Promoção As Mães de Chico Xavier

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Nelson XavierNovo filme do diretor Glauber Filho fecha o ano de comemoração do centenário de Chico Xavier que começou em abril do ano passado com sua cine biografia. Aqui Nelson Xavier encara novamente Chico, em uma história sobre a dor e a beleza de ser mãe. Veja como pode ganhar ingressos* e camisa** desse filme logo abaixo.

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Fúria sobre Rodas

Nicolas CageTanto o diretor Patrick Lussier quanto o roteirista Todd Farmer são conhecidos por filmes de terror como Dia dos Namorados Macabro e Jason X, mas ambos se declaram amantes de filmes de ação. Assim nasceu Fúria sobre Rodas, que eles anunciam no kit de imprensa como uma homenagem aos filmes de ação dos ano 70 e 80 com Steve McQueen e Charles Bronson. Pensando no estilo, escolheram Nicolas Cage como seu protagonista, mas acredito que o filme só tem sucesso se a platéia o encara com um trash movie, bem ao estilo de Machete e À Prova de Morte. Aí, a brincadeira se torna interessante, principalmente pelo 3D muito bem realizado e enquadrado na história, e sua trilha sonora que é um verdadeiro primor dos filmes de ação. Os apaixonados por carros também podem se deliciar com exemplares de um Dodge Charger 1969, um Chevelle 1971, um Riviera 1964 e um Chevy 1957, só precisam se preparar para vê-los bater, cantar pneu, capotar e incendiar.

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Pré-estreia de Amor? em São Paulo

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Afinal, o que é o amor? Esse questionamento é o ponto de partida do novo filme de João Jardim, diretor de Janela da Alma, Pro Dia Nascer Feliz e Lixo Extraordinário. Amor? que estreia dia 15 de abril é uma mistura de documentário com ficção, trazendo no elenco nomes como Lília Cabral, Eduardo Moscovis, Letícia Colin, Claudio Jaborandy, Silvia Lourenço, Fabiula Nascimento, Mariana Lima, Ângelo Antônio e Julia Lemmertz. “Queria que suas atuações fossem o mais livre e despojadas de artifícios possíveis. Queria que os atores incorporassem a história como deles”, explica o diretor. Saiba mais sobre o filme no site oficial.

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As Mães de Chico Xavier

As Mães de Chico Xavier"Pelo cinema, pelo valor como obra, tenho que dizer que Bezerra de Menezes, o diário de um espírito é lamentável. Como divulgador da mensagem espírita, deixa a desejar, já que pouco explica sobre ela durante o filme, mas é válido já que chama a atenção para mesma. Como homenagem a um homem notório e exemplo a ser seguido, é mais que justo, e este é o motivo das salas de cinema estarem lotadas. Fica o questionamento de como seria maravilhoso se pudéssemos juntar, tal qual a doutrinha que se proclama Ciência, Religião e Filosofia, esses três fatores em um único filme." 04 de dezembro de 2008.

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U2 3D

Bono Vox na pré-estréia de U2 3DUm fim de semana apenas em uma única sessão por dia em alguns cinemas da cidade, foi assim que os soteropolitanos puderam conferir U2 3D, o filme feito com a colaboração da National Geographic a partir da turnê Vertigo na América do Sul em 2006. Foi uma experiência interessante ver um show no cinema, apesar da frieza da platéia que não nos encoraja a cantar junto as músicas da banda. Confesso que foi difícil, para mim, segurar em vários momentos a língua, acompanhando baixinho cada canção. Afinal, U2 fez parte da minha adolescência e continua uma boa banda de rock, com músicas bem feitas e letras engajadas.

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Pré-estreia de As Mães de Chico Xavier com entrevistas

As Mães de Chico XavierSexta-feira, Salvador recebeu a equipe do filme As Mães de Chico Xavier para a pré-estreia. Foram duas salas no Multiplex Iguatemi, contando inclusive com a presença do cineasta baiano e diretor do IRDEB Pola Ribeiro. Além da representante da Paris Filmes, estavam no evento o produtor Luis Eduardo Girão, o diretor Glauber Filho e as atrizes Via Negromonte e Neuza Borges. A alegria por estarem na Bahia, estreando o filme era visível nos discursos acalorados de antes da sessão. Glauber Filho brincou que não era filho de Glauber Rocha, mas tinha sangue baiano, enquanto Neuza Borges disse que se sentia mais baiana que muita gente nascida aqui. Além disso, a atriz declarou que fazer aquele filme foi o melhor presente de sua vida. Ela, que é espírita e conheceu pessoalmente Chico Xavier, se emocionou ao vivenciar aquela história. Infelizmente não pude entrevistá-la, já que o tempo foi curto e a sessão já começou com um pequeno atraso. Mas, pude conversar um pouco com o diretor e a atriz Via Negromonte. Confiram abaixo como foi o bate-papo.

Fotos por João Veríssimo/Ag. SaladaCultural.

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Promoção Sucker Punch: Mundo Surreal

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Novo filme de Zack Snyder é sua primeira obra original, mas segue a lógica dos demais filmes focando direção de arte, efeitos visuais e trilha sonora. Quer um par de ingressos para esse filme? Veja abaixo.

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Filmes que me fizeram chorar

Cinema ParadisoPegando o gancho do Podcast bem legal que participei (se ainda não ouviu clique aqui) a convite de Rodrigo Carreiro do Café com Pop, que teve também a participação de Márcio Melo do Porra Man, queria falar aqui um pouco mais sobre essa história de chorar em filme. Devo confessar que sou uma chorona, assim como Zeca Baleiro, "qualquer beijo de novela me faz chorar". E a gente fica se perguntando porque é que a gente chora diante de uma tela, em realidades tão diversas e uma variedade de filmes tão grande. Teóricos e psicólogos dizem que é algo com o qual nos identificamos, somos envolvidos por aquela história e algo nela nos reporta a um determinado aspecto de nossa vida. As vezes algo que realmente passamos, as vezes algo que desejamos para nós ou temos medo que um dia nos aconteça. Uma catarse. É natural, então, que todos nós já tenhamos chorado pelo menos uma vez na vida diante de uma boa história. Não sei dizer qual foi a primeira vez que chorei vendo um filme. Talvez em O Cão e a Raposa, quando era ainda uma criancinha. Não sei... Sei que fui ficando cada vez mais chorona. E resolvi fazer um esforço aqui para lembrar os dez filmes que mais chorei na vida. Se quiserem ouvir a explicação dos dois primeiros, não esqueça de acessar o terceiro Café com Popcast.

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Um Lugar Qualquer

Stephen Dorff em Um Lugar QualquerAinda lembro da minha primeira aula de roteiro cinematográfico no já distante ano de 2001, quando o professor começou sua explanação, dizendo que o fundamental de qualquer roteiro é o conflito. O roteiro é tão bom quanto for o conflito apresentado. Ele ainda afirmou que todo filme é sobre alguém em busca de algo. E que esse algo nunca pode ser fácil demais, nem considerado impossível, pois ambos perdem a graça. Bom, toda essa introdução é apenas para dizer que o filme de Sofia Coppola, que finalmente estreou em Salvador e que já estava esperando vê-lo apenas em DVD, não tem absolutamente conflito nenhum. A sinopse para imprensa tem mais conflito que o que vemos na tela. Isso seria um erro? A meu ver, não. O que não quer dizer que meu antigo professor esteja errado. Apenas que as regras estão aí para serem quebradas e quando isso é bem feito, pode gerar uma bela obra.

Um Lugar QualquerDurante noventa e oito minutos acompanhamos a rotina de Johnny Marco, ator de Hollywood, com uma péssima reputação com as mulheres que se recupera no famoso hotel Chateau Marmont de um acidente de filmagens, enquanto participa das ações de divulgação do filme e tem que cuidar de sua filha de onze anos que passa a visitá-lo com mais frequência por causa de um afastamento temporário da mãe. Nada disso, no entanto, tem um drama clássico, um plot, um ponto de virada que justifica a história narrada. Tem menos dramatização nessa obra do que nas edições do Big Brother. Poderíamos dizer que Sofia Coppola quis simular um verdadeiro reality show.

Um Lugar QualquerPor que não acho isso ruim? Porque foi obviamente uma intenção clara de fazer isso e não um erro de roteiro, ou algo parecido. Um experimento. A ausência de conflito vem do verdadeiro conflito interior do protagonista, em sua vida onde não vê nenhum sentido ou estímulo para nada. Isso está claro não apenas na construção narrativa com ausência de viradas como nas escolhas da direção. Planos muito longos, onde vemos, por exemplo, as strippers dançando a música completa enquanto Marco está deitado na cama com sua expressão de tédio. Ou quando vemos os longos passeios dentro da Ferrari preta que ele ostenta pelas ruas de Los Angeles. Em um momento de ironia, Sofia ainda faz uma cena da Ferrari quebrando e precisando de socorro. Há humor em muitos momentos, como na viagem a Itália, com toda a festa que os italianos fazem para o astro hollywoodiano. E há um momento de grande tensão quando Marco vai fazer o molde de uma maquiagem de rosto. O tempo que a câmera fica parada em close naquele rosto coberto é incrivelmente incômodo.

Um Lugar QualquerStephen Dorff nos convence como esse astro quase supérfluo, frívolo em sua vida fútil de acordar, dormir, pegar uma mulher diferente a cada dia, comer, beber, passear. O filme é isso. Uma espécie de fábula do pobre menino rico que não tem nenhum motivo para continuar acordando todos os dias. Ele apenas vai sendo levado. Mas o interessante de Sofia Coppola é que ela consegue fazer com que esses bastidores de Hollywood acabem nos sendo tão familiares ao tratar dessa falta de sentido para vida, essa busca por realizações pessoais que não estão muito bem definidas. Nos vemos em Marco muitas vezes, por mais distante que seja de nossa realidade. A relação com a filha também é muito interessante, ajudando na identificação. Quem não gostaria de passar a noite tomando sorvete junto com o pai e assistindo Friends? Mesmo que seja dublado em italiano.

Um Lugar Qualquer é um filme com uma proposta interessante e bastante feliz em sua condução, apesar de não ser para todos. É daquelas obras que incomoda a quem espera por uma trama tradicional.


Um Lugar Qualquer: (Somewhere: 2010 / EUA)
Direção:Sofia Coppola
Roteiro:
Com: Stephen Dorff, Elle Fanning, Chris Pontius, Caitlin Keats.
Duração: 98 min

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Cine Dicas Vídeo Hobby (25)

Cine Dicas Video HobbyMais uma semana acabando, marcado pela morte da grande estrela Elizabeth Taylor. Vejam especial sobre ela aqui, onde podem ver dicas de grandes filmes com a atriz para matar a saudade. Essa semana saiu também o terceiro Café com Popcast, do site Café com Pop de Rodrigo Carreiro, que teve uma participação minha e de Márcio Melo. Tá bem divertido, vejam lá, o tema é filmes que me fizeram chorar. Mas, para não ter choro por aqui, vamos balançar um pouco o dicas dessa semana com uma promoção. São duas opções, o livro O Discurso do Rei, de Mark Logue e Peter Conradi, do filme vencedor do Oscar 2011 e o livro Morte e Vida de Charlie St. Cloud. de Ben Sherwood. Veja as regras no final desse post. E finalmente, segue mais uma lista de dicas de Guy Ferreira da Vídeo Hobby.

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Promoção Passe Livre (Salvador)

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Jogo de cartas, bebidas quentes como conhaque, licor ou a boa e velha cachaça e passe livre. Parece uma boa combinação, não? Pois se gostou da ideia, veja essa promoção do filme dos irmãos Farrelly, que está fazendo muita gente rir. Infelizmente, pela logística vai apenas os moradores de Salvador. Veja regras abaixo.

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Sucker Punch - Mundo Surreal

Sucker PunchZack Snyder deixou sua marca como diretor de ótimas adaptações como 300, Watchmen e A Lenda dos Guardiões. A expectativa era grande, então, em relação a sua primeira obra original. Como as demais obras, Sucker Punch tem uma direção de arte incrível e uma trilha sonora arrebatadora. Mas, se você não gosta da linguagem de videoclipe, nem videogame, pode se incomodar um pouco com o que vemos aqui. É difícil até de classificar o filme em algum gênero específico, Zack Snyder brinca com vários, dando destaque a ação, fantasia e ficção científica. É daqueles filmes que particularmente encanta, mas não chega a superar a força de Watchmen.

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Eterna Liz Taylor

Liz TaylorTalvez a nova geração não consiga compreender a importância de Elizabeth Taylor para a história do cinema. Representante do verdadeiro star system do cinema clássico norte-americano, Liz Taylor era uma diva com toda a grandeza que a palavra pode significar. Seu erro, talvez, tenha sido não preservar sua imagem, deixando que a imprensa explorasse ao máximo todos os seus escândalos e problemas afetivos em seu diversos matrimônios, principalmente com o também ator Richard Burton, com quem tinha uma relação conturbada. Mas, Taylor também era famosa por sua beleza, e seus peculiares olhos azuis violeta. Além de ser uma militante de causas nobres, principalmente no combate a AIDS, doença que levou um de seus melhores amigos, o ator Rock Hudson. E, claro, por seu talento como atriz, que lhe renderam dois Oscars, o maior salário de Hollywood na época e filmes que estão na nossa memória. Liz Taylor finalmente descansa, após anos de luta contra problemas de saúde. Não lamento exatamente a sua partida, já que não somos imortais e acredito em um descanso e vida melhor depois dessa. Lamento que sua última participação no cinema tenha sido em 1994 como a sogra de Fred Flintstone, sem contar com duas aparições rápidas em séries de televisão. Dezessete anos longe das telas e do público a fazem ser lembrada apenas como a amiga excêntrica de Michael Jackson por muitos ou como a representante de associações filantrópicas. Fico feliz de ter sido apresentada a essa atriz por minha mãe, que sempre amou os grandes filmes dela, e ter podido estudá-los em minha trajetória de cinéfila. Esse legado é que faz de Taylor uma imortal em nossas mentes. Relembro aqui os que mais gosto.

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O profissional

Natalie PortmanHá uma certa falsa premissa de que em filme de ação não importa roteiro, nem construção de personagem, a adrenalina é o mais importante, com cenas bem orquestradas e efeitos especiais de primeira categoria. Ainda bem que existe Luc Besson, diretor e roteirista que consegue nos brindar com boas histórias, muitas vezes reflexivas, com personagens complexos e sim, muita cena de ação de tirar o fôlego. É assim com O Profissional, filme que hoje é conhecido por ter revelado Natalie Portman para o mundo e que tem uma trama muito bem amarrada em seus personagens e na profundidade de uma relação de amor e amizade entre um matador profissional e uma menininha de doze anos.

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A Última Música

Miley Cyrus em A Última MúsicaNicholas Sparks virou o queridinho da América, seus romances baseados em amores complicados ganham a tela a cada ano, sempre com boa recepção. Confesso que não li "A Última Música", e de todos era o que me parecia com a premissa mais fraca, apesar de gostar do argumento, por mais clichê que seja, de pai afastado tentando se reaproximar dos filhos através da música. Minha opinião sobre a obra não mudou muito. O filme constrói de maneira falha as mudanças da protagonista Ronnie, ainda mais com a interpretação da, Hannah Montana, Miley Cyrus. O resultado acaba sendo um melodrama juvenil fraco. Poderia ser muito mais profundo.

Ronnie e Jonah chegam a uma pequena cidade no sul dos Estados Unidos para passar o verão com o pai, Steve Miller, vivido pelo ótimo, Greg Kinnear. Enquanto o pequeno Jonah está radiante com a aproximação com seu genitor, Ronnie é o estereótipo da adolescente revoltada. Vestida de preto em plena praia, com um humor para poucos, acaba esbarrando em Will, o estereótipo do gato da praia, jogador de vôlei, popular, cheio de trabalhos voluntários. O romance dos dois começa a amolecer o coração da moça, que na verdade, só usava a máscara de rebelde escondendo o coração de ouro e o resto você pode imaginar.

A Última MúsicaEssa coisa de amor de verão, superação, mudança de comportamento esgotou um pouco sua fórmula, principalmente se tratando de um roteiro tão tolo, repleto de viradas forçadas, como a questão da igreja e o amigo de Will. A questão pai e filha, no entanto, apesar de já bastante explorada encontra aqui algum frescor de novidade, principalmente pela música e composição do personagem de Greg Kinnear. Steven não é aquele protótipo de pai ausente. É um ser humano repleto de nuanças interessantes e uma trajetória que nos envolve. Sua relação complicada com Ronnie tem um desfecho óbvio nas teclas de seu piano, mas ainda assim, a gente gosta de acompanhar.

A Última MúsicaMiley Cyrus não chega a ser uma má atriz, mas parece que lhe falta maturidade para nos passar o drama de Ronnie com mais verdade. Já Liam Hemsworth, consegue nos convencer com seu Will e o garoto Bobby Coleman é a sensação da trama, principalmente em seu momento de maior drama. Na verdade, o que soa falso é a forma como Ronnie de garota problema, fazendo amizade com os tipos moradores de rua, chama a atenção do jovem Will e muda de atitude de uma forma tão mágica. O amor é transformador, verdade, mas como uma garota tão consciente, verdadeira e meiga pode simplesmente sustentar aquela máscara de ovelha negra por tanto tempo?

Algo em mim não bateu nessa construção. E nem podemos culpar o roteirista, já que dessa vez o próprio Nicholas Sparks assumiu a adaptação da obra. Sparks talvez queira nos passar uma fórmula, presente em todos os seus romances repletos de amores problemáticos bem ao estilo do melodrama clássico. Não me convenceu, apesar de agradar a muitos, apenas, na relação pai e filha encontrei algum alento. Mas, ela poderia ter sido muito mais desenvolvida.


A Última Música: (The Last Song: 2010 / EUA)
Direção:Julie Anne Robinson
Roteiro: Nicholas Sparks e Jeff Van Wie
Com: Miley Cyrus, Greg Kinnear, Bobby Coleman, Liam Hemsworth.
Duração: 107 min

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VIPs

Wagner Moura em VIPsVIPs surge no início de 2011 como um daqueles filmes nacionais que tem todo o potencial para boas bilheterias, através de uma obra bem construída, com um roteiro bem funcional, uma montagem caprichada e atuações totalmente convincentes. Acredito que o plus de contar um fato verídico de nossa história recente ajuda, principalmente pelo episódio da Gol e a entrevista no programa Amaury Jr. que fez essa história ganhar proporções nacionais. Mas, este é apenas um ponto, já que o filme de Toniko Melo não se atém apenas a narrar a história do estelionatário Marcelo da Rocha, que sofre de pseudolalia, mentira compulsiva, a ponto de sua própria mãe ter declarado que nada que vem do filho pode ser considerado verdade.

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Os Piratas do Rock

Os Piratas do RockSabe aquele velho lema: "sexo, drogas e rock n’ roll"? Pois é, o filme de Richard Curtis segue à risca. O diretor e roteirista se preocupa apenas em construir essa atmosfera com uma trilha sonora incrível e uma história quase inexistente. Não que isso seja um problema em sim, mas acaba frustrando parte da platéia que gosta de algo mais embasado. Repleto de personagens estereotipados, com um olhar raso sobre a geração rock n´roll, visão completamente machista das fãs e algumas cenas exageradas, o filme vale pelo clima nostálgico das músicas, atitude da juventude da época e boas atuações. É daqueles filmes que você só deve encarar se puder se deixar levar pelo clima de alegria e travessura juvenil. Afinal, a vida também pode ser uma festa.

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Animais unidos jamais serão vencidos

Animais unidos jamais serão vencidosEm 1949, o alemão Erich Kästner já alertava para os problemas do homem com o meio ambiente em uma sátira fábula infantil: "A Conferência dos Animais”. Nela, os bichos se reunem para exigir reparações da raça humana pelas mudanças maléficas no planeta. Reunindo a base dessa história com algumas pitadas de a “A Revolução dos Bichos” de George Orwell e várias animações conhecidas como A Era do Gelo, Madagascar, O Rei Leão e até enfezado o personagem da Warner Bros, Taz, Reinhard Klooss produziu a primeira animação infantil 3D da Europa. Como o "singelo" nome "Animais unidos jamais serão vencidos", o filme estreou ontem também na tecnologia 4k da Sony, o que ajuda um pouco na tela escura do 3D. Mas, mesmo com toda boa vontade, o filme cansa por soar repetitivo, didático e sem o frescor que as crianças estão acostumadas.

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Promoção Jogo de Poder

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Com Naomi Watts, Sean Penn e direção de Doug Liman, Jogo de Poder conta a história verídica de Valerie Plame, uma ex-agente da CIA que teve sua identidade revelada como represária as atitudes de seu marido contra o governo Bush. Quer ganhar uma camisa** e par de ingressos* desse filme? Veja abaixo.

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Cine Dicas Vídeo Hobby (24)

Cinedicas Video HobbySemana agitada com pré-estreia e presença de famosos na cidade e o no CinePipocaCult. Mais uma vez, agradecemos a parceria do Salada Cultural que cobriu a entrevista de Wagner Moura e Toniko Melo com belas fotos. Teve também a estreia da tecnologia 4k da Sony no UCI, trazendo mais nitidez a imagem. Mas, fim de semana é a hora do descanso e ver um bom filme em casa. E tem muita opção boa nas prateleiras da Video Hobby. Sem mais demoras, vamos às dicas de Guy Ferreira de hoje.

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Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles

Invasão do Mundo: Batalha de Los AngelesNão tem como falar de Batalha de Los Angeles sem falar na tecnologia 4k da Sony. Primeiro filme que chega ao Brasil com essa tecnologia que nos dá mais definição de imagem já que tem 4906 linhas horizontais por 2160 verticais (a Full HD tem 1080 linhas horizontais por 1920 verticais). A diferença é nítida já na vinheta do cinema, dá pra ver a textura em detalhes, a tela fica mais clara, mais nítida. Uma beleza. A Sony também foi muito feliz ao estrear com um filme de ação, onde os efeitos especiais são o forte e detalhes nos cenários são bem apreciados. Em termos de visual não temos muito o que reclamar de Batalha de Los Angeles. Já a história... o único outro roteiro da vida de Christopher Bertolini foi A filha do General, adaptação do livro de Nelson DeMille, e pelo visto seu portfólio vai continuar bem fraco.

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Entrevista com Toniko Melo

Toniko MeloDiretor de comerciais consagrados, já tendo sido premiado em diversos festivais, Toniko Melo estreia seu primeiro longametragem que em seu primeiro festival já levou quatro prêmios, incluindo de melhor filme no Festival do Rio. Antes de VIPs, Toniko já tinha assinado a série Som e Fúria com seu parceiro de longas datas Fernando Meirelles, e adaptou o formato para um longametragem em 2008. Super simpático e aceitando a brincadeira de compará-lo fisicamente ao ator norte-americano John Malkovich, Toniko Melo conversou comigo quando veio a Salvador para pré-estreia do filme. Confiram o resultado.

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Entrevista com Wagner Moura

Wagner MouraUm dos atores de maior destaque da sua geração, Wagner Moura demonstra talento a cada personagem que faz. Por ser baiano, tive a oportunidade de vê-lo começar: literalmente. Fui sua contemporânea do colégio Mendel, onde ele teve seu primeiro grupo de teatro amador, o Pasmem. Das primeiras peças de teatro, comerciais e filmes, não demorou muito até o reconhecimento nacional. Wagner já fez cinema, especiais de televisão, novelas, peças e dispensa qualquer apresentação. Agora, recebeu seu primeiro convite de Hollywood, onde irá ser um vilão do filme Elysium, dirigido por Neill Blomkamp (Distrito 9) e que tem ainda no elenco Matt Damon e Jodie Foster. Mas, antes, ele é Marcelo, o protagonista de VIPs, que ele ressalta não ter muito do Marcelo da Rocha real. Na pré-estreia do filme em Salvador, pude conversar um pouco com ele. Vejam como foi.

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Insônia

Al PacinoE já que ontem falei de um remake de um filme dinamarquês, vamos hoje com um remake de norueguês. Americano adora isso, né? Apesar de achar essa mania egocêntrica ao extremo, devo admitir que se não fosse pela direção de Christopher Nolan e a presença de Al Pacino, Robin Williams e Hilary Swank no elenco, eu provavelmente passaria longe desse longametragem. Aliás, tentei encontrar o original depois disso, mas não consegui. Daqueles filmes que ficam perdidos para o resto do mundo, já que é uma produção de 1997 e provavelmente não tem nem cópia em DVD no Brasil.

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Promoção Justin Bieber - Never Say Never

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Justin BieberÍdolo adolescente, mesmo com a pouca idade Justin Bieber já tem biografia e agora filme sobre sua meteórica carreira. Para os fãs, uma oportunidade de ganhar convites para esse documentário.

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Entre Irmãos

Tobey MaguireO que é pior que um pai de família morrer na guerra? Ele voltar e perceber que era melhor que não tivesse conseguido sobreviver. A refilmagem do dinamarquês Brothers de 2004 nos traz um argumento interessante, apesar de o roteiro de David Benioff oscilar em alguns momentos. Temos exatamente um ato com o antes, outro com o durante e o terceiro com o depois da guerra. Fica tudo meio esquemático e o ponto mais interessante acaba não se desenvolvendo para um final razoável. Temos uma mistura de vários filmes de guerra e famílias, com a premissa básica do irmão herói e do irmão perdido. Apesar de todo o clichê e questões previsíveis, no entanto, o filme de Jim Sheridan consegue nos prender, principalmente por causa da questão humana e das atuações.

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Gnomeu e Julieta

Gnomeu e JulietaCriada por William Shakespeare no século XVI, o amor de Romeu e Julieta já serviu de inspiração para milhares de histórias, isso sem contar as adaptações mais fiéis. Acredito que não há uma criatura na Terra que não sabia pelo menos o básico da história. Agora, pode uma tragédia ser adaptada para o universo infantil? Os estúdios Maurício de Sousa já tinha feito isso na década de 80 e foi divertido. Agora, é a vez do cinema de animação dirigido por Kelly Asbury em um roteiro coletivo nos apresentar uma versão inusitada da peça, onde o romance proibido é vivenciado por dois anões de jardim.

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Passe Livre

Jason Sudeikis e Owen WilsonOs irmãos Farrelly atacam outra vez. Peter e Bob parece que se acostumaram a fazer comédias politicamente incorretas, cheias de cenas escatológicas, muita bobagem e uma certa dose de machismo. Passe Livre é daqueles filmes que pode irritar muita gente. Tem até cena de nu frontal masculino que soa meio desnecessária, como uma piada desconexa. Mas, no fim acaba construindo uma lógica até interessante de quem realmente está curtindo esse passe livre.

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Cine Dicas Vídeo Hobby (23)

Cinedicas Video HobbyAcabou o Carnaval, época de se esbaldar e esquecer o cotidiano de horas trabalho e gastar tudo aquilo que andou se economizando o ano todo para curtir um bom feriado. Muita gente ainda está nesse feriadão e só volta a trabalhar na próxima segunda-feira. Uma boa oportunidade para relaxar em casa, curar a ressaca com muita água de coco, refazer as contas para o próximo Carnaval  e assistir a bons filmes recentes ou antigos, através das dicas de Guy Ferreira. E tem filme para todos os gostos. Sem mais demoras, vamos às dicas.

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Jogo de Poder

Naomi WattsEm 2003, uma agente da CIA teve sua identidade revelada pelo Governo Norte-Americano que queria desacreditar as investidas de seu marido, o ex-diplomata Joseph Wilson, que insistia em afirmar que o Iraque não estava construindo bombas de destruição em massa. O escândalo não chegou com tanta força no resto do mundo, mas foi uma reviravolta na terra do tio Sam e agora ele é contado em detalhes no novo filme de Doug Liman. Não é complicado de acompanhar a história, mesmo para quem é leigo no assunto, já que tudo está de certa forma explicada, passando-se quase como uma ficção. Mas, com certeza, o impacto nos Estados Unidos é bem maior.

A história conta os bastidores da CIA entre 2001 e 2003 tendo como pano de fundo a Guerra do Iraque e como linha condutora o casal Joseph Wilson, vivido por Sean Penn, e Valerie Plame, interpretada por Naomi Watts. Ela, uma agente secreta de alto escalão, que comandava diversas missões, e ele, um diplomata inconformado com o jogo de interesses e mentiras do presidente Bush e sua equipe para justificar a guerra. Quando ele resolve denunciar o que sabe, sua esposa acaba pagando um alto preço.

Naomi Watts e Sean PennPela primeira vez, Hollywood fala tão abertamente das inúmeras bobagens que George Bush fez desde o 11 de setembro, inventando uma guerra com o Iraque em busca de armas nucleares que nunca apareceram. O roteiro de Jez Butterworth e John Henry Butterworth é bastante feliz ao construir o passo a passo das investigações da CIA, os relatórios dos diplomatas diversos, a família iraquiana que serve de fonte, as discussões dentro da unidade de inteligência. Sempre intercalando com os discursos de Bush para televisões e reuniões da ONU. Uma forma de demonstrar o que o mundo inteiro já sabia, que a guerra do Iraque não passou de manipulação barata daquele governo.

A história da agente também nos envolve. Conhecemos toda a sua dedicação, força de vontade, lealdade e a foma como ela é derrubada por aqueles que pretendia proteger dói no espectador. Somos manipulados direitinho para acreditar que Valerie Plame é uma verdadeira heroína e que seu esposo é uma das pessoas mais dignas que já conhecemos. Quando falo que somos manipulados não quero com isso dizer que os dois não sejam merecedores de admiração, mas apenas que há uma parcialidade no roteiro que faz deles os únicos incorruptíveis, e não passíveis de falhas.

Jogo de PoderÉ bom ver Sean Penn e Naomi Watts juntos novamente. A química dos dois atores nos convence de sua cumplicidade e torna mais fácil algumas cenas. O drama que os personagens vivem, a forma como suas vidas são reviradas e a relação abalada são defendidas de forma coerente com duas boas interpretações. Enganam-se aqueles que pensam que seja um filme de ação. Há muito mais de jogo psicológico, drama e discussões políticas.

Jogo de Poder é daqueles filmes sem máscaras, que nos envolve em uma história mesmo que não a conheçamos tão profundamente quanto o povo norte-americano. A imersão é tão profunda que presenciei pela primeira vez no cinema uma cena interessante. Como de costume, mal dá o sinal de fim da narrativa e os funcionários do cinema já se apressam a expulsar o público da sala, abrindo a porta e acendendo as luzes. Acontece que Jogo de Poder tem seu momento chave nos créditos do filme. Sim, repito: o momento-chave do filme que ficamos esperando durante todo o terceiro ato está nos créditos. Então, ficamos todos com as portas abertas, as luzes acesas, sentados em silêncio assistindo àquelas cenas. Lamentável que a experiência cinematográfica esteja cada vez pior.


Jogo de Poder: (Fair Game: 2010 / Emirados Árabes, EUA)
Direção:Doug Liman
Roteiro: Jez Butterworth e John Henry Butterworth
Com: Naomi Watts, Sean Penn, Ty Burrell, Sam Shepard.
Duração: 104 min

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Rango

RangoFundada em 1975 por George Lucas a ILM (Industrial Light and Magic) é reconhecidamente uma grande empresa de efeitos especiais. Era de se esperar então, que uma animação realizada por este estúdio fosse um primor. Rango, que chega hoje aos cinemas enche mesmo aos olhos. Cada bicho, objeto e detalhe do cenário chama atenção pela perfeição da construção. Há história, no entanto, não chega a ser primorosa. Repleta de referências a filmes, principalmente aos de Western como Era uma vez no oeste, mas em determinados momentos até Apocalypse Now, Star Wars e 2001 entram nas homenagens.

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Don Juan DeMarco

Johnny DeppDia 08 de março, terça-feira de Carnaval é também o Dia Internacional da Mulher. Resolvi relembrar aqui um filme que faz uma homenagem a mulher em sua essência de uma forma bastante criativa. O mito Don Juan inspirou diversas obras de arte desde pinturas, passando por peças teatrais e literatura, mas nenhum transformou o sedutor sem escrúpulo em um romântico que compreende a alma da mulher tal qual esta versão cinematográfica de 1995 dirigida e roteirizada por Jeremy Leven. O Don Juan daqui não quer apenas colecionar conquistas. O personagem vivido por Johnny Depp quer apenas amar as mulheres em sua plenitude, despertando o que melhor tem nelas. E, claro, como todo bom romântico, sofre pelo desprezo de sua amada Dona Ana.

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Esposa de Mentirinha

Brooklyn DeckerRefilmagem de Flor de Cacto, um filme de 1969, estrelado por Ingrid Bergman e Walter Matthau, Esposa de Mentirinha é mais uma comédia bobinha estrelada por Adam Sandler. Desta vez com a eterna friend Jennifer Aniston. Engraçado que mesmo os dois já se conhecendo antes mesmo da fama, esta é a primeira vez que a dupla contracena. O filme, dirigido por Dennis Dugan, abusa dos clichês de comédia, tem algumas bobagens escatológicas principalmente com Nick Swardson e um final mais do que manjado. Mas, traz coisas inusitadas como Nicole Kidman em um papel de comédia boba.

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Cine Dicas Vídeo Hobby (22)

Cine Dicas Video HobbyA música anuncia: "Já é carnaval, cidade". Desde ontem os trios elétricos invadiram as ruas de Salvador, difícil pensar ou falar de outra coisa por aqui. Então, aqueles que não são adeptos da festa do Rei Momo pode aproveitar as dicas de Guy Ferreira para curtir o feriado de uma forma tranquila e programada. Aliás, a Vídeo Hobby estará aberta todos os dias da folia em horário normal, exceto a loja do Chame-Chame que fecha mais cedo, para que ninguém fique na vontade de conferir algum título. No CinePipocaCult não teremos posts diários, já que a visitação deve cair um pouco, mas continuaremos por aqui. Falando de Carnaval, cinema e sua doce mistura. Sem mais demora, então, vamos às dicas da semana.

A REDE SOCIAL

A REDE SOCIAL (DRAMA)
EUA - 2010. Direção: David Fincher. Com: Jesse Eisenberg, Andrew Garfield, Justin Timberlake, Joseph Mazzello, Rooney Mara.

Sinopse: Em uma noite de outono de 2003, Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg), analista de sistemas graduado em Harvard, começa a trabalhar uma nova ideia. Apenas seis anos e 500 milhões de amigos mais tarde, Zuckerberg se torna o mais jovem bilionário da história com o sucesso da rede social Facebook. O sucesso, no entanto, o leva a complicações em sua vida social e profissional. Afinal, ninguém faz 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos.

Avaliação: Apesar do desprestígio no Oscar que o ignorou nas principais categorias, até mesmo no quase certo de melhor direção, A Rede Social continua com prestígios de uma grande obra. Um retrato do mundo atual e suas relações humanas. Gostoso de se ver e importante de se analisar. Crítica completa aqui.

ATIVIDADE PARANORMAL 2
ATIVIDADE PARANORMAL 2 (SUSPENSE)
EUA - 2010. Direção: Tod Williams. Com: Katie Featherston, Brian Boland, Micah Sloat, Sprague Grayden

Sinopse: Kristi (Sprague Grayden), irmã de Katie (Katie Featherston), teve recentemente um filho com Daniel (Brian Boland), que já era pai de uma adolescente. Um dia, ao chegarem em casa, a encontram completamente revirada. Tentando evitar que a situação se repita, Daniel compra um sistema de segurança que instala câmeras em diversos cômodos e no lado de fora da casa. Ao mesmo tempo o casal e a adolescente têm por costume filmar tudo o que acontece ao seu redor. Até que um dia situações estranhas começam a acontecer, o que faz com que o trio acredite que a casa é mal assombrada.

Avaliação: O primeiro filme chamou a atenção pelo marketing de guerrilha em cima de uma produção independente com poucos recursos. Muitos se assustaram. O segundo não causou tanto pânico nos cinemas, mas, com mais recursos, é bem construído e faz um link interessante com o primeiro. Sinceramente, não sou o público dele, não consigo me assustar, nem me envolver, mas reconheço que foi uma aposta interessante. Leia crítica aqui.

MINHAS MÃES E MEU PAI
MINHAS MÃES E MEU PAI (DRAMA)
EUA - 2010. Direção: Lisa Cholodenko. Com: Julianne Moore, Mark Ruffalo, Annette Bening, Mia Wasikowska, Josh

Sinopse: Nic (Annette Bening) e Jules (Julianne Moore) são casadas e dividem um harmonioso lar na Califórnia com seus filhos adolescentes Joni (Mia Wasikowska) e Laser (Josh Hutcherson). Antes de Joni entrar para a Universidade, Laser pede ajuda para encontrar o pai biológico deles, já que os dois jovens foram concebidos por inseminação artificial. Ela, indo contra a vontade de suas mães, entra em contato com o pai (Mark Ruffalo). Os jovens logo se identificam e criam laços com ele. Na medida em que o pai começa a fazer parte da vida de todos, um novo e inesperado capítulo se inicia para esta família inusitada e nada convencional.

Avaliação: Um dos dez indicados ao Oscar de melhor filme, esta produção independente tem um frescor interessante, principalmente pela atuação de suas protagonistas e da relação com Mark Ruffalo. É um filme bonito, bem feito, bem interpretado, com uma boa trilha sonora e fotografia, que nos levam para a intimidade daquela família peculiar e o drama da chegada de um intruso. Leia crítica aqui.

BELLINI E O DEMÔNIO
BELLINI E O DEMÔNIO (NACIONAL)
BRASIL - 2010. Direção: Marcelo Galvão. Com: Fábio Assunção, Christiano Cochrane, Caroline Abras, Rosane Mulholland, Nill Marcondes

Sinopse: Após receber o controle do escritório de investigações da parceira Dora Lobo, Bellini é procurado por um cliente que está atrás de um livro perdido. Atolado em dívidas e sem outros clientes, assume o caso. Logo no começo das investigações percebe que o desaparecimento do livro está ligado a mortes violentas. A jornalista Gala, antigo caso amoroso de Bellini está investigando a morte de uma adolescente brutalmente assassinada no colégio. Os dois irão se encontrar novamente, juntando as peças de um quebra cabeças macabro. Na busca por respostas, Bellini começa a ser influenciado por um poder obscuro, passando a ter visões assustadoras. Obstinado para desvendar o mistério, mergulha em um labirinto de rituais e seitas satânicas, sem perceber que a morte está cada vez mais perto. Sua única chance é encontrar o livro antes que seja tarde demais.

Avaliação: Baseado no livro de Tony Bellotto e mais uma vez tendo o protagonista interpretado por Fábio Assunção, Bellini e o demônio é uma história um pouco mais densa que a Esfinge, que tinha um tom mais investigativo, passando para um quase terror. Não deixa de ser interessante. Principalmente por vermos o esforço de fazer um tipo de filme diferente no cenário brasileiro.

Outras dicas:
NA TRILHA DO ASSASSINO (SUSPENSE)
ALEXANDRIA (DRAMA)
JOGO DE MORTE (AVENTURA)
A SÉTIMA ALMA (SUSPENSE)
CLOSER - PERTO DEMAIS (DRAMA)
VIAGEM DO MEDO (SUSPENSE)
OS OUTROS CARAS (COMEDIA).

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Christian Bale, um vencedor

Christian BaleReclamei muito de Melissa Leo, desde sua indicação, seu favoritismo e consagração com aquele discurso ensaiado de surpresa que não convenceu a ninguém. Mas, tenho que reconhecer que a força do filme O Vencedor está nas interpretações. Nada mais justo, então, do que resgatar alguns momentos da carreira do melhor ator na minha opinião deste filme. Christian Bale rouba a cena como o irmão mais velho, ex-boxer, viciado em crack e com uma vida atribulada. Um ator versátil, daqueles raros atores mirins que continuam a carreira de forma vitoriosa e que já teve as maiores mudanças de manequim que já presenciei em um ator, basta comparar Batman com O Operário, e que teve seu lugar reconhecido com o Oscar de ator coadjuvante. Aqui, alguns filmes que chamam a atenção em sua filmografia.

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Closer, perto demais

Natalie Portman em CloserPara prestigiar o Oscar de Natalie Portman vamos falar de outro papel que lhe rendeu um Globo de Ouro e uma indicação ao Oscar em 2004. Closer, que no Brasil ganhou o sub-título Perto Demais, bem que poderia se chamar O Aquário, livro que o personagem de Jude Law escreve. O filme trata de um quarteto amoroso que se mistura e se separa com a mesma fluência de peixes nadando em uma redoma de vidro. E nós, os espectadores observamos. Não nos envolvemos diretamente com nenhum dos quatro, não somos puxados a torcer por um deles. Somos levados como voyeurs a observar os encontros, desencontros, traições e juras de amor. A direção de Mike Nichols é coerente com o texto de Patrick Marber que fez o roteiro baseado em uma peça teatral de sua autoria.

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Bruna Surfistinha

Deborah Secco em Bruna SurfistinhaRaquel Pacheco seria apenas mais uma mulher brasileira a exercer a profissão mais antiga do mundo se não tivesse tido uma idéia, na época inovadora, de abrir um blog para contar seu dia a dia com os clientes. Virou celebridade com seu codinome Bruna Surfistinha, ganhou muito dinheiro, se perdeu, se encontrou, largou a vida e lançou um livro com sua história, "O Doce Veneno do Escorpião" que vendeu milhares de exemplares e ainda foi exportado para 14 países. Agora chega ao cinema como um dos mais esperados do ano, tendo Deborah Secco como sua protagonista. O estreante Marcus Baldini não faz feio, conduz bem a trama, mas o roteiro de Antonia Pelegrinno, José Carvalho e Homero Olivetto esbarra em alguns clichês e dificuldades de se construir uma cine-biografia.

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