Comer, Rezar e Amar...

Julia RobertsBaseado no livro homônimo de Elizabeth Gilbert, Comer, Rezar e Amar é um típico filme de auto-ajuda. Através da história real da escritora, viajamos pela Itália, Índia e Indonésia comendo, rezando e amando, mesmo que em pensamento. Não há como uma mulher não se identificar com, pelo menos, uma situação, um questionamento de vida ou uma cobrança de "cadê o marido". É impressionante como, aos olhos gerais, uma mulher precisa de um homem para ser considerada plenamente realizada. Mas, ao contrário de contestar, a heroína de Julia Roberts só comprova isso.

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Promoção Wall Street

PROMOÇÃO ENCERRADA
Veja resultado.

Shia LaBeouf - Wall StreetO dinheiro nunca dorme? Ganância é bom? Estreou com sucesso o novo filme de Oliver Stone sobre os bastidores econômicos de Wall Street. A crítica do primeiro filme vocês podem ver aqui e a do novo aqui. Então, embalados pelas motivações de Gekko, vamos sortear 4 pares de convites* para o filme. Basta seguir as regras e torcer para ser sorteado.

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Batalha por T.E.R.A

Batalha por T.E.R.ABatalha por T.E.R.A. é uma animação muito bem feita, mas que esbarra na mesma história de Pocahontas que foi tão bem explorada pelo Avatar de James Cameron. A diferença aqui é que Maia, a nativa, e o humano Jim não se tornam exatamente um casal, mas dois amigos que devem a vida um ao outro. A premissa, no entanto, é a mesma e, infelizmente, esbarra em vários problemas que o levaram ao fracasso mundial. O principal é que não é um filme típico para crianças. Aqui em Salvador ainda chegou em uma única sessão, sem o 3D que levou alguns anos para ser feito, motivo que o fez chegar ao Brasil com tanto tempo de atraso. Uma pena.

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Cabeça a Prêmio

Ator, produtor, roteirista e agora diretor de cinema, Marco Ricca faz uma estreia promissora com uma adaptação do livro de Marçal Aquino. Cabeça a Prêmio acaba surpreendendo pela beleza da composição das imagens e da força de seus personagens. É um filme sobre laços de família, poder e traição. Focado no drama interno de cada ser ali exposto, ele acaba se tornando uma grande catarse de emoções diversas. Longo, no entanto, além de possuir uma fotografia muito escura, que incomodou meus olhos, por vezes.

Fulvio StefaniniA trama gira em torno de uma família de pecuaristas no Mato Grosso do Sul que aproveita as viagens de negócios para contrabandear mercadorias da Bolívia, provavelmente, drogas, mas o roteiro não deixa isso tão claro. O cerco, no entanto, está se fechando e Miro, o chefe da família resolve que eles têm que acabar com o negócio ilícito aos poucos. Abílio, seu irmão mais novo, no entanto, não concorda com isso e luta para continuar com as encomendas. Mas, esse é apenas o fio central da trama que discute, na verdade, valores e degradação humana. Desde os capangas de Miro à sua adorada filha, todos os personagens estão em plena ebulição de amor e dor. Elaine ainda vive um amor proibido com o piloto de seu pai, o simpático Denis, que irá desencadear novos rumos à trama.

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Entrevista com Marco Ricca

Marco RiccaComo o bate-papo com os alunos no Cine XIV após a exibição do filme foi bastante frutífero, poucas perguntas ficaram para entrevistar Marco Ricca, então, acabei mesclando as duas conversas na entrevista abaixo. Espero que gostem e aguardem amanhã a crítica do filme Cabeça a Prêmio.

Ator, produtor, diretor de teatro, roteirista e agora diretor de cinema, esse caminho foi um processo natural? Você já pensava em dirigir?
Acho que é um processo natural. Não era um sonho de infância ou algo parecido. Mas, acho que no exercício do ator, de tanto experimentar, sugerir, acaba dando vontade de dirigir o próprio filme.

E por ser um ator-diretor, seu filme acaba pendendo para a atuação?
Sim, é um filme que eu considero para ator. Um filme de personagem que precisava que os atores fizessem isso bem porque é fácil de cair na mediocridade. O grande mérito do filme são os atores. No livro, por se tratar de preciosa literatura, a trama se desenvolve como um mosaico de acontecimentos (ações) que envolve os personagens; não há uma ordem cronológica. No roteiro, priorizamos os personagens e os direcionamos numa ordem cartesiana, tentando com isso dar mais voz às agruras dos personagens, em detrimento da ação

E a escolha de dirigir um filme baseado no livro de Marçal Aquino, como foi que surgiu?
Esse é um filme que eu gostaria de ter feito como ator, mas acabou que caiu em minha mão para dirigir e eu aceitei o desafio. Marçal Aquino tem um texto fantástico e eu quis contar essa história.

O que você quis passar com essa história?
Quis levantar uma série de dúvidas sobre o ser humano, como eles se portam em um determinado local. Ele poder ser um matador, mas passa pelas mesmas dores de amor que a gente passa. Então, na verdade é um questionamento sobre esses seres que estão aí, nesse momento, eles começam meio em crise. Não tem uma finalidade específica, eu espero que ele sirva para se comunicar com o público e a gente ter alguma reflexão sobre o ser humano. A capacidade do ser humano de fazer determinadas coisas.

Marco RiccaApós o primeiro filme já dá para arriscar um estilo de direção?
Não, ainda está muito cedo, ainda não sei se vou fazer de novo, porque foi muito duro fazer esse filme, produzir.

O que foi o mais difícil?
Minha dificuldade é a mesma de todo mundo que faz cinema, conseguir dinheiro para filmar. Eu produzi o filme também e o mais difícil é conseguir levantar recursos para ele existir. A parte artística é a coisa mais linda, escrever, filmar, montar, estar aqui. Tudo isso é bom. A produção é o mais difícil.

Mas, tendo um produtor, você gostaria de dirigir novamente?
Sim. Gostei muito da experiência.

Como você se definiria?
Eu sou um ator de teatro, é o que eu sei fazer melhor. O resto é conseqüência. Não sei dizer o que eu gosto mais, mas o que eu sei fazer melhor é o teatro. Cinema é diferente de teatro, a gente recebe a resposta na hora, intui o que o público sentiu. Gosto desse barulhinho da platéia. No cinema, é difícil isso. Ao mesmo tempo em que está passando aqui, está passando em vários lugares do país, não tem noção de quem está vendo e o que está sentindo.

E a escolha dos atores, você fez testes? Escolheu antes de escrever?
Tenho o privilégio de todos os atores serem meus amigos. Eu não fiz teste, escrevi para cada um deles. Escalei primeiro a Alice Braga, queria o Fulvio, mas para um branquelo de olhos azuis ser o pai dela de forma crível resgatei a Ana Braga, a mãe verdadeira da atriz, que parou de atuar quando a Alice nasceu. Era uma grande atriz e eu a convenci a voltar para não ter erro de escalação. Aí foi formando o restante. Otávio Muller, Cássio, Du, grandes atores que são meus amigos e com quem queria trabalhar. Assim como os dois uruguaios que eu conheço. São grandes atores, um trabalha muito na Argentina que é o Daniel Hendler e o outro é o César Troncoso que é um dos maiores atores que eu conheço. Ele protagonizou O banheiro do Papa que recomendo a todos.

E como era a relação com você, por ser um diretor que é colega de atuação, era mais fácil ou mais complicado?
Era muito bom, eu entendia as dificuldades, o processo. E eles se portaram da melhor maneira possível, compraram a idéia do filme. Tivemos que viajar, ir para lugares difíceis de gravar e eles estavam todos lá, inteiros.

Onde foi rodado o filme?
Ele foi 80% filmado no Estado do Mato Grosso do Sul, em várias cidades, na fronteira da Bolívia e Bolívia e no interior de São Paulo, em Paulínia. Escolhi a região pela diversidade e beleza de locações, há ainda uma luz natural belíssima ali.

Como ator, qual o seu estilo preferido?
Eu já fiz vários gêneros diferentes, eu gosto de fazer personagens que me dêem boa possibilidade de criação. Gosto de variar. Adoraria fazer um bang bang, por exemplo.

Marco RiccaQual a cena que você mais gosta no filme, a que acha que saiu exatamente como imaginou?
São tantas, mas acho que a cena em que a Ana Braga faz na piscina, bebendo uísque e toca a música da Mercedes Sosa é forte, um clipe muito bonito. As pessoas têm falado dela. E é uma loucura porque Mercedes Sosa morreu no dia em que o filme estreou no Festival do Rio, uma coincidência macabra, tivemos que pagar caro pelos direitos autorais da canção, exatamente por causa disso.

Como você vê o cinema nacional hoje?
A gente está crescendo, tem muitos filmes sendo feitos, falta ainda distribuição, faltam salas de cinema. É muito caro o ingresso, não é todo mundo que pode pagar 14 reais para um filme de shopping, isso é a realidade. Você tem 2% da população que vai ao cinema. Acho que tem ainda um preconceito do público em relação aos filmes nacionais, tem grandes filmes sendo feitos, e há principalmente um funil que tira o filme nacional de cartaz. Se não vem com a força de um Tropa de Elite 2, com 700 cópias e a mídia da Globo por trás, não tem espaço.

E você vê alguma solução para esse funil?
O mercado é complicado, não tem muito espaço para filmes independentes no Brasil. Salas alternativas, iniciativas como essa aqui talvez sejam o futuro do cinema independente brasileiro. Porque a distribuição é muito difícil. Meu filme fica muito comigo, eu vou com ele debaixo do braço. Venho divulgar o filme, para ver se vocês gostaram e vão indicar para as pessoas, e tem que indicar rápido porque senão sai de cartaz. É um fenômeno de países pobres e que não conseguem ver que cinema é um pouco o retrato de nossa alma. Vocês conheceram uma parte do Brasil que talvez não conhecessem. Os americanos já descobriram há muito tempo, uma forma boa de divulgar sua cultura, seus costumes, seus hábitos etc através do cinema.

E sendo um ator da Rede Globo, não é mais fácil divulgar seus filmes?
Como o meu filme não é apoiado pela Globo Filmes, eu não posso divulgar meu filme em nenhum programa da Rede Globo, ele é tratado como concorrente.

Marco RiccaMarco Ricca

ATENÇÃO SPOILER
Essa pergunta só leia se tiver visto o filme. Foi o que mais instigou os alunos, eles começaram com esse questionamento e repetiram quatro vezes o mesmo tema, mas revela o final do filme...

Por que você deixou o final em aberto?
Eu acho que já há uma afronta muito forte, alguém apontar uma arma para o pai. Já é uma afronta excessiva. Eu cheguei a montar com um blackout e depois o estouro, mas eu preferi deixar em aberto, porque eu não tive coragem de fazê-la matando esse pai.

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Cine XIV reabre formando plateia

Cine XIV - Sala de ArtePopularizar o cinema e formação de platéia, é com essa idéia que o Cine XIV, sala de cinema do Circuito Sala de Arte localizada no Pelourinho reabre com o apoio do Banco do Nordeste do Brasil. O projeto inclui sessões a preços populares, exibição com presença de diretores para grupos de estudantes e oficinas gratuitas para jovens interessados no mercado audiovisual.

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Coco Chanel & Igor Stravinsky

Coco Chanel & Igor StravinskyUm primor, é como eu definiria os primeiros quinze minutos do filme Coco Chanel & Igor Stravinsky. A tensão da estreia da peça composta por Stravinsky. O clima no anfiteatro. A música estranha aos ouvidos da época, mas apoteótica para os acostumados a trilhas sonoras dos cinemas. A dança minimalista. Ou seja, a recriação na tela da catastrófica apresentação de A Sagração da Primavera em Paris é genial e torna-se uma introdução condizente com o que veremos a seguir.

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O que aconteceu com Wall Street

Shia LaBeouf - Wall StreetQuando lançou Wall Street em 1987, Oliver Stone queria alertar para o que considerava uma visão cruel e sem escrúpulos do mundo capitalista de negócios. Criou o personagem símbolo desse sistema, mas viu Gordon Gekko se tornar, não um homem detestável, mas um exemplo ser seguido. Seus lemas viraram referência para estudantes e economistas. Uma verdadeira inversão de valores como vimos aqui com o Capitão Nascimento de Tropa de Elite. Após mais uma crise na bolsa, dessa vez com proporções mundiais muito mais significativas do que a de 29, Stone tira seu protagonista da cadeia para tentar relembrar aquilo que denunciara 33 anos antes.

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Presságio

Presságio - Nicolas CageQue tal misturar Sinais com Os Esquecidos? E destruir o planeta em mais uma obra cinematográfica? Estamos vivendo em pleno Apocalipse segundo profecias diversas. É natural, então, que Hollywood abuse dessas referências. São diversos filmes destruindo o mundo seja por catástrofes naturais, epidemias ou invasões alienígenas. Em 2009, Alex Proyas retoma a atmosfera sombria de Cidade das Sombras em Presságio, mas só consegue um filme regular, principalmente pelo desenvolvimento do roteiro que possui alguns furos e vários clichês.

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O grande desafio


Parece um sonho. O CinePipocaCult entre os dezesseis Blogs Mais Desejados do Brasil. Estamos nas oitavas de finais do BMD graças a vocês amigos e leitores que votaram e divulgaram o blog e o prêmio. Sem demagogia, já estávamos muito felizes de sermos selecionados entre os 32 e estar entre os 16 já é uma grande vitória.

Hoje começa o maior dos desafios. Vamos enfrentar um blog conhecido, bem relacionado e com bom conteúdo. Podemos não passar por ele e avançar na competição disputando as quartas de finais, mas cada voto será essencial para a classificação final. Por isso, apelo para todos que gostam de cinema, da gente, do espaço e de causas perdidas para votarem no CinePipocaCult. Cada voto será comemorado como uma vitória por nós. Divulguem muito também, clicando nos links para E-mail, Buzz, Twitter, Facebook e Orkut ao fim deste post. Quanto mais pessoas virem, maior a chance.

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Herbert de Perto

Herbert ViannaEu adoro cinema, claro. Adoro música também. Sou da geração do rock dos anos 80, logo também sou fã de Paralamas do Sucesso. Mas daí a misturar tudo e achar Herbert de Perto um bom filme tem muita diferença. Na verdade, nem sei porque demorei tanto para conferir esse documentário, mas ao contrário de outros bons docs musicais que surgiram no país, esse não fez muito sentido. A sensação que se tem ao terminar de assistir é a de que Roberto Berliner queria criar um mito e apelou para a conhecida força de superação do brasileiro. O apelo para o acidente, suas consequências e a recuperação de Herbert Vianna beiram o sensacionalismo. Apesar do acidente ocupar quase metade do doc, em nenhum momento somos informados do que de fato aconteceu ali, por exemplo.

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A Jovem Rainha Vitória

A Jovem Rainha VitóriaA Era Vitoriana já foi contada em versos e prosas, sendo referência de uma época de prosperidade para a Inglaterra, em sua política expansionista e Revolução Industrial. Temos também a curiosidade científica de Vitória ter sido a primeira portadora da hemofilia, passando os genes aos seus descendentes. Mas, nada disso está no filme de Jean Marc Valée, como o título já antecipa, aqui falamos da jovem Rainha Vitória. O roteiro de Julian Fellowes foca, então, no momento em que a monarca assumiu com apenas dezoito anos o Reino da Inglaterra. Vitória era uma menina inexperiente, mas já cheia de vontades e determinações.

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Emma Thompson

Emma Thompson
Pegando carona na estreia de Nanny McPhee, resolvi resgatar aqui os filmes e personagens mais marcantes para mim dessa atriz inglesa admirável. Emma Thompson é uma estrela. Adoro sua postura refinada sem preconceitos e capaz de aceitar papéis mais estranhos, como a professora Sibila Trelawney de Harry Potter. Claro que ela aceita algumas coisas que não conseguem entrar na minha cabeça como o papel no filme Júnior. Mas, ninguém é perfeito. Vamos, então, a minha seleção. Podem acrescentar e discordar a vontade nos comentários. A ordem é apenas por ano.

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Nanny McPhee e as Lições Mágicas

Emma ThompsonEm 2005, Emma Thompson lançou nos cinemas um projeto bem pessoal: Nanny McPhee - A Babá Encantada. Baseado nos livros de Christianna Brand, o roteiro da própria Emma contava a história de uma babá diferente que colocava ordem em sete crianças com sua bengala mágica. Cinco anos depois, Emma Thompson retoma a personagem título, com um novo roteiro seu, só que agora dirigido pela diretora televisiva Susanna White. O resultado é encantador para crianças de todas as idades, apesar de os adultos poderem achar um pouco tolo ou exagerado em alguns momentos. Talvez por isso, as cópias que chegam ao nosso cinema são todas dubladas. O público está mais do que definido.

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Resident Evil 4

Milla JovovichDesde o início cinematográfico, Resident Evil não agrada totalmente os fãs, apesar de um primeiro filme razoável e fiel ao universo do game, muitos novos elementos foram introduzidos à história e o clima de terror virou ação. O suspense ainda envolve o novo longametragem, dessa vez não apenas produzido, mas dirigido e roteirizado por Paul W. S. Anderson, mas é mesmo nas cenas de ação que ele se sustenta. Já começa eletrizante com Alice, ainda interpretada por Milla Jovovich, e suas cópias invadindo a base da Umbrella Corporation no Japão para se vingar do seu presidente Albert Wesker, vivido por Shawn Roberts.

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A Ressaca

A RessacaQuem alguma vez na vida não quis voltar no tempo e mudar alguma coisa do seu passado? Foi partindo dessa premissa mais do que batida em filmes holywoodianos que Josh Heald, Sean Anders e John Morris criaram um roteiro que mistura comédia escrachada com ficção científica. Surgiu assim, Hot Tub Time Machine, dirigido por Steve Pink que, no Brasil, ganhou o singelo título de A Ressaca. O resultado, no entanto, é uma típica Sessão da Tarde bem mediana cheia de clichês e piadas escatológicas que só se salva pelas referências aos anos oitenta. A Festa Plock está aí para provar que falar dessa década rende.

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1º Festival de Cinema Universitário

Todo caminho tem o seu começo, por isso achei ótima a idéia do 1º Festival de Cinema Universitário da Bahia que pretende "Transformar Salvador, durante cinco dias, em pólo de discussão, produção e difusão do cinema universitário brasileiro". Dando visibilidade a jovens diretores de talento, o evento é voltado para produção universitária nacional e busca experimentações que transitem por uma linguagem cinematográfica própria, nos mais variados formatos. Idealizado pelo professor universitário e diretor cinematográfico Max Bittencourt e com realização assinada pela Multi - Planejamento Cultural, o Festival será realizado de 14 a 18 de outubro no Circuito de Cinema Saladearte, em Salvador.

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Budapeste

BudapesteAdaptar é sempre uma tarefa cruel. As comparações tendem a minimizar a obra adaptada em detrimento da original. Que diremos, então, da tarefa de adaptar um livro com uma linguagem tão peculiar quanto a obra de Chico Buarque de Holanda que prima pelo poder da palavra em uma história totalmente metalinguística? Para transformar poesia em imagens nada melhor que um mestre delas. O diretor de fotografia Walter Carvalho assumiu muito bem a direção geral do longametragem construindo um filme esteticamente belíssimo, principalmente quando passado em Budapeste, a cidade amarela. Já o roteiro de Rita Buzzar não consegue ser tão feliz na transposição das palavras tornando a carga dramática do livro pouco palpável. Não é à toa que muitos acharam o filme chato.

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Volver

VolverNão consigo entender como os espanhóis podem não gostar de Almodóvar. O diretor é definitivamente genial. Alguns filmes dele são uma delícia de se ver, pela plástica, pelo ritmo, pela construção narrativa. Assim é Volver, filme de 2006. Voltar, em bom português. Durante pouca parte do filme ficamos sem entender quem é que está voltando. Mas, quando a personagem volta, a situação surreal não é menos deliciosa de acompanhar. É fácil se apaixonar por aquela família enlouquecida, cheia de segredos, traumas e culpas. É fácil entender assassinatos e a forma como eles são encobertos. Há ali uma suspensão total da ética. Os fins justificam os meios. E não vamos discutir escrúpulos porque em Almodóvar é permitido apenas sentir e expressar emoções.

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Grandes Cenas: Psicose

PsicoseHoje o Grandes Cenas traz uma das mais emblemáticas, citadas, satirizadas, imitadas e tudo mais que você lembrar ou imaginar, sequências do cinema. A cena do banheiro de Psicose é um ícone que está em nosso inconsciente mesmo que nunca tenhamos visto o genial filme de Hitchcock. Os acordes estridentes, os planos, o clima de terror, aquela faca cortando o ar, o olho inerte. Tudo nos faz lembrar e admirar aquela cena que ficou maior do que o próprio filme. Mas, o que nos encanta tanto nela?

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Amor à distância

Drew BarrymoreAmor à distância é daqueles filmes que passam, a gente vê, mas nem se lembra dele daqui a alguns anos. Mais uma tentativa de reinvenção das comédias românticas, o roteiro de Geoff LaTulipe tenta fugir do clichê com sexo verbal, cenas escatológicas e uma incerteza real do destino de seus protagonistas. Ainda assim, nem ele nem a diretora Nanette Burstein conseguem um resultado que possa ser chamado de inovador e marcante como 500 Dias com Ela, por exemplo. As melhores cenas, na verdade, são de humor fácil como o casal transando na mesa da sala da irmã, sem perceber que o cunhado tomava sopa.

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37ª Jornada de Cinema da Bahia

37ª Jornada Internacional de Cinema da BahiaUm dos mais tradicionais eventos do audiovisual baiano começa amanhã com a temática em defesa do meio ambiente. A 37ª Jornada Internacional de Cinema da Bahia traz em sua abertura uma homenagem ao produtor e cineasta Zelito Viana, um dos defensores da causa ecológica e uma das personalidades mais queridas da cinematografia brasileira. Seu filho, o ator Marcos Palmeira também confirmou presença no CineGlauber no dia 09 de setembro, as 19h. Com apresentação de Ingra Liberato, será exibido antes da cerimônia de abertura o curta-metragem inédito Ao Mestre com Carinho, feito pelo documentarista Silvio Tendler especialmente para a data. Após a cerimônia tem a exibição do filme Doutor Fantástico de Betse de Paula.

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A Fortaleza

Papai Noel - A Fortaleza (1986)Já que falei de Mary e Max, resolvi resgatar aqui outro filme australiano que marcou a minha geração: A Fortaleza. O filme de 1986, dirigido por Arch Nicholson, é um dos filmes mais aterrorizantes e simbólicos sobre o universo infantil e natureza humana. Lembra muito o clima de O Senhor das Moscas. A forma como a narrativa é construída, as máscaras que os bandidos usam, o amadurecimento das crianças e a cumplicidade da professora, a resolução da trama. Tudo possui um impacto que nos envolve profundamente, não deixando os olhos desgrudarem da tela.

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Celebremos Nosso Lar

Nosso LarAcho que esse é o texto mais difícil que escrevo aqui no blog. É difícil falar de Nosso Lar sem ser parcial, por toda a simbologia que envolve essa obra de 1944. Não escondo de ninguém que sou espírita. Li o livro pela primeira vez quando tinha 13 anos, como expliquei na análise do trailer. E esta é uma das obras mais importantes no Espiritismo depois das obras básicas por ser a primeira a falar com detalhes sobre o mundo espiritual, como bem expliquei na promoção que está acontecendo aqui no blog. Devo dizer também que já vi o filme três vezes e ainda não esgotei o interesse. Quero ver pelo menos mais uma no cinema e, com certeza, comprarei o DVD quando sair. O que prova, como não sou masoquista, que adorei o filme. Mas adorei por tudo o que ele representa. Feito o prefácio, vamos aos resultados.

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Mary e Max - uma amizade diferente

Mary e MaxUma garotinha australiana de oito anos e um homem americano de 44 anos. O que eles têm em comum? A forma depressiva de encarar a vida. Um se torna o alento do outro quando Mary resolve escolher o endereço de Max aleatoriamente para perguntar como os bebês nascem nos Estados Unidos. Na Austrália, ela estava convencida de que vinha em copos de cerveja. Pelo menos foi o que disse um tio seu. Da ingenuidade da garota e da dificuldade do homem que sofre de Síndrome de Asperger surge uma bonita e inusitada amizade.

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Os homens que não amavam as mulheres

Os Homens Que Não Amavam as MulheresStieg Larsson escreveu sua trilogia, entregou na editora e morreu antes de vê-los publicados. Fico imaginando que diria, então, se soubesse que virariam best sellers rapidamente e gerariam não apenas um filme em seu país como uma refilmagem em Hollywood? A Suécia ainda me surpreende com suas obras. Nem querendo entrar no mérito de Ingmar Bergman que para mim é um dos maiores gênios do cinema, mas se Deixe ela entrar já me comoveu ano passado, ao ter contato com a trilogia Millenium fiquei ainda mais empolgada com o país e seu povo. De fato, os livros são envolventes, começam de forma difícil, com muitas tramas paralelas, mas quando tudo se junta é difícil largar suas páginas. O suspense crescente é excepcional.

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Promoção Nosso Lar

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Quer ganhar brindes da maior produção brasileira de todos os tempos?

Hoje estreia Nosso Lar. Baseado na obra de André Luiz, psicografado pelo médium Chico Xavier, o livro de 1944 foi um marco na literatura espírita por ser o primeiro a detalhar o mundo espiritual. Com festa, então, eu e muitos recebemos a notícia de sua chegada aos cinemas, uma superprodução que custou 20 milhões e teve pós-produção em Toronto. Resolvi deixar minha crítica do filme para segunda-feira, após o primeiro fim-de-semana e incentivar vocês a assistirem o filme com essa super promoção.

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Como Cães e Gatos 2

Como Cães e Gatos 2Continuações quase sempre não me soam bem. Na tentativa de repetir o sucesso dos filmes anteriores começam a criar reprises do arco dramático com os mesmos personagens. Às vezes temos boas continuações, onde algo novo é realmente acrescentado. Mas, há também aqueles em que apesar da reprise da fórmula, nos surpreendem com uma boa diversão. É o caso de Como Cães e Gatos 2. A fórmula é a mesma, cães recrutam um cão desajeitado para ser personagem chave em uma missão contra um gato maluco que quer destruir os caninos. Dessa vez, no entanto, o gato maluco, ou melhor a gata, não quer destruir apenas os cães, mas os humanos. Aí entra a diferença do primeiro. Os gatos não são simples vilões. Apesar das diferenças históricas, eles se juntam aos cães para derrotar Kitty Galore.

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Esses bichos falantes

Sexta-feira estreia Como Cães e Gatos 2 e, para quem gosta do estilo infantil com bichos falantes, é uma diversão garantida. Eu adoro cachorro, então, qualquer coisa ligada a esses seres de quatro patas, chama a minha atenção. A franquia que rendeu boas risadas em 2001 no entanto, não é a única que mistura humanos com bichos falantes ou simplesmente pensantes, com a velha fórmula de Antropomorfismo, ou seja, atribuir características humanas aos animais. Esse ano mesmo já tivemos Marmaduke, que não foi muito apreciado por público e crítica. Mas, há grandes filmes na história que utilizam essa técnica. Vamos relembrar, então, alguns marcantes.

Benji
Benji
Ok, o cachorrinho criado por Joe Camp não fala, nem ouvimos seus pensamentos, mas ninguém pode dizer que Benji não pense. É um verdadeiro herói com características bem humanas. Seu primeiro filme é de 1974, quando ajuda a resgatar duas crianças de um sequestro. Foram nove filmes (para o cinema e televisão) de 1974 a 2004, sempre com a premissa desse cãozinho vira-lata que sofre muito, mas sempre consegue salvar o dia e voltar para o seu dono.

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