Charley Brewster: Você anda lendo muito "Crepúsculo". Ed Thompson: Aquilo é ficção, isso é real. Ele é um monstro de verdade. Não gentil, apaixonado ou nobre.
Este diálogo da refilmagem de A Hora do Espanto demonstra bem porque o filme de Tom Holland ganhou nova roupagem. Uma espécie de lembrança do que seriam os vampiros que não podem sair ao sol, temem água benta, cruz e estaca. E claro, não têm o menor pudor em se alimentar de sangue humano. A desconstrução dos vampiros na saga Crepúsculo é alvo de polêmica dos fãs dos sanguessugas, tanto que o próprio Ed diz ainda no diálogo citado que está furioso por Charley achar que ele lê a série. Nos anos oitenta, havia o medo dos vampiros serem esquecidos pela nova moda de Slasher Movies, ou seja, aqueles filmes de terror com monstros mascarados. Tanto que o caçador Peter Vincent, vivido por Roddy McDowall, chega a dizer que não há mais espaço para os vampiros. Essas mudanças de época são interessantes de analisar, por isso, no dia em que se comemora o Halloween, resolvi fazer uma comparação entre o filme de 1985 e 2011, em vez de uma crítica deste segundo.
Baseado em livro de Jacquelyn Mitchard, Nas Profundezas do Mar Sem Fim é daqueles melodramas que cria empatia com todos por um simples detalhe: crianças desaparecidas sempre emocionam. A gente se envolve com o drama familiar, coloca-se no lugar e torce para que dê tudo certo, mesmo quando o destino prega uma peça. E o filme de Ulu Grosbard ainda tem um plus que não deixa de ser fundamental, a interpretação sensível de Michelle Pfeiffer.
Depois de circular os principais festivais do ano, inclusive abrir o Festival do Rio, A Pele que Habito, novo filme do espanhol Pedro Almodóvar tem pré-estreia para convidados em Salvador na segunda-feira. Você pode ser um dos convidados do CinePipocaCult, basta ser rápido e responder corretamente a pergunta abaixo.
Filmes catástrofes existem aos montes. Ficção científica com vírus de potencial epidemia, então, nem se fala. O que chama a atenção no novo filme de Steven Soderbergh, no entanto, é o clima de realidade e a não concentração das atenções nos Estados Unidos, apesar de ficar boa parte ainda no país.
Semana de festa com o milésimo post! Queria agradecer novamente por todas as mensagens, divulgação e apoio dados ao CinePipocaCult. Sem essa rede de leitores, parceiros, amigos e contatos não seríamos mesmo ninguém. Queria lembrar mais uma vez que estamos no segundo turno do TOP BLOG e a contagem foi zerada, quem já votou no primeiro turno precisa confirmar o voto no segundo para conseguirmos chegar a mais uma final. Mas, já estamos felizes com tudo o que o TOP BLOG nos deu, mais uma etapa vencida. Vamos ao próximo passo. Agora, chega de falar da gente que até Narciso tem limite (hehe) e vamos aos destaques da semana.
Notícias Rápidas
Festival do Rio
O Festival do Rio acabou, mas quem não pôde conferir a festa ao vivo, poderá se contentar com o programa Revista de Cinema Brasileiro desse sábado que promete trazer o que de melhor aconteceu na cidade maravilhosa por esses dias. A apresentadora Maria Luísa Mendonça recebe no estúdio uma das diretoras do Festival, Vilma Lustosa. Ela fala sobre a história do Festival e sobre os filmes nacionais exibidos nesta edição, e conta ainda como é trabalhar em família, com irmã e filha, também envolvidas no Festival. O programa trará entrevistas com os diretores Alexandre Iglesias, Eduardo Coutinho, Tadeu Jungle e Karim Ainoüz que exibiram filmes nessa edição do Festival. O Revista do Cinema Brasileiro vai ao ar às 20h30, com reprise na terça à 1h na TV Brasil.
"Os Fantasmas se Divertem"
A onda de refilmagem de Hollywood parece que não tem limite mesmo. Já estava triste com a aproximação do lançamento de Footloose, clássico da minha infância e adolescência. Agora fico sabendo que vão refilmar o primeiro grande filme de Tim Burton, Os Fantasmas se divertem. Dá uma dor só de imaginar o que vem por aí. Por que mexer nos clássicos da nossa infância? Ainda lembro de Winona Ryder menina, roubando a cena naquela mansão mal assombrada. Geena Davis e Alec Baldwin como o casal recém falecido. E todas as situações divertidas. O que dizer da cena do jantar ao som de Banana Boat Song? Pelo menos estão querendo que Michael Keaton repita a dose como Beetlejuice. Ainda assim, não será a mesma coisa. Cadê os roteiristas de Hollywood, meu Deus? Se fizerem um flashmob com esta música já seria muito divertido. (fonte)
Homem de Ferro 3
Ainda falta muito para a estreia de Os Vingadores, mas os representantes do grupo de heróis não páram. As notícias sobre a preparação de Homem de Ferro 3 já começaram, e ele deve ser filmado na Carolina do Norte. Fora isso, as únicas certezas são que Robert Downey Jr. continua como o herói e a terceira parte será dirigida por Shane Black que substitui Jon Favreau, responsável pelos outros dois filmes. Roteirista de diversos filmes de ação, além de ator, Black emplaca seu segundo filme como diretor, uma responsabilidade para uma franquia que foi responsável pelo ressurgimento da Marvel nos cinemas. Vamos ver o que nos aguarda. O filme tem previsão de chegar as telas em 2013. (fonte)
Missão Impossível
Foi lançado mais um trailer de Protocolo Fantasma, o quarto filme da franquia Missão Impossível. Pelas imagens, Tom Cruise parece continuar em bons apuros, com muita correria, manobras fantásticas e adrenalina para todos os lados. Apesar de não estar muito empolgada desde o desgastado terceiro filme, começo a ficar curiosa com a chegada de dezembro.
Estreias
Esta semana é marcada por três estreias completamente diferentes. Primeiro, O Palhaço, novo filme de Selton Mello, uma sensível trama de um palhaço em crise de identidade que vai perdendo a graça aos poucos, enquanto todos parecem continuar rindo dele. Mello é sensível em sua construção imagética, com bons momentos, detalhes e um bom texto. Para mim, o melhor filme nacional do ano.
Já nos americanos chegam com um time de estrelas de peso para mais um filme de epidemia. Matt Damon, Jude Law, Marion Cotillard, Gwyneth Paltrow, Kate Winslet, Laurence Fishburne, John Hawkes estão em Contágio, um eficiente filme sobre o medo de contaminação por uma doença desconhecida. Não traz muita novidade, mas nos deixa paranóicos com a forma realista com que conduz a história, dando voz, inclusive ao resto do mundo e explicando em detalhes a formação e proliferação do tal vírus. Por fim, O Retorno de Johnny English, uma comédia que é a continuação de Johnny English – Um agente muito louco, sempre com Rowan Atkinson no papel principal e Gillian Anderson, nossa eterna Dana Scully.
Fica a dica
Mostra Social de Documentários
A Faculdade Social da Bahia estará realizando entre os dias 08 e 10 de novembro a 1ª Mostra Social de Documentários. O evento contará com exibição de filmes realizados para disciplina de Telejornalismo e Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) da Faculdade de Jornalismo da Instituição. Foram selecionados dez vídeos que trazem temáticas baseadas em três eixos: o social, o cultural e o histórico.
O evento conta ainda com participação de palestrantes da área cinematográfica como o diretor Danilo Scaldaferri, da escola de arte e tecnologia Oi Kabum!, e a professora do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Amaranta César.
As inscrições para o evento já estão abertas e poderão ser feitas por e-mail ou presencial no dia da abertura do mesmo.
O Que: Inscrições para a 1ª Mostra Social de Documentários Quando: Dias 8( 8h30min às 12h), 9 e 10 ( 18h às 22h) de novembro Onde: Auditório do Instituto Social da Bahia (ISBA) Contato: 4009 – 2840 ou pelo e-mail: mostrasocialdedocumentarios@gmail.com
Maiores informações no site http://mostrasocialdedocs.blogspot.com/
O jovem cineasta brasileiro Cesar Raphael de 25 anos, está começando a produção de seu primeiro longametragem. O detalhe é que isso está acontecendo não em uma esquina qualquer de nosso país, com o apoio de algum edital, mas em Hollywood com o apoio de Bobby Moresco, roteirista de Crash - No limite, que assina também a produção do filme. O garoto conseguiu isso a partir de um projeto ousado, o curta Pedaço de Papel, que ganhou 12 prêmios internacionais desde a estreia em 2009.
Às vezes, a gente leva a vida tão no automático que nem consegue responder a uma simples questão: qual a nossa vocação? Essa é a principal questão do filmeO Palhaço, segundo trabalho de Selton Mello, primeiro em que também atua. O cenário circense é apenas o pano de fundo para uma jornada de auto-conhecimento de um palhaço em crise, que faz a todos rirem, mas que perdeu a sua capacidade de sorrir.
Quase três anos e chegamos ao post número mil. É apenas um número, verdade, mas bastante significativo. Quando começamos, em dezembro de 2008, não sabíamos exatamente aonde o CinePipocaCult chegaria. Era apenas um blog para apresentar minhas opiniões sobre cinema e compartilhar o conhecimento que tinha adquirido na pós-graduação recém terminada de Cinema na UCSal. Aos poucos, fomos ganhando seguidores, amigos, parceiros, reconhecimento. O CinePipocaCult cresceu tanto que Ari Cabral precisou ser mais presente, principalmente nas redes sociais e organização do marketing do site, quando antes se restringia ao design do mesmo. Hoje cada post chega diretamente a mais de 4 mil pessoas, entre assinantes do feed, amigos e fãs no Facebook e seguidores no Twitter, fora os que chegam por indicações, buscas no Google e promoções. O CinePipocaCult cresceu. E temos que agradecer a todos por cada comentário, participação ou indicação, abraçando o projeto que ainda fazemos praticamente por amor. Pois, a única coisa que o site ainda não nos dá é dinheiro.
Há filmes que, por mais que os anos passem, continuam a impressionar em vários pontos. Assim, é Rastros de Ódio, considerado por muitos o melhor trabalho de John Ford e um ícone do western. O filme de 1956 impressiona não apenas pelo bom andamento do roteiro e imagens, mas principalmente pela mudança na construção do protagonista. Distante de um herói americano típico, o personagem de John Wayne é um dos mais complexos já vistos no gênero.
Hoje é dia de Rock no CinePipocaCult. A turma da Colina mexeu com o cenário brasileiro na década de 80. De lá sairam Plebe Rude, Capital Inicial e Legião Urbana, três bandas que são referência até hoje para o rock nacional. Quer conferir o documentário sobre essa turma dirigido por Vladimir Carvalho? Veja as regras abaixo.
A equipe de O Palhaço, segundo filme de Selton Mello como diretor, primeiro em que ele também atua, está na estrada tal qual o Circo Esperança. Quinta-feira estiveram em Salvador, Selton Mello, Moacyr Franco, e parte da produção do filme para coletiva de imprensa e pré-estreia para convidados, encantando a todos com o trabalho apresentado.
Depois de contar a formação histórica em Conterrâneos Velhos de Guerra e política Barra 68 – Sem Perder a Ternura da cidade de Brasília, Vladimir Carvalho chega enfim a sua formação cultural com Rock Brasília - Era de Ouro. O documentário se utiliza da formação das bandas Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude para falar de uma forma didática, mas bem realizada, do movimento que surgiu naquela cidade na década de oitenta.
Promoção boa é daquelas que nunca acaba, né? Cinépolis Salvador e CinePipocaCult podem te levar novamente ao cinema. E dessa vez, o ingresso vale também para fim de semana. Aproveite!
Dia 28 de outubro, Selton Mello estreia o segundo longametragem como diretor, e primeiro onde ele também atua. O Palhaço foi exibido pela primeira vez no Festival de Paulínia, onde ganhou quatro prêmios entre eles o de melhor diretor e roteiro. Ontem, a equipe do filme veio lançá-lo em Salvador com direito a cabine, coletiva para imprensa e pré-estreia para convidados. Estavam presentes o próprio Selton Mello e Moacyr Franco (que levou o prêmio de melhor ator coadjuvante em Paulínia). Domingo colocarei aqui uma matéria completa sobre a coletiva e a expectativa para o lançamento do filme, a princípio, destaco apenas a sensibilidade de Selton Mello em trazer a magia do circo para as telas de uma forma honesta e a oportunidade de continuar vendo Paulo José em atuações inesquecíveis.
Se Sylvester Stallone resolvesse juntar seus personagens Rocky Balboa e Falcão em um roteiro futurista seria bem parecido com o resultado de Gigantes de Aço. Não há como não lembrar desses dois filmes quando vamos acompanhando a jornada de Charlie com seu caminhão pelo submundo do boxe de robôs. E levando em conta que o protagonista de vez é Hugh Jackman, não é surpresa que a mistura se torne algo bastante interessante.
Meu País, meus problemas. Esse deveria ser o título do filme de André Ristum. É impressionante como o Brasil representa todos os problemas possíveis para o personagem de Rodrigo Santoro, sendo mais uma metáfora de um estado de espírito que propriamente um local. De uma maneira sutil e sensível, o diretor e os roteiristas Marco Dutra e Octávio Scopelliti passam por problemas familiares, crises econômicas mundiais e preconceitos de todos os tipos.
Hayao Miyazaki é um gênio dos animes, mas nem só dele vive a filmografia do Japão. Destaco hoje um filme de Isao Takahata, que é um primor da animação japonesa, lançado em 1988: Túmulo dos Vagalumes, baseado no livro semi-autobiográfico de Akiyuki Nosaka, que perdera a irmã por desnutrição. Daqueles filmes que emocionam desde o início pela simbologia, pela construção do roteiro e pela beleza da amizade entre dois irmãos.
Fico imaginando o que diria Simone de Beauvoir ao saber que, na segunda década do século XXI, o argumento de um filme se baseie no problema que é uma mulher descobrir que já teve dezenove parceiros sexuais na vida e que se passar do vigésimo jamais poderá casar. O pior é constatar que o mote de Qual seu número?, filme dirigido por Mark Mylod, ter um fundo de verdade. Ainda somos uma sociedade machista. Pena que o filme não aprofunde isso e mantendo apenas um bobo roteiro exageradamente superficial.
Estas semanas estamos presenciando um fenômeno interessante nos shoppings e salas de cinema de Salvador, a invasão da torcida do Bahia no espaço da sétima arte. Falo em invasão, não no sentido pejorativo, mas como uma constatação mesmo de um fenômeno especial. Não são pessoas indo ao cinema, são torcedores celebrando o seu time na sala escura.
Baseado em uma história real, Winter, o golfinho é uma trama de superação que emociona e serve de inspiração. Em um mundo onde a acessibilidade e o respeito às diferenças são temas cada vez mais discutidos, é bastante propício que um filme infantil nos mostre essa relação partindo de um golfinho deficiente físico e de um garoto que faz de tudo para mantê-lo bem.
Mais uma semana onde os Festivais chamam a atenção, no Rio de Janeiro, várias premières e expectativas para as produções internacionais. O cinema nacional, como sempre, tem espaço de destaque. E as notícias deixam curiosidade, principalmente com “Histórias que só existem quando lembradas”, da estreante Julia Murat que levou o público presente às lágrimas. Já "Eu Receberia as Piores Notícias de seus Lindos Lábios", de Beto Brant que traz Camila Pitanga com protagonista, teve a sessão com maior público até o momento. Outro que causou furor foi "A Novela das 8", de Odilon Rocha, tendo exibição com casa cheia, mas parece que o filme não empolgou tanto. Enquanto isso, no Rio Market, a boa notícia é a criação da NOSSA Distribuidora que une Conspiração Filmes, Lereby, Mobz, Morena Filmes, O2 Filmes, Vinny Filmes e Zazen Produções para promover e melhorar a distribuição do cinema brasileiro. A idéia é não distribuir apenas filmes das sete produtoras participantes, mas dar um controle maior ao produtor, viabilizando a função no país, antes controladas pelas majores norte-americanas. É torcer para o negócio vingar e o mercado de cinema no país se tornar ainda mair forte.
Notícias Rápidas
Trailer de Os Vingadores
Saiu essa semana e deixou todos com vontade de 2012 chegar logo. O primeiro trailer oficial de Os Vingadores mostra a união dos heróis, dando bastante destaque para O Homem de Ferro, Tony Stark, que rouba a cena com seu bom humor que arranca até uma risada do sisudo Thor.
Foto de Os Mercenários 2
Schwarzenegger entrou de cabeça no projeto Os Mercenários 2, essa semana ele divulgou uma imagem que empolga os fãs de filme de ação: Schwarzenegger, Stallone e Bruce Willis juntos no set de filmagem na Bulgária. O filme pode não ser grande coisa, mas a reunião desses três ícones já vale uma olhada. Atenção para o "sorriso" de Stallone!
Amanhecer
Novembro se aproxima e os fãs da Saga Crepúsculo começam a contar os dias. A pré-venda de ingressos já está acontecendo e agora, foi confirmada a notícia de que o diretor Bill Condon e um dos três protagonistas vem ao Brasil para divulgação do filme. Quem declarou isso foi o diretor da RioFilme, Sergio Sá Leitão. Agora é só esperar para saber qual dos três, Kristen Stewart, Robert Pattinson ou Taylor Lautner, virá para a première.
Festival de Londres
Começou ontem o Festival de Londres, com a exibição do filme 360º de Fernando Meirelles. Baseado na peça "La Ronde", de Arthur Schnitzler, o filme se passar entre Londres, Viena, Rio de Janeiro e Denver. O filme tem previsão de estreia no páis em 3 de fevereiro, mas os brasileiros podem acompanhar todas as informações sobre o filme no diário de bordo do diretor. Meirelles usou esse mesmo recurso em Ensaio sobre a Cegueira e é sempre uma aula de cinema.
Estreias da semana
Com o feriado, os filmes da semana estrearam na quarta-feira dia 12. Foram eles, Os Três Mosqueteiros, em uma versão hi-tech com bons e maus momentos, tendo uma boa utilização de 3D e vilões bem desenvolvidos e interpretados. A comédia romântica Qual o seu número?, que traz Anna Faris em um papel tolo de uma mulher que não pode aumentar o número de parceiros sexuais e resolve procurar todos os seus exs com a ajuda do vizinho interpretado por Chris Evans. E Winter, o golfinho, baseado na história real de um golfinho que teve a cauda amputada e com o empenho de um garoto conseguiu sobreviver e se tornar símbolo de superação. Quem quiser conhecer mais é só visitar o seewinter.com
A nota triste foi o adiamento do lançamento de A Pele Que Habito, filme de Pedro Almodovar que estrearia hoje no país. Só nos resta torcer para que novembro chegue logo.
Fica a Dica:
Já falamos aqui de cinema interativo. A dica de hoje fica por conta do projeto de conclusão de curso dos alunos de Rádio e TV da Unesp Bauru. O Labirinto conta a história de seis pessoas que são tiradas de suas rotinas e acordam num gigantesco labirinto. Qual caminho seguir? Esse é o principal objetivo de “O Labirinto”: "permitir ao público escolher a maneira como ver e navegar no universo da história, tornando o filme mais interessante para cada um e proporcionando diferentes experiências que dependem desses diferentes rumos a serem tomados".
O filme tem claras influências de O Cubo e da série Lost, com flashbacks dando pistas de por que essas pessoas foram parar ali. Toda a produção é muito bem cuidada, desde as escolhas da direção, direção de fotografia, sonoplastia, cenografia e figurino. O roteiro se destaca principalmente pela forma como envolve e deixa o espectador curioso com o passado e destino de cada personagem. O elenco, no entanto, é fraco e há um pequeno descuido de continuísmo com a barba de um dos atores. Mesmo assim, O Labirinto impressiona, sendo uma produção acadêmica acima da média. Os realizadores têm tudo para trilhar uma carreira de sucesso no mundo cinematográfico. É bom ficar de olho.
Direção: Bruno Jareta
Roteiro: Bruno Jareta, Laís Gurjão e Natalia Torres.
Rodrigo Santoro, Cauã Reymond, Débora Falabella e Paulo José fazem o elenco de Meu País. A produção, que foi bastante aplaudida ao final de sua exibição no Festival de Brasília, já está arrancando boas críticas em todo o Brasil. Quer ganhar um kit exclusivo do filme com pré-ingressos, trilha sonora e adesivo? Leia com atenção às regras abaixo. Os convites são válidos mediante a compra de outro ingresso.
Os personagens de Alexandre Dumas são eternos. Isso é fato. Milhares de adaptações e novas formas de contar as aventuras de Athos, Porthos e Aramis com o jovem D´Artagnan em live action ou animação, no auge da carreira ou vinte anos depois. O que Dumas nunca imaginaria é ver sua obra em uma versão hi-tech com direito a 3D e muita acrobacia a laMatrix.
Dia das crianças, dia de falar de filmes infantis. Como são filmes de difícil acesso, segue algumas palavras das produções que tive a oportunidade de assistir no FICI 2011.
O mundo encantado de Gigi
Toda criança tem um mundo encantado em sua farta imaginação. Gigi não é diferente. Orfã de pai, a garotinha passa os dias fantasiada de pinguim com o sonho de um dia conseguir voar como acredita que as aves o façam. Tudo porque seu pai lhe contou isso. E seu ídolo não poderia mentir, mas essa crença acaba tornando-a alvo de chacota dos meninos do bairro. Seus amigos são apenas os idosos do local, mas a garota não se importa. Seus momentos solitários são olhando para o céu e conversando com seu pai. A forma visual como Rintaro conta tudo isso é bem realizada, fácil de acompanhar, mas rica em detalhes. A história da fonte das sete divindades também é boa e a cena em que Gigi tenta tocá-la é uma das mais bonitas do filme.
Desde a pré-estreia que o filme Bahêa Minha Vida é um sucesso. Os torcedores se reúnem, se concentram e vão, todos fardados, assistir no cinema. São grupos enormes de pessoas com a camisa do Bahia que abarrotam os shoppings e enchem as filas em busca do desejado ingresso. Aqui não teremos ingresso, mas teremos uma camisa muito legal para você. Atenção que a promoção é apenas para moradores de Salvador**.
Os americanos podem não entender, mas todo brasileiro vai chamar a nova comédia de David Dobkin de "Se eu Fosse Você gringo". Tudo bem, não é uma mulher que troca de lugar com um homem, nem a história de Daniel Filho é original. Várias outras já foram feitas. Mas, na hora em que Ryan Reynolds e Jason Bateman gritam ao mesmo tempo o título do filme e as luzes se apagam, não há como não lembrar de Tony Ramos e Glória Pires.
Pense em uma professora que marcou sua vida escolar. Tenho certeza de que ela não seguiu a cartilha pré-estabelecida de educação. Lembro até hoje de uma professora de história que fez uma gincana com os assuntos estudados, ou de um professor de física que fez uma prova como se fosse um videogame, ou ainda uma professora de ciências que fez uma aposta em chocolates para quem tirasse uma determinada nota na prova. Ensinar é mesmo uma arte que merece atenção. E quanto mais você inventar formas para atrair a atenção dos alunos, melhor. Assim, Ziraldo, mestre em ensinar crianças e adultos através de suas histórias lúdicas, criou Catarina, uma professora fora da convenção que chega às telas do cinema com a mesma graça que emprestou às páginas do livro de 1995.
Ontem, Salvador sediou pela primeira vez a premiação do Prêmio Brasil de Cinema Infantil, com a presença da cineasta Carla Camurati e a diretora do grupo Labocine, Silvia Rabello. Em sua quarta edição, o prêmio surgiu com idéia de tornar o Festival ainda mais atrativo. Carla Camurati ressaltou o receio de não ter produção brasileira suficiente com o tema, mas que foram surpreendidos pela quantidade. Segundo a cineasta, falta verba no Brasil para produções, sem dúvidas, mas que dinheiro é apenas um capítulo, o que precisa ser discutido são formatos e bons roteiros que possam ser feitos com muita verba, pouca verba ou até com verba nenhuma. E entre os finalistas, podemos ver que a afirmação da responsável pela retomada do Cinema Brasileiro com Carlota Joaquina, tem toda razão. Havia filmes bancados por leis de incentivos, como também produções completamente independentes e idéias simples, mas bem resolvidas.
Uma praia paradisíaca, um casal em um cavalo, uma garrafa na areia, um bilhete, um pedido de casamento. A descrição poderia ser de qualquer filme romântico da década de 50, mas é apenas o tropeço inicial de uma comédia nem um pouco original, mas de fácil acesso ao público. É Kevin James mais uma vez no papel de um cara desengonçado que precisa de conselhos para conquistar uma garota. Só que agora, em vez de Hitch, ele terá que ouvir macacos, leões, elefantes e um gorila, seu melhor amigo.
Semana dedicada aos Festivais. Acabou nessa terça-feira o Festival de Brasília, sagrando o filme Hoje, filme de Tata Amaral, como grande vencedor da 44ª edição que trouxe mudanças no formato. Começou ontem o Festival do Rio de Janeiro, com a exibição de A Pele que Habito, novo filme de Almodovar. O Festival do Rio esse ano traz muitos filmes inéditos brasileiros, uma boa safra de filmes estrangeiros como o candidato italiano ao Oscar, TerraFerma, além de muitas oficinas, palestras. Isso sem falar do FICI - Festival de Cinema Infantil que tem mais uma semana aqui em Salvador, Aracaju e Recife. Fora dos festivais, ontem foi também a pré-estreia de Capitães da Areia, no Espaço Unibanco, com presença da diretora Cecília Amado, elenco e convidados. Uma grande festa para a obra de Jorge Amado chegar aos cinemas. Foram duas semanas de preparação, com palestras, exibições especiais e grande expectativa.
Em 1995, Ziraldo criou Catarina, uma professora fora da convenção que chega às telas do cinema com Paola Oliveira emprestando a mesma graça da personagem do livro. Quer ganhar um kit exclusivo do filme com um par de ingressos e cd com trilha sonora? Leia com atenção as regras abaixo.Promoção apenas para leitores das capitais de São Paulo e Rio de Janeiro.
"A grande noite de Paz da Bahia veio do Cais, envolveu os saveiros, o forte, o quebra-mar, se estendeu sobre as ladeiras e as torres das igrejas. Os sinos já não tocam as ave-marias que as seis horas há muito que passaram. E o céu está cheio de estrelas, se bem a lua não tenha surgido nesta noite clara. O trapiche se destaca na brancura do areal, que conserva as marcas dos passos dos Capitães da Areia, que já se recolheram."
Rapaz e moça, magoados com seus últimos relacionamentos resolvem ser apenas amigos e ter relações sexuais casuais. Não, não vou falar do filme Sexo sem Compromisso que estreou em abril desse ano. Amizade Colorida, filme protagonizado por Justin Timberlake e Mila Kunis seria uma ótima comédia romântica que se não trouxesse um argumento tão parecido com o filme de Ivan Reitman. Sabendo disso, no entanto, Will Gluck acaba construindo bons momentos de sátira do próprio gênero e trazendo inovações no tema já batido.
Trazendo uma mistura de Feitiço do Tempo com Matrix, e alguns elementos do próprio Lunar, primeiro filme de Duncan Jones, Contra o tempo é daqueles filmes que instiga e envolve. Claro que o nome original Código Fonte daria um ar menor de déjà vu ao público brasileiro, aliás, Déjà vu é outro filme que pode ser enquadrado na lista de inspirações da obra. Mas Contra o tempo é mesmo como o personagem de Jake Gyllenhaal está nesse thriller de ficção científica.
Quem pensava que a onda de filmes espíritas brasileiros fosse acabar no ano passado com o centenário de Chico Xavier, estava enganado. Essa semana chega aos cinemas O Filme dos Espíritos, dirigido por André Marouço e Michel Dubret, para homenagear o mês do nascimento do codificador da doutrina espírita, que nasceu a exatos 207 anos, em 3 de outubro de 1804 na cidade de Lyon, com o nome de batismo de Hippolyte Léon Denizard Rivail.
Ao sair de uma comédia em que demos algumas risadas a conclusão seria de que se trata de um filme bem sucedido, certo? No caso de Família Vende Tudo, não é bem assim. A maior parte das risadas é quase de nervoso pelo apresentado em tela que tenta flertar com o humor italiano e almodovariano, mas que acaba em uma mistura a la Zorra Total.