradições, os dois fazem uma aposta, se Clausewitz conseguir fazer Segismundo chorar, ele fica no Brasil, do contrário segue viagem com o cargueiro. Aí começa um dos embates mais bonitos que já vi.

Tony Ramos e Daniel Filho Tempos de PazPouco tenho a dizer a direção em termos cinematográficos. Tirando as primeiras cenas da chegada do navio que muito me lembraram o péssimo Olga, Daniel Filho consegue manter-se neutro, enquanto deixa os atores fazerem o texto fluir. E não é uma ironia, um bom diretor também sabe a hora em que tem que se anular para que a obra fale por si. Qualquer invenção naquele momento seria excesso. Seu trabalho maior foi na direção de cena e de atores, coisa que ele sabe fazer muito bem pelo histórico que tem. Vale lembrar que ele filmou tudo em 10 dias e gastou apenas 1,5 milhão de reais.

É um bom filme que merece ser visto por todos. Que bom que o cinema nacional está ampliando seu leque de opções e temas. E viva ao teatro, arte milenar capaz de emocionar até hoje.


Ah, esqueci de falar, o melhor foi ver que os trailers antes do filme também eram de duas promessas do cinema nacional, outro filme do diretor sobre Chico Xavier e o surpreendente Besouro.

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Festival de Gramado

Mesmo sem o glamour de outras edições, o Festival de Gramado ainda é o principal evento cinematográfico do país. Referência para escolha dos melhores do ano, é sempre uma honra levar um kikito para casa. Neste ano, no entanto, duas polêmicas agitaram a edição.

Primeiro a homenagem a Reginaldo Faria. Com grande contribuição ao cinema nacional, tanto como ator quanto diretor, recebeu o troféu Oscarito e soltou o verbo quanto a atual fase do cinema nacional: “Conheci o cinema numa época muito fértil, nas décadas de 60 e 70 – pra mim, a mais fértil, com mercado bem mais amplo e com mais criatividade. Hoje me parece o oposto: o mercado é menor e criatividade igual.” disse. Não tiro a razão dele, afinal, começou a fazer cinema em uma época muito fértil do nosso país.

Segundo foi a homenagem a Xuxa Meneghel pelo conjunto da obra que segundo defesa da organização "já levou mais de 36 milhões de pessoas aos cinemas em todo o país". Tudo bem, bilheteria é algo importante, mas acho que ao dar um prêmio de conjunto da obra têm-se que analisar o legado que esta obra deixa para as futuras gerações. Enfim, a qualidade dessa obra. Nada contra Xuxa, acho que de "Super Xuxa contra o Baixo Astral" (o primeiro infantil dela, sem ser participação nos Trapalhões) para "Xuxa em sonho de menina" (o mais recente) houve uma evolução imensa. Agora, compare ao conjunto da obra dos Trapalhões, por exemplo. Eles fizeram adaptações do teatro, da literatura, da música, da sabedoria popular, criando histórias que acrescentavam cultura à vida das crianças. Tanto que foram recentemente lançados em uma coletânea de DVDs. Os filmes de Xuxa são sempre melodramas com ela no papel de uma mocinha lutando contra algum mal. Talvez, por isso, o prêmio de Xuxa tenha gerado tantas críticas.

E os Kikitos vão para...

Longa Metragem Brasileiro:
Melhor Filme: “Corumbiara” de Vincent Carelli
Melhor Diretor: Vincent Carelli por “Corumbiara” e Paulo Nascimento por “Em Teu Nome”
Melhor Ator: Leonardo Machado por “Em Teu Nome”
Melhor Atriz: Vivianne Pasmanter, por “Quase Um Tango...”
Melhor Roteiro: Sérgio Silva, por “Quase Um Tango...”
Melhor Fotografia: Katia Coelho por “Corpos Celestes”
Prêmio Especial do Júri: “Em Teu Nome”, de Paulo Nascimento
Melhor Diretor de Arte: Fabio Delduque, por “Canção de Baal”
Melhor Trilha Musical: Andre Trento e Renato Muller por “Em Teu Nome”
Prêmio da Crítica: “A Canção de Baal”, de Helena Ignez
Melhor Filme do Júri Popular: “Corumbiara” de Vincent Carelli
Melhor Filme do Júri de Estudantes de Cinema: “Corumbiara” de Vincent Carelli
Melhor Montagem: Mari Corrêa, por “Corumbiara”

Longa Metragem Estrangeiro:
Melhor Filme: “La Teta Asustada”, de Claudia Llosa
Melhor Diretor: Claudia Llosa, por “La Teta Asustada”
Melhor Ator: Horacio Camandule, por “Gigante” e Matías Maldonado, por “Nochebuena”
Melhor Atriz: Magaly Solier de “La Teta Asustada”
Melhor Roteiro: Adrián Biniez, por “Gigante”
Melhor Fotografia: Guillermo Nieto, por “Lluvia”
Prêmio Especial do Júri: “La Próxima Estación” de Fernando E. Solanas
Prêmio da Crítica: “Gigante”, de Adrian Biniez
Melhor Filme do Júri Popular: “Lluvia” de Paula Hernández
Melhor Filme do Júri de Estudantes de Cinema: “La Teta Asustada” de Claudia Llosa

Curta Metragem
Melhor Filme: “Teresa” de Paula Szutan e Renata Terra
Melhor Diretor: Paula Szutan e Renata Terra, por “Teresa”
Melhor Ator: Miguel Ramos, por “Invasão do Alegrete”
Melhor Atriz: Juliana Carneiro da Cunha, por “O Teu Sorriso”
Melhor Roteiro: Davi Pires e Diego Müller, por “Invasão do Alegrete”
Melhor Fotografia: Andre Luiz de Luiz, por “Ernesto no País do Futebol”
Prêmio Especial do Júri: “Olhos de Ressaca” de Petra Costa
Melhor Diretor de Arte: Diogo Viegas, por “Josué e o Pé de Macaxeira”
Melhor Trilha Musical: Leonardo Mendes, por “Josué e o Pé de Macaxeira”
Melhor Montagem: Gustavo Ribeiro, por “Teresa”
Prêmio da Crítica: “O Teu Sorriso”, de Pedro Freire
Melhor Filme do Júri Popular: “Josué e o Pé de Macaxeira” de Diogo Viegas
Melhor Filme do Júri de Estudantes de Cinema: “Olhos de Ressaca” de Petra Costa

Mostra Gaúcha:
Melhor Filme: “De Volta ao Quarto 666”, de Gustavo Spolidoro
Melhor Direção: Leonardo Remor, por “Sobre Um Dia Qualquer”
Melhor Ator: Nelson Diniz, por “Quiropterofobia”
Melhor Atriz: Sissi Venturin, por “Sobre Um Dia Qualquer”
Melhor Roteiro: Davi Pires e Diego Müller, por “Invasão do Alegrete”
Melhor Fotografia: Matheus Massochini, por “Sobre Um Dia Qualquer”
Melhor Direção de Arte: Guilherme Pacheco, por “Sobre Um Dia Qualquer”
Melhor Música: Sérgio Rojas, por “Jogo do Osso”
Melhor Montagem: Marcos Lopes, por “Sobre Um Dia Qualquer”
Melhor Edição de Som: Cristiano Scherer, por “Livros no Quintal”
Melhor Produtor / Produtor Executivo: Regina Martins, por “Mapa-Mundi”

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Dicas da Semana

Cinema
Tempos de Paz
Tempos de PazNovo longa metragem de Daniel Filho, baseado na peça Novas Diretrizes em Tempo de Paz, de Bosco Brasil. Um belo texto, excelentes atores. Vale a Pena.

Sinopse: Em abril de 1945, os combates da 2º Guerra Mundial já cessavam na Europa, mas o Brasil ainda estava tecnicamente em guerra. O combate entre Segismundo, interrogador alfandegário e ex-torturador da polícia política de Getúlio Vargas, com o ex-ator polonês Clausewitz, confundido com um nazista fugitivo, se desenrola na sala de imigração do porto do Rio de Janeiro. Tudo porque o fim da Guerra, por ironia do destino, é o que tira a paz de Segismundo. Ele teme a vingança de seus ex-prisioneiros. E hoje chefe da imigração na Alfândega do Rio de Janeiro, Segismundo é quem decide quem entra ou não no país. Clausewitz terá que usar todo o seu talento de ator para provar que não é um seguidor de Hitler. O filme retrata um período crítico da história brasileira e fala do maniqueísmo e da luta pela vida.

Televisão
Zuzu Angel
Globo - Segunda-Feira - 01:55
Zuzu AngelUm bom filme, dirigido por Sérgio Rezende, com Patrícia Pilar acertando no tom dessa admirável mulher que lutou para saber a verdade sobre seu filho, preso pela ditadura militar. Vale principalmente para conhecer sua história.

Sinopse: Cinebiografia de Zuzu Angel (Patrícia Pillar), estilista responsável pela fama do Brasil no mundo da moda internacional. O filme foca o drama vivido pela estilista mineira, cujo único filho, Stuart (Daniel de Oliveira), desapareceu durante a Ditadura Militar, nos anos 70.


Em nome do Pai
AXN - Sexta-feira - 22h
Em nome do paiDirigido por Jim Sheridan, um bom drama com excelente interpretação de Daniel Day-Lewis.

Sinopse: Rapaz irlandês, que vive de biscates e pequenos golpes, é acusado pelos ingleses de ter colocado uma bomba que matou vários inocentes. Preso injustamente, conta com a ajuda de uma jovem advogada.






DVD

Che
CheA primeira parte da história do revolucionário interpretado por Benicio Del Toro, com Rodrigo Santoro fazendo Raul Castro (irmão de Fidel). Uma boa oportunidade já que aqui o filme ficou pouco tempo em cartaz. Vale a pena, a segunda parte deve ser exibida em breve.

Sinopse: O diretor Steven Soderbergh filma com distanciamento quase documental dois momentos na vida do líder revolucionário Ernesto "Che" Guevara: a campanha para a tomada do poder em Cuba, em 1959, e a visita à ONU em Nova York, em 1964.

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Waldick, sempre no meu coração

Para realizar seu primeiro trabalho de direção, Patrícia Pillar apelou para o seu coração. Fã confessa de Waldick Soriano, o cantor romântico brega baiano, fez um documentário bastante honesto, simples e surpreendente.

A linguagem é dinâmica, iniciando com o cantor na estrada e o seguindo em sua última turnê pelo Brasil. Em paralelo são entrevistadas mulheres de diversas classes sociais que são fãs do cantor, expondo o porquê de suas músicas fazerem tanto sucesso. Há imagens interessantes de sua cidade natal: Caetité, no interior da Bahia, entrevistas com suas ex-esposas e com a última companheira (o cantor faleceu ano passado).

Um dos momentos mais tensos do filme é o embate com o filho de Waldick em uma boate. O encontro casual gera uma discussão velada expondo as dificuldades afetivas do artista. Contrastando com os depoimentos de fãs que o consideram sensível e amoroso.

A figura do machão é reforçada durante toda a projeção, porém sem julgamentos. A diretora apenas expõe as posturas e dificuldades de Waldick em sua vida pessoal, as relações difíceis com suas ex-esposas e a solidão no fim da vida. Mostrando suas músicas e apresentações com fãs apaixonadas, chorando, ela contrasta bem a figura do artista com o homem por trás da fama.


É um belo filme, mesmo para quem não gosta do cantor. Linguagem fácil, envolvente e simples. Cumpre bem o seu papel de expor a paixão da diretora e o porquê de Waldick Soriano ser um ícone da música romântica do país.

O filme entra em cartaz em Salvador no Circuito de Arte a partir do dia 21 de agosto, a sessão com a presença de Patrícia Pillar hoje é apenas para convidados.

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Desenrola - O filme interativo

O interatividade está em voga, todos falam que é o futuro da comunicação, que o público cada vez mais quer participar da programação, porém as ações ainda são tímidas, principalmente aqui no Brasil. Agora, a Raccord Produções parece que saiu na frente com o primeiro filme interativo do país.

Tudo começou em 2008, com a web série Desenrola. Através de um portal, três jovens falavam sobre sexo (Priscila), mercado de trabalho (Miguel) e drogas (Orelha). A primeira interação consistia na procura de um novo vocalista para banda de Miguel, o personagem que falava de mercado de trabalho. Em janeiro, um ARG foi iniciado. Os jogadores tinham que ajudar o garoto Celo a prender o traficante Formiga que o havia enviado ao Rio com drogas. O live Action final no Oi Futuro pode ser visto no youtube.



Agora, a produtora Clélia Bessa e a diretora Rosane Svartman, de Mais uma vez amor (2005) e Como ser solteiro (1998) iniciaram o processo do filme propriamente dito. Qualquer pessoa pode enviar uma gravação caseira e concorrer a uma participação na equipe, seja como ator, figurante, assistente de direção, compositor da trilha sonora, entre outras funções. Além disso, o portal conta com games e quadros interativos, como "O maior diálogo do mundo?", em que os internautas adicionam frases a um diálogo original do roteiro, que podem entrar nos créditos finais, e "Tô na direção?", em que um candidato a assistente de direção dá seu toque numa cena a ser rodada no filme.

O elenco traz atores consagrados como Marcelo Novaes interpretando Gabriel, o pai da protagonista Priscila. Letícia Spiller como Virginia, a esposa de Novaes, Claudia Ohana em uma participação como Clara, a mãe de Priscila. Além de participações de Juliana Paes, Jorge de Sá e Marcela Barrozo. Completando o elenco o projeto dá oportunidade a cinco novos atores, escolhidos através de diversos testes de elenco em todo Brasil.

Sinopse: Aos 16 anos, Priscila (Olivia Torres) se vê, pela primeira vez, sozinha em casa. Diante da ausência da mãe, que viaja a trabalho por vinte dias - tempo mais do que suficiente para descobrir um mundo de possibilidades-, a adolescente começa um romance com Boca (Lucas Salles). O rapaz passa longe de ser o cara dos sonhos de Priscila, mas é engraçado e toca violão. É nessa confusão de hormônios, sentimentos e expectativas, que tudo pode acontecer na vida do jovem casal.



A idéia é ótima, o público jovem está, cada vez mais, se comunicando pela web e todas essas ações ajudam na expectativa do longa que estreia em 2010. Só resta saber se o filme será tão bom quanto a iniciativa interativa. Vamos torcer para que sim.

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Adaptação: dos palcos para as telas

Grande sucesso nos palcos, estreia nesta sexta-feira o filme Tempos de Paz, do diretor "sucesso de bilheteria" Daniel Filho. Ele é um dos poucos que conseguiu êxito nas telas com adaptações do teatro: A Dona da História e A Partilha. Do segundo, posso falar com propriedade, pois assisti a peça e ao filme, e posso afirmar que a peça é muito melhor.

A Partilha_FilmeNão pelas atrizes (Arlete Sales, Suzana Vieira, Natália do Vale e Thereza Piffer), já que o elenco do filme também é muito bom (Lília Cabral, Andréa Beltrão, Glória Pires, Paloma Duarte), mas por todo o contexto. O palco é diferente das telas. Parece óbvio esta afirmação, mas é que uma vez experimentada a emoção ao vivo, a sensação de ver a história na tela, sempre será inferior. Além disso, no caso de A Partilha, outras tramas tiveram que ser acrescidas, com novos personagens e cenários para dar dinâmica, já que a peça acontece o tempo todo no apartamento da falecida mãe. Houve também um peso maior ao drama, a parte final do filme é bastante emotiva, ao contrário da peça que tem um ritmo maior de comédia.

Muitos seriam os motivos apontados, porém nada seria conclusivo. A verdade é que a arte da adaptação, como já foi exaustivamente comentado aqui, é difícil. É outro meio, outra técnica, outra linguagem, então, temos outra história e o espectador sempre irá fazer comparações. Por mais que você tente ser fiel, tem que adaptar para o meio, causando estranheza e, por vezes, revolta de um fã fiel. A única coisa que deve permanecer é a essência da obra, isso não deve ser mexido, mas o formato tem que ser adaptado. Mesmo um texto de Shakespeare não é a mesma coisa nos palcos e nas telas. Pode até ficar melhor, mas sempre será diferente. Clássicos da Broadway viraram verdadeiras obras-primas em Hollywood, a exemplo de A Noviça Rebelde ou My Fair Lady.

Irma Vap_PeçaNo Brasil, no entanto, grandes peças ao passar para o cinema foram verdadeiros fracassos. Um exemplo é a peça Irma Vap que entrou para o Guinness como o espetáculo que permaneceu mais tempo em cartaz com o mesmo elenco, no cinema foi um verdadeiro fracasso. As justificativas são variadas, porém, a questão é que existem textos e histórias para cada meio. Ao adaptar, é necessário a sensibilidade para saber com que veículo estamos lidando e se aquela história funciona ou não.

Uma obra bastante cinematográfica que veio dos palcos e fez sucesso no Brasil foi A Máquina. Na verdade, a história original era um livro. Duplamente adaptado, o filme pode não ter sido um grande sucesso, mas funciona bem, tendo momentos bastante interessantes. A força da história e seu inusitado desfecho ajudam para que seja bem sucedido em qualquer meio.

Agora é aguardar para ver se Daniel Filho irá conseguir com um drama o mesmo sucesso que conseguiu com seus filmes de comédia.

P.S. Este post foi sugestão de Lucas Nobre.

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Fama - Refilmagem

Em 1980, um filme virou febre entre os jovens, tornando a dança moderna ainda mais popular. Fama contava a história de oito adolescentes que buscam uma vaga na Escola de Artes Performáticas de Nova Iorque. São eles Coco Hernandez, uma talentosa aspirante a estrela; Ralphy Garcy, um comediante porto-riquenho de vida sofrida; Leroy Johnson, um jovem negro de família pobre e dançarino de rua em busca de algo melhor; Doris Finsecker, uma tímida garota judia que sonha em se tornar um grande atriz e cantora; Bruno Martelli, um gênio da música cuja arte é incompreendida; Montgomery McNeil, um sensível aluno de teatro; Lisa Monroe, uma estudante apaixonada pela dança; e Hilary Van Doren, uma bela garota loira de família rica que estuda balé clássico.

Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original, Melhor Edição, Melhor Som e Melhor Canção Original (Out Here On My Own). Venceu as duas últimas e se tornou referência em dança. Conheço muita gente que foi fazer balé por causa dele. O sucesso foi tanto que virou uma série de televisão. Foram 136 episódios de 1982 a 1987.

Agora, está sendo produzido um remake do filme com Naturi Naughton, Kay Panabaker e Anna Maria Perez de Tagle. A previsão de estreia é para outubro desde ano.



Resta esperar para ver se conseguirá ter o mesmo impacto do original. Eu tenho minhas dúvidas, de qualquer maneira, só aguardando.

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À Deriva

A derivaFreud explica, esta é a melhor definição para a trama do filme brasileiro À Deriva. Aclamado em Cannes, o filme de Heitor Dhalia surpreende pela boa narrativa, com uma direção inteligente e planos variados, boas interpretações e uma história simples sobre uma fase crucial para qualquer menina: a adolescência.

A atriz Laura Neiva foi descoberta através do site de relacionamentos Orkut e foi uma grande descoberta, já que a garota consegue demonstrar com muita sensibilidade essa transição da infância para adolescência, quando começa a descobrir o interesse pelo sexo oposto, as dúvidas sobre seus próprios sentimentos e as dificuldades de lidar com problemas. Felipa se depara com algo mais nessa fase: a descoberta de que seu pai tem uma amante. Com um Complexo de Édipo bem exacerbado, a garota não consegue lidar bem com a situação de seu pai se interessar por outra mulher.

A trama psicológica parece tola para alguns, mas está na visão subjetiva da menina toda a delicadeza do tema, tornando a reviravolta final ainda mais impactante. Não é absurda como falaram alguns, coisas muito mais absurdas acontecem na vida real. À Deriva fala de questões cotidianas, de sentimentos, de descobertas. Não possui uma narrativa clássica, um drama principal definido, é a construção dessa fase da vida contada de uma forma muito agradável.

A Deriva
Debora Bloch está muito bem no papel da mulher infeliz no casamento, enquanto Camilla Belle consegue trazer naturalidade em sua Ângela, apesar das poucas cenas. O francês Vincent Cassel também defende de forma sensível o seu Mathias e constrói uma bela relação com a garota Laura Neiva, que é sem dúvidas a grande interpretação do filme. Cauã Reymond é quase um figurante de luxo, servindo apenas para embelezar a tela, nas poucas aparições, apesar de decisivas.

Ao contrário de Nina e O Cheiro do Ralo, Heitor Dhalia traz uma linguagem mais crua em sua direção, realista bem próximo da linguagem criada pelo realismo italiano. Um bom filme, que mereceu todos os aplausos do Festival de Cannes desse ano.


Em vez de colocar o trailer, preferi deixar aqui esta entrevista com Heitor Dhalia, contando um pouco do filme.

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Dicas da Semana

Cinema
Waldick, sempre no meu coração
Essa dica é especial para quem mora em Salvador. Sexta-feira, dia 14 de agosto, no Cinema do Museu, tem a estreia do documentário sobre Waldick Soriano, com a presença da diretora Patrícia Pillar. O filme conta um pouco da história do cantor baiano, considerado o rei do brega, retratando sua última excursão pelo país. A atriz, que já se declarou fã do artista, estreou muito bem na nova função. Vale conferir.

P.S. Acabei de saber que a sessão é apenas para convidados, o filme entra em cartaz dia 21 de agosto.

DVD
Mary Poppins
Este clássico da Disney já teve várias versões em DVD, mas agora chega uma nova edição com extras exclusivos. São eles: Nos Bastidores da peça: Mary Poppins, do roteiro para o palco, Step in Time, número da peça, Galeria de Designs de Bob Crowley. Uma boa oportunidade para se divertir com Julie Andrews no papel que lhe deu o Oscar e foi um reconhecimento após perder My Fair Lady para Audrey Hepburn.

Na Televisão
Querem me enlouquecer
Quinta-Feira - 11h - HBO Plus
Clássico de Barbra Streisand, interpretando uma prostituta de luxo que enfrenta uma acusação de assassinato e talvez não chegue a corte judicial porque sua mãe e padrasto preferem interná-la num hospício.

Efeito Borboleta
Pegando carona na estreia de mais uma continuação do filme, o original (e único realmente bom) passará na quinta-feira em três horários e canais diferentes, uma boa oportunidade para quem ainda não viu ou quer rever esse bom filme de Eric Bress e J. Mackye Gruber:
19:55 - Tele Cine Action
14h - Universal
10h - Universal
Sinopse: Um jovem está lutando para se livrar de memórias trágicas de sua infância. Ele descobre uma técnica que pode levá-lo ao tempo em que era criança, permitindo que mude a própria história.

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Grandes Cenas: Amadeus

Amadeus - Tom HulceO que faz de uma cena inesquecível pode ser diversos aspectos. Mesmo uma aparente construção simples pode marcar. Quando penso no filme Amadeus, obra-prima de Milos Forman, uma das cenas que logo vem a mente é o primeiro encontro de Mozart com o Imperador Joseph II. A peculiaridade da forma como o compositor chega, o rei tocando piano, a sua forma desajeitada e principalmente, o olhar de Salieri contribuem para a dinâmica e recordação da cena.

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Anti-herói não é vilão

“O herói é o homem ou mulher que conseguiu vencer suas limitações históricas pessoais e locais e alcançou formas normalmente válidas, humanas” (CAMPBELL, 1949 p. 28).

Algumas pessoas estão comentando que nunca mais falei de técnicas de roteiro aqui. Então, vamos tocar em um assunto bastante controverso: o anti-herói. Muita gente confunde anti-herói com vilão, mas é exatamente o contrário. Na verdade, um anti-herói é apenas um tipo especial de herói, mas é o protagonista, aquele que vive a trajetória narrada na história e com quem o espectador se solidariza. O vilão é a força contrária ao herói, o antagonista, aquele que tenta atrapalhar a narrativa.

Como defende Vogler, o anti-herói não é o oposto do herói e sim, um tipo especial deste. Alguém que, do ponto de vista da sociedade, é mal visto, mas com quem a platéia se solidariza. E segundo Vogler, nos identificamos com os anti-heróis porque muitas vezes nos sentimos como eles.

Para Vogler, há dois tipos de anti-heróis: o que se comporta de forma semelhante ao herói, mas tem um tom de cinismo ou uma qualidade ferida. E os heróis trágicos, figura centrais de uma história que não é admirável, nem desperta amor e cujas ações podemos deplorar. Mas, o principal é que “ambos são rebeldes e torcem o nariz à sociedade, como gostaríamos de fazer” (VOGLER, 1992 p. 62).

Humphrey Bogart fez dois famosos anti-heróis com uma qualidade ferida, em À Beira do Abismo, ele vive Philip Marlowe um detetive particular que se apaixona pela filha de seu cliente e acaba envolvido em álibis falsos. E em Casablanca, ele é Richard Blane um conquistador enrolado, para alguns um cafajeste, ainda assim é encantador e todos torcem por ele.

Já o herói trágico, quem viu recentemente Som&Fúria, pode identificá-lo em Macbeth, anti-herói de Shakespeare que teve sua personalidade esmiuçada na dita minissérie. Há também o Scarface, o mafioso Tony Montana vivido por Paul Muni em 1932 e Al Pacino em 1983. Possui ações deploráveis, mesmo assim ganha a admiração do público que fica feliz por não estar passando por aquilo.


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O contador de histórias vem aí

Roberto Carlos Ramos

"Eu poderia contar a minha história de duas formas: Chorando ou vendendo lenços."


A história de Roberto Carlos Ramos ganha as telas do cinema a partir de 07 de agosto. Com a direção de Luiz Villaça, o filme narra a trajetória desse mineiro que tem o dom de contar histórias e fez de seu talento uma forma de superar as dificuldades. Caçula de doze irmãos, aos seis anos ele foi deixado na Febem pela mãe, que considerava aquele um lugar seguro, com casa e comida.

O Contador de históriasAcontece que a realidade na instituição é diferente do que se promovia pela propaganda na televisão e Roberto, aos poucos, perde a esperança de uma boa vida. Tentou fugir várias vezes, sofreu maus tratos, cheirou cola, fumou maconha, viveu na rua e, aos treze anos, foi classificado como irrecuperável, nas palavras da diretora da entidade. Foi então que conheceu a pedagoga francesa Margherit Duvas que percebeu o talento do garoto e resolveu ajudá-lo. Adotado por ela, e tendo estudado na França, Roberto Carlos conseguiu mudar a sua vida, começou a trabalhar na Febem e hoje é autor de vários livros ajudando diversos jovens.

O Contador de Histórias foi rodado em Belo Horizonte, São Paulo, Paulinia e Portugal. A atriz franco-portuguesa Maria de Medeiros interpreta Margherit. Roberto Carlos é interpretado pelos atores Marco Ribeiro (6 anos), Paulinho Mendes (13 anos) e Clayton Santos (20 anos). Denise Fraga assina a produção com Francisco Ramalho Jr.



No blog do Governo de Minas, tem uma sessão que chama Orgulho de Minas, claro que o destaque desse mês é o contador de histórias. Achei interessante o foco dado pelo blog, que tem uma entrevista com esse exemplo de pessoa. Bem interessante e os mineiros ainda podem indicar os próximos homenageados.

Sendo mineiro ou não, Roberto Carlos Ramos é um brasileiro que só nos traz orgulho. Venceu através do seu talento, não se deslumbrou com o sucesso e ajuda pessoas com seu exemplo e trabalho. É muito bom ver que o cinema nacional está abrindo espaço para pessoas como ele e não apenas para exemplos trágicos ou cômicos. É aguardar para ver se o filme é tão bom quanto a trajetória de quem o inspirou.

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Dicas da Semana

Adoraria dizer que estive ausente do blog essa semana por causa do Seminário de Cinema aqui em Salvador, mas a verdade é que uma gripe muito forte me derrubou. Acabei não conseguindo escrever nada, nem mesmo ir ao Seminário que tinha me inscrito, fiquei triste principalmente pelos filmes que queria ter visto e não sei quando terei nova oportunidade para vê-los. Acontece...
Essa semana, algumas coisas interessantes movimentam o cenário cinematográfico.

No Cinema:
A Deriva
Finalmente estreou no Brasil o aclamado filme de Heitor Dhalia.
Sinopse: Em férias de verão com a família em Búzios, Filipa, uma adolescente de 14 anos, faz o rito de passagem para a idade adulta em meio às descobertas do amor com a turma de amigos. Um rito que se prova doloroso quando ela descobre que o pai, um famoso escritor, está traindo a mãe com uma estrangeira que mora na praia. A descoberta desse segredo, porém, será apenas a primeira de uma série de outras, encantadoras ou dolorosas, sobre sua família e si mesma.

O contador de histórias
Sexta-Feira é a estreia do filme de Luiz Villaça sobre Roberto Carlos Ramos. A vida sofrida e de superação faz dessa história real, uma aventura que promete. Amanhã falo mais dele.


Na Televisão:
Os últimos dias de Marlon Brandon
O GNT leva ao ar neste domingo (2) às 23h o documentário Os Últimos Dias de um Ícone – Marlon Brando. O filme é o segundo episódio da série inédita Os Últimos Dias de um Ícone que relembra personalidades marcantes da história mundial. O longa, que traz entrevistas com amigos próximos do astro, mostra como uma das figuras mais controversas de Hollywood viveu seus momentos finais em reclusão, longe da imagem de galã do cinema.
Horários alternativos: segunda-feira, dia 3, às 14h, às 22h30 e às 4h; segunda, dia 10, às 10h e domingo, dia 16, às4h30

Boleiros, Era uma vez o Futebol
Quarta-Feira. Canal Brasil : 22h
Bom filme sobre essa grande paixão nacional. Um texto engraçado, dinâmico e verdadeiro.

Sinopse: Em um bar na cidade de São Paulo, como acontece em quase todas as tardes, é reunido um grupo de ex-jogadores de futebol que se encontram para relembrar antigas glórias e histórias curiosas do tempo em que ainda eram jogadores profissionais.




No DVD:
Moonwalker
Ainda não cansaram a imagem de Michael Jackson e como era de se esperar, foi relançado o seu longa Moonwalker, uma boa pedida para os fãs, apesar de tudo.

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