Após o prólogo promissor, parecia que Transformers: o lado oculto da lua se tornaria mesmo um clássico do gênero, perdoando com sobras o fiasco que foi a construção do segundo filme. Mas, após a fusão genial da engenharia da máquina com o título voltamos aos problemas da franquia dirigida por Michael Bay. Ainda assim, há uma evolução na série, marcada principalmente pela excelência dos efeitos especiais e, agora, o bom uso do 3D.
Jim Carrey é um ótimo ator, mas que ficou marcado por um tipo caricato com suas caretas exageradas. Em alguns momentos do seu novo filme ainda é possível perceber um certo eco de O Máskara, mas aqui a forma amenizada funciona bem com o clima em geral. Os Pinguins do Papai é um filme divertido, que apesar de clichê, resgata valores familiares importantes.
Dois anos depois de encantar o mundo como o pequeno Elliott em E.T., Henry Thomas protagonizou um clássico da minha infância. Os heróis não tem idade é daqueles filmes mágicos, que trazem uma trama profunda envolta por uma capa simples. O período da passagem da infância para a adolescência, passando pela destruição e reconstrução da imagem de herói de seu pai.
O documentário de Pedro Urano levou o prêmio de melhor Documentário no Festival do Rio 2008 e Melhor Documentário Latino-Americano no Festival de Mar Del Plata 2008. Os títulos, no entanto, não o salvam de um roteiro confuso, apesar da proposta interessante de mapear a presença da cachaça na cultura brasileira.
Continuando o resgate dos filmes de Harry Potter chegamos ao quarto filme da série, que pode ser considerado o divisor de águas. Se o Prisioneiro de Azkaban trouxe maturidade à série, Harry Potter e o Cálice de Fogo é marcado pelo início do terror. A direção do inglês Mike Newell tenta equilibrar o horror de Voldemort e seus Comensais cada fez mais fortes, com a magia do Torneio Tribruxo. O maior problema, no entanto, quem encontra é o roteirista Steven Kloves, que tem que transformar 583 páginas em pouco mais de duas horas de projeção.
Em tempos de overdose de 3D nas telas é bom ver uma simples animação 2D francesa. Não que, com isso, seja pobre ou simplista, apesar de alguns traços infantis no roteiro. Um gato em Paris é um simpático filme policial para crianças, que diverte e apresenta nuanças, apesar de vários clichês do gênero. Pena que a cópia que chegou para o Festival Varilux veio apenas dublada e não tinha nenhuma criança para conferir a fita na sessão.
São João no Nordeste. Difícil pensar em cinema com tanta fogueira, forró e comidas típicas puxando a nossa atenção. Quem vive em outras regiões do país não tem idéia de como essa data movimenta nossos estados. Tanto que as férias escolares seguem o fluxo. Mas, amanhã é também um dia especial para os fãs de audiovisual. Amanhã é o dia dos Smurfs. Dia 25 de junho é a data de aniversário do quadrinista Peyo, criador das adoráveis criaturas azuis. E como está perto do lançamento do filme, a Sony resolveu fazer uma homenagem, iluminando alguns monumentos brasileiros com a cor azul. Em São Paulo, haverá uma ação no Obelisco do Ibirapuera, com atores vestidos de Smurfs e algumas atividades ainda não anunciadas. Tudo isso para comemorar e lembrar que dia 25 de agosto, eles estarão nos cinemas. Clique na imagem para ampliar. Parece que será bem divertido.
Woody Allen já declarou que de toda sua obra o filme que mais gosta é A Rosa Púrpura do Cairo. Pudera, o diretor faz aqui uma declaração de amor ao cinema com uma metalinguagem que vale-se do realismo fantástico. Mas, não deixa de ser uma crítica a Hollywood, ao star system e à mentalidade da sociedade americana. Uma obra como poucas que merece ser revisitada sempre.
Disney e Pixar formam uma dupla de sucesso que praticamente monopoliza o mercado de animação. Com os dois estúdios tendo filmes que misturam a magia com profundidade nos roteiros, os filmes nunca são apenas para crianças. O problema é que Carros 2 exagerou um pouquinho, tornando a história divertida de um carro de corrida que descobre o clima tranquilo das cidades do interior, no primeiro filme, em uma aventura de espionagem complexa que mistura James Bond, Missão Impossível e Identidade Bourne com paródias ao estilo Austin Powers. Para as crianças, só restou rir de Mater e se divertir com as cores e movimento das corridas.
Em 1960, Stanley Kubrick levou ao cinema um épico sobre um escravo romano de nome Spartacus. Interpretado por Kirk Douglas, o personagem que sonhava com sua liberdade e se tornou gladiador emocionou, contagiou e venceu vários prêmios. Não é a obra máxima de Kubrick, que na verdade pegou o projeto já iniciado, nem é o melhor épico sobre o Império Romano feito por Hollywood. Ainda assim, Spartacus possui cenas emocionantes e um roteiro envolvente. Como esquecer aquele final com o grito (SPOILER) "Olhe seu filho, Spartacus, ele é livre". Arrepia, assim como arrepia a cena escolhida para a análise de hoje.
O novo filme de Woody Allen é uma verdadeira viagem pela Paris do passado e toda sua efervescência cultural. Está fazendo um belo sucesso e, se você quer ganhar um par de ingressos para conferir no cinema, precisa provar que é fã do diretor. Veja abaixo.
E aproveitando o São João, voltamos a fazer uma promoção com a Rede de Cinema Cinépolis em Salvador. O espaço que fica no Salvador Norte Shopping, continua sendo uma ótima opção para todos conhecerem, visitarem e repetirem sessões, ainda mais com as promoções que está lançando nas segundas e terças-feiras. E você terá três opções para ganhar um par de convites para qualquer filme em cartaz*.
A estrutura do filme O pai dos meus filhos de Mia Hansen-Love é interessante. Uma divisão entre crise profissional, onde o ritmo é um pouco mais tenso, ágil, e rotina familiar, onde tudo é mais contemplativo. Mesmo com uma reviravolta após uma hora de projeção, a diretora / roteirista mantêm a fórmula. Só que agora com outros ares e perspectivas. Não deixa de ser curioso, principalmente diante da tragédia, a distância entre público e personagens permanecer.
Continuando nosso passeio pelas obras de Harry Potter, chegou a vez do que muitos consideram até hoje o melhor filme da série. Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban trouxe muitas novidades para o universo bruxo, a começar pelo novo diretor Alfonso Cuarón. O mexicano consagrado por filmes como E sua mãe também e Paris, Te Amo, deu a série um ar mais adulto, com tomadas mais trabalhadas e um primor maior na direção de arte.
Amanhã, dia 19 de junho fazem 113 anos que o italiano Afonso Segreto fez a primeira filmagem em solo brasileiro: "Vista da baia da Guanabara". Apesar de nunca ter sido exibido, o filme é considerado um marco e para alguns a data é lembrada como o dia do Cinema Brasileiro, apesar de outros dizerem que seria o dia 05 de novembro, que é o Dia Nacional da Cultura (fonte). De qualquer forma é sempre uma boa idéia falar do tema. O nosso cinema começou como no resto do mundo, com registros documentais de paisagens, cenas cotidianas, explorações esporádicas. Mas eram experiências sem força ou volume significativo e nem tudo pode ser considerado cinema nacional. Afinal, o que seria cinema brasileiro senão produtos de uma sociedade e de um povo, oriundos de um contexto histórico e cultural local?
Mais uma semana chega ao fim e com ela, os dois festivais que estavam acontecendo aqui em Salvador. Uma pena que não consegui acompanhar muito do Festival Varilux de Cinema Francês, apenas dois filmes, que em breve terão críticas aqui, mas ainda tem muita coisa esse ano. O CineFuturo em julho, por exemplo, terá cobertura completa aqui no CinePipocaCult, tanto dos filmes quanto das palestras. E sempre estaremos de olho nos Festivais pelo Brasil como o de Paulínia, Gramado e Brasília. Então, vamos às novidades da semana que marca a estreia de mais um filme de Woody Allen.
Meia-Noite em Paris é uma ode ao passado, aos grandes artistas e à cidade símbolo da efervescência cultural. Woody Allen faz uma declaração de amor à cidade-luz e todos os seus encantos de uma forma inteligente que vai surpreender a quem entrar no cinema. Talvez, essa construção inusitada encontre eco em A Rosa Púrpura do Cairo e essa é a única pista do jogo que encontramos em tela que darei. Contar mais do que isso seria como desvendar a mágica antes do espetáculo.
"O medo deixa as pessoas egoístas?" Esta frase abre e fecha o filme Estamos juntos. Um contraste incrivelmente rico entre título do filme e desenvolvimento do tema. A solidão nas grandes cidades assusta e nos filmes de Toni Venturi ela é representada por um personagem símbolo: a cidade de São Paulo. Outra constante na obra do diretor é o universo feminino, então, vemos em tela uma mulher que mora em São Paulo e sente-se cada vez mais só.
Namorados desavisados não sucumbam a falsa idéia do título brasileiro do filme de Derek Cianfrance. Blue Valentine é um filme prelúdio, mas também epílogo de amor. O roteiro do filme é composto por dois momentos que caminham em paralelo, o começo e o fim que se entrelaçam nos dando poucas esperanças de que algo realmente termine bem. Até porque fica claro desde o início as diferenças entre Cindy e Dean. Talvez a história sirva como exemplo do que não deve ser feito. Mas, com certeza, você não sairá do cinema empolgado.
Em 2008, Gretchen se candidatou a prefeita de Itamaracá, uma ilha no litoral de Pernambuco. Cantora e dançarina, entre um piripiripiri e um conga conga, ela resolveu fazer algo pela cidade em que mora há dez anos. Pelo menos é o seu discurso. Mas, o que o filme de Eliane Brum e Paschoal Samora tenta mostrar é o circo político que rege esse Brasil.
Diário de Naná é mais do que um documentário. É a celebração de encontros. Encontros de Naná Vasconcelos com sua espiritualidade, com as diversas formas de composição artística e com ícones regionais em um passeio pelo Recôncavo Baiano. É bonito de se ver e se ouvir, sem muitas regras no formato, onde vale até mesmo abrir o quadro e mostrar a equipe de filmagem em alguns momentos. Uma verdadeira experiência.
Continuando o resgate às obras de Harry Potter, vamos para o segundo filme da série e talvez o mais fraco de todos. Apesar da melhoria nos efeitos especiais, a história se torna confusa, com vários furos e muito menos tensão do que nas páginas do livro. E o mais incrível é que ele é bem fiel. Chris Columbus, no entanto, não conseguiu construir um filme de suspense convincente.
A Pixar conseguiu resumir em pouco tempo o amor ideal. O primeiro ato do filme UP - Altas aventuras é um primor de roteiro com a trama de Carl e Ellie. O encontro de duas almas, desde pequenos até a velhice. Sempre juntos, compartilhando o mesmo sonho. Quer coisa mais linda? Nessa véspera de Dia dos Namorados, resolvi resgatar aqui essa sub-trama que dá início ao filme vencedor do Oscar de melhor animação em 2010. Não tenho dúvidas de que esse prefácio foi o responsável por tanto sucesso do filme. É simplesmente perfeito.
Antes dele, conhecemos os dois ainda crianças sonhadoras. Ele sempre com seu balão azul, ela sempre imaginando uma forma de voar. Mas, acho que esse resumo da vida de casado é a melhor parte. Tudo é construído nos detalhes. A casa que eles reformam juntos é enquadrada de uma forma incrivelmente rica. Ambos trabalham, reparem na cena em que eles empurram juntos duas cadeiras, ela empurra a dele e ele empurra a dela, demonstrando que não estão nunca pensando de forma separada. Ela pinta a caixa de correio, ele suja sem querer com a palma da mão, ela então, coloca a dela também como se fosse uma marca de ambos, afinal aquela é a casa deles, eles constróem as regras, sem brigas. O desenho infantil da casa dos sonhos se torna a casa real. O local de namoro em cima do morro, com ela subindo rapidamente e ele cansando, este detalhe é importante para a cena mais a frente quando é ela que não consegue subir.
A forma de construir a elipse da vida à dois, sem uma fala é outra mágica dessa sequência. Através das nuvens vem a idéia do bebê, depois a cena deles arrumando o quarto, para finalmente ela chorando com uma notícia do médico. Não fica claro se ela perdeu o bebê ou se nunca puderam tê-los, mas o fato é que vivem sozinhos. Outro símbolo incrível de construção de cena é o pote de economias. O dinheiro vai entrando aos poucos, mas sempre surge algo que precisam quebrar o pote e adiar o sonho da viagem. Detalhe no enquadramento do pote que na primeira vez mostra os dois decidindo quebrar, então, estão em quadro juntos, depois utilizar as economias se torna rotina, então, apenas as mãos são enquadradas junto ao pote.
Por fim, vem o recurso de passagem do tempo através da rotina da gravata. Todos os tipos e cores vão aparecendo, ali estão embutidas moda, amadurecimento de Carl, passagem do tempo até a atual gravatinha borboleta. Mesmo com uma idade avançada eles ainda cuidam juntos da casa e mantêm a mesma cumplicidade e graça de quando jovens. É aí que vem a idéia de cumprir o sonho, mas o destino prega uma peça em Carl que tem que se consolar com apenas a lembrança de Ellie. Alguns podem alegar que tem um ar melancólico, mas acredito que este seja o verdadeiro "felizes para sempre". Quem viu o filme compreende melhor que o amor de ambos não termina. Ellie segue com Carl em seu álbum de desejos e a cena em que ele folheia as páginas que ela tinha completado após o casamento é a maior prova disso.
Este é o verdadeiro amor. Afinal, como diria Vinícius de Morais: "Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure".
Namorados para sempre estreiou hoje em todo o país. O filme de Derek Cianfrance é um filme intenso sobre uma relação em frangalhos, mas que ainda procura o frescor dos primeiros dias. A gente sempre acredita que o amor é para sempre. E você? Quer conferir esse história? Vamos presentear quatro pessoas com um par de ingressos e, se for de Salvador, ainda leva uma camisa baby look do filme. Basta ver as regras abaixo.
Essa semana foi menos concentrada em notícias. Confesso que estive tão entretida no Festival In-Edit aqui em Salvador que pouco visitei as páginas de costume. Aliás, o Festival acabou ontem com gosto de quero mais, se tivesse mais tempo, assistiria muito mais filmes. Destaco aqui Batatinha, poeta do samba, filme que precisa ser resgatado assim como o músico. What´s Happening! The Beatles in the USA também me chamou a atenção por manter a linguagem do cinema direto, coisa que muitos estranharam. E Diário de Naná, um passeio incrível com o músico Naná Vasconcelos pelo Recôncavo baiano, deste filme posto crítica na segunda-feira, assim como do documentário Gretchen Filme Estrada. Outro filme que merece todos os aplausos é Filhos de João, do baiano Henrique Dantas, que abriu o Festival aqui em Salvador e foi o grande vencedor do In-Edit Brasil. Vale a pena conhecer esse belo trabalho sobre Os Novos Baianos que agora vai ser exibido na edição do Festival em Barcelona.
Qualquer gato vira-lata tem uma vida sexual mais sadia que a nossa. Este é o nome completo da peça bem-humorada escrita por Juca de Oliveira na qual o filme de Tomás Portella se inspirou. É importante falar ela completa, porque este é o tema da história. O ser humano, ao reprimir seus instintos é infeliz, pelo menos é o que defende o professor Conrado vivido por Malvino Salvador. O resultado é uma comédia romântica divertida, sobre a eterna guerra de sexos, mas sem grandes empolgações.
Em 2008, a DreamWorks trouxe um simpático personagem para os cinemas. Po, um urso panda "filho" de pato e dono de um restaurante de macarrão, além de fã de Kung Fu. Com todas as estranhezas e referências orientais, no entanto, nada mais era do que uma nova aventura em torno do predestinado. Po era o guerreiro dragão prometido na profecia e cabia ele o equilíbrio da paz. Mas, se na primeira aventura ele precisava provar que era capaz para aquela simpática vila, agora ele tem que fazer isso em toda a China.
O Festival In-Edit trouxe a Salvador um outro presente. A versão original do documentário: What´s Happening! The Beatles in the USA, dos irmãos Maysles. E o melhor: em uma sessão gratuita, já que o filme foi cedido pela Apple Corps. Desde que a gravadora lançou uma nova montagem do material em 1999 com o nome "The Beatles: The First US Visit", a versão original ficou proibida, a não ser em exibições públicas com a presença do diretor. Como ele foi a exibição do filme em São Paulo, a produção do Festival pediu uma autorização especial para a exibição na capital baiana. Com intermédio de Paul McCartney e autorização da Apple nas mãos, o documentário foi recebido por uma sala lotada, com várias pessoas sentadas no corredor. Prova de que os Beatles ainda causam euforia.
O Festival In-Edit deu hoje um presente a Salvador. Com a presença do diretor Marcelo Rabelo, foi exibido o filme Batatinha, poeta do samba. Oscar da Penha, nome de batismo do sambista é a cara da cidade escondida dos turistas, esquecida no tempo, perdida para sua própria população. Poucos são os que conhecem Batatinha, autor de 150 músicas que só gravou um único disco solo em toda sua vida. Sua família, composta por nove filhos, pouco vê de seus direitos autorais, perdidos em uma política complicada de excluídos.
Em Vento do Leste de 1970, Jean-Luc Godard discute o cinema e as posições políticas anti-capitalistas. É uma obra rara de um momento específico. Em determinado momento, passados quase uma hora de projeção, aparece em tela Gláuber Rocha, diretor brasileiro, em uma encruzilhada. Uma mulher grávida se aproxima e pergunta qual o caminho do cinema político. Ele aponta para o caminho que julga ser do cinema do terceiro mundo que é "o perigoso, divino e maravilhoso", além de diversas outras palavras que explicam a ideologia da época. A cena dura pouco mais de um minuto, mas é essencial para traduzir um sentimento de época.
Dia 15 de julho estreia o último episódio da Série Harry Potter, como até hoje só falei aqui dos dois últimos filmes, resolvi resgatar a cada semana um filme do bruxinho mais querido do mundo. E só poderia começar pelo início. Primeiro devo dizer que foi emocionante rever todos os filmes em sequência, e isso só aumentou a expectativa para o oitavo. É uma viagem pela técnica cinematográfica também, já que a cada filme, visivelmente isto era melhorado. A história e a direção são outros quinhentos. Harry Potter e a Pedra Filosofal foi o início de tudo, é natural que seja, então, o mais simples de todos. Nunca saberemos se J.K. Rowling já tinha em mente o que ele se tornaria após sete anos, mas de fato, muita coisa já está construída ali.
Em 2008 a revista Empire divulgou uma lista do que seriam os cem melhores personagens do cinema. Entre polêmicas e acertos, trouxe Tyler Durden, interpretado por Brad Pitt em Clube da Luta no topo da lista e deixou de fora ícones como Carlitos do eterno Charles Chaplin. Fico me perguntando, ao ver listas como essas o que seria um bom personagem. Recorrendo à teoria, encontramos diversas definições.
Toda história tem seu começo. Fãs da Marvel e dos X-MEN aguardavam com ansiedade a estreia desse filme. Ainda mais com a volta de Bryan Singer, ainda que como produtor. O resultado é um belo filme que excede as expectativas. Aqui você tem duas chances de ganhar ingressos para conferir mais essa aventura dos mutantes. Veja abaixo.
Se semana passada tivemos o anúncio dos vencedores de Cannes, esta semana assistimos a mais uma edição do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Realizada pela Academia Brasileira de Cinema, a cerimônia consagrou o filme de José Padilha. Tropa de Elite 2 levou nove das estatuetas da noite, melhor som, melhor montagem de ficção, melhor direção de fotografia, melhor ator coadjuvante, melhor roteiro original, melhor ator, melhor direção, melhor longa-metragem de ficção e melhor longa-metragem de ficção pelo voto popular. Não resta dúvidas de que foi o melhor filme do ano e não por acaso já tinha se consagrado como maior bilheteria de todos os tempos do nosso cinema. Além das premiações, homenagens marcaram a noite, uma para Lucia Rocha, mãe de Glauber Rocha, que recebeu o Prêmio Especial de Preservação para CINEOP - Mostra de Cinema de Ouro Preto, outra para a atriz Norma Bengell, por sua carreira e outra para Lucy e Luiz Carlos Barreto, que celebram 50 anos de trabalho no cinema. Destaco ainda o documentário Dzi Croquettes, que levou o prêmio de melhor na categoria pelo voto popular. No site é possível conferir a lista completa dos vencedores.
Eles estão de volta. Depois de serem a sensação de 2010, Stu Price, Alan Garner, Phil Wenneck e Doug Billings embarcam em uma nova aventura etílica, desta vez na Tailândia. E para vocês não ficarem de fora dessa festa, tem promoção muito bacana abaixo, com par de convites para todo o Brasil e kit do filme apenas para moradores de Salvador.
Sinopse: Depois de uma farra inesquecível em Las Vegas, Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms), Alan (Zach Galifianakis) e Doug (Justin Bartha) seguiram com sua vidas. Mas o bom e velho Stu está disposto a se casar novamente, desta vez com Lauren (Jamie Chung) e o local escolhido para a cerimônia foi a exótica Tailândia. Mas o que era para ser uma simples despedida de solteiro acabou se transformando em outra aventura muito louca, só que agora num país diferente, com suas proprias regras e a promessa de ser "marcante".
Regras:
1 - Responda nos comentários abaixo: - Qual seria a sua despedida de solteiro ideal? Por quê?
2 - As três melhores respostas levam**.
3 - Respostas válidas até 05/06/2011.
Resultado:
- Luis Antonio A.
- Sandra Miranda
- Anael M. de Souza
Parabéns. Enviem seu endereço completo com CEP para o cinepipocacult@gmail.com até 10/06. Se for de Salvador, escreva para combinar o local do retirada do prêmio.
*Convites válidos de segunda a quinta-feira, exceto feriados, nos cinemas que estiverem exibindo o filme. Exceto salas 3D, Cinemark Iguatemi (SP) e salas Prime do Cidade Jardim (SP). Cine Araújo: Salas VIPS do Multiplex Rio Preto (São J. do Rio Preto) e Multiplex Catauaí (Londrina) - Kinoplex: Sala Platinum do Shopping V. Olímpia (SP) e Parkshopping (Brasília). Os prêmios deverão ser retirados na Av. Tancredo Neves em local a ser especificado por e-mail em até uma semana após divulgação do resultado.
**Brindes apenas para moradores de Salvador. Cada kit contém camisa, descanso de olhos e par de convites do filme. Eles estarão disponíveis na Av. Tancredo Neves. Convites podem ser enviados pelos Correios para qualquer lugar do Brasil.
Após o fracasso de Wolverine Origens, a franquia X-Men foi colocada em cheque. Nada melhor do que trazer o condutor inicial para nos contar como tudo começou. Bryan Singer, no entanto, não pode dirigir o quinto filme da série, mas deu sua contribuição no roteiro à cinco mãos e assumiu o papel de produtor do filme dirigido por Matthew Vaughn. O resultado que vemos em tela é uma obra madura, que nos conduz em questões fundamentais da humanidade como busca por aceitação, evolução e segregação racial. Tudo isso em um mundo dividido em que vivíamos à expectativa de uma guerra nuclear.
A história centra-se em um triângulo interessante. Dois mutantes opostos que se juntam para frear a ambição de um terceiro. Em um lado está Erik Lehnsherr, vindo de uma família polonesa que sofre nos campos de concentração. Com um estranho poder de atrair metais, o garoto sofreu com a morte de sua mãe e jurou vingança ao homem que lhe causou todo o sofrimento. Em outro vértice, está Charles Xavier, vindo de uma rica família americana, nunca soube o que era problema, seu poder psíquico e sua inteligência o levaram a estudar a evolução humana e as mutações genéticas. Após terminar sua tese, tem certeza de que pode ajudar em um mundo mais harmônico. No outro ponto está Sebastian Shaw, ex-nazista que tem como único objetivo destruir os seres humanos em uma guerra nuclear para que a raça mutante possa tomar conta do planeta. Vai de encontro aos planos de Xavier, além de ser o antigo carrasco de Erik.
Com uma história extremamente bem embasada e ligada aos acontecimentos da época, X-Men surge não apenas como um filme de super-heróis. Aqui vemos os horrores dos campos de concentração, a tensão da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética, aproveitando inclusive o incidente com mísseis em Cuba e cenas reais do presidente Kennedy, além de falar de questões humanas e brigas por sobrevivência. É irônico por exemplo ver o sofrimento de Magneto quando estava no campo de concentração se transformar em uma sede pela supremacia da raça mutante. Aquele que sofreu reage fazendo o mesmo com seus inimigos. Da mesma forma como o idealismo de Charles vem de sua vida tranquila. Em determinado momento, Magneto lhe diz ironicamente ao ver a casa de sua família: "Com você conseguiu sobreviver aqui?"
Todos os personagens são extremamente complexos. É muito bom ver o drama de Mística e Fera, por exemplo, mutantes que trazem na aparência a marca da diferença. Assim como é interessante ver o surgimento de cada membro da equipe e seus poderes, vendo a forma como Charles Xavier compreende e ajuda cada um a encontrar o equilíbrio. Instigante ainda ver sua relação com Raven, a Mística, única que ele não consegue ajudar, demonstrando também nele uma falha e preconceito. É preciso Erik / Magneto para lhe mostrar que ela é bela da forma como é, sem precisar de máscaras, disfarces ou ilusões. Aceitação de si mesmo e conviver com as diferenças, estas são as chaves da obra criada por Stan Lee e Jack Kirby, que chegou às bancas em 1963, e está representada como nunca nas telas neste filme.
Como se não bastasse um bom roteiro, com boas interpretações, temos um cuidado extremo em todos os quesitos. A direção nos brinda com cenas desde já memoráveis como Magneto levantando um submarino. O enquadramento que vemos, os efeitos especiais, a música, a montagem, tudo emociona. Desde a abertura já vemos que tem ali uma obra diferenciada. A junção da moeda no ar com o símbolo do X, é de arrepiar os fãs. Detalhe que a primeira cena do filme é uma repetição da primeira cena da obra de 2000. Aliás, os detalhes fazem o diferencial de X-Men. A cena em que Erik conversa com o alemão no banco traz o reflexo do rosto de outro na barra de ouro, por exemplo, deixando os dois sempre em quadro, independente de quem é focado. A moeda para mesmo o centro das atenções do filme, pois protagoniza outra cena, mostrando Shaw e Charlie em paralelo em uma decisão visual esplêndida.
A montagem é destaque também no treinamento dos mutantes. Com uma estética de história em quadrinhos, onde a divisão de tela é dinâmica, com uma direção de arte moderna, vemos o resumo das tentativas, erros e acertos até que o exército possa estar formado. Traz agilidade à obra, uma referência à origem dos personagens, além de ser visualmente bem feito. Aliás, a direção de arte foi bastante cuidadosa ao unir uma linguagem moderna com reconstituição de época. Até a antiga garrafa de Coca-Cola é vista discretamente em uma cena. Ver o uniforme amarelo nos personagens também é um prazer especial para os fãs. Tudo muito bem construído, destaque negativo apenas para a face de Fera, que mais parece um bichinho de pelúcia fofo, mas que traz alguma semelhança com os primeiros desenhos do personagem.
Como se não bastasse todo o apuro técnico, ainda tem brindes com participações mais que especiais que nem citarei aqui para não tirar a graça da surpresa. A dica é ficar de olho na busca por mutantes que Charlie e Erik imprimem em determinado momento. Um deles não tem como não perceber, sendo uma das melhores cenas do filme, mas outros personagens, bem mais jovens, estão contemplados ali. Outra atriz da trilogia original também faz pequena participação em uma determinada cena. X-Men First Class tem algumas licenças poéticas que fãs mais extremados podem reclamar, ainda assim faz jus a seus complexos personagens. É um filme bem realizado, condizente com a franquia e que excede as expectativas. Bryan Singer merece palmas, e na pré-estreia tiveram alguns que não resistiram a empolgação da apoteótica cena final e literalmente ovacionaram essa ótima obra.
P.S. Infelizmente não há cena pós créditos como é habitual da série da Marvel.
X-Men: Primeira Classe (X-Men: First Class: 2011 / EUA)
Direção: Matthew Vaughn
Roteiro: Jane Goldman, Jamie Moss Ashley Miller, Zack Stentz e Josh Schwartz, baseados no argumento de Bryan Singer
Com: James McAvoy (Charles Xavier), Michael Fassbender (Erik Lehnsherr), January Jones (Emma Frost), Lucas Till (Destrutor), Nicholas Hoult (Fera), Caleb Landry Jones (Banshee), Edi Gathegi (Darwin), Oliver Platt (Homem de Preto), Rose Byrne (Moira MacTaggert), Jason Flemyng (Azazel), Jennifer Lawrence (Mística), Morgan Lily (Mística criança), Zoe Kravitz (Angel), Álex González (Maré Selvagem) e Bill Milner (jovem Magneto).
Duração: 132 min