Cinema Paradiso

Salvatore Cascio é TotóEm homenagem à desclassificação da Itália na primeira fase da Copa, resolvi corrigir aqui um erro e finalmente falar de um dos filmes que melhor demonstra a paixão pelo cinema. Cinema Paradiso, filme italiano lançado em 1988, é uma ode à sétima arte e ao prazer de produzir, exibir e assistir a filmes. Através dos olhos de Totó viajamos por uma época que não existe mais, onde o cinema era a extensão da nossa própria casa. Todos se encontravam, riam, choravam, namoravam e brigavam dentro da sala escura. Principalmente em cidades do interior, onde essa diversão era a única opção. Cadeiras sendo arrastadas, crianças burlando a censura e se encontrando no mundo mágico.

Giuseppe Tornatore consegue, em seu segundo filme, uma obra-prima. Com o roteiro escrito pelo próprio diretor com a colaboração de Vanna Paoli vemos um retrato do que era a Itália pós-guerra. Em uma cidadezinha do interior da Sicília, a população local tem um único divertimento: ir ao Cinema Paradiso aos fins-de-semana, ver as novas fitas vindas de todo o mundo. A grande expectativa era saber se finalmente veriam um beijo entre os atores, coisa que o padre local sempre censurava antes da projeção inicial. Alfredo, o projecionista, tem algo muito mais complicado com o que lidar do que as censuras bobas do padre. É a curiosidade e paixão por aquela cabine que tem o menino Salvatore di Vitto, que todos conhecem como Totó.

Leia >>

Mostre para seus amigos

Duelo de Campeões

Gerard ButlerA Copa do Mundo continua e a junção cinema e futebol também, agora passando para as ficções. Hoje, há exatos 60 anos, a seleção dos Estados Unidos conseguia um feito histórico. Fato este que foi retratado no longa dirigido por David Anspaugh chamado The Game Of Their Lives que literalmente seria O jogo de suas vidas. O nome bem condizente com a história foi pouco para os tradutores brasileiros que colocaram: Duelo de Campeões. Gostaria de saber que duelo foi esse, já que o filme apesar de ser ambientado na Copa do Mundo de 1950, ocorrida no Brasil, centra-se em um recorte bem específico entre o que estaria mais para Davi vs Golias, do que campeões.

Leia >>

Mostre para seus amigos

Os piores filmes brasileiros?

Márcio Garcia como Peri em O GuaraniA Veja lançou uma lista polêmica com os que seriam os piores filmes brasileiros de todos os tempos. Para começar, isso é tão relativo quanto seria a lista dos melhores. Afinal, cada filme tem seu objetivo e importância. Além disso, há muitos filmes recentes que facilmente poderiam ser trocados por outros. Por exemplo, "Xuxa em sonho de menina", pode ser uma bobagem, mas vai dizer que é pior que "Super Xuxa contra o baixo astral"? E ainda vem com um claro direcionamento político ao colocar na lista o filme de Fábio Barreto sobre a vida de Lula. O longa pode não ser nenhuma obra-prima, mas dizer que ele é pior do que O Guarani, por exemplo, de Norma Bengel, que traz Márcio Garcia como Peri? E o raríssimo O Gato de Botas Extraterrestre? A única coisa que não dá para discordar na lista é o filme que encabeça a lista. Cinderela Baiana é um marco cinematográfico. O trash dos trashs. Mas, como eu já disse, é tão ruim que fica bom.

Leia >>

Mostre para seus amigos

As férias da minha vida

Queen LatifahQueen Latifah dirigida por Wayne Wang em um filme que narra a história de uma mulher que descobre que vai morrer e resolve torrar seus últimos tostões nos Alpes suiços. A primeira reação ao juntar isso é dizer: não obrigada. Mas, eu não canso de falar aqui que mesmo um filme ruim tem a nos ensinar e quem gosta e escreve sobre cinema não pode ter preconceitos. Que bom que eu pensei assim, porque As férias de minha vida não é um filme ruim. É uma história leve e edificante sobre relacionamentos, preconceitos e escolhas de nossas vidas.

Porque as pessoas têm tanto medo de viver? É mesmo preciso estar à beira da morte para ter a coragem de correr atrás de seus sonhos? O livro de possibilidades da protagonista Georgia Byrd me lembrou o de Ellie e Carl em Up, só que a diferença é que o casal da animação colecionava memórias, enquanto que neste filme a personagem colecionava sonhos. Após sofrer um acidente de trabalho, a moça é diagnosticada com uma doença rara, tendo poucos meses de vida. Ela pede demissão, raspa suas economias e vai em busca da realização daqueles sonhos.

Leia >>

Mostre para seus amigos

Grandes Cenas: Perfume de Mulher

Al Pacino e Gabrielle AnwarPor mais que eu tente, sempre acabo preferindo cenas musicais para esta sessão do blog. A música é mesmo um motor importante da obra cinematográfica e parece que fica em nossa memória por mais tempo, sendo capaz de nos fazer viajar no tempo e espaço. Ao lembrar do filme Perfume de Mulher, duas cenas vem à minha mente: o discurso final de Al Pacino e esta cena escolhida. O discurso é belo, mas a força está nas palavras e não deixa de ser um spoiler enorme. Esta cena é mais emblemática e gostosa de rever sempre.

Para quem não conhece a história, o tenente-coronel Frank Slade, vivido de forma magistral por Al Pacino, quer viver intensamente um último fim-de-semana em Nova York antes de se matar. Cego, o militar tão ranzinza não vê mais sentido na vida e contrata um jovem, vivido por Chris O'Donnell, para lhe acompanhar nessa jornada. Por sua deficiência visual, o personagem distingue o aroma feminino com grande precisão, o que dá o nome ao filme. Nesta cena escolhida, os dois estão em um restaurante, quando Pacino percebe a presença de uma bela mulher. Ao se aproximar e conversar um pouco, resolve chamá-la para dançar. A aula de tango, interpretação e cinema que se segue é mesmo inesquecível.

Leia >>

Mostre para seus amigos

45 anos depois: Como estão as crianças de A Noviça Rebelde

A Noviça Rebelde - originalEm 2 de março de 1965, Nova York via sua premiere de The Sound of Music. Curiosamente, o Brasil foi o 5º país a receber o filme em 3 de maio do mesmo ano, com o singelo nome de A Noviça Rebelde. Não sei onde os responsáveis por títulos de filmes brasileiros encontram tanta criatividade. Mas, o que importa é que 45 anos depois, ainda assistimos e nos emocionamos com a história de Maria e a família Von Trapp. Já expus toda a minha paixão pelo filme ao analisar a clássica cena do Dó, Ré, Mi. Apesar de adorar o filme e já ter perdido as contas de quantas vezes assisti, nunca havia me perguntado o que tinha acontecido com as sete crianças do longa. Até que essa semana me deparo com um vídeo instigante e compartilho com vocês.

Leia >>

Mostre para seus amigos

As Crônicas de Spiderwick

Freddie Highmore e Sarah BolgerFilmes com elementos mágicos e adolescentes responsáveis por salvar ao mundo, em uma história inspirada em um livro de sucesso. Achei que já tinha visto de tudo com essa premissa até ligar a televisão e ser surpreendida com As Crônicas de Spiderwick. Confesso que não tinha dado a menor importância a ele em 2008, mas ao dar um crédito à história dirigida por Mark Waters percebi uma aventura um pouco diferente do já visto. Em primeiro lugar, Jared não tem nada de predestinado. É um garoto arisco, que não se conforma com a separação dos pais, e junto ao seu irmão gêmeo Simon e a irmã Mallory têm que proteger um livro de seres crúeis liderados pelo ogro Mulgarath.

O livro, escrito por Arthur Spiderwick, contêm segredos preciosos sobre o mundo mágico dos elfos, fadas, trolls e ninfas, que usados de forma errada, podem destruir tudo de belo que existe. Criado por Tony DeTerlizzi e Holly Black, a série é composta por cinco livros lançados entre 2003 e 2004, e o filme roteirizado por Karey Kirkpatrick, David Berenbaum e John Sayles é um apanhado da trama percorrida pelas cinco obras.

Leia >>

Mostre para seus amigos

Toy Story 3 - Passagens da vida

Buzz LightyearEm 1995, a Pixar revolucionou o mercado de animação com um filme sobre brinquedos. A técnica era impressionante, a construção dos personagens era fantástica, o roteiro era muito bom. Mas, o que chamava a atenção era de que não se tratava apenas de um filme para crianças. Qualquer pessoa se sentia novamente criança ao ver sua fantasia tornando-se realidade. Quem nunca imaginou que seus brinquedos favoritos tinham vida própria? Sentimentos, vontades, reações parecidas com qualquer ser humano. O ciúme de Woody ao ver Buzz chegar e tornar-se o favorito do Andy. O medo da solidão, do abandono, o valor da amizade. Toy Story toca em temas profundos que nos fazem pensar e os pequenos se divertirem, porque tudo é feito de forma divertida como uma grande brincadeira.

Em 1999, veio o Toy Story 2. Outro filme muito bem feito, com bom roteiro, mas muito parecido com o primeiro. Quebrando a lógica da Pixar de não fazer continuações, dizem que a responsabilidade foi da Disney, estúdio adepto de novos filmes com o mesmo tema. Particularmente eu não me envolvi tanto com esta segunda investida no mundo dos brinquedos, porque não trouxe algo de novo, parecia mais do mesmo.

Leia >>

Mostre para seus amigos

40 anos do Tri: Pra Frente Brasil

Pra Frente, BrasilHoje faz quarenta anos que o Brasil ganhou o tri campeonato mundial no México. Como já falei aqui de Pelé Eterno, vou abordar o ponto ruim daquela vitória: encobrir a didatura militar que tomava conta do país. É essa a premissa do filme que Roberto Farias lançou em 1982, ainda no governo Figueiredo, sendo o primeiro filme a falar abertamente de torturas e todas as consequências do golpe de 64. O filme foi bem recebido pela crítica ganhando o Prêmio C.I.C.A.E., no Festival de Berlim e os prêmios de Melhor Filme e Melhor Edição, no Festival de Gramado.

O argumento é interessante, fazer um paralelo da Copa com as torturas. No dia do primeiro jogo do Brasil um pacato cidadão da classe média é confundido com um militante político e preso pelo DOPS. O processo de tortura ocorre enquanto está ocorrendo o campeonato de futebol e termina no dia da final. Reginaldo Faria, que vive o homem preso por engano, assina o roteiro junto a Paulo Mendonça e ambos pecam em não conseguir sustentar tão bem a premissa da comparação. As cenas dos jogos acabam sendo inseridas de forma forçada, principalmente no final. Poucos são os momentos em que a comparação é natural a exemplo de uma cena em que os militares se preparam para mais uma sessão de tortura quando alguém grita: o jogo vai começar. O comandante então, vira para o preso e diz: "reza para o Brasil ganhar".

Leia >>

Mostre para seus amigos

Todos os corações do mundo

Dunga Campeão 1994Já vi alguns blogueiros falando sobre este filme, mas acho que vale a pena reforçar o coro. Afinal, o longa dirigido por Murilo Salles é um dos melhores documentários do gênero. Além disso, a Copa de 94 é um bom exemplo para animar a torcida brasileira que está reclamando do time de Dunga, sem grande brilho ou craques. O título que veio após o jejum de 24 anos, não foi com o famoso futebol arte que nos fez sofrer em 82. Com resultados magros, o time de Parreira chegou à final sem nunca deixar a torcida satisfeita. Ainda mais em um campeonato onde tudo está tão estranho. Então, não custa sonhar com o hexa, afinal somos brasileiros e não desistimos nunca.

Stoitchkov Bulgaria 1994O longa mistura o clima do Cinema Verdade, buscando o povo nas ruas para falar de sua paixão com o formato consagrado pelo Canal 100. A própria locução over é apenas pontual, e acho que poderia ser suprimida por outros depoimentos, deixando o filme ainda mais dinâmico. Afinal, o gostoso do filme é se sentir no estádio, ouvindo a torcida, vendo as imagens impressionantemente próximas, detalhando a emoção em diversos pontos do mundo. A Copa do Mundo de Futebol é mesmo uma atração que para o planeta de quatro em quatro anos. Por ironia, apenas o país-sede daquele evento parece alheio a tudo isso.

Leia >>

Mostre para seus amigos

Em busca de uma nova chance

Em busca de uma nova chancePais não foram feitos para enterrar seus filhos, é anti-natural, dói mais do que qualquer outra perda. Encontrar forças para superá-la é muito complicado e cada pessoa reage de uma forma diferente. Na família de Bennett, não é diferente. Seu pai, vivido por Pierce Brosnan, é o membro da família que tenta demonstrar forças, não permitindo ouvir falar no rapaz. Sua mãe, em mais um show de Susan Sarandon, fica obcecada pelos dezessete minutos finais da vida do rapaz, revendo a câmera de segurança e tentando contato com o homem que bateu em seu carro. Já seu irmão mais novo, Johnny Simmons, tenta diminuir a presença do ausente e sente-se cada vez menor. Em tudo isso, há ainda Rose, com Carey Mulligan muito bem no papel. Uma garota que estava com ele no momento do acidente e que traz consequências de sua única noite de amor.

Leia >>

Mostre para seus amigos

Kick-Ass - Quebrando meu juízo

Kick-AssPor que ninguém nunca tentou ser super-herói? A pergunta aparentemente idiota com uma decisão ingênua adolescente de vestir uma malha verde e sair pelas ruas esconde uma questão profunda. Cada vez mais em nosso mundo, o ser humano está egoísta e individualista. Somos capazes de assistir a um assalto e nem sequer dar um telefonema ao 190. Ou atropelar alguém e fugir sem dar socorro. Deixemos, então, Dave, ou melhor, Kick-Ass encher o mundo com um pouco de esperança.

Partindo dos quadrinhos de Mark Millar, Matthew Vaughn traz aos cinemas uma aventura com heróis mascarados sem super poderes, muita ação, tiro, sangue, elementos de histórias em quadrinhos, animação e uma trilha sonora de deixar meu professor de música cinematográfica feliz. O roteiro do próprio Vaughn com colaboração de Jane Goldman é linear, sem grandes inovações, mas que funciona muito bem. A narração over do personagem principal tem toques de humor sarcástico, típico da série, fazendo brincadeiras com outros quadrinhos - "sem poderes, não há responsabilidades" - e outros filmes - "Nunca viu Crepúsculo dos Deuses ou Sin City?" -, essa não posso explicar muito bem a piada para não dar spoilers.

Leia >>

Mostre para seus amigos

Um som diferente

Pump Up The Volume - Um Som DiferenteAdolescência é um momento único e conturbado, onde todos os medos eclodem ao mesmo tempo. Precisamos crescer, mostrar nossa cara ao mundo, enfrentar todos os desafios. Tudo parece bobagem aos olhos alheios. Mas é duro vivenciar cada segundo que parece uma eternidade. Qual garoto ou garota não sonhou em ter um espaço anônimo onde pudesse falar o que quisesse, ser o que imaginasse, soltar todos os seus anseios e abrir sua alma? A internet veio como um sopro nesse vazio existencial, por isso vemos tantos fakes por aí. Na época em que essa senhora não existia, a criatividade tinha que ser maior. Foi assim que Mark, personagem de Christian Slater em Um Som Diferente, filme do início dos anos 90 dirigido por Allan Moyle, arrumou sua válvula de escape em uma rádio pirata na madrugada.

Happy Harry Hard On, o codinome que ele adota, torna-se mais do que isso. O locutor anônimo vira a voz dos adolescentes da escola Hubert Humpfrey High School. Todos que, assim como ele, estão entediados com suas vidas e são reprimidos por diretora, pais e professores encontram em suas palavras incentivos para romper a ordem estabelecida. Happy Harry torna-se conselheiro, confidente, cúmplice de todos aqueles ouvintes que pensam e sentem como ele, mas não tinham coragem de assumir seus atos. As mudanças provocadas começam a incomodar os adultos que vão à caça do responsável por aquilo sem perceber que os culpados, na verdade, são eles próprios, os autores daquela sociedade fechada.

Leia >>

Mostre para seus amigos

Quem é melhor: Pelé ou Maradona?

Maradona x Pelé

Não se assustem, não vou mudar o foco do blog, até porque em matéria de futebol só os argentinos acham que há algo a discutir sobre o Rei do Futebol. E meu pai, claro, que diria Zico. O fato é que começou a Copa do Mundo de Futebol, amanhã a nossa seleção estreia contra a Coréia do Norte e resolvi falar aqui de filmes que trazem a arte da bola como tema. Cada semana será um. E para começar vamos comparar os documentários sobre dois jogadores incontestáveis, cada um com seu estilo, seu foco e sua história. Pelé X Maradona.

Leia >>

Mostre para seus amigos

Sex and the City 2

Sex and the City 2Quando a série Sex and the City foi lançada em 1998 era apontada como um destaque na programação por colocar a mulher no foco da narrativa de uma forma diferente. Não era mais a mocinha frágil em busca do seu príncipe encantado. Era a mulher ativa, pensante, trabalhadora, cansada de ser renegada a papel secundário na sociedade. Carrie Bradshaw, Samantha Jones, Charlotte York e Miranda Hobbes são quatro amigas com objetivos definidos e personalidades bem diferentes, que provavelmente se completam. Isso é interessante e fez com que a série fizesse tanto sucesso sendo cultuada até hoje, seis anos após seu término.

O primeiro filme que chegou aos cinema em 2008 centrou em resolver uma questão que ficou em aberto: o relacionamento de Big e Carrie. Seu tom é, então, bem diferente da série, com uma história quase linear com começo, meio e fim. Seu roteiro seguia a estrutura clássica e bem concisa do cinema e cumpre um papel correto ao transportar o universo de uma série televisiva para as grandes telas. Fez algum sentido ao meu ver, mas os fãs não ficaram tão satisfeitos.

Leia >>

Mostre para seus amigos

Al di lá delle cose più belle

Candelabro ItalianoOntem falei de um filme que acaba de estrear, hoje, resgato um de 1962 dirigido e roteirizado por Delmer Daves. Candelabro Italiano pode não ser um primor da sétima arte, mas é um clássico romântico. A mesma Itália, o mesmo sentimento, um passeio pela costa de um país que inspira romance. Para nós, hoje é o Dia dos Namorados. Então, nada melhor do que nos inspirarmos com a história de Prudence e Don Porter, com a beleza e a dor de viver um grande amor.

Leia >>

Mostre para seus amigos

Não existe plano B

Esquadrão Classe ANão se preocupe, não estou criticando o filme com Jennifer Lopez, mas acho que o subtítulo do longa de Joe Carnahan baseado na clássica série Esquadrão Classe A, é mais do que oportuno. Afinal, para esses quatro soldados não existe outro plano, ele têm que dar certo. Eles estão sempre apostando todas as fichas. E apesar de serem competentes no que fazem, a mim não convencem. Mas eu não sou, definitivamente, a espectadora-modelo desse filme.

No anos 80 e 90, quando a série passava no Brasil, nunca tive a curiosidade de acompanhar. Olhava algumas poucas cenas e não me atraía. A figura de Mr. T interpretando o BA ficou emblemática em minha mente, assim como George Peppard com seu charuto. Ainda assim, preferia as milarabolices de MacGyver, as piadas de Super Gatas ou as confusões da Gata e o Rato. Então, fui ver o filme, tentando não me irritar com cenas de luta e explosões mentirosas, além das piadas que não me agradam. Ação e comédia juntos, nessa sátira exagerada, soa estranho aos meus olhos e ouvidos.

Independente disso, o filme não chega perto da série. Por um motivo muito simples, ele apenas transporta a história para o Iraque e para tela grande, não há um motivo especial para se tornar um longa-metragem. Coronel Hannibal, Cara-de-pau, Murdock e BA são acusados injustamente de um crime e tentam provar sua inocência a todo custo. Pronto. Essa é a história. O resto é composto por correria, tiro, explosões, planos de ação, vôos catastróficos e muita palhaçada para o riso fácil. Adorei a cena do lago com o casal de idosos, mas no geral não consigo rir de tudo isso.

Esquadrão Classe A

Não se pode negar, no entanto, a feliz mão de Joe Carnahan em conduzir a ação. As montagens em paralelo do plano e da ação, são dinâmicas e muito interessantes. Os enquadramentos ajudam na composição das lutas e os efeitos especiais são muito bons. Há algumas sacadas ótimas no roteiro assinado por Michael Brandt, Derek Haas, Skip Woods, como a cena do hospício com a abertura da série no telão (e o que acontece depois) ou a brincadeira com Coração Valente.

Bradley CooperQuanto aos atores, é chover no molhado dizer que o lutador Quinton 'Rampage' Jackson não chega aos pés de Mr. T, nosso eterno BA. Bradley Cooper é o gato da vez, com seus músculos à mostra a maior parte do tempo, não que eu reclame de ver, mas não precisava ser uma apelação tão explícita para compor seu Cara-de-Pau. Assim como Jessica Biel, que é apenas Jessica Biel. Já Liam Neeson compõe um bom coronel Hannibal, com seu charuto tradicional. É verdade, que o objeto não está em sua boca o tempo todo como era na série, mas representa bem, em vários momentos, inclusive na forma como foge da cadeia. Agora, quem rouba o filme é Sharlto Copley, com um engraçado Capitão Murdock, tem tiradas hilárias e uma imersão fantástica no universo do personagem. Se tem uma coisa que eu gostei no filme, foi da interpretação dele.

Esquadrão Classe A, é um filme para fãs do gênero. Com um ritmo alucinante, som ensurdecedor e muita piada. Eu, pessoalmente não gosto, mas você pode gostar. E se é fã mesmo, aguarde que tem uma ceninha surpresa após os créditos.


E só pra lembrar, a abertura do seriado original.

Leia >>

Mostre para seus amigos

Todas as cartas de amor são ridículas

Amanda Seyfried"Todas as cartas de amor são Ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor, como as outras, Ridículas. As cartas de amor, se há amor, têm de ser Ridículas. Mas, afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são Ridículas."

Com os versos de Fernando Pessoa em seu heterônimo Álvaro de Campos, começo meu post sobre o filme Cartas para Julieta. Porque é a mais pura verdade. O sentimento mais nobre e procurado por todos os seres humanos soa ridículo aos olhos e ouvidos alheios. E o personagem de Christopher Egan é o estereótipo desse sentimento ao criticar a atitude impensada de sua avó e de uma menina, para ele "maluca", que responde a uma carta cinquenta anos depois dela ter sido escrita para Julieta Capuleto.

Leia >>

Mostre para seus amigos

Divirta-se com Marmaduke

MarmadukeQuando eu era pequena e a extinta Rede Manchete passava Marmaduke, confesso que tinha um certo preconceito com o desenho e achava uma cópia mal feita do meu preferido Scooby-Doo. Vendo o filme, o imenso dogue alemão ganhou ares de Garfield ao contrário, com suas falas, pensamentos e um gato para ele fazer de capacho. Na verdade, acho que o felino Carlos é uma referência ao Heathcliff, chamado no Brasil de Lorde Gato e que tinha uma série conjunta com o cão na década de oitenta. A série animada, por sua vez, era adaptada de uma tira de quadrinhos criada nos anos 1950 por Brad Anderson.

Leia >>

Mostre para seus amigos

Grande Prêmio do Cinema Brasileiro - Resultado

Grande Prêmio do Cinema BrasileiroA Academia de Cinema Brasileiro anunciou hoje seus vencedores no Teatro João Caetano - Rio. Independente dos vencedores, é com alegria que vejo o nosso cinema com tantas boas opções a serem premiadas. Sinal de que estamos no caminho certo. O grande vencedor da noite foi É proibido fumar, com cinco prêmios entre eles melhor longa e diretor. Mas temos outros destaques como o roteiro muito bem construído de Bosco Brasil para Tempos de Paz ou a fotografia impecável de Ricardo Della Rosa para À Deriva. Tem ainda o forte documentário "Simonal - ninguém sabe o duro que dei", de Calvito Leal, Claudio Manoel e Micael Langer e a animação "O grilo feliz e os insetos gigantes", de Walbercy Ribas e Rafael Ribas. Viva a diversidade.


Confiram a lista completa:

Curta-metragem de animação: "O menino que plantava invernos", Victor Hugo Borges

Curta-metragem de ficção: "Superbarroco", Renata Pinheiro

Curta-metragem de documentário: "De volta ao quarto 666", Gustavo Spolidoro

Figurino: Marília Carneiro, por "Tempos de paz"

Maquiagem: Martín Macias Trujillo

Direção de arte: Claudio Amaral Peixoto, por "Besouro"

Direção de Fotografia: Ricardo Della Rosa, por "À deriva"

Montagem de ficção: Paulo Sacramento, por "É proibido fumar"

Montagem de documentário: Karen Akerman, por "Simonal - ninguém sabe o duro que dei"

Efeitos visuais: Marcelo Siqueira, por "Besouro"

Som: Denilson Campos e Paulo Ricardo Nunes, por "Simonal - ninguém sabe o duro que dei"

Trilha sonora: Márcio Nigro, por "É proibido fumar"

Trilha sonora original: Berna Ceppas, por "Simonal - ninguém sabe o duro que dei"

Atriz coadjuvante: Denise Weinberg, por "Salve geral"

Ator coadjuvante: Chico Diaz, por "O contador de histórias"

Prêmio especial de preservação: Alice Gonzaga (escritora, pesquisadora, produtora, diretora e empresária do ramo cinematográfico)

Longa-metragem nacional de animação: "O grilo feliz e os insetos gigantes", de Walbercy Ribas e Rafael Ribas

Longa-metragem infantil: "O grilo feliz e os insetos gigantes", de Walbercy Ribas e Rafael Ribas

Longa-metragem estrangeiro: "Bastardos inglórios", de Quentin Tarantino

Roteiro adaptado: Bosco Brasil, por "Tempos de paz"

Roteiro original: Anna Muylaert, por "É proibido fumar"

Prêmio especial: Anselmo Duarte (1920-2009)

Longa-metragem de documentário: "Simonal - ninguém sabe o duro que dei", de Calvito Leal, Claudio Manoel e Micael Langer

Longa-metragem de ficção nacional (voto popular): "Se eu fosse você 2", de Daniel Filho

Longa-metragem de ficção estrangeiro (voto popular): "Avatar", de James Cameron

Melhor atriz: Lília Cabral, por "Divã"

Melhor ator: Tony Ramos, por "Se eu fosse você 2"

Melhor diretor: Anna Muylaert, por "É proibido fumar"

Melhor longa-metragem de ficção: "É proibido fumar", de Anna Muylaert

Leia >>

Mostre para seus amigos

O Senhor das Moscas

A cabeça do porcoÉ da natureza do homem ser corrompido? O que se esconde no interior da mente humana? Crianças aparentemente puras podem aprender sozinhas a ser más e brigar por poder? Essas questões são analisadas de forma bem determinista em um filme de 1990 dirigido por Harry Hook, com roteiro adaptado por Sara Schiff da obra de William Golding, Prêmio Nobel de Literatura em 1983. Considerado um dos clássicos da literatura pós Guerra, O Senhor das Moscas foi o primeiro livro do autor, publicado em 1954. Sua primeira versão cinematográfica foi em 1963, ainda em preto e branco, sendo bastante fiel à obra original. A versão de Harry Hook possui algumas diferenças, mas a essência é a mesma.

Jack, o chefe dos selvagensUm acidente de avião leva um grupo de crianças, todas do sexo masculino, a ficarem presos em uma ilha inóspita. A rudimentar democracia criada a princípio logo começa a ruir pela ânsia por poder. Tudo piora quando um “monstro” é descoberto em uma caverna no meio da ilha. O grupo se divide então, entre os “civilizados” liderados por Ralph e os “selvagens” liderados por Jack. E tudo que se segue só vai confirmando a crença de Golding no declínio da humanidade. Não chega a ser um Lostinho, mas a famosa série bebeu um pouco dessa fonte, tanto que o livro/filme foi citado em alguns episódios.

O título, a princípio enigmático, é uma tradução literal do nome Belzebu que em hebraico é Ba'alzevuv e em grego é Beelzebub, representando o mal que há no ser humano. O medo, o desespero e a desconfiança viram armas na luta pela sobrevivência e, sem limites éticos, os meninos começam a cometer atrocidades uns com os outros sem que nenhuma lei possa impedi-los. A construção do filme é bem feliz ao mostrar esse crescente e compôs cenas aterrorizantes. Na tentativa de economizar efeitos especiais, nos poupam de ver algumas violências explícitas, mas isso também funciona como um combustível para nossa imaginação que sempre pode ser pior do que o real.

Leia >>

Mostre para seus amigos

Sonhos Roubados

O slogan do concurso DocTV do Minc diz: "Quando a realidade parece ficção, é hora de fazer documentários". Sandra Werneck seguiu o conselho e fez Meninas, um belo documentário de 2006 sobre adolescentes da periferia grávidas. Quatro anos depois, ela mantêm o forte argumento, baseando-se no livro As Meninas da Esquina – Diários dos Sonhos, Dores e Aventuras de Seis Adolescentes do Brasil, de Eliane Trindade, só que resolveu arriscar na ficção e algo, a mim, pareceu perder a força.

Não que o filme Sonhos Roubados seja ruim ou caricato. Não, a história de Jéssica, Daiane e Sabrina é simples e fluida. Foca o nosso cinema para a periferia, para os excluídos, dessa vez pelo olhar das mulheres. Batalhadoras, belas, que sofrem, mas nunca perdem a esperança ou vontade de viver. Aliás, os sonhos não lhe são roubados, porque elas nunca perdem a capacidade de sonhar. A disposição das três em ultrapassar limites é lindo e nos cativa. Assim como a interpretação das três atrizes. Nanda Costa, Amanda Diniz e Kika Farias dão a alma para construir aquela realidade.

Leia >>

Mostre para seus amigos

Contato: a eterna luta entre ciência e fé

Jodie Foster em ContatoHá filmes que marcam a nossa vida de uma forma inexplicável. Não dá para fazer uma análise técnica e explicar racionalmente. Por vezes, ele nem mesmo é o melhor nesses quesitos. Mas, esta é a mágica do cinema. Algumas histórias, construções narrativas ou mesmo uma única cena nos pegam de jeito, algo nos acontece e guardamos na memória. A sensação que nos causou é o mais importante. Isso aconteceu comigo quando fui ao cinema em 1997 assistir Contato, primeiro filme de Robert Zemeckis três anos após revolucionar o cinema com Forrest Gump.

A história parece absurda. Uma cientista procurando provas de vida alienígena encontra uma mensagem codificada e faz de tudo para desvendá-la. Quando o governo dos Estados Unidos finalmente a decodifica, descobre um vídeo de uma estação da estrela Vega que ensina a construir uma nave alienígena capaz de viajar pelo espaço ao encontro de provas de vida fora da Terra. Vários países, então, se reúnem para financiar esse projeto. Várias peripécias acontecem até que Dra. Ellie consiga subir em uma nave e procurar seu sonho de menina. Mas, não é isso que importa. A forma como a trama é conduzida é que foi mágica para mim.

Leia >>

Mostre para seus amigos

Príncipe da Pérsia

Jake Gyllenhaal é DastanAdaptar é uma arte ingrata, por um lado cobra-se fidelidade, por outro adequação ao meio. Transformar uma história de um videogame em cinema tem um desafio ainda maior, porque na maioria dos jogos, a história é uma questão secundária. O importante é passar as fases e descobrir todos os detalhes para chegar ao fim da missão. Por isso, vemos longas tão equivocados vindos dessas plataformas como já foi citado aqui. Felizmente, uma luz parece estar surgindo no fim do túnel. O Príncipe da Pérsia, dirigido por Mike Newell e lançado pelos estúdios Disney, pode não ser uma obra-prima do cinema ou da mesma qualidade de Piratas do Caribe, mas é um bom filme de ação que cumpre o seu propósito principal: entreter.

Príncipe da Pérsia é um jogo antigo, sua primeira versão foi lançada em 1989 ainda com aqueles recursos primários de plataforma. O protagonista, cujo nome era simplesmente Prince ou Príncipe, já pulava e procurava desafios diversos. Com a evolução dos jogos, novas versões foram surgindo e em 2003 foi lançado Prince of Persia: The Sands of Time para PlayStation 2, e é nessa versão que o filme se baseia. Nele, Prince, acusado de matar o próprio pai, tem que provar sua inocência e proteger uma adaga mágica, que em mãos erradas pode destruir o mundo, com a ajuda da princesa Farah, a filha do marajá da Índia. Dastan e Tamina foram os nomes utilizados apenas no filme.

Leia >>

Mostre para seus amigos

Cine´Eco Seia

O Cine’ Eco – Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental que acontece na Serra da Estrela, em Portugal ganha sua extensão com exibição na capital Lisboa, em comemoração ao Ano Internacional da Biodiversidade. Já que não podemos ir além mar, visitar nossos patrícios, resta divulgar a idéia, bem interessante, e anunciar que já está aberta as incrições para a competição de 2010 que acontece em outubro. Como a competição é internacional, quem tiver uma idéia ou filme com a temática, vale uma olhada no site oficial e acompanhar o blog que, por enquanto, só tem o regulamento.

E para quem está em Portugal ou vai passar por lá até o dia 05, segundo o release que recebi, os filmes que se destacam são os portugueses Pare, Escute e Olhe de Jorge Pelicano, o grande vencedor do certame, Milho de José Barahona, Condomínio da Terra de Quercus e Em nome da Terra de Rita Saldanha.

Entrada gratuita

Programação Completa:
CINEMA SÃO JORGE

31 Maio |segunda
19h15 |Em Nome da Terra
(Prémio “Polis”)
de Rita Saldanha, Portugal, 2008, 55’
Com presença da Realizadora e do Arq. Ribeiro Telles

1 Junho | terça
19h15 | C’est pas Grave
Não é Grave (Prémio “Camacho Costa”)
de Yacine Sersar, França, 2008, 10’, V.O. Francês, Leg. Inglês

19h15 | A Árvore da Música
(Prémio “Vida Natural”; Menção Honrosa)
de Otavio Juliano, Brasil, 2009, 78’

21h30 | Free Swim
Nadar Livremente (Prémio Especial)
de Jennifer Galvin, E.U.A. / Bahamas, 2009, 50’, Leg. Inglês

2 Junho | quarta
19h15 | El Regalo de la Pachamama
A Dádiva de Pachamama
(Prémio “Antropologia Ambiental”)
de Toshitumi Matsushita, Bolívia/Japão, 2008, 102’, Leg. Inglês

21h30 | Peripheria
(Prémio “Animação”)
de Barelli Marcel, Suíça, 2009, 8’

21h40 | Espírito de Porco
(Prémio Especial)
de Chico Faganello e Dauro Veras, Brasil, 2009, 51’

3 Junho | quinta
19h15 | Um Rio Invisível
(Prémio “Água”)
de Renata Druck, Brasil, 2008, 24’

19h15 |Os Últimos Moinhos
(Menção Honrosa)
de Luís António da Silva, Portugal, 2008/2009, 53’

21h30 | Arrakis
(Prémio Especial; Menção Honrosa)
de Andrea Di Nardo, Itália, 2008, 23’, Leg. Inglês

21h30 | Direitos dos Animais – Acção e Meio-Ambiente
(Prémio “Ambiente da Lusofonia”)
de Pedro Barbosa, Brasil, 2009, 31’

4 Junho | sexta
19h15 | Gimme a Hug
Dá-me um Abraço (Prémio “Vídeo Não Profissional”)
de Geert Droppers, Holanda, 2008, 14’, Leg. Português

19h15 |Kalunga
(Menção Honrosa)
de Luiz Elias, Pedro Nabuco e Sylvestre Campe, Brasil, 2009, 77’

21h30 | Wa Quan
Viver com Vergonha (Prémio “Valorização de Resíduos”)
de Huaqing Jin, China, 2008, 20’, Leg. Inglês

19h15 |Vietato Respirare
É Proibido Respirar (Menção Honrosa)
de Ricky Farina, Pierto Menditto e Diego Fabricio, Itália, 2008, 30’, Leg. Inglês

5 Junho | sábado
19h15 | Pare, Escute, Olhe
(Grande Prémio Ambiente; Grande Prémio da Lusofonia; Grande Prémio da Juventude)
de Jorge Pelicano, Portugal, 2009, 90’

21h30 | Condomínio da Terra – Organizar a Vizinhança Global (Menção Honrosa)
de Quercus – Ass. Nacional de Conservação da Natureza, Portugal, 2009, 5’

21h30 | Milho
(Prémio “Cine Eco em Movimento”)
de José Barahona, Portugal, 2008, 54’

FÓRUM FNAC CHIADO

31 Maio | segunda
20h | Jaglavak, Prince des Insects
Jaglavak, Príncipe dos Insectos (Cine’ Eco 2008 - Prémio “Vida Natural”)
de Jerôme Raynaud, França, 2007, 52’, V.O. Inglês

1 Junho | terça
20h | A Sense of Wonder
Um Sentimento Maravilhoso (Cine’ Eco 2008 - Prémio “Camacho Costa”)
de Christopher Monger, E.U.A., 2008, 54’, V.O. Inglês

2 Junho | quarta
20h | Der Prater – Ein Wilde Geschichte
O Estádio Verde (Cine’ Eco 2008 - Prémio “Pólis”)
de Manfred Corrine, Áustria, 2007, 52’, V.O. Inglês

3 Junho | quinta
20h | Milho
(Cine’ Eco 2009 - Prémio “Cine Eco em Movimento”)
de José Barahona, Portugal, 2008, 54’

4 Junho | sexta
20h | A Árvore da Música
(Cine’ Eco 2009 - Prémio “Vida Natural”; Menção Honrosa)
de Otavio Juliano, Brasil, 2009, 78’

5 Junho | sábado
17h | C’est pas Grave
Não é Grave. (Cine’ Eco 2009 - Prémio “Camacho Costa”)
de Yacine Sersar, França, 2008, 10’, V.O. Francês, Leg. Inglês

17h10 | Tertúlia sobre Biodiversidade
Investigadores da Universidade de Lisboa, a designar

Leia >>

Mostre para seus amigos

Um é pouco, dois é bom, três é ótimo


PROMOÇÃO ENCERRADA
Confira os vencedores aqui.

Para esquentar o feriado, mais uma promoção, ou melhor três, no CinePipocaCult. Dessa vez três blockbusters para gostos variados. E exclusiva para os nossos seguidores no twitter. É só nos seguir, enviar um tweet e torcer para ser sorteado. Serão quatro convites duplos para cada filme. Escolha no fim do post para qual filme você quer convite e clique no cartaz que uma mensagem seja redirecionada para o seu Twitter. Pode clicar nos três, sem problemas, a sorte é quem vai decidir. Mas atenção, já esteja conectado ao Twitter antes de clicar, senão não funciona.

O sorteio será dia 06/06, as 18hs.

Leia >>

Mostre para seus amigos

Filhos de João em casa

Novos BaianosOntem finalmente a Bahia viu pela primeira vez o longa Filhos de João, o admirável mundo novo baiano de Henrique Dantas que tive o prazer de entrevistar aqui em novembro do ano passado. Era a estreia mais esperada, único filme a ter exibição simultânea em duas salas lotadas e com muita gente nas escadas. Após onze anos de espera, o longa emociona pelo resgate histórico de um grupo que marcou a música popular brasileira.

Os Novos Baianos surgiram no final da década de sessenta, com uma mistura de sons bem brasileira. Clássicos como "Besta é Tu", "Acabou Chorare", "Brasil Pandeiro", "Preta Pretinha", são cantadas até hoje com entusiasmo, mas o grupo parece que foi caindo no esquecimento. O documentário reconstrói através de depoimentos e imagens de arquivo um pouco do que foi aquele momento, a importância de João Gilberto para a mudança musical do grupo (antes rock, depois mais próximo do samba), daí o nome do filme, além de tentar explicar o porquê do fim. Algo que é simplesmene impossível. O que fica no final é que tudo tem o seu momento, por melhor que seja, nada dura para sempre.

Leia >>

Mostre para seus amigos

PROMOÇÃO RELÂMPAGO - Sonhos Roubados

Sonhos RoubadosÉ de Salvador e quer conferir o filme de Sandra Werneck? Então é bem simples, mande um e-mail para cinepipocacult@gmail.com dizendo qual o nome de um outro filme da diretora que fala sobre gravidez precoce (é só procurar no Google). Junto mande seu endereço e telefone. O convite só é válido de segunda à quinta (exceto feriado) em todos os cinemas em que estiver sendo exibido. Ganham um par de convites os oito primeiros que enviarem o e-mail com a resposta.

Sejam rápidos. Promoção válida até 02 de junho, hoje mesmo, às 14h.

PROMOÇÃO ENCERRADA
Vejam os ganhadores:
1- Sandra Conceição Miranda
2 - Bianca Silva
3 - Mariana Ramos Pitta Lima
4 - Juliana Macêdo
5 - Márcia Sampaio Baggi
6 - Meiritania Regueira
7 - Graça da Silva
8 - Andressa de Almeida Silva

Parabéns, olhem seus e-mails e fiquem ligados que vem mais promoções por aí!!!



Sinopse:
Jéssica (Nanda Costa), Daiane (Amanda Diniz) e Sabrina (Kika Farias) são adolescentes e moram em uma comunidade carioca. Elas eventualmente se prostituem, no intuito de conseguir dinheiro para satisfazer seus sonhos de consumo. Entretanto, mesmo com os problemas do dia a dia, elas tentam se divertir e sonhar com um mundo melhor. Eleito o melhor filme pelo voto popular no Festival do Rio 2009.

Leia >>

Mostre para seus amigos

Pra jogar ou assistir

Sexta-feira estreia em todos os cinemas brasileiros O Príncipe da Pérsia, mais uma adaptação dos games para o cinema. Fala-se que esta seria uma redenção dos games na sétima arte, que em sua maior parte foi um grande fiasco de bilheteria e/ou crítica. Parece que o diretor Mike Newell e a Disney conseguiram unir a narrativa cinematográfica com o game de forma satisfatória. Enquanto esperamos para conferir, vamos relembrar algumas tentativas de adaptação, que resgatei com a ajuda de Ari Cabral, dessa arte de entreter.

Super Mario BrosSuper Mario Bros (1993)
Quem nunca se divertiu com esse clássico jogo de plataforma? Pular cogumelo e colecionar estrelinhas para vencer o Koppa e salvar a princesa era a sensação desde o Nintendinho. Agora, quando Rocky Morton resolveu levar isso ao cinema, com Bob Hoskins como protagonista e o recém-falecido Denis Hopper, o resultado foi um verdadeiro fiasco... Precisa dizer por quê?

Leia >>

Mostre para seus amigos
Related Posts with Thumbnails
 

Licença Creative CommonsBlog CinePipocaCult by Amanda Aouad is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Não a obras derivadas License
Based on a work at www.cinepipocacult.com.br
Permissions beyond the scope of this license may be available at http://www.cinepipocacult.com.br