A festa do Oscar terminou com a sensação de "eu já sabia". O Discurso do Rei levou mesmo o melhor filme, tendo de quebra melhor roteiro, ator e a surpresa para muitos: melhor diretor. Quatro Oscars de peso que confirmaram seu favoritismo a filme do ano. Venceu o conservadorismo da Academia, que mais uma vez preferiu o clássico às inovações, em um ano onde existia de tudo. Talvez se ousasse um pouco, teríamos uma animação como melhor filme do ano. Mas, Toy Story 3 ficou apenas com o prêmio de melhor longa de animação e melhor canção. Também com 4 Oscars, A Origem ficou apenas com os prêmios técnicos que também já eram esperados, assim como A Rede Social, com três Oscars técnicos (roteiro, montagem e trilha sonora). Dois filmes que surgiram como inovação e favoritos até certo momento e que perderam fôlego no final.
Em sua 83ª Edição, o Oscar chega sem expectativas, mas com boas torcidas. Raramente temos tantos bons filmes concorrendo na categoria principal e tantos outros deixados de fora ou mesmo contemplados em categorias ditas menores. Ainda não consigo entender a ausência de Ilha do Medo, filme do mestre Scorsese do início de 2010, assim como muitos choram a ausência de Christopher Nolan na direção e de Andrew Garfield como ator coadjuvante. Mas, é isso, há menos de 24 horas da esperada noite, faço um resumo e palpite sobre as principais categorias. Por falta de espaço, não falarei de todos os canditados, confira a lista completa aqui.
Tome sua vida de volta, diz o cartaz do filme. O filme do espanhol Jaume Collet-Serra, que traz Liam Neeson como protagonista tem ação e mistério para quem é fã do gênero. Quer um par de convites para esse filme? Você ainda leva um porta passaporte para não se perder por aí. Veja regras abaixo.
Amanhã tem pré-estreia do filme Jogo de Poder, no Shopping Paralela em Salvador. O filme só entra em cartaz dia 11/03, mas como, a partir de quarta, a cidade só respira Carnaval, nada melhor do que um filme antes da festa. Ah, o convite dá direito a pipoca e refrigerante. Para participar é fácil. Veja abaixo.
Desde que estrelou a grata surpresa Busca Implacável, Liam Neeson se tornou uma espécie de herói maduro de filmes de ação. Até como coronel Smith de Esquadrão Classe A ele apareceu. Não vejo problema, apesar de preferir vê-lo em papéis dramáticos como em A Lista de Schindler. Agora, uma produção de seis países dirigido pelo espanhol Jaume Collet-Serra, traz Neeson em mais um papel de ação, que abriu o Festival de Berlim, estreou em primeiro lugar nos Estados Unidos, está com média 7,8 no IMDB, mas não tem força para se tornar um marco do gênero. Digamos que seja puro entretenimento, com uma certa lógica.
Fim de semana de Oscar, muita coisa para ver, mas a premiação é apenas uma festa. Tem muito filme por aí. Antes das dicas de hoje, queria apenas falar que o CinePipocaCult pode ser encontrado agora também no Viva Cinema, uma rede social interessante que tenta unir notícias sobre filmes, expectativas de leitores e links para blogs com críticas interessantes, e no Busk, um grande agregador de notícias e rede social. Ficamos felizes com os convites para mais essas parcerias que ajudam a propagar o CinePipocaCult e seu conteúdo pela web. E agora, vamos às dicas de Guy Ferreira de hoje, que mais uma vez nos brinda com títulos de pouca repercussão, mas que são sempre bons de serem descobertos. Inclusive por mim, por isso, estes vão sem uma avaliação própria. Destaco os que me deram maior curiosidade pela sinopse, ficha técnica e informações levantadas.
Muitos podem desdenhar, até mesmo não entender como fui ao cinema, mas o título já diz: "Never say never". Então, fomos lá encarar o show em 3D. Devo dizer que não foi nenhuma tortura. Aliás, teve uma coisa, a dublagem brasileira é sofrível, os tímbres são muito diferente das vozes reais, pelos pedaços que podíamos ouvir do som original. Tirando isso, o documentário dirigido por Jon Chu, que ainda nem estreou no Brasil, mas já tem versão extendida estreando nos Estados Unidos e Canadá, é muito bem realizado. Seu único pecado é o mesmo de todo marketing em cima da carreira desse menino: querer nos convencer de que estamos diante de um gênio musical. O filme o compara a Michael Jackson e The Beatles o tempo todo, sempre ressaltando seu talento com os instrumentos musicais, sua voz limpa e o fato dele não ser simplesmente mais um ídolo adolescente efêmero.
E aí, ainda não conhece a Rede de Cinema de Salvador, o Cinépolis? Ou gostou tanto das novidades de lá que quer curtir mais uma vez? Vamos aproveitar os preparativos para a estreia de Never Say Never e Bruna Surfistinha e fazer mais uma promoção com convites para qualquer dia e filme, menos nas salas 3D.
O título já é uma poesia metafórica sobre o que se trata o filme. Réquiem vem do latim, requiem que significa repouso, sendo também a música encomendada para um morto ou uma missa fúnebre. Réquiem para um sonho. Todos temos sonhos, uns mais simples, outros mais complexos. Nesse filme, Darren Aronofsky baseia-se no livro de Hubert Selby Jr. para criar roteiro e direção incômodos sobre sonhos, vícios e formas de se perder no meio deles. É a forma menos didática e ao mesmo tempo mais eficiente para se ensinar os perigos das drogas que eu já vi. Sem querer dar lição de vida, Aronofsky simplesmente nos apresenta quatro personagens que vão em busca do seu sonho, mas acabam se perdendo em um pesadelo.
Os americanos têm certa dificuldade de olhar para fora do próprio país. E para eles, cinema só o feito em sua terra. Essa é a única justificativa para a enxurrada de refilmagens que Hollywood vem fazendo com filmes recentes de outros países. Até de um vencedor do Oscar do ano passado, eles já estão com projeto de nova versão. Por isso, não vi com bons olhos a refilmagem desse belíssimo filme sueco, que encantou a todos pouco mais de um ano. Deixe ela entrar é daqueles filmes sensíveis, belos, tocantes e muito bem feitos que nos deixam felizes por existir cinema. Tinha medo que a versão americana estragasse a beleza da obra, transformando-a em terror barato. Graças a Deus pelo menos não fizeram isso. Tirando os melhores recursos para efeitos especiais que acabou mostrando um pouco mais dos ataques, o que tirou um pouco do charme de Abby. E tirando a necessidade de americano explicar tudo, como se estivéssemos vivendo em Idiocracia, o filme é uma cópia bem fiel do original.
Levei meus alunos do sétimo semestre do curso de Publicidade e Propaganda da IBES para uma sessão de O Discurso do Rei. A idéia era apresentar o filme com maior número de indicações ao Oscar e um dos favoritos ao título, para esquentar o início do semestre. Não quis emitir muita opinião sobre o filme antes, nem depois da sessão para não influenciá-los. Como tarefa de casa, pedi que cada um escrevesse uma resenha sobre o que achou do filme, era uma forma de sentir o feedback da turma e poder trabalhar melhor com eles. Os textos foram bem variados, alguns seguiram pelo caminho esperado de resumir a história e analisar apenas a narrativa, mas alguns procuraram fazer um exercício de linguagem, citando movimentos de câmera, enquadramento, direção de arte e figurino. A interpretação dos atores, claro, foi bastante citada também. Dois alunos fizeram uma crítica mais embasada, nitidamente com uma bagagem cinematográfica maior.
Achei interessante que, no geral, a turma concordou ser um ótimo filme e até mesmo motivador. Um deles deixou claro não gostar do gênero e um aluno detalhou melhor seu incômodo que encontra coro na maioria das críticas negativas a obra de Tom Hooper. Ele destacou a ausência da simpatia por Hitler de Edward, que chegou a visitar o líder nazista com sua esposa, chamando esse detalhe de covardia, assim como apontou, a meu ver acertadamente a interpretação equivocada de Timothy Spall que dá um ar caricato a uma das figuras mais importantes da Segunda Guerra Mundial: Winston Churchill. O personagem ficou uma sombra do que seria o futuro primeiro ministro. Agora, não sei se esses pontos chegam a ser um erro absoluto de construção fílmica, mas uma escolha. Tom Hooper e David Seidler escolheram focar seu filme na questão da gagueira. A questão histórica, então, ficou totalmente em segundo plano. Este seria o verdadeiro incômodo de quem aponta os problemas do filmes, pois ele nos envolve neste fato, desviando nossa atenção de situações mais importantes que aconteciam naquela época. Mas, era para ser um filme sobre o problema e o discurso do rei, ponto. E neste ponto, ele é perfeitamente bem sucedido. Se a gente gosta ou não, é outro caso.
Para prestigiar meus alunos que encararam com bom humor uma sessão de cinema e uma resenha no primeiro dia de aula, deixo aqui um trecho de cada texto, para vocês verem um pouco de suas opiniões. Deixando claro que todos autorizaram a publicação e que algumas coisas foram editadas pela falta de espaço.
"Em uma época de exaltação aos efeitos especiais, técnicas 3D e aos roteiros com cronologia desconstruída, o filme O Discurso do Rei vem com um ar dos velhos clássicos Hollywoodianos, porém prendendo a atenção do público mesmo que com roteiro simples e previsível. (...) Outro ponto é a surpreendente virada na carreira da atriz Helena Bonham Carter, que nos deixou acostumados a vê-la em papéis sempre um tanto quanto excêntricos. Agora aparece em um papel simples, maduro e épico, como uma boa mãe, esposa e mulher (…) Com certeza, o resultado deste filme se deve a um conjunto de fatores minimalistas que possibilitaram a sensação de surpresa mesmo se sabendo bem o final” - Martoni Costa
Foto por Camila Oliveira, Espaço Z
“É uma produção bastante complicada, pelo ambiente, figurino, pós-produção, através disso, seu contexto histórico se apresenta rico e ainda mais em conjunto com 'A Rainha' uma continuação respeitável que fala da vida de sua filha Elizabeth... enredo que não deixa o espectador cansado, memorável, bonito e sem apelos.” - Gleidson Moreira dos Santos
"A força de vontade, determinação e superação são características que o filme transmite através do seu ator principal (o rei) para o seu público, fazendo com que o público fique na expectativa para saber de qual maneira ele irá conseguir superar suas dificuldades...com excelente atuação mostra também como é importante ter uma boa comunicação para que se divulguem suas idéias e sendo assim, serem entendidos pelo seu público" – Everton Suzart
"O filme é muito interessante, uma história de superação e autoconfiança, o ato de amizade que o terapeuta da fala com métodos pouco ortodoxos e sem treinamento formal tem com o George fez com que a autoconfiança dele fosse exposta, ele mesmo não acreditava que poderia conseguir falar. Isso na minha opinião foi o fator determinante para o sucesso da terapia." - Lucas Neves
"Filmes de época nunca foram os meus favoritos. Nunca me interessei muito, na verdade, por achar que embora com todos os recursos e arquivos nunca conseguiriam reproduzir uma época ou momento. (...) Mas, isso não diminui o meu respeito pelo filme, achei bom até, embora demasiado parado em certas partes. (...) Gostei da forma como o filme trata o rádio como veículo para as massas e a necessidade que se criou de fazer os discursos por via do aparelho. Uma parte que gostei muito foi como o rei se impressiona não com o perigo que representa Hitler, mas com a sua capacidade de discursar tão bem." - Neidson Cruz
"O Discurso do Rei é um filme que retrata com dramaticidade o lado mais humano da realeza. (...) Um filme indicado a vários prêmios, prende o espectador também por cenas com muito bons enquadramentos e closes em detalhes (...) sem mencionar a história em si que mostra amizade, cumplicidade e superação." - Adla Santana Santos
Foto por Camila Oliveira, Espaço Z
"O filme retrata a diferença entre as classes sociais, além do cotidiano de um indivíduo da realeza. Mostra que, como todo mundo, ele pode ter problemas comuns, problemas na fala, problemas na relação com sua família, além da desestrutura psicológica." - João Carlos
"Esse filme é uma lição de vida, provando que quando a gente vai em busca dos nossos objetivos o resultado é muito satisfatório, também reforça a importância da boa comunicação em qualquer época. Assim, entendo que O Discurso do Rei é uma ótima opção para toda a família." - Ronieli Mendes
"O filme mostra a amizade que cresceu repentinamento entre o especialista e o duque de York, e que com muita paciência conseguiu amenizar o problema do duque fazendo com que o mesmo conseguisse falar em público com mais firmeza perante o país." - Naira de Jesus Santana
“É interessante que O discurso do rei e A Rede Social tenham muito mais em comum do que seu favoritismo ao Oscar deste ano. Estão tão próximos e ao mesmo tempo tão distantes um do outro. Próximos por que ambos tratam de figuras reais que tiveram suas vidas alteradas significativamente por um meio de comunicação, o rádio e a internet respectivamente. E distante assim como o tempo que separa as duas eras, pois O Discurso do Rei parece preso à época em que sua história se passa, sendo que A rede social é ambiciosamente contemporâneo, não só no tema, mas na maneira como é dirigido. (...) Como não gostar de um filme com produção tão caprichada, atuações louváveis e uma história de superação que é de total certeza que o público vá se identificar? É difícil errar numa produção dessas. Talvez aí justamente resida o meu problema com o filme. Nem todos os atributos podem tornar um, novamente bom filme, numa grande obra memorável. (...) É fórmula demais, receita e bolo. (...) Colocar protagonista no canto do quadro a toda hora? Seguir os personagens enquanto conversam para dar agilidade à cena? Não convence. (...) Enfim, acho que filmes como este (e não me refiro ao tema ou nacionalidade, e sim ao formato) embora sempre eficientes, devem ficar no passado.” - Rodrigo Reis
O filme de Danny Boyle sobre o drama real de Aron Ralston está fazendo sucesso e causando alguns alvoroços por causa de uma determinada cena realista. De qualquer forma, é um filme muito bem realizado que estaremos sorteando aqui para vocês. Mas, como o que Aron Ralston passou não foi fácil, vocês também não levarão sem suar um pouquinho. Vamos realizar uma maratona de 127 horas, onde a cada dia, uma pergunta será postada e vale pontos no ranking geral. Os cinco primeiros colocados a chegarem ao fim após os cinco dias levarão o par de ingressos*. Que tal? A dica do formato da promoção foi de um dos leitores que respondeu a nossa pesquisa. Vamos ver como funciona.
Terminei de assistir aos dez indicados ao Oscar deste ano e resolvi fazer uma análise das minhas preferências. Devo dizer que são dez ótimos filmes, de verdade, gostei de todos e assistiria novamente, sem ressalvas. Mas é interessante ressaltar que sejam também dez filmes completamente diferentes. Cada um a seu tempo foi encantando as platéias. A Origem quando estreou era considerado favorito por muitos, a inovação que Nolan trouxe a tela arrebatou multidões encantadas com o mundo dos sonhos. Toy Story 3 foi uma volta a infância, com uma obra-prima da Pixar. Veio, então, Minhas Mães e meus pais, um filme indie com uma roupagem diferente sobre um drama familiar. A Rede Social chegou com uma linguagem rápida demonstrando a época em que vivemos com grande habilidade. Vieram, então, os Coen com uma nova visão sobre o Velho Oeste. O Vencedor traz uma cinebiografia com uma trajetória de superação através do esporte. Inverno da Alma fala sobre a brutalidade atual da humanidade. Vimos também uma explosão de emoção sobre a busca pela perfeição através das mãos de Darren Aronofsky. E, finalmente, o drama de um rei sem voz.
Uma garota de 17 anos pode assumir o papel de chefe de família? E quando essa função a faz entrar em um mundo em que poucos homens conseguem enfrentar? Inverno da Alma tem uma das premissas mais complexas que já vi nos últimos tempos. É um filme belo, sensível, emocionante, mas que acaba se perdendo em algum momento. Por mais que nos envolvamos com o drama da personagem de Jennifer Lawrence, há um momento em que cansa. Cansa ver tanta miséria, tanta ética distorcida, tantos valores deturpados. Não que o mundo seja cor de rosa, mas ficamos nos perguntando em que mundo aquela pequena cidade americana se esconde em que crianças tenham que superar os adultos na busca pela sobrevivência.
Série de rádio que fez sucesso na década de trinta, Besouro Verde teve também uma má-sucedida passagem pela televisão. O seriado durou apenas um ano e não fez o sucesso esperado, tendo como único mérito o lançamento de Bruce Lee, que interpretava o mordomo Kato, ao grande público. É possível encontrar nas locadoras um episódio extendido em formato de longametragem, mas não aconselho. É sofrível. O grande problema do Besouro Verde da televisão é que ele tenta se levar a sério e acaba ficando chato. A grande dificuldade na época, era exatamente a concorrência com o seriado Batman que tinha um humor característico. Parece que Michel Gondry fez um estudo de caso com o personagem porque o que seu filme nos apresenta é exatamente o que faltou ao Besouro para decolar na década de sessenta.
Mais uma semana e chega o momento das dicas de Guy Ferreira que sempre trazem uma variedade interessante de filmes que estão na locadora. Pensei que a chega de Tropa de Elite 2 fosse causar mais alvoroço no posts das dicas da semana passada, mas a repercussão foi pouca, por isso resgato aqui a lembrança de que o DVD já está nas prateleiras para quem conseguir locar, porque eu até tentei, mas está sempre locado. Em compensação, essa semana temos outro brasileiro que não fez tanto sucesso nem de crítica nem de público, mas que foi até uma surpresa interessante. Sem mais, vamos às dicas de hoje.
Danny Boyle dominou o Oscar de 2009 com sua saga indiana feita de uma forma sui generis. Quem quer ser milionário é um bom filme, sem dúvidas, mas não chega a mostrar a segurança da direção que mostra em 127 horas. É irônico, então, que Boyle seja apenas um coadjuvante na edição deste ano do prêmio maior da academia. Nem sequer foi indicado a melhor diretor, sendo seu filme apenas mais um que compõe os 10 finalistas. Baseado na história real de Aron Ralston, o longametragem é uma viagem interna de um ser em ebulição. Mostra como o ser humano em situação extrema arranca coragem, Deus sabe de onde, e pára para repensar suas condutas. É angustiante, mas é belo. Principalmente com o jogo de câmeras e encadeamento de pensamentos que Danny Boyle, que também assina o roteiro junto a Simon Beaufoy, consegue nos apresentar.
Aproveitando a paixão por Cisne Negro fui conferir o filme de Darren Aronofsky que nunca tinha tido a coragem de ver. Fonte da vida é daqueles que terminamos a sessão parados tentando decifrar os símbolos que nos foram oferecidos durante a projeção. É uma odisséia sobre morte, amor e espiritualidade de uma maneira totalmente poética e criativa. São três histórias que na verdade é apenas uma e trata da luta eterna do homem de vencer o inevitável, buscando a lenda da fonte da vida. O que é a eternidade? E qual é a nossa vida eterna? Jesus disse: o meu reino não é desse mundo. Então, não é aqui que seremos eternos, já que nosso corpo é perene e nossa alma imortal. Só abrindo a cabeça para todas as filosofias e teorias para compreender um pouco da Fonte da Vida.
Hugh Jackman é Tommy Creo um médico cientista que tenta a todo custo encontrar a cura para o câncer. Seu motivo é bem pessoal, sua esposa Isabel, vivida pela talentosa Rachel Weisz está morrendo da doença e ele não consegue se conformar com sua perda. Paralelo a isso, temos uma história passada no século XVI na Espanha, onde o navegador Tomas recebe a missão de uma rainha de encontrar a árvore da vida, escondida pelos Maias. Em outra realidade, em um futuro distante, o astronauta Tom finalmente compreende a existência, a força da estrela morta e os mistérios dos Maias. Vendo que tudo está interligado, enfim, como as três histórias, que são na verdade, apenas uma.
O quebra-cabeça não é difícil de juntar, mesmo que alguns pontos tenhamos que deduzir sozinhos. A parte espanhola é mostrada logo que se trata de um livro que Isabel está escrevendo, e claro, tem muito a ver com o que vivencia com o marido. A terceira parte é fácil de deduzir, mas no final fica mais claro. Alguns detalhes são apenas simbólicos e, outros, misturas diversas. Tudo muito poético e construído de uma forma que nos faz pensar. A fotografia de Matthew Libatique é muito feliz ao acompanhar as necessidades da direção em nos ambientar nas três épocas com uma postura de pensantes. O filme não nos quer envolver pela emoção, mas pela filosofia do que aquilo possa representar.
Hugh Jackman nos surpreende com uma atuação incrível, repleta de emoção e entrega, de bárbaro, a médico e finalmente quase um Buda, ele nos apresenta vertentes importantes de seu personagem com maestria. Rachel Weisz também consegue fugir do comum de uma mulher condenada a morte. A junção dos dois torna o filme ainda mais belo e impactante. Mexe com nossas estruturas, mas não é fácil para qualquer platéia.
Fonte da Vida: (The Fountain / 2006: EUA)
Direção: Darren Aronofsky
Roteiro: Darren Aronofsky
Com: Hugh Jackman, Rachel Weisz, Marcello Bezina, Alexander Bisping.
Duração: 96 min
A Mangueira já foi cantada em verso e prosa, até famosos sambistas de outras escolas como Paulinho da Viola já foram seduzidos pela verde e rosa. Não é com surpresa, então, que recebemos o filme O samba que mora em mim, de Geórgia Guerra Peixe. O interessante, no entanto, é ver que o documentário não fala da Estação Primeira de Mangueira, apesar de a escola de samba estar lá. É na quadra que o filme começa, mas a famosa bateria só aparece aos 36 minutos em uma cena rápida, assim como o desfile é um detalhe. A obra é sobre o morro e, principalmente, as pessoas que ali vivem. Torna-se, então, um belo depoimento de pessoas comuns, que são a alma daquele local.
Saiu ontem a lista dos vencedores do BAFTA 2011, prêmio inglês para os filmes da temporada. Sendo uma premiação britânica, O Discurso do Rei parecia mesmo o favorito da festa, mas a confirmação de seu prêmio a melhor filme começa a deixar os produtores de A Rede Social preocupados. O filme sobre o Facebook era favorito absoluto até que o PGA deu o prêmio ao filme de Tom Hooper. Como David Fincher levou o BAFTA de melhor diretor e os melhores roteiros foram os dois filmes (original - O Discurso do Rei. adaptado: A Rede Social), a briga continua indefinida, mas muitos já apostam alto no filme sobre o rei inglês.
Forte candidato ao Oscar, o filme de Tom Hooper sobre o Rei da Inglaterra George VI tem ganhado destaque pela técnica empregada e grandes atuações. Ao todo foram 12 indicações ao Oscar. Temos convites* e camisa** para esse filme. Basta seguir as regras abaixo.
Mikael Håfström traz um filme sobre exorcismo que se difere dos demais por basear-se em fatos verídicos. Trazendo Anthony Hopkins e a brasileira Alice Braga no elenco, pode ser uma boa pedida para quem é amante do gênero. Para conferir esse filme no cinema* e ainda levar um kit para sua casa, se for de Salvador**, basta responder a pergunta abaixo, aqui nos comentários.
Um dos dez indicados ao Oscar de melhor filme, tendo ainda mais seis indicações, O Vencedor é um filme sobre superação e relações familiares. O boxe é apenas um pano de fundo, um motor para ajudar a história andar. Baseado na história real de “Irish” Micky Ward, o filme de David O. Russell consegue emocionar, mas não chega a ser tão denso e bem realizado como outros do gênero, a exemplo de Rocky. As atuações, no entanto, estão estupendas, merecendo as indicações e elogios. Daqueles filmes que agradam, mas não chegam a ser apostas para prêmios.
Eu sou daquelas pessoas que adora musical. Todos os estilos, tipos, formatos. Acho, por exemplo, que sou a única que gostou de Nine. Da mesma forma, admiro Cher como atriz e cantora. Cresci vendo Minha mãe é uma sereia na Sessão da Tarde. Mas, tudo tem limite. Não digo que Burlesque é o pior filme que vi nos últimos tempos, mas sem dúvidas é o mais bobo. A história é ingênua ao extremo, com personagens mal resolvidos que abusam do clichê. E Christina Aguilera como atriz é uma excelente cantora. Os momentos em que está em cima do palco são ótimos. A voz da moça impressiona, sua presença de palco também e as músicas são ótimas. Interessante ressaltar, no entanto, que a melhor música, na verdade, é cantada por Cher e não por ela. Não por acaso, “You haven’t seen the last of me” levou o Globo de Ouro. Quanto a Burlesque, se fosse um show, seria ótimo, já como filme, deixa a desejar e muito.
Eu já perdi as contas de quantos filmes sobre exorcismo foram feitos. A novidade do filme do sueco Mikael Håfström é que este é baseado em uma história real contada no livro The Making of a Modern Exorcist de Matt Baglio. Temos então, uma trama que tenta nos convencer do fato de que o demônio existe e que a fé é o caminho único da salvação. Nada contra, só acho que o tema já foi saturado no cinema. Tudo podia ser resumido em uma única obra que William Friedkin apresentou ao mundo em 1973. Aquilo foi impactante, forte. Não é à toa que há, tanto no cartaz original, quanto nas falas de O Ritual, referências a ele. Em determinado momento, o Padre Lucas, personagem de Anthony Hopkins, brinca: "O que você queria? Cabeças girando? Sopa de ervilha?. O fato é que Ritual não nos traz nada de novo. Nem mesmo a interpretação de Hopkins consegue arrebatar o público.
Os irmãos Coen estão de volta e agora em um western eletrizante baseado nos livros de Charles Portis: True Grit. Vamos sortear ingressos para esse filme, basta seguir as regras abaixo.
A semana para as locadoras de Salvador foi pesada com o anuncio do fim da GPW, uma das mais tradicionais da cidade. Mas, a vida continua e ainda tem muita coisa por aí. A VídeoHobby, mesmo, continua firme e forte em seu negócio de entreter os cinéfilos que prezam por um bom filme original, mas não tem interesse ou dinheiro para ter sua videoteca particular tão farta. Fora as demais opções de livraria, lanchonete e café que recebem os visitantes. Para levantar os ânimos, vamos às dicas de Guy Ferreira para essa semana. Foram tantas opções legais dessa vez que tive dificuldades de escolher os quatro destaques.
Os irmãos Coen têm o poder de me deixar sem palavras. Sempre com suas características peculiares e tratamento inteligente, flertando com o surrealismo e realismo ao mesmo tempo, além de um certo clima sombrio. Agora eles experimentam com um dos gêneros mais característicos do cinema americano clássico: western. Bravura Indômita é uma trama originária na literatura, a famosa série de Charles Portis: True Grit. A história gerou um filme em 1969 com John Wayne no papel que hoje é de Jeff Bridges. Seguindo a mesma trajetória, com detalhes diferentes no roteiro, os irmãos Coen criaram um filme completamente diferente. Denso, cruel e repleto de emoções dúbias. Pode não ser dos melhores da dupla, mas é um grande filme.
TEMOS UMA NOTÍCIA BOA E UMA RUIM: a ruim é que a GPW vai fechar depois do carnaval, a boa é que o acervo vai ser todo vendido.
Nem todo filme tem final feliz. Este é um daqueles filmes que quando sobem os créditos e acendem as luzes, tem muita gente chorando. É com a emoção digna de um filme de Carlitos que anunciamos nosso último lançamento: o fechamento da GPW.
Doze indicações ao Oscar, parece que o filme de Tom Hooper está ganhando força mesmo, principalmente após a vitória no PGA. O Discurso do Rei é uma obra extremamente bem realizada. A direção é muito boa, o roteiro é acertado, a direção de arte, a fotografia, o som, a edição são muito bem cuidados e as interpretações são irretocáveis. A união disso tudo dá mesmo um grande filme. O único problema é que ele é bem feitinho demais e, como disse Vincent Cassel em Cisne Negro, às vezes, faz parte da perfeição perder o controle. Então, ele não nos arrebata. Não saímos do cinema estupefados com a inovação de A Origem, nem com a agilidade de A Rede Social, muito menos com a emoção de Cisne Negro. Ainda assim, é um belo filme, com todos os méritos para suas doze indicações e possíveis vitórias.
Atenção participantes, a promoção Cisne Negro teve um Upgrade. Agora as três melhores respostas levam um kit de maquiagem** e postais do filme. Os que já responderam continuam participando, os que ainda não, caprichem na resposta. Ampliamos a data também para até dia 13/02. Boa sorte.
Arrebatando multidões com a força desse suspense psicológico, Darren Aronofsky conseguiu, apesar de não ser o mais cotado nas apostas do Oscar, ser o queridinho dos cinéfilos. Cisne Negro é um filme viceral, forte, envolvente. Merece todos os aplausos e elogios que tem recebido. Por isso, estamos novamente aqui para sortear ingressos para esse grande filme. Regras abaixo.
Dani Vidal, autora dos blogs Hello Stranger e Feminina, que escreve ainda no Porra Man!, tem um programa interativo na web sobre filmes de terror. Nessa quarta-feira, o tema será filmes com espíritos e sou uma das convidadas. O programa funciona com Dani e mais dois convidados via webcam e os demais podem participar via chat. É um formato divertido e bem interativo. Quem não conhece ainda, visite. A outra convidada da noite é Cecília Barroso do Cenas de Cinema. Vai ser um papo interessante. Por isso, convido todos a darem uma passadinha por lá.
Quarta-feira - 09/02 (amanhã)
Horário: 22:00 - 23:30 (horário de Brasília) - cidades sem horário de Verão é uma hora mais cedo.
"Não é vergonha ser pobre,
vergonha é subir no mais alto degrau da fama
com a alma suja de lama."
Essa frase de um personagem do filme resume uma das questões levantadas no filme Lixo Extraordinário. Mas, ela é apenas uma delas. O documentário não é sobre Vik Muniz, um dos artistas plásticos mais conceituados da atualidade, que a propaganda está insistindo em mostrar apenas como o autor da abertura de Passione. O filme conta a história de como um homem com talento e muita força de vontade consegue mudar a vida de várias pessoas. De como a rotina pode ser mexida resultando em maravilhas. Uma aula de cidadania que mostra que a humanidade ainda tem solução.
O filme de Alister Grierson, produzido por James Cameron com roteiro de Andrew Wight baseado em experiência própria está causando claustrofobia em que assiste. Ficou curioso? Vamos sortear 5 pares de ingressos* para vocês. E se você for de Salvador ainda leva uma camisa do filme**. Veja abaixo que essa é bem simples.
Clássico do suspense e terror, o filme de Stanley Kubrick baseado no best seller de Stephen King é em si um grande filme. Marcante em detalhes, assustador mesmo com os poucos recursos da época e com uma interpretação irretocável de Jack Nicholson. É difícil escolher um momento desse filme, por isso, resolvi falar aqui de duas grandes cenas da fita. Com certeza, vocês irão lembrar de outros. Mas, acredito que estes sejam os momentos mais significativos.
Para quem não conhece a história, trata-se de uma família que vai tomar conta de um hotel fechado no inverno. O isolamento não é um bom amigo para os três, principalmente para o pai, Jack Torrance, que começa a ficar perturbado. Na verdade, o hotel guarda seus mistérios, já que foi construído em cima de um antigo cemitério indígena. E o antigo zelador também já tinha enlouquecido matando mulher e filhas. Vale lembrar que o filho do casal Torrance tem alguns dons incomuns como conversar com um tal de Tony e ter visões sobrenaturais.
Primeiro uma cena atemporal, aparentemente sem muita importância, mas que o olhar da câmera transforma em algo aterrorizador. O garotinho Danny está andando em seu velotrol, ou triciclo, pelos corredores do hotel vazio. Interessante ver o detalhe da câmera mesmo que de longe, estar na altura da cabeça do menino, dando-nos a exata dimensão de sua visão. A princípio não há música na cena, apenas as rodas do objeto pelo chão. Mas, logo a trilha característica de suspense sobe, nos deixando alertas. O garoto vira à direita e a câmera ainda passeia pelo corredor vazio, com a música em volume alto. Corta para uma câmera mais próxima das costas de Danny, só que agora enquadrando em um quase plongée, deixando-o mais frágil. Vira mais uma curva e o garoto se depara com as gêmeas.
O velotrol pára, ele olha assustado. Close no garoto, respiração forte. Volta para o enquadramento atrás de suas costas, com as meninas ao fundo chamando por ele. Fica esse jogo de plano e contra plano. Enquanto as meninas o chamam para ficar com elas, brincar para sempre ali. O garoto então, tem a visão das duas mortas a machadadas. A cena fica passando em corte seco da visão delas mortas para elas falando e a cada transição, elas estão mais próximas. Volta para o close de Danny desesperado que fecha os olhos. A música aumenta. Ele vai abrindo os olhos devagar. A música diminui, ele olha, o corredor está vazio. Esse jogo de tensão, é impressionante, pois ficamos na expectativa do que está na frente do garoto. Quando tudo se acalma, ele conversa com seu amigo Tony. O dedinho lhe diz para lembrar do que o cozinheiro do hotel lhe falou, que aquilo não era real.
A outra cena é tão clássica que se tornou o cartaz do filme. Jack Nicholson completamente tomado por aquele local, tenta matar sua esposa a machadadas. Há quem diga que a interpretação de Shelley Duvall já é assustadora tornando o espectador avesso à vítima. Mas, o clima criado nos faz temer muito mais Jack Torrance e seu machado. Até porque a interpretação de Nicholson nos convence completamente do perigo. A cena fica intercalando entre ele na porta, e ela no banheiro desesperada. Ele irônico brinca com a fala do conto dos três porquinhos. Como se ele fosse o lobo mau querendo entrar para pegar o bichinho acuado. Lá dentro, ela pega uma faca e se enconde no canto, sem ter muito o que fazer.
Jack começa a destruir a porta com seu machado, e Wendy começa a gritar dentro do banheiro. Cada machadada corresponde a um grito. A música tensa está ao fundo compondo a cena. O enquadramento da porta recebendo os golpes, tendo Wendy acuada ao fundo com a faca na mão, é uma composição aterrorizadora. A escolha de Kubrick de deixar boa parte da cena ali, não retornando ao lado de fora, onde Jack tenta entrar é perfeita. Ficamos presos no banheiro junto com Wendy, esperando o inevitável momento do ataque. Quando a porta está quase destruída, ele corta para uma visão de dentro para fora, vendo Jack pelas frestas. Volta para o quarto para a última machadada e então, volta para o plano do banheiro olhando para porta, onde Jack coloca o rosto no buraco que abriu na porta e fala: Here´s Johnny!, se referindo ao personagem do passado, já que ali não é mais Jack Torrance.
A rede Mexicana de Cinema está em Salvador há dois meses e é uma opção bastante simpática para os amantes da sétima arte. Para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de conhecê-lo ou que tem vontade de uma nova visita, o CinePipocaCult estará sorteando 4 pares de ingressos* para qualquer filme, válidos em qualquer dia, menos nas salas 3D. É uma ótima oportunidade de visitar um bom cinema e escolher o filme que quer assistir.
Muitos tinham curiosidade de como Alejandro González Iñárritu se sairia sem a parceria de Guillermo Arriaga. Bom, centrando-se no seu talento para direção, ele resolveu deixar a história correr em volta do mesmo tema de sempre: a iminência da morte e a dor. Genial no título, Biutiful já diz a que veio ao ironicamente dizer lindo em uma grafia errada. Como diz Caetano em sua música, "tudo certo como dois e dois são cinco". Mas, a força do filme está na interpretação de Javier Bardem e na potência do tema.
Natalie Portman ganhou todos os prêmios de melhor atriz até aqui na temporada e provavelmente leva o Oscar em 27 de fevereiro. Mais do que merecido. A atuação da moça é o filme Cisne Negro. Não que o roteiro, a direção, a fotografia e todo resto que o cerca seja ruim. Tudo é bem realizado, mas nada seria tão marcante se não fosse a forma como Portman se entrega de corpo e alma à Nina. A angústia, o drama, o sofrimento, a loucura da personagem obcecada pela perfeição se tornam nosso desespero. E o grande mérito de Darren Aronofsky e dos roteiristas Mark Heyman, Andrés Heinz e John Mclaughlin é de nos deixar com o ponto de vista da protagonista. Nós acompanhamos junto com ela aquilo e só sabemos do que ela sabe, por isso é perfeito. Porque ela é perfeita. Se assim não fosse, seria apenas mais um filme de sacrifício.
Entramos no mês do Oscar. Inevitavelmente, os cinéfilos acabam se virando para os filmes indicados ao prêmio máximo da academia. Aqui no CinePipocaCult você terão toda a cobertura dos principais indicados. Mas, cinema não é feito apenas de prêmios, muito menos de um tão americano. Por isso, é sempre bom lembrar que temos outras opções. As dicas de Guy Ferreira de hoje estão bem variadas. Escolha o seu gênero e boa diversão.
O chamariz do cartaz é o fato da produção ser assinada por James Cameron com a mesma tecnologia desenvolvida para Avatar. Tudo bem que Santuário é em 3D e tem um jogo de profundidade interessante, mas esqueça Avatar ou vai se decepcionar com o filme. Até porque à medida em que os espaços vão apertando, a tal profundidade vai diminuindo e temos poucas percepções do 3D em tela. Mas, interessante é que mesmo não percebendo, o efeito está lá e ajuda na sensação de claustrofobia que sentimos. Na verdade, o filme é baseado em uma história vivida pelo roteirista Andrew Wight, que ficou preso em uma caverna junto a outras 14 pessoas por dois dias.
De forma totalmente independente, Francis Ford Coppola fez o seu Tetro, filme que roteirizou, dirigiu e produziu. Ele fez tanto que saiu pelo mundo, veio até ao Brasil, divulgar o longametragem que fez na Argentina com atores americanos, espanhóis e o austríaco Klaus Georg Steng. Há ainda a simpática participação de Carmem Maura, atriz preferida de Almodóvar, que faz Alone, a crítica de arte que tem um papel pontual na história. Tetro é um drama familiar visceral, filmado a maior parte em preto e branco, que dá uma atmosfera ainda mais sombria a Buenos Aires. Palmas para o eterno diretor de O Poderoso Chefão.